O Que acontece quando os bolts não funcionam bem?

Por: Shelby Carpenter – 4 de Novembro de 2015 outsideonline.com,
Traduzido em 24 de Novembro de 2015.

Bolts enferrujam, e especialistas preocupam-se que isso se transforme em mais acidentes, machucados e mortes.

Aproximadamente um terço das vias esportivas dos Estados Unidos, foram abertas nos anos 80 e 90, e os bolts destas vias estão se aproximando ao final da vida util.

Um dia no último março, Scott Sederstrom, 44 anos, estava escalando no Rio Owens Gorge, uma área popular de escalada esportiva no lado externo do Mammoth, Califórnia, usando uma técnica avançada chamada de Escalada Solo com Corda, que envolve clipar cada ancoragem acima com um Clipstick, e posteriormente retirar a ancoragem abaixo. Aproximadamente 12 metros do chão, quando clipou a terceira ancora, Sederstrom estava escalando uma aresta quando a ancoragem se desmanchou em duas e caiu da rocha. Sederstrom caiu e bateu no chão, vindo a óbito, provavelmente por trauma craniano (ele não estava usando capacete).

O Corpo de Sederstrom foi achado pelo sistema de busca e resgate do Condado de Inyo, na manhã seguinte, após sua noiva ter se preocupado e se dirigido à montanha, onde ela encontrou a van e o cachorro no estacionamento. Após uma inspeção, foi descoberto que a ancoragem falhou, era um velho 3/8 Buttonhead. Provavelmente foi instalado 20 anos atrás, havia corrosão escondida abaixo da superfície, e pode ter se fraturado parcialmente antes de Sedestron ter sequer clipado nele.

A forma como Sederstrom estava escalando solo com corda, que o deixou seguro apenas em uma ancora ao invés de várias ancoragens, e muito mais arriscado que a escalada tradicional. Mas sua presunção é assumida por todos os escaladores na montanha: Ancoragens são seguras. As modernas, tipicamente feitas de Aço Inoxidável, são projetadas para suportar até 3300 libras de carga para saída e 5600 libras para um impacto para baixo. Mas ancoragens vão se desgastando com o uso e enferrujam com o tempo, e até mesmo as mais bem fixadas eventualmente precisam ser substituídas;

Há aproximadamente 60.000 vias esportivas nos Estados Unidos, aproximadamente um terço das quais foram instaladas entre o final dos anos 80 e o início dos anos 90, de acordo com Nick Wilder, co fundador do “Mountain Project”. As ancoragens nestas vias estão se aproximando ao final da vida útil – aproximadamente 20 anos – e podem ou não serem seguras para escalar. De fato, e bem provável que centenas das milhares de ancoragens precisarão ser substituídas num futuro próximo, de acordo com Brady Robinson, Diretor Executivo do Access Fund, que trabalha para abrir áreas ao público, áreas de escalada pelo pais. Para acabar com esse problema, o Fundo e o American Alpine Club anunciou no último mês uma captação de 10.000 USD através de um programa chamado Anchor Replacement Fund. Dezessete organizações pelo pais tem recebido uma parcela do dinheiro para reposição de ancoragens.

“Algumas dessas ancoragens são verdadeiras bomba relógio”, afirma Ian Kirk, fundador do Red River Gorge Fixed Gear Initiative, que capta dinheiro para esforços de substituição de ancoragens e que recebeu uma parcela desse dinheiro. O Red River Gorge, destino internacional de escalada no Kentucky com mais de 2000 vias esportivas, representa uma micro parte da escalada que vem se tornando popular. A expansão das vias “tem ocorrido de forma exponencial nas ultimas duas décadas”, de acordo com o website do group de Kirk, e mais escaladores estão se ancorando, caindo  e forçando-as. “esta se tornando um jogo de probabilidades” com ancoragens antigas, diz Kirk. “ você simplesmente não sabe se elas são boas ou ruins.”

Os 10.000 USD do  Access Fund é uma gota d’água no oceano, o que se torna uma questão mais de consciência do que de solução. Robinson estima que custaria milhões de dólares para substituir todas as ancoragens que estão se aproximando ao fim da vida util. “Dada a quantidade de escaladores que estão migrando para as montanhas ao redor do pais, é assustador pensar que o problema de ancoragens ruins está acelerando assim como o número de pessoas usando-as também aumenta”, diz Dale Remsberg, diretor técnico da American Mountain Guide Association. “Nos estamos no ponto em que as ancoragens são valhas o suficiente e a escalada e popular o suficiente para que acidentes comecem a acontecer frequentemente”.

