Eu deveria ressolar minhas sapatilhas?

Publicado originalmente na rockandice.com (tradução livre)

Eu tenho dois pares de sapatilhas que estão paradas porque as solas já não prestam mais. Eu escalo ocasionalmente, então eles ainda estão em ótima qualidade e eu acho um par novo muito caro. O que eu posso fazer para reaproveitar-los?

O Processo que faz as placas de borracha, preservativos e neoprene perderem elasticidade – oxidação – também faz a borracha endurecer e ficar lisa com o envelhecimento. É por isso que sapatos novos costumam ser pegajosos enquanto os velhos ficam mais escorregadios. A Oxidação é tão inevitável quanto as pilhas, mas normalmente é compensado pelo fato de que quando você escala você agride a borracha, removendo a oxidação, expondo continuamente uma nova camada de borracha. No seu caso, você está em um cliclo vicioso e previsivel assim como a reação nuclear: Quanto menos você escala mais ele oxida e mais liso ele fica e você aproveita menos a sua escalada assim volta menos vezes para escalar.

Quebre o ciclo Jerry! Renove suas sapatilhas usando uma folha de lixa fina para lixar a borracha e assim retirar a oxidação. Dependendo da profundidade da oxidação, isso pode ser uma tarefa muito fácil ou até mesmo difícil. Mantenha lixando até você sentir que a borracha está novamente pegajosa. Você vai sentir e reconhecer. No pior caso, a borracha esta totalmente oxidada até o final. Se for o caso, ainda assim não precisa trocar de sapatilha – mande elas para um bom ressolador e deixe-os trocar sua borracha.

Se você lixa suas sapatilhas ou ressola elas, você pode reduzir a oxidação ao guardar suas sapatilhas em uma sacola Ziploc. Ponha as sapatilhas ali e pressione para retirar o ar, então feche e lacre a sacola. Se você tiver fungos nos dedos coloque algum pó anti-séptico antes de guarda-lo no Ziploc. Alternativamente, você pode escalar com mais frequência e se preocupar menos com questões como essa.

O Meu suor pode danificar meu baudrier?

Como nós somos leitores ávidos de sua coluna nós sabemos  que até mesmo nylon não usado se deteriora ao longo do tempo, de forma que agente precisa substituir fitas, cordas e cordeletes regularmente, mesmo quando eles aparentam estar ok. Mas o que acontece com meu baudrier (cadeirinha)? quão costumeiramente eu preciso substituir-la quando a inspeção não apresenta nenhum ponto danificado? Além disso, o suor pode fazer o equipamento estragar mais rápido?  Jhgbudd via ri.com

Eu falei isso sobre o nylon? Se sim, as fábricas de equipamentos devem me amar. Mas o fato é que nós não sabemos exatamente como funciona a vida útil do nylon e da alma da corda. O Ideal é seguirmos nossos instinto, e aposentar qualquer equipamento que parece estar velho ou danificado, é uma tática até agora vista por todos como segura, no entanto um dos melhores escaladores de todos os tempos o Todd Skinner, morreu quando seu baudrier novo rompeu-se.

Mas a menos que você tenha esquecido de conferir seu equipamento e substituir os equipamentos velhos que ainda aparentam estar bons é uma tática discutivel uma vez que qualquer um que se chame de escalador, usa seu equipamento e aposenta-o antes que seja tarde demais. Saber quando um baudrier esta estragado é simples. Aposente-o quando qualquer surgir qualquer abrasão nas fivelas, loop ou qualquer peça metálica, bem como pontos de amarração que pareçam esgarçados. Você também deve substituir a cadeirinha se este tiver sido exposto a líquido de bateria de carro ou solventes.

Uma queda de Fator 2

Digamos que eu estou usando uma corda que tem resistência máxima a impactos de 8.6kN, e o guia leva uma queda grande quase fator 2. A força no segue para segurar a queda será menor do que no guia porque a fricção no mosquetão através da qual a corda esta presa. Quão menos? se for 50% a menos que a força no mosquetão é 8.6 + 4.3 = 12.9 kN, muito menos que a resistência de um mosquetão fechado e também muito menos que a resistência de uma costura. Essa análise esta correta? Steve Pomerance através da Rockandice.com

Se você realmente quiser saber, leia o Richard Goldstone e a equação de força de impacto baseado nos cálculos de Richard M. Leonard e Arnold Wexler, no report do Clube Sierra de 1946 sobre dar segue a um guia. Chame sua filha caçula para lhe explicar equações de segundo grau e preste atenção.

