A Escalada em rocha vai perder lugar para os ratos de ginásio?

Por: Gregory Thomas (tradução livre)

Os melhores escaladores dessa geração construíram sua técnica escalando em ginásios. Agora eles estão experimentando Paredões.

Quatro anos atrás, Reinhold Messner tentou persuadir sua convidada num jantar, Sasha DiGiulian, escaladora profissional,  então com 19 anos à experimentar a escalada em rocha. Ele pegou uma caneta do bolso, virou o cardápio de vinhos e então começou a desenhar uma montanha nas Dolomitas Italianas, que ele escalou quando era mais jovem. Os dois haviam apenas se conhecido, eles estavam em Salt Lake City para participar da entrega de prêmios no evento anual da indústria de equipamento de escalada “Outdoor Retailer”, e Messner acreditava que alguém com a técnica de DiGiulian estava perdendo seu talento escalando em madeira e resina.

“Sasha esta no caminho de se transformar na escaladora guia do novo século” Comenta Messner. “Então ela deveria saber disso”.

No entanto, DiGiulian, agora 23, já havia escalado em rocha antes, mas o foco dela era dominar o circuito mundial de Bouldering, que acontece praticamente 100% indoor. Ela se consagrou campeã mundial em 2011 e ela ganhou três títulos nacionais entre 2010 e 2012.

FInalmente em 2013, DiGiulian foi a Itália e mandou a primeira ascensão (FA) feminino da via #Bellavista graduada em 5.14b (um 11a brasileiro), seu primeiro grande feito na Escalada em Rocha.

“Eu percebi que o que eu realmente quero fazer no esporte não é gastar todo meu tempo no ginásio.” Comenta DiGiulian. “Lá fora, não há limites do quanto você pode ser bem sucedido.

Desde que desistiu da competição indoor em 2013, DiGiulian tem mantido seu olhar em novos horizontes. Em Janeiro de 2015, ela usou machadinhas de gelo selvagens na competição de escalada mista “Ouray Ice Festival”, após apredner a técnica em apenas 10 dias. No ultimo Agosto, ela participou por três semanas do ataque a face norte  da Eiger e se tornou a primeira montanhista americana a escalar aquela montanha pela via #Magic Mushroom, 5.13a (9b Brasileiro).

Que DiGiulian encontraria o sucesso pos competição, ao ar livre, não seria nenhuma surpresa para os alpnistas experientes – A forte fundação das competições traduz-se bem no mundo real na rocha. Apenas pergunte a Emily Harrington, do Lago Tahoe, Califórnia. No ano passado, o antigo campeão de escalada esportiva, de 29 anos, escalou em livre o #El Capitan em Yosemite. Antes disso ela fez tentativas fortes porém sem sucesso ao cume da montanha mais alta de Myanmar para descer o Makalu, a quinta montanha mais alta do mundo, nos ceus. “O desáfio está saindo do mundo da competição e decidindo que ela quer ser uma escaladora para a vida”, Disse Harrington.

“Para os garotos que estão surgindo um 9b e a base” Diz Peter Mortimer. “Quando eu iniciei, um 9b significaria que você estaria nas capas das revistas”.

Essa transição – ou transformação – dos patrocinadores de competidores profissionals, refletiu na evolução mais ampla de escalada nos EUA a partir de uma atividade marginal para o esporte de competição direta. A Escalada explodiu em popularidade na última década: O Número de academias de escalada indoor tem aumentado constantemente  (até 68% desde 2010), e a participação em competições juvenis aumentou (até 144%). a Escalada goza de ampla exposição da mídia social, e foi ainda nomeada para os Jogos Olímpicos de 2020 em Tóquio.

“Você pode viver na Flórida ou Kansas, lugares onde não há rocha alguma para escalar e ainda tornar-se um escalador de classe mundial” Diz Lynn Hill, uma lenda de Yosemite, que deixou sua marca na década de 1970 e 1980. “Quando as pessoas da minha geração foram chegando não havia celebração do esporte como há hoje em dia”.

Durante décadas, o esporte era mais religião do que esforço atlético; experiência foi duramente conquistada no granito. Hoje, é mais provável que você encontre esse tipo de devoção canalizada nas vias criadas pelos homens e vias de escalada codificadas por cores em sua academia local. As vantagens desse tipo de centros de treinamento são claros: Agarras de Resina e Fingerboards para construir a resistência nas pegadas e você podera manter o treinamento durante o ano inteiro, com apenas algumas peças básicas. A Curva de aprendizado caiu e a nova geração esta pronta para empurrar rapidamente o esporte para frente.