Os tipos de bolts e ancoragens que os escaladores instalam em novas vias hoje em dia, os que você se clipou na maioria dos lugares que você escalou, não estão sendo produzidos há muito tempo, pelo menos no esquema dos últimos 60 anos da escalada nos Estados Unidos. Nenhuma empresa no país fabricou bolts especialmente produzidos para a escalada em rocha até a Metolius iniciar a fabricação de boltes no final dos anos 80. Os bols de escalada modernos, ancoragens e argolas vendidos pela Metolius, Fixe Hardware, Climbtech, Petzl e outras companhias agora são feitos sobre especificações padronizadas de segurança estabelecidas pela Federação Internacional de Montanhismo e Escalada (UIAA).

Anteriormente, lá por volta dos anos 50, quando a escalada estava na sua infância, as ferramentas do esporte eram rudimentares. Escaladores, inclusive a lenda de Yosemite, Warren Harding, optaram por parafusos de expansão e fixadores projetados para uso em cimento, tijolo e projetos de construção em rocha. Um dos bolts mais comuns era o Star Dryvin, um prego de aço dentro de uma MANGA, que era chumbado com batedor manual no buraco, na face da rocha simplesmente batendo no local. (hoje em dia, escaladores em sua maioria usam furadeiras a bateria, então um martelo num bolt de expansão, para depois dar o torque no aperto do parafuso.) Um Star Dryvin era adicionado a ancoragem, uma peça de metal nivelado a rocha que cliparia a corda durante a Ascenção. Algumas ancoragens até eram feitas a mão. Estas configurações iniciais era muito mais fracas que os bolts atuais – escaladores desconfiam tanto deles que muitas vezes preferiam fixar Pitons a correr o risco de cair de um deles.

Good bolts. Photo: safeclimbing.org

Bolts bons. Photo: safeclimbing.org

Dos anos 60 até o início dos 80, a escolha do bolt era de ¼ de polegada RAWL DRIVE (“Buttonhead”), um bolt de construção que os escaladores habilidosamente usavam com furadeiras de mão enquanto conquistavam. Os bolts costumavam ser associados a estilos antigos (o que hoje são considerados ser) pouquíssimo confiáveis, como os LEEPER HANGER. O fabricante de bolt, Ed Leeper fez um recall de todas as suas ancoragens em 2004 e pediu aos escaladores que removessem qualquer ancoragem sua remanescente nas rochas por todo o pais, por serem vulneráveis a corrosão química e estresse mecânico que pode quebrar ao meio devido ao estresse da queda de um escalador. No final dos anos 80, escaladores estavam usando bolts mais grossos e resistentes de 3/8 e de ½ polegada de diâmetro.

Os mais resistentes e duráveis bolts disponíveis hoje são os de Titânio, mas eles são tão caros que geralmente só são usados em montanhas próximas ao mar, onde a maresia pode causar uma corrosão particularmente rápida aos bolts tradicionais de aço. Fora o titânio, bolts de  ½ polegada de aço inoxidável ou ancoragens são considerados o padrão de ouro contemporâneo, apesar de que os primeiros conquistadores optam por bolts de aço mais baratos. Quanto bolts de aço são substituídos por aço inoxidável, eles estão sujeitos a um processo chamado galvanização corrosiva, que ocorre quando dois tipos diferentes de materiais trocam ions e degradam-se.

“Simplesmente não e realístico esperar que o metal continue funcionando em 20, 30, 40 anos” diz Kevin Daniels, fundador da Fixe Hardware. “pessoas precisam estar conscientes e pensarem, se esse bolt falha, o que vai acontecer? Ate mesmo se trocarmos todos os bolts que existirem, essa e a questão que deve estar na mente de todos”.