Mas você perguntou e eu preciso responder.

Primeiro, se você levar uma queda de Fator 2 você não terá um mosquetão no sistema pois você só poderá levar uma queda dessas se estiver caindo diretamente no segue sem nenhuma costura entre vocês dois. Com 10 metros de corda você leva uma queda de 20 metros antes que a corda se estique. Você só pode levar uma queda de fator 2 em vias com múltiplas cordadas em trechos sem proteção. Se a via tem proteções (e se for boa) você não leva um fator 2. Claro, se você cair em uma via de cordada simples e não tiver proteções você vai cair no chão. Eu chamo isso de queda Fator 3.

Mas você disse “quase fator 2”. Eu acredito que você estará falando de situações como os testes da CE e UIAA para certificação das cordas, onde se chegam a fatores de queda como 1,77. Se você estiver fazendo um teste desses, o impacto será tão grande que você poderá passar o resto da vida usando fraldas e sem se preocupar mais com forças e pressões em mosquetões.

Na sua questão, você considerou na hipótese se a força seria reduzida pela metade devido ao atrito com o mosquetão. Na Planeta Terra, o atrito com o mosquetão realmente absorverá força, no entanto é desconhecido o quanto, exceto em modelos matemáticos. A Melhor estimativa é que a fricção reduz a carga em torno de 1/3.

Sabemos por experiência prática que o atrito no mosquetão é real, pois um escalador de 70 kg consegue segurar a queda de outro escalador com 90 kg e o segue não será arrancado do chão pelo impacto. Sua suposição, que mesmo o pior caso de queda não é possível forçar um mosquetão a ponto de quebra-lo, é como a teoria dos nós da evolução, e esta correta. Normas da CE exigem uma resistência mínima a ruptura de 20 kN ao longo do eixo principal de um mosquetão. Mesmo com a multiplicação da força na ancoragem você jamais vai conseguir atingir esta elevada carga capaz de leva-lo a ruptura.

Não ligue para a sua seguradora e cancele seu seguro de vida, pois um mosquetão danificado assim como muitos casamentos, podem quebrar. Uma carga cruzada ou um gancho no mosquetão e pode vir a ruptura mesmo abaixo das cargas previstas pela CE com o mosquetão aberto de 7 kN. Já tivemos um acidente relatado onde nos foi informado que houve quebra de não apenas um, mas dois mosquetões em uma só queda.

Apesar da notícia ruim, nós podemos relatar que uma vez tomamos uma queda de fator 2.1, uma queda de aproximadamente 51 metros em 25 metros de corda, que é possível se você se esforçar para fazer as coisas erradas. A corda praticamente se desfez em pedaços (conforme a foto deste artigo), mas o mosquetão único sem trava segurou a queda, embora tenha se empenado.

Guia de Equipamentos 2012: Como comprar equipamento móvel

Publicado na climbing.com por Jeff Achey

Se você estiver entrando no mundo da escalada tradicional, ou fazendo um update dos seus equipamentos, um jogo de móveis serão seus maiores custos: a partir de 50 até os 500 dólares por peça, no mínimo, para uma seleção modesta de peças unitárias. A boa notícia é que os móveis modernos oferecem uma excelente característica: Eles funcionam lindamente bem e vão durar muito mais do que suas sapatilhas, cordas e cadeirinha.

Móveis trabalham convertendo a força de um aqueda (ou de seu peso corporal) em pressões laterais a rocha, mantendo a peça no lugar. Você aperta um gatilho para recolhe-lo, coloca a peça no lugar e então libera o gatilho;  Uma mola mantém as “castanhas” em contato com a rocha, pronto para rotacionar e oferecer aderência a carga. Muito simples. Mas colocar o princípio em funcionamento em uma peça resistente, leve e ergonômico tem ocupado a mente dos desenvolvedores de equipamentos de escalada desde os anos 70, quando os primeiros equipamento móveis apareceram no mercado. A diversidade das peças agora disponíveis é impressionante e assustador para quem está iniciando nesse mundo.

Comece com meia dúzia de móveis do mesmo modelo de uma única empresa, nos tamanhos de 0,5 a 3,5 polegadas. Você vai achar mais fácil de memorizar o tamanho de cada um para