“A Academia se tornou terreno fértil para novos grandes escaladores” diz Peter Mortimer, fundador da produtora de escalada House Sender Films, conhecido por documentarios de escalada intensos como “Alone on the Wall” e “Uprising Valley”.

Pegue por exemplo a garota de 14 anos Manhattanite Ashima Shiraishi, ela e ou a escaladora mais forte do mundo ou esta a caminho de se tornar. Embora ela tenha construído boa parte de sua história em ginásios, no ano passado ela se tornou a primeira mulher a mandar um 5.15a (12a Brasileiro), e mais cedo neste mês ela se tornou na pessoa mais jovem e a primeira mulher a mandar um V15. O Fato de ela ter sido capaz de completar essas acsensões assustadoras e inteiramente devido ao seu treinamento.

A academia não é apenas para crianças e iniciantes, também um meio vital para alpinistas envelhecerem com vigor físico. “As lendas que destruíram no seu tempo agora são ratos de academia” diz Cedar Wright, um subproduto de Yosemite que hoje passa boa parte das suas horas na academia malhando Boulder.

Enquanto treinar Indoor irá impulsionar a escalada em rocha, escalar em rocha torna o escalador levemente mais fraco na resina. Na rocha, atletas não tem a habilidade de fazer tantos movimentos e repetições dos movimentos mais difíceis. “ir para a rocha e quase um atrás se você quer ser um escalador de ponta em ginásio. Diz Tommy Caldwell, que fez a ascenção em livre da parede Dawn Wall no El Capitan, no ano passado com Kevin Jorgeson – Tendo aperfeiçoado alguns dos movimentos que eles precisariam executar com precisão, em um ginásio de escalada.

Enquanto escalada esportiva em ginásio é uma boa preparação, não é nenhuma garantia de sucesso imediato na Rocha. No ginásio, Harrington costumava mandar todas as vias que entrava. Então ela tentou Escalada no Gelo, Tradicional e montanhismo. “No inicio foi desestimulante”, comenta ela. “Mas agora eu quero ir as montanhas e voltar destruída, porque é quando eu aprendo”.

Este ano ambas pretendem continuar empurrando-se. Ambas descobriram o que muitos escaladores já haviam percebido antes – que enquanto Ginásio o torna um atleta, a Rocha é que forja os Escaladores de verdade.

“Quem sabe se eventualmente a beleza da natureza das ervas daninhas e das borboletas entra na sua alma e muda você” Diz Wright.

Publicado na revista Outside Magazine de abril de 2016.

 

Campo Grande

“A vista de longe é de duas enormes paredes laranja que só me lembravam as imagens que vi das tão aclamadas paredes da catalúnia espanhola…” Flávia dos Anjos/RJ

Campo Grande é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Norte, Nordeste Brasileiro, na micro-região do Médio Oeste Potiguar. Com População de 9.082 habitantes, conforme censo de 2004 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), sua economia é baseada em sua maioria na Agricultura e Serviços.

Os primeiros habitantes da Serra do Cuó, como é conhecida na região, foram os índios Pêgas, pertencentes a nação dos tapuias.

A área onde se localiza o município, começou a ser colonizada nas primeiras décadas do século XVIII, com a construção da Fazenda Campo Grande por volta de 1720, pelo Capitão-mor Manoel Ignácio D’Oliveira Gondim, também chamado de Capitão Gondim.

A região passou a se chamar Campo Grande, devido as extensas campinas situadas à margem esquerda do rio Upanema, campinas essas bastantes propícias a atividade agro-pastoril.

Nos idos de 1761, o sargento-mor João do Vale Bezerra adquiriu, em hasta pública, as terras da serra Cepilhada, pertencentes anteriormente ao português Gondim, surgindo então a povoação de Campo Grande e a história de uma serra que com o passar do tempo passou a ser chamada de Serra de João do Vale.

Foram construídas casas para a família e descendentes de João do Vale, edificada uma capela em homenagem a Nossa Senhora de Santana. A data para a edificação da capela de Sant’Ana, marco importante para o surgimento da vila diverge em virtude da insuficiência de documentos históricos, o certo é que a doação do terreno para a construção da mesma ocorreu no ano de 1756 e a primeira missa foi celebrada em agosto de 1766.

Em 14 de setembro de 1858, a Lei nº 114 criou o município com a denominação de Campo Grande. Interesses políticos, entretanto, fizeram com que essa Lei fosse derrogada em 1868, passando Campo Grande a simples posição de distrito do recém-criado município de Caraúbas. A Lei nº 613, de 30 de março de 1870, restaurou o município com a denominação, de Triunfo. Em 28 de agosto de 1903, a Lei nº 192 originada do projeto do Deputado Luís Pereira Tito Jácome, mudou o nome do município para Augusto Severo, em homenagem ao inventor do dirigível Pax.

Em 1991 através de Lei alterou-se o nome do município de Augusto Severo para Campo Grande.

A escalada em Campo Grande teve seu início por volta de 2013, atualmente o acesso pela fazenda belo monte encontra-se fechado, há acesso pela fazenda solidão.

As primeiras vias conquistadas na Serra do Cuó, foram em sua grande maioria realizadas pelo conquistador Brito Filho, a serra demonstra muitas possibilidades para escalada em todos os seus estilos, móvel, esportivas, boulders.

A Serra do Cuó de Longe parecem dois gigantes adormecidos, a área total da serra chega a incríveis 5 km de extensão, portanto há muita rocha para todos os lados e os paredões impressionam à distância;

Como chegar em Campo Grande:

  • Distância de Natal – 265 km aproximadamente (3 horas).
  • Pegue a BR-304, e siga por 210km até a entrada para Triunfo potiguar seguindo pela RN – 064 Depois de passar por Triunfo Potiguar siga em frente, são mais 34km até Campo Grande.

As coordenadas geográficas são:

  •  Latitude: 5º:51′:50″
  •  Longitude: 37º:18′:36″
  •  Altitude da Cidade: 649m

O Período de chuvas é de abril a julho.

Mapa Topográfico de Campo Grande

Maiores informações sobre a escalada em Campo Grande podem ser obtidas via contato no nosso site ou via AERN (Associação de Escaladores do Rio Grande do Norte), que participa ativamente no projeto de formação de parque florestal e para garantir o acesso as montanhas conforme:

  • Lei 12.651 de 25 de Maio de 2012, Art. 3º incisos Ix alínea c “a implantação de infraestrutura pública destinada a esportes, lazer e atividades educacionais e culturais ao ar livre em áreas urbanas e rurais consolidades, observadas as condições estabelecidas nesta lei”;
  • Não esqueçamos que na Constituição Federal de 1988 Seção II da Cultura, Art. 215 “O Estado garantirá a todos o pleno exercicio dos direitos culturais e acesso às fontes de cultura nacional, e apoiará e incentivará a valorização e a difusão das manifestações culturais”; e
  • Art. 216 “Constituem patrimônio cultural brasileiro os bens de natureza material e imaterial, tomados individualmente ou em conjunto, portadores referência à identidade, à ação, à memória dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira, nas quais se incluem:
    • V – Os conjuntos urbanos e sítios de valor histórico, paisagístico, artistico, arqueológico, paleotológico, ecológico e cientifico.
      • § 1º O Poder Público, com a colaboração da comunidade, promoverá e protegerá o patrimônio cultural brasileiro, por meio de inventários, registros, vigilância, tombamento e desapropriação, e de outras formas de acautelamento e preservação.

Climb ON

Recentemente, no fim do mês de fevereiro, dia 26, foi aberto no bairro Bessa em João Pessoa, Paraíba, o muro de escalada CLIMB ON. Em sua 1º fase, resolveram fazer um Soft Oppening (pré-inauguração) que estão chamando de fase teste, pois vem muito mais novidade por ai. Com a 2º fase já em construção, terá uma área exclusiva de Boulder, Campus e Finger BOARDs bem interessantes, tornando-se sem dúvidas o maior centro de escalada INDOOR do Nordeste.

Localizado na Rua Hortência Helena de Amorim Brito, 13.008, Salão 10 – Casa Tudo, Br 230, km 13, Cabedelo-PB.

As vias de escaladas estão bonitas e bem estilosas para todos os níveis de dificuldades, com graduações bem definidas. Também conta com uma área Kids para a criançada iniciar seus primeiros desafios. À primeira vista a angulação pode parecer pequena, mas à medida que se escala, percebe-se que os 9,6 metros de altura não serão “conquistados de graça”. Mesmo nas vias mais fáceis a direita com agarras generosas e bons descansos dá para sentir a gravidade nos chamando para baixo;

A via dos módulos, BIG agarras, é provavelmente a mais bonita da parede, e a vista muito interessante de se fazer, de Top Rope, tem que entrar, execelente via de boas-vindas, seja lá aonde conseguir chegar, mas vale a pena dar umas entradas e treinar a via. Mas não será de graça, prepare-se para sair “Tijolado”;

Na área central do Muro tem um verdadeiro TOTEM com duas vias de guiada equipadas com chapeletas e outras linhas mais desafiadoras. Na segunda metade do muro, onde a angulação é levemente maior que o primeiro muro, (algo em torno de 6 graus de variação), a via vermelha é um bom desáfio, uma pagada de barra e pés altos dão a impressão que vai ser apenas uma saída dificil, posteriormente vemos que na verdade todo o caminho é bem constante.

Com essa estrutura dedicada a escalada, há de se esperar que os já lendários escaladores paraibanos agora deem cria a verdadeiros monstrinhos da escalada.

KMONNNNNNNNNNNNN

Tabela de Conversão de Graduação

Tabela de graduação de vias de escalada e correlações com outros sistemas

 

UIAA/Suíça/Áustria (Europa central)

 

Brasil

 

França/Itália/Espanha

 

USA

  

1

 

5.1

I

1+

1

5.2

II

2

2

5.3

III

2+

3

5.4

IV

3

4a

5.5

V-

3+

4b

5.6

V

4

4c

5.7

V+

 

 

 

VI-

4+

5a

5.8

VI

5

5b

5.9

VI+

5+

5c

5.10a

VII-

6

6a

5.10b

VII

  

6a+

5.10c

 

6+

6b

5.10d

VII+

7a

6b+

5.11a

VIII-

7b

6c

5.11b

VIII

7c

6c+

5.11c

 

 

7a

5.11d

VIII+

8a

7a+

5.12a

IX-

8b

7b

5.12b

IX

8c

7b+

5.12c

 

9a

7c

5.12d

IX+

9b

7c+

5.13a

X-

9c

8a

5.13b

 

10a

8a+

5.13c

X

10b

8b

5.13d

 

10c

8b+

5.14a

XI-

11a

8c

5.14b

 

11b

8c+

5.14c

XI

11c

9a

5.14d

 

12a

9a+

5.15a

Excursão: 1ª Grande Concentração Feminina no Pão de Açúcar

Excursão: 1ª Grande Concentração Feminina no Pão de Açúcar

Data: 08.03.1986 sábado

 

Motivo: Comemoração do Dia Internacional da Mulher

 

Presentes: 21 mulheres

 

Adriana Takche de Toledo

Alessandra Takche de Toledo

Ana Piltz

Catarina Schleder da Cruz Pinto Pena

Christiane de Castro de Carvalho (Paixão)

Cláudia Augusto de Moraes Russo

Eliana Iasmin Ibarra Inda

Fabiana Schleder da Cruz Pinto Pena

Kátia Torres Ribeiro (Katinha)

Lílian Florêncio White

Lílian Gelly Soares de Souza

Lúcia Maria Alvarenga Duarte

Márcia Maria de Almeida

Maria Angélica de Oliveira Magnago

Neuza Gelly

Nicéa de Araújo Pereira

Norma de Almeida

Rachel Vaitsman Bastos

Rosângela Gelly Soares de Souza

Sheila Gelly Soares de Souza

Solange Gorgulho Drummond

 

Este relatório certamente poderá ser um documento histórico de grande valor aos que se interessarem pelo desenvolvimento do processo de libertação da mulher daqui a alguns anos.

O número de pessoas que tem procurado alguma atividade física relacionada com a natureza vem aumentando de maneira notável; e com isso também o número de mulheres entre seus simpatizantes. Os clubes de montanhismo têm estado apinhados e a grande evolução técnica já é uma realidade brasileira. O número de mulheres que podem fazer escaladas mais ousadas e em muitos casos até guiando é inegável nestes nossos dias.

Em decorrência de todo este processo e como motivo centra o Dia Internacional da Mulher, resolvemos organizar uma grande concentração feminina. Começou como uma excursão comum que reuniria as sócias de todos os clubes que estão em atividade e veteranas convidadas. As meninas se distribuiriam por diversas vias de escalada e caminhadas de uma mesma montanha de acordo com o seu grau de desenvolvimento técnico e físico, e se encontrariam no topo para um brinde pela data em questão.

A empolgação foi crescendo, o número de mulheres interessadas foi aumentando e logo se tornou um evento público com intervenção até dos meios de comunicação (jornais e rádios) que anunciavam o acontecimento sem parar.

Trabalhar na Diretoria Social do Cerj de comum acordo com a Paixão é muito bom; isto sem contar todo apoio que recebemos da Diretora de Divulgação Rosângela Gelly e outras associadas que muito contribuíram com o seu entusiasmo e incentivo.

O dia foi chegando e na véspera eu e a Paixão passamos a tarde a dar entrevistas para a imprensa. Esta parte em princípio é muito empolgante, mas depois começa a cansar até que começamos a preferir que não houvesse reportagem no meio. Isto porque às vezes eles escrevem bem – com apenas algumas falhas, outras vezes dão outro enfoque para fazer maior sensacionalismo e desvirtuam o verdadeiro sentido do montanhismo. Para mostrar esta diferença deixo junto destes os recortes de duas reportagens sobre este evento.

Ainda sobre a publicidade posso destacar a cobertura do Globo Sport numa ótima entrevista feita pela Isabela Scalabrini que foi no ar após o Jornal Hoje de sábado mesmo.

O tempo não colaborou, muito pelo contrário, caíram fortes chuvas no Rio de Janeiro desde a quinta-feira e no sábado pela manhã ainda chovia. A chuva causou sérios estragos por toda cidade e isto desestimulou algumas das participantes inscritas. Mas, para a minha surpresa, apesar dos pesares compareceram ao local de encontro vinte e uma mulheres. Elas disseram que tinham certeza de que eu iria, e foram também. Fiquei muito feliz por vê-las lá.

A chuva que caiu durante a madrugada tornou impraticável as escaladas até então planejadas; até mesmo pelo Costão. Então, resolvemos que o evento não deveria deixar de acontecer e decidimos subir o Morro da Urca pela caminhada e de lá ir até o topo do Pão de Açúcar de bondinho onde comemoramos com champagne. E assim foi.

Tivemos o prazer de contar com a presença de Dona Nicéa do CEB, que é a viúva do Sr. Ivo Pereira nosso querido companheiro falecido a poucos meses. Ela não fez a caminhada, mas sua presença muito nos agradou.

Esta festa contou também com camisetas, brilhantemente sugeridas pela Bia, e a criatividade toda especial do Sérgio Sena que retratou a figura de uma fêmea do estilo mulher maravilha toda equipada para escalar tendo ao fundo o Pão de Açúcar. Esta camiseta fez muito sucesso entre as meninas.

Não sei se como relatório este texto vai de encontro às necessidades do clube, mas é a expressão sincera do meu ponto de vista e do turbilhão que foi esta 1ª Grande Concentração Feminina no Pão de Açúcar.

 

 

Norma de Almeida

Sítio Novo

Sítio Novo é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Norte, Nordeste Brasileiro, na micro-região da Borborema Potiguar. Com área de 213 km2 e população de 5.020 habitantes, conforme censo de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O Período de chuvas é de Fevereiro a Maio, conforme indíce histórico da EMPARN para a Borborema potiguar.

Em Sítio Novo encontra-se o Riacho São Pedro, afluente do Rio Potengi, que deságua no Oceano.

Sítio Novo por muitos anos deteve a marca da maior via de escalada do RN, a Cavalo de Tróia, que esta na lista das “50 vias clássicas no Brasil”.

Foto de Cauí Vieira no inicio da via

Está situada a 117km de Natal (Capital Potiguar) pela BR 226 seguindo de Natal por 94km até Tangará (Passando pelos municípios Parnamirim/ Macaíba/ Bom Jesus/ Serra Caiada/Tangará), na Saída de Tangará seguir pela RN 093 até sitio novo  por mais 22,3 km (em Tangará aproveite para experimentar o famoso Pastel de Tangará na lanchonete Sassá Mutema).

 

Porém recentemente com a abertura do bar do Zé do Queijo e da parceria firmada com o Pequeno Felino e Emanoel Messias, há toda uma infra-estrutura de suporte a conquistadores de plantão que já iniciaram novos projetos para povoar melhor as vias nos lindos setores disponíveis, e as conquistas estão acontecendo recentemente em 2017 foram abertas inclusive vias de Highline, viabilizando o acesso a essa outra área do esporte de aventura.

20 Anos de Escalada em Serra Caiada

Serra Caiada é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Norte, Nordeste Brasileiro, na mesoregião e microregião do Agreste Potiguar. Com área de 167,348km2 e população de 8.774 habitantes, conforme censo de 2010 do Institito Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O Período de chuvas é de Março a Junho, conforme indice histórico da emparn para o agreste potiguar.

Em 2012 foi realizado um plebiscito junto ao primeiro turno das eleições municipais para decidir se a população era a favor da mudança do nome da cidade de Presidente Juscelino para Serra Caiada, aprovado com 98,53% dos votos.

A escalada em Serra Caiada teve seu início em 1996, com as primeiras vias grampeadas da Serra, sendo a Grampeleta no Boulder Principal a 1º Proteção Fixa de Serra Caiada e a Genesis na Face leste a primeira via tradicional de Serra Caiada.

Serra Caiada hoje conta com mais de 200 vias de escalada catalogadas, estima-se que esteja perto das 250 entre catalogadas e não catalogadas, além disso comenta-se que seriam as primeiras vias de escalada do nordeste. Existem praticamente dois acessos a Serra Caiada o principal pelo Boulder principal e o acesso ao setor da Ravina, ver guia do encontro de 2012, está situada a 66km de Natal (Capital Potiguar) pela BR 226 seguindo de Natal (Passando pelos municípios Parnamirim/ Macaíba/ Bom Jesus/ Serra Caiada).

No inicio de 2016 Serra Caiada Recebeu o evento mulheres da rocha, em homenagem ao dia internacional da mulher, movimento similar a famosa “1º Grande Concentração Feminina no Pão de Açucar” ocorrido em 1986 e que este ano comemora 30 anos de presença femina.

O Aniversário de 20 anos das primeiras vias de escalada de Serra Caiada, reacendem os cuidados com manutenção de vias de escalada, até quando os grampos originais suportam impactos e quão danificados já estão? algo largamente estudado e apoiado nos Estados Unidos, inclusive com a criação de uma Organização para Regrampeamento de vias de escalada, a safeclimbing.

No aniversário dos 20 anos da escalada no RN nós lançamos o primeiro banco de dados de grampos, chapas e ancoragens defeituosas no Brasil e homenageamos a Grampeleta dando ao banco de dados o seu nome. Nosso intuito é meramente estatistico e informativo para que possamos analisar as informações e entender os impactos e durabilidade das proteções fixas. Nosso banco de dados é aberto para receber informações de vias em quaisquer estados brasileiros, não limitando-se ao nordeste, e disponibilizaremos a versão consolidada do banco de dados sempre que processadas as informações recebidas.

 Como chegar em Serra Caiada:
  • Distância de Natal – 64 km aproximadamente (1 hora).
  • Pegue a RN-063, No final da reta tabajara entre a esquerda em direção a Caicó/Currais Novos e siga por até Serra Caiada.

As coordenadas geográficas são:

  •  Latitude: -6:09:31
  •  Longitude: -35:72:15
  •  Altitude: 401m

O Período de chuvas é de abril a julho.

Mapa Topográfico do Rio Grande do Norte

Maiores informações sobre a escalada no Rio Grande do Norte nos sites da AERN (Associação de Escaladores do RN), e no blog EscaladaRN que disponibiliza uma croquiteca ou ainda no em contato.

Patu

Patu é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Norte, Nordeste Brasileiro, na região Oeste Potiguar e a Microrregião de Umarizal. Com área de 319,129 km2 e população de 11.664 habitantes, sendo o 48º maior em população do RN, conforme censo de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O Período de chuvas e de Março a Maio, conforme indice histórico

Maiores acumulados de precipitação em 24 horas
registrados em Patu por meses (EMPARN, 1911-presente)[13] [14]
Mês Acumulado Data Ref Mês Acumulado Data Ref
Janeiro 150 mm 19/01/1961 [15] Julho 80 mm 05/07/1964 [16]
Fevereiro 158 mm 04/02/1951 [17] Agosto 66,4 mm 08/08/1918 [18]
Março 183 mm 26/03/1954 [19] Setembro 38,5 mm 18/09/1923 [20]
Abril 220 mm 17/04/1952 [21] Outubro 94,5 mm 15/10/1976 [22]
Maio 260 mm 07/05/1952 [23] Novembro 103 mm 08/11/1981 [24]
Junho 109,2 mm 01/06/1987 [25] Dezembro 95 mm 21/12/1946 [26]

Fonte: wikipedia

Segundo o Ministério da Integração Nacional, Patu está incluído na área geográfica de abrangência do clima semiárido brasileiro, definida em 2005. Esta delimitação tem como critérios o índice pluviométrico, o índice de aridez e o risco de seca.[27]

A Escalada em Patu está nos seus passos iniciais, hoje contando com apenas 5 vias de escalada e milhares de possibilidades, tendo surgido por volta de 2014/2015 no Pico do Pelado e na Serra do Lima, onde há o cruzeiro e atualmente a maior via de escalada do RN, que junto com a Cachalote em Quixadá/CE se tornam as maiores vias do Nordeste.

Acessadas pelo Santuário de Nossa Senhora dos Impossíveis, construído em 1758,  a 310 km de Natal (Capital Potiguar).

No inicio de 2016 foi concluída a abertura da Via Crucis (veja o croqui aqui) que passou a ser até então a maior via de escalada do RN, chegando a incríveis 530 metros, a via foi aberta pelo escalador Brito Filho com apoio de Heráclito Patrício, Charles – Challera, Allysson Laurentino e Zé Doido, morador local que a anos vive em contato com praticantes de Voo Livre, seja Parapente ou Asa Delta, uma vez que Patu tem das melhores condições de voo do mundo,  Zé Doido fez a linda trilha de acesso e inicio da via que leva o seu nome “Trilha do Zé Doido”.

A Primeira Ascensão (First Ascenscion – FA) foi realizada pelos Conquistadores Brito FIlho e Charles em 04/03/2016 após apenas 3 investidas, algo inusitado para uma via desse tamanho.

Foto da P6 do acervo pessoal de Brito Filho

Allysson Laurentino saindo da P9 para a P10, do acervo pessoal de Brito Filho.

Ainda em 2016, Brito Filho e Denn Malloy conquistaram a via Morada dos Deuses, com seus 720metros, tornou-se então a maior via de escalada do Nordeste, um mês após sua conquista ele teve sua primeira repetição onde os escaladores fizeram um bivaque e dormiram no meio da parede a 480 metros do chão, será que teremos em Patu um autêntico Big Wall nordestino? o certo é que os escaladores que gostam de vias tradicionais de escalada alpina, estão gradativamente voltando os olhos para Patu.

Em maio de 2017, foi realizado a ATM (Abertura de Temporada de Montanhismo), idealizada por Brito, tornou-se realidade com o apoio de diversas instituições e principalmente pelos Patuenses que abraçaram também a escalada. Na ATM diversos escaladores do Nordeste compareceram, entre paraibanos, pernambucanos, cearenses e Norte rio grandenses, além da presença ilustre de alguns estrangeiros que já frequentam o cenário potiguar da escalada.

Atualmente há o Abrigo Patugônia, No mirante da serra, atualmente o principal ponto de apoio para os escaladores e conquistadores que desejarem visitar Patu.

Para mais informações, Brito disponibiliza seu contato (brito.rn@gmail.com).

Como chegar em Patu:

  • Distância de Natal – 310 km aproximadamente (3 horas).
  • Pegue a BR-304 até Assu passando por Parnamirim, Macaíba, Santa Maria, Riachuelo, Lajes, Angicos, Itajá e Assu saindo de Assu pegar a RN 233 em direção Triunfo Potiguar por 48 km até a BR 226 em Direção a Campo Grande por mais 20 km, na rotatória chegando a Campo Grande siga a esquerda mantendo-se na BR 226 até Patu por mais 32 km passando por Janduís, Messias Targino e finalmente Patu).

As coordenadas geográficas são:

  •  Latitude: -6º6’0”
  •  Longitude: -37º38’0”
  •  Altitude: 227 m

Mapa Topográfico de Patu

 

Campus Board Livre de Lesões: 14 Dicas para salvar seus dedos

Por: Neil Gresham – publicado Rock and Ice Magazine 206
Traduzido em 14 de Março de 2016.

Campus board e barras são grandes ferramentas, mas o risco de lesão é alta. O uso inteligente não é apenas aquecer e manter uma boa forma – idade e experiência devem determinar o nível requerido de treinamento. Iniciantes nunca deveriam fazer exercicios dinâmicos e deveriam treinar predominantemente com os pés apoiados e sobre supervisão de um treinador de escalada experiente. Iniciantes não deveriam usar barra ou campus board e deveriam ao invés disso trabalhar sua técnica de escalada.

  1. Conheça seu nível – Todo escalador deveria treinar boulder por pelo menos um ano para desenvolver técnica e força antes de usar campus board ou barras. Iniciantes devem sempre seguir as etapas progressivamente, independentemente da idade que iniciam os treinos (ex. Iniciante que começam aos 14 anos devem ganhar 4 anos de experiência em boulder antes de passar a fase 4). Iniciantes são aconselhados a reduzir o volume e a intensidade da força durante surtos de crescimento. Parentes e técnicos devem monitorar o crescimento com a ficha do aluno.

  2. Aquecimentos – Sempre comece aumentando as batidas do coração, correndo ou pulando corda por 2 a 5 minutos. Passe 20 minutos treinando calmamente travessias em baixos ângulos. Faça exercicios de mobilidade (ex. Circulos com os braços) enquanto descansando. Passe para problemas faceis de Boulder e vá subindo a graduação. Faça de 2 a 3 problemas de Boulder para alcançar o pico de força antes de ir ao campus ou barras. Alternativamente, aqueça nas maiores barras com os pés em um apoio. Descanse e balance os braços. Use gradualmente menos assistência a cada tentativa.

  3. Aumente a qualidade e use boa forma – Só treine enquanto estiver se sentindo bem e recuperado. Nunca use barra ou campus board após treinos longos ou após problemas dificeis de Boulder ou uma escada em rocha. Use movimentos suaves e controlados. Mantenha postura estavel ao tensionar a sua core. Não balance o corpo violentamente (isso não é crossfit). Nunca caia com os braços esticados. Se estiver treinando com barras de meia falange, não permita que os dedos se abram.

  4. Faça um Segundo Aquecimento – Mesmo após se aquecer, você deve manter fazendo uma sessão de exercicios faceis (ex. Com um pé auxiliando ou uma agarra larga e alguns abdominais.

  5. Descanse o suficiente – Para a força e intensidade, 2 a 3 minutos de descanso entre as series vão maximizar a performance e prevenir o esfriamento. Descansos mais longos podem ser requeridos após series de força e resistência.

  6. Meia Falange – A meia falange é a agarra de pegada mais segura para treinamento e constroi a força da pegada (falange completa e blocada). Mantenha os dedos a 90 graus e descanse o polegar ao lado do dedo indicador. Faça um pequena e estratégica quantidade de suspensões (dedos totalmente abertos) e falange completa (dedos totalmente fechados e polegar blocado sobre o dedo indicador) para construir a força especifica.

  7. Nunca fique pendurado só nos dedos ou blocado por mais de oito segundos – e extremamente danoso segurar só nas falanges ou blocar por mais de 10 segundos. Além de sem sentido para escalada esportiva ou bouldering.

  8. Não faça em excesso – O Número de séries vai depender do seu nível de esvalada ou se você já tiver malhado boulder antes.

  9. Evite pagar barra – pagar barra (especialmente quando os braços estão totalmente encolhidos) são muito lesivos para os cotovelos. Se você tiver que fazer, nunca segure as contrações por mais de 2-3 segundos. Pagar barra a 90 graus podem ser mantidas por longas durações (até 8 segundos). Os melhores escaladores não precisam se pagar barra para se segurarem totalmente.

  10. Não treine em excesso – Barra e Campus board trabalham os mesmos musculos da escalada, então escale menos quando estiver treinando neles. Veteranos recentes, deverao treinar não mais que 3 a 4 vezes por semana (incluindo escalada, barra e campus board). Veteranos experientes 4 vezes e os mais velhos 5 vezes por semana.

  11. Estruture seu treino – Faça treinos mais intensivos no primeiro dia e um treino de mais volume no segundo dia (normalmente durante 1 mês completo) onde você deve focar em força e resistência (Ex. Em treinos de força, treine 2 a 3 vezes por semana e resistência uma). Se certifique que você tem um descanso completo de uma semana a cada dois meses e uma semana de intervalo duas vezes ao ano.

  12. Equilibre o corpo – termine toda sessão treinando musculos opostos. Faça 3 séries de 20 repetições de flexões e levantamento de pulso invertido ou extensão de dedos

  13. Construa uma Base – Iniciantes são aconselhados a seguirem um suporte de treinamento de peso e de condiciomanento da core (assim como fazer pelo menos um ano de bouldering) antes de usar o campus.

  14. Se Acalme – Por último, escale suavemente (ou pegadas tranquilas) seguidas de curtos levantamentos de pulso e alguns alongamentos estratégicos para as mãos e a parte superior do corpo.