Especialistas avisaram que acidentes como a queda de Sederstrom poderiam se tornar comuns no esporte, mas surpreendentemente tem havido poucos acidentes devido a falha dos bolts nos últimos anos. Os dois mais recentes acidentes relacionados a fatalidades com Bolts ocorreram em 2012 e 2010, na região do Meadow River, na Virgina do oeste e no Index em Washington, respectivamente, de acordo com uma pesquisa da organização Accidents in North American Mountaineering data base. Mas pergunte por ai e você escutara histórias de escaladores experientes sobre perdas próximas relacionadas a bolts. Robinson, por exemplo, se lembra de escalar uma via nos anos 90 no Catedral Spires no interior da Dakota do Sul. “eu clipei numa ancoragem e a ancoragem saiu da parede” disse ele. “Eu olhei em volta e vi que não havia mais nada, então eu botei de volta e continue escalando”. Na falta de uma proteção melhor próximo dele, ele apenas continuou escalando, arriscando uma queda ainda mais perigosa.

Além do risco que escaladores individuais enfrentam quando estão usando essas ancoragens, há uma outra razão para que o Acess Fund queira substitui-los: assim áreas de escaladas não são fechadas. Quando uma menina de 12 anos de idade sofre um ferimento crítico devido a uma queda durante uma caminhada em Mokuleia Wall no Havai em 2012, o departamento de estado havaiano de terras e recursos naturais (DNLR) fechou a parecer para escalada indefinidamente e instalou avisos de “não ultrapasse” que ameaça com multas de 2.000 USD. A proibição então se expandiu por Mokuleia e incluiu todas as falésias e montanhas administradas pela DNLR até a legislação ter sido regulamentada provendo imunidade ao estado quanto a responsabilidade. Apenas em janeiro deste ano que a Mokuleia e suas rotas de escaladas com mais de 70 anos foram reabertas aos escaladores.

Bolts estragados. Photo: safeclimbing.org

Bolts estragados. Photo: safeclimbing.org

O Acess Fund quer se certificar que outras áreas não sofrerão o mesmo destino. Mas substituir todos os bolts antigos das vias não acontecera da noite pro dia. Fora a falta de fundos, há também uma falta de mão de obra, pois apenas algumas pessoas tem conhecimentos especializados para substitui-los, e menos ainda tem o tempo pra fazer isso regularmente. “e muito difícil conseguir pessoas com conhecimento suficiente que dediquem seu tempo para faze-lo” diz Kirk. Ele pessoalmente substitui centenas de bolts a cada ano no Red River Gorge, que usualmente envolve usar uma barra quebradora para extrair bolts antigos e furar novos buracos para colar bolts, que contam com uma cola química forte que os mantem no local e normalmente duram mais que os de bolts de expansão mecânica os quais estão sendo substituídos.

Mas não é o suficiente.

Nós precisamos de mais pessoas substituindo as ancoragens e mais pessoas financiando a troca. “está se tornando uma tarefa enorme para nos mantermos alertas e substitui-los” diz Kirk. “Está se tornando uma crescente epidemia”.

COMO IDENTIFICAR ANCORAGENS RUINS

 Existem alguns sinais que nos mostram uma ancoragem suspeita, que o escalador pode estar atento. Buttonheads (que parecem botões de casaco) e Star Dryvins (que tem uma estrela estampada) não são confiáveis. Se uma ancoragem em um bolt qualquer esta folgado e se meche, isso significa que esta saindo da rocha mais do que deveria e não deve ter resistência máxima; a ancoragem pode não necessariamente precisar ser substituído, mas precisa ser reapertado para obter a tensão apropriada conforme recomendação do fabricante.

Ferrugem no bolt ou na ancoragem indica fraqueza. Mas nem todos os bolts e ancoragens ruins tem sinais visíveis de corrosão, caso a corrosão aconteça no interior do furo ou do bolt propriamente dito.

Fora os bolts, também e importante analisar as ancoragens. Qualquer ancoragem da Leeper e suspeita, e são identificáveis por suas arestas afiadas e formas trapezoidais. A velha ancoragem SMC pode ser identificado por quão finas são – tão finas quanto um quarto de polegada. Bolts e ancoragens perigosos podem ser reportados no Badbolts.com, um cadastro online para rastrear bolts que precisam ser substituídos e provem informações quanto a prospecção de pessoas para substitui-los.

Escaladores devem estar especialmente conscientes das áreas em que muitas vias esportivas foram abertas a mais de 20 anos, de acordo com Remsber da American Mountain Guide Association incluindo o Red Rock Canyon próximo a Las Vegas, Eldorado Canyon no Colorado e o Red River Gorge, que tem uma alta porcentagem de bolts de zinco instalados em condições de umidade.

Nunca mais fique Tijolado!

Publicado originalmente na revista Rock and Ice por Neil Grenham

Se os seus ante-braços incham como balões e seus dedos sempre parecem crescer justo quando se esta próximo das proteções, então essa série de duas partes no treinamento de resistência é exatamente o que você esta procurando. No “Winter Workouts – Get Fit with Interval Trainnin” eu mostrei como usar um programa intervalado para o poder de resistência. Neste artigo, nós olharemos o trEino de baixa intensidade/resistência para vias longas. Esta área de treino crucial e facilmente ignorada, fornece a chave para a rápida recuperação.

Antecedentes

Baixa intensidade/resistência refere-se a sequências de escaladas que são mais longas que 60/70 movimentos de mão, que podem durar mais que seis ou sete minutos.

Jargon Buster

Escaladores as vezes usam o termo “stamina”/”life” para se referirem a resistência. Em outros esportes é comum se classificar resistência como aeróbico e anaeróbico mas na escalada isso fica confuso. Por exemplo, um dado escalador pode ter uma via ou enfiada que lhe exiga movimentos intensos e curtos, precisando de resistência anaeróbica, seguido de uma enfiada que requer mais resistência aeróbica; E é comum que as duas resistências, tanto aeróbicas como anaeróbicas sejam testadas na mesma escalada, assim como os níveis de ácido lactico aumentam e diminuem, e é dificil separa-los totalmente quando se fala em treinamendo de baixa intensidade.

De Volta a Velhas Rotinas

Um erro comum é ignorar totalmente o treinamento de baixa intensidade. Algumas academias tem vias que sequer chegam próximo da altura necessária, então nós escolhemos a opção mais prática e simples, escolher o que temos disponível. A aproximação requerida é fazer vias simples que requerem menos disciplina, menos tolerância a dor, como se você não estivesse gastando muito tempo sobre a influência do fatigamento muscular. É um erro comun tentar escalar, cada vez mais, graus mais dificeis quanto forem possíveis em todos os seus treinos. Ainda que mesmo para aqueles que fazem cordadas duplas ou triplas em vias mais faceis nas escaladas ocasionais aqui acolá, e de volta as dificeis, existe um universo de aplicações com um pouco mais de planejamento.

A Nova Rotina

Sessões de Treinamento de baixa intensidade podem ser feitos numa parede de guiada ou em num murinho de boulder.

Parede de Guiada: Esta opção é bem feita quando você tem um parceiro sensato e vocês não ficam monopolizando vias populares quando a academia esta cheia. Seja guiando, ou descendo, puxe a corda o mais rápido possível, e guie novamente; ou guie e desescale a via então guie novamente. Desescalar precisará ser consideravelmente mais fácil do que guiar.

Murinho de Boulder: Esta opção é otima para escaladores solitários. Normalmente funciona melhor quando se faz sequências aleatórias, ou vias de facil identificação, sejam por cores ou circuitos.

Quando Treinar

Atletas de elite desejam treinar resistência até cinco vezes na semana, com talvez uma sessão de força complementar. Alternadamente pode-se fazer três ou quatro sessôes de resistência (mais uma sessão de força). É universalmente aceito que baixa intensidade produz o melhor e mais seguro tipo de treino para iniciantes ou Você pode então seguir priorizando treinos de alta intensidade. Outra tática é fazer uma série concentrada de treino de baixa intensidade imediatamente anterior a uma possível escalada tradicional.

Especificações variáveis

Nunca treine os mesmos movimentos nos mesmos angulos. Alterne entre algumas variáveis conforme abaixo:

Número de movimentos:

Média Intensidade/Resistência: 60-80 movimentações

Alta intensidade/Resistência 80-150 movimentações

Angulação do muro:

Prátique “resistência em agarrões” nas paredes mais ingremes e “resistência regleteira” nos muros de menor angulação.

Constante ou Variável:

Uma sequência de escalada requer baixa intensidade, pode no entanto ser mantido com movimentações de graduações próximas, ou variando, com sessões mais difíceis intercaladas com bons descansos. O estilo anterior requer uma frequência constante, talvez movimentações rápidas do antebraço para tentar recuperar, enquanto que o estilo mais recente é fazer sessões duras e descansar bem. Ambos os estilhos são importantes para a prática.

Estrutura de Treino

Escolhendo a graduação do treino: Abaixo há uma ideia para um escalador intermediário.

Sessão Tripla: dois a três graus abaixo do limite “A Vista” para uma única via.

Sessão Quadrupla: Três a quatro graus abaixo do limite máximo “A Vista”

Guiando>Descendo>Guiando:

1- Guie (dois ou três graus abaixo do seu limite “A Vista”.

2-Desescale 4 a 5 graus abaixo do seu limite “A Vista”.

3- Guie dois ou três graus abaixo do seu limite “A Vista”.

Se lembre que graduação acumulada de três ou quatro vias facinhas feitas sequenciadamente podem lhe levar próximo ao seu limite. Por exemplo, quatro entradas na via curta 5.11a, ida e volta, é um esforço equivalente a uma longa 5.11d ou 5.12a na rocha.

Número de Repetições

Tente completar entre quatro a seis intervalos de trabalho para baixa intensidade/resistencia. Para alguns números extensos vai depender de quão dificil você mnta sua tabela de treinos, mas se você fizer substancialmente mais ou menos, então claramente as vias e circuitos ficam ou muito dificeis ou muito faceis também. Sempe termine uma série. As primeiras duas ou tres mérias gerais deverão se sentir realmente confortaveis, os próximos dois deverão ser dificeis e os ultimos dois um voo desesperadp. Também é válido notar que sessões de baixa intensidade podem servir muito bem para descansar ativamente, ou reabilitar-se de um machucado, desde que você deixe cair a graduação consideravelmente e fazer uma ou duas séries a menos que o total.

Momentos de Descanso

Uma vez e meio é uma boa base. Por exemplo, se você estiver escalando por 10 minutos descanse por 15.

Variações Estruturais

Tentar seguir combinações que adicionem novidades ao seu treino. Nenhuma estrutura simples é superior a outra, então tente uma que seja nova para você.

Intervalo Estrutural:

Este intervalo a estrutura é dado no Nº 192 para alta intensidade/resistência, onde intensidade, duração da escalada e momentos de descanso permanecem fixados e constantes.

Ex.: 10 Minutos escalando ou 100 movimentos x 5 series com 15 minutos de descanso entre as séries.

Piramide de Intensidadade Estrutural:

Duração da escalada e momentos de descanso permanecem fixados, mas a graduação/intensidade sobe piramidalmente então baixa novamente.

Ex.: 100 movimentos com 15 minutos de descanso entre as sérias a 80%>90%>100%>90%>80% do máximo da graduação a vista.

Duração da Piramide Estrutural:

Com essa opção, a intensidade/graduação permanece a memsa para cada série, mas a duração da escalada varia na piramide estrutural.

Ex.: Graduação fixa a 90% do limite “A Vista” para todas as séries: 7minutos escaladno, 10 minutos descansando, 10 minutos escalando, 15 minutos descansando, 15 minutos escalando, 20 minutos descansando, 10 minutos escalando, 15 minutos descansando, 7 minutos escalando.

O Elemento da Técnica

Relaxe, respire calmamente e sacuda.

Nota.:Este artigo foi originalmente publicado na Rock and Ice nº193, traduzido por Allysson Laurentino.

Cordas precisam descansar?

Algumas semanas atrás eu estava em um pico de escalada local, quando um dos meus colegas perguntou se eu me incomodaria de responder uma questão “tecnico-científica típica questão de engenharia”. Ele queria saber porque cada queda que ele levava enquanto estava desenvolvendo seus “projetinhos” pareciam progressivamente mais dolorosas. Eu mencionei que uma velha publicação da Freedom of the hills assim como uma numerosa quantidade de revistas de escalada mencionavam sobre deixar suas cordas “descansarem” entre quedas fortes ou mesmo trocar as pontas antes de tentar o movimento do crux novamente. Isto e claro para reduzir a sobre-carga sofrida, o que pode se tornar especialmente critico quando se escala com equipamento danificado, A Corda e a peca fundamental que ajuda a absorver energia quando o sistema esta elastecendo – e assim como um elástico, eh preciso tempo entre cenários de cargas expressivas para descansar e então poder absorver a máxima quantidade de energia no próximo esforço. Meu amigo me encarou, claramente não tendo a menor ideia do que eu estava falando.

Ele continuou e perguntou se haveria algo que ele poderia fazer para diminuir as dores nas suas falanges, e reduzir a carga de equipamento necessário. Mas alem disso ter uma segurança dinâmica. Use uma corda de alta elasticidade, folgue um pouco seu no após cada pequena queda (Porque os nos também absorvem energia durante uma queda), deixe a corda descansar entre cada tentativa, e use nylon slings e costuras que absorvam mais energia que a Spectra/Dyneema (que não elastece).

Para tentar colocar alguns números, eu e alguns integrantes do grupo QA Engenharia desenvolvemos um rápido plano de teste e executamos na torre de testes. Nos percebemos que tentariamos perceber diferenças de cargas sofridas em cada equipamento da proteção quando:

Executando sucessivas quedas o mais rápido possível na mesma corda
Descansando a corda 30 minutos entre cada tentativa
Folgando o no entre as tentativas
Deixando a corda descansar 2 horas entre as tentativa
Deixando a corda descansar um dia inteiro entre cada tentativa

Nota Informativa: Esse não pretende ser um teste complexo, nem tese de PHD, apesar do pequeno caráter cientifico. Claro que há muito muito mais que poderiamos fazer para melhorar isso. Esta informacao limitada a uma pagina de resumo e apenas uma tentativa de dar aos escaladores um pouco de alimento para a imaginacao. Apenas isso.

Configuração do Teste:
BD drop tower (sem certificação da UIAA)
80 Kg de massa rígida de aço
Freio Estático (isto e critico, apesar de ser atípico ou realista, e repetível e nos permite isolar variáveis que nos interessa)
Corda de 10,5mm (nova)
Corrente usado como costura
Cenário tipico de queda de guiada
Fator de queda: 0.26

Linhas gerais do teste (corda descansando 5 minutos entre as cargas)
Usando uma seção da corda no teste conforme descrito acima, a massa foi liberada e a tensão foi tensionada (na parte superior do equipamento).
A massa foi subsequentemente levantada de volta ate a mesma altura e novamente jogada após a marca de 5 minutos.
O teste foi repetido por 10 vezes.

Folgando o No

Assim que as cargas era relativamente pesadas durante este teste, nos percebemos que não seria tão fácil folgar os nós, então nos decidimos colocar um mosquetão dentro do 8 duplo. Isso permitiu que folgassemos o no a cada queda, e a massa era subsequentemente levantada a mesma altura e jogada novamente a marca de 5 minutos.
Isso foi repetido por 10 vezes.

Corda descansando 30 minutos entre cada carga

Mesmas linhas gerais do teste anterior no entanto a corda descansou 30 minutos entre cada tensão de carga, repetido por 10 vezes.

Corda descansando 2 horas entre cada carga

Mesmas linhas gerais dos testes anteriores no entanto a corda pode descansar por 2 horas entre cada carga e só foi repetido uma vez.

Corda descansando 24 horas entre cada carga

Mesmas linhas gerais dos testes anteriores, no entanto a corda pode descansar 24 horas e a carga só foi liberada uma única vez.

Observações:

1. Como esperado, progressivamente os resultados aumentam as forcas.
2. As maiores cargas foram para a primeira e segunda carga, como esperado.
3. Folgar o no após cada queda reduziu um pouco a tensao, porem não muito.
4. Deixar a corda descansar 30 minutos entre cada tensao sofrida teve um efeito muito maior do que reduzir a tensao do sistema do que folgar uma corda, porem ainda não foi expressivo.
5. Permitir a corda descansar 2horas e 24horas teve um efeito de reduzir as tensoes na segunda carga.
6. Permitir a corda descansar 24horas ainda resultou numa tensao 11% maior do que na primera carga.

Conclusao:

Folgar o seu no, ou deixar a corda descansar antes da próxima queda reduz os impactos das cargas levemente. No entanto, usar cordas diferentes para cada tentativa ou trocar os lados da corda produz um efeito muito mais positivo. E claro que a melhor opção para manter as tensoes no sistema minimizados e não cair, em primeiro lugar. Como declarado anteriormente, isto não e um estudo exaustivo e existem muitos outros testes e experimentos que poderiam ser realizados se não estivessemos ocupados fazendo o melhor equipamento de escalada do mundo. Por exemplo:

“Quanto tempo demora para que a corda possa descansar a ponto de ficar em condicoes similares a de uma corda nova, ou ainda, isso pode efetivamente acontecer?”

“Qual e a diferença se tivessemos usado um freio realista e dinamico ao inves de um freio estatico”

“Que tal fazer esses testes com uma corda ainda mais fina?”

“E como fica se usarmos corda dupla? Ou gemea?”

“ qual o efeito de folgar o seu no ou deixar a corda descansar tem um efeito melhor num mundo real com cenario de cargas realisticas?”

Quem sabe um dia,

Escale com seguranca.

KP

Fonte: Black Diamond

Como Içar Haul Bag

Puxe sua bagagem para escalar mais rápido e mais forte

Verdade simples: Tentativas de escalar “Leve e Rápido” normalmente significa pesado e lento. Para evitar estigma de levantar a mochila, muitos escaladores sentem que precisam ter tudo pendurado no próprio Baudrier. Garrafas de agua, tênis de aproximação, loops de equipamentos,  fitas, enrolados ao redor do dorso, ficando no caminho. Se isso soa parecido com você, desequipe-se e suspenda! Aqui estão algumas razoes para você suspender o equipamento, dicas de como fazer, e algumas precaucoes desenvolvidas ao longo de anos de experiência.

Porque puxar?

Em algumas escaladas em livre, você não pode se ater a apenas uma corda, então e comum trazer duas. A menos que você esteja escalando com uma corda dupla, sistema que a maioria dos escaladores americanos normalmente não fazem. Eles costumam carregar uma retinido. E mais eficiente e menos cansativo prender todo o seu equipamento ao final dessa corda, ao invés de manter tudo preso a sua pessoa.

Não ter que carregar uma mochila com você também significa poder trazer consigo alguns itens extra como um chapéu e luvas de aquecimento, cobertor e talvez ate um isolante termico. Você pode estar melhor preparado para o mau tempo, para a descida ou para armar bivaques improvisados. Mais, Içar lhe permite escalar mais forte. Carregar grandes pecas moveis, tênis de aproximação, agua e equipamento para tempestades em uma pequena sacola de içar, libera o escalador guia a seguir mandando graduações muito mais duras. Se a escalada e maior do que 10 enfiadas, içar pode tornar-se muito lento, mas se a rota é íngreme, com um bom nível de dificuldade, içar pode se tornar um grande beneficio. Você pode estar um pouco mais lento, do inicio ao fim, mas também terá muito mais diversão.

Como Puxar

A técnica da sacola leve e simples. O guia carrega a ponta da retinida, clipado ao loop traseiro do baudrier. Apos ter montado a próxima segurança, clipar a linha do haul em algum lugar que permita a melhor rota de subida, com menos atrito, e então puxar pra cima pela corda livre da retinida que esta amarrada na outra ponta ao Haul Bag. Neste ponto, o participante devera encordar o Haul Bag com um oito laçado, soltar a ancoragem do Haul Bag, enquanto o guia se prepara para içar o Haul Bag. Espere até ter puxado o resto da corda para ancorar novamente.

Neste ponto, grite, “Pronto para puxar” ao participante. Se a comunicação de voz e difícil, concorde com alguma comunicação via sinal na corda. Eu costumo usar três puxões na corda para indicar que estou pronto para puxar o haul bag. Esteja pronto para segurar o peso das sacolas, mas não comece a puxar imediatamente, pois o participante precisara de alguns segundos para desclipar a sacola da ancoragem.

O Segundo pode agora livre da sacola, ao desclipar da ancoragem gritar: “Sacola Liberada!” / “Haul Liberado” e então liberar lentamente o peso da sacola na linha retinida ou deixar o guia suspender a sacola com suas próprias mãos, apenas direcionando o caminho da sacola.

O Segredo para puxar sacolas em uma escalada esta concentrada em uma única coisa, Conservar Energia. Não tenha medo de tomar um pouco mais de tempo para montar um sistema eficiente que conserve as forcas dos seus braços. Com um carregamento mais leve você fica confiante que pode simplesmente puxar a sacola e a corda mao-a-mao. Com uma sacola mais pesada, redirecione a corda e a sacola através de um mosquetão, o mais alto possível na segurança e use um sistema de alavanca progressiva.

“Para uma alavanca você precisara de um equipamento especifico. Eu costumo usar o Petzl Triblock no modo Locking Pulley”. Com a configuração da figura 1,  você puxara a corda que conduz diretamente ao saco, puxe para baixo, uma vez que esta corda estará passando por um mosquetão que redireciona o sentido da forca, e deixe os dentes do Tribloc agarrar a corda e segura-la entre puxadas. Descansar tão frequentemente quanto você precisar, mas se estiver muito pesado tome um pouco de tempo para montar uma alavanca auxiliar para o pe figura 2,usando um Ropeman da Wild Country ou outro tipo de micro-equipamento do estilo. Maos, não o pés, são os primeiros a cansar em uma escalada longa, então não gastes suas forcas para puxando sacolas. Use os músculos mais fortes das pernas para empurrar o Ropeman para baixo enquanto puxa através do Tribloc então puxe a folga através do Ropeman, que ira se mover de volta pra cima na corda.

Uma vez que você tiver o sistema de puxar sacolas montado, puxe a sacola e clipe na equalização, em algum lugar fora do caminho, mas acessível. Eu costumo deixar a corda após puxada, pendurada livre ate que eu esteja pronto, então repasso toda a corda para que o guia fique com a ponta da corda e ela esteja desembaraçada. Agora você pode se preparar para dar a segurança na próxima enfiada.

Se tudo for bem, o processo inteiro de puxar sacolas não deve durar mais que 10 minutos. Isso é uma hora extra para cada seis enfiadas, mas você poderia ganhar muito desse tempo sendo mais rápido, mais leve.

Dicas:

  • Nunca use cordas finas dinâmicas, cordas duplas, como retinidas. A elasticidade e horrível para fazer rapel e muito perigoso para arestas, caso seja preciso ultrapassar uma. A melhor corda para puxar equipamento e a corda de 60 metros de 7mm a 8mm estática, que você pode achar com preços bem razoáveis.

  • O no de amarração e de alta abrasão, em rochas ásperas, você pode rapidamente estragar a corda após algumas enfiadas, então eu gosto de proteger o no com a parte superior de uma garrafa plástica cortada.

  • Use um saco maior. Sacolas super compactas são ótimos mísseis, mas normalmente são muito pequenas para um dia inteiro nas alturas. Uma sacola menor e melhor de puxar kg a kg que uma sacola mais larga, mas uma sacola um pouco mais larga ira lhe permitir acessar os itens mais facilmente. Escolha uma sacola especificamente preparada para carregar equipamento em paredes (Haul Bag), ou ela vai ficar toda esgarçada após um ou dois usos.
  • Transporte Simples. Pegue uma dica com escaladores de Big-Wall mais experientes e assegure-se que a sua sacola se encaixa perfeitamente. Cintas e alças vai enganchar, então remova-os. Nunca amarre qualquer coisa do lado de fora da sacola. Quando você amarrar a carga, a parte superior devera ser o mais afilado possível para que ele possa se mover mais facilmente passando pelos tetos e grandes percursos.

  • A Queda de um Haul Bag pode causar a queda de pedras, então seja cauteloso quanto estiver puxando de cima e quando estiver na seguranca, abaixo. Em geral o guia puxa a sacola antes de montar a seguranca ao participante (assim o participante pode ajudar a desenganchar a sacola caso ela fique presa, se necessario), mas deixe o próximo escalador fora da zona de perigo.

OBS.: Este artigo é apenas uma das possíveis fontes de informação, não devendo no entanto ser usado como fonte exclusiva de informações antes de empregar as técnicas aqui descritas por tradução livre, sugerimos que para a prática antes de ir a montanha procure o clube de escalada mais próximo ou escaladores mais experientes que possam compartilhar suas experiências. Não se ponha em risco desnecessário, prime pela segurança antes de tudo.