Campo Grande

“A vista de longe é de duas enormes paredes laranja que só me lembravam as imagens que vi das tão aclamadas paredes da catalúnia espanhola…” Flávia dos Anjos/RJ

Campo Grande é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Norte, Nordeste Brasileiro, na micro-região do Médio Oeste Potiguar. Com População de 9.082 habitantes, conforme censo de 2004 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), sua economia é baseada em sua maioria na Agricultura e Serviços.

Os primeiros habitantes da Serra do Cuó, como é conhecida na região, foram os índios Pêgas, pertencentes a nação dos tapuias.

A área onde se localiza o município, começou a ser colonizada nas primeiras décadas do século XVIII, com a construção da Fazenda Campo Grande por volta de 1720, pelo Capitão-mor Manoel Ignácio D’Oliveira Gondim, também chamado de Capitão Gondim.

A região passou a se chamar Campo Grande, devido as extensas campinas situadas à margem esquerda do rio Upanema, campinas essas bastantes propícias a atividade agro-pastoril.

Nos idos de 1761, o sargento-mor João do Vale Bezerra adquiriu, em hasta pública, as terras da serra Cepilhada, pertencentes anteriormente ao português Gondim, surgindo então a povoação de Campo Grande e a história de uma serra que com o passar do tempo passou a ser chamada de Serra de João do Vale.

Foram construídas casas para a família e descendentes de João do Vale, edificada uma capela em homenagem a Nossa Senhora de Santana. A data para a edificação da capela de Sant’Ana, marco importante para o surgimento da vila diverge em virtude da insuficiência de documentos históricos, o certo é que a doação do terreno para a construção da mesma ocorreu no ano de 1756 e a primeira missa foi celebrada em agosto de 1766.

Em 14 de setembro de 1858, a Lei nº 114 criou o município com a denominação de Campo Grande. Interesses políticos, entretanto, fizeram com que essa Lei fosse derrogada em 1868, passando Campo Grande a simples posição de distrito do recém-criado município de Caraúbas. A Lei nº 613, de 30 de março de 1870, restaurou o município com a denominação, de Triunfo. Em 28 de agosto de 1903, a Lei nº 192 originada do projeto do Deputado Luís Pereira Tito Jácome, mudou o nome do município para Augusto Severo, em homenagem ao inventor do dirigível Pax.

Em 1991 através de Lei alterou-se o nome do município de Augusto Severo para Campo Grande.

A escalada em Campo Grande teve seu início por volta de 2013, atualmente o acesso pela fazenda belo monte encontra-se fechado, há acesso pela fazenda solidão.

As primeiras vias conquistadas na Serra do Cuó, foram em sua grande maioria realizadas pelo conquistador Brito Filho, a serra demonstra muitas possibilidades para escalada em todos os seus estilos, móvel, esportivas, boulders.

A Serra do Cuó de Longe parecem dois gigantes adormecidos, a área total da serra chega a incríveis 5 km de extensão, portanto há muita rocha para todos os lados e os paredões impressionam à distância;

Como chegar em Campo Grande:

  • Distância de Natal – 265 km aproximadamente (3 horas).
  • Pegue a BR-304, e siga por 210km até a entrada para Triunfo potiguar seguindo pela RN – 064 Depois de passar por Triunfo Potiguar siga em frente, são mais 34km até Campo Grande.

As coordenadas geográficas são:

  •  Latitude: 5º:51′:50″
  •  Longitude: 37º:18′:36″
  •  Altitude da Cidade: 649m

O Período de chuvas é de abril a julho.

Mapa Topográfico de Campo Grande

Maiores informações sobre a escalada em Campo Grande podem ser obtidas via contato no nosso site ou via AERN (Associação de Escaladores do Rio Grande do Norte), que participa ativamente no projeto de formação de parque florestal e para garantir o acesso as montanhas conforme:

  • Lei 12.651 de 25 de Maio de 2012, Art. 3º incisos Ix alínea c “a implantação de infraestrutura pública destinada a esportes, lazer e atividades educacionais e culturais ao ar livre em áreas urbanas e rurais consolidades, observadas as condições estabelecidas nesta lei”;
  • Não esqueçamos que na Constituição Federal de 1988 Seção II da Cultura, Art. 215 “O Estado garantirá a todos o pleno exercicio dos direitos culturais e acesso às fontes de cultura nacional, e apoiará e incentivará a valorização e a difusão das manifestações culturais”; e
  • Art. 216 “Constituem patrimônio cultural brasileiro os bens de natureza material e imaterial, tomados individualmente ou em conjunto, portadores referência à identidade, à ação, à memória dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira, nas quais se incluem:
    • V – Os conjuntos urbanos e sítios de valor histórico, paisagístico, artistico, arqueológico, paleotológico, ecológico e cientifico.
      • § 1º O Poder Público, com a colaboração da comunidade, promoverá e protegerá o patrimônio cultural brasileiro, por meio de inventários, registros, vigilância, tombamento e desapropriação, e de outras formas de acautelamento e preservação.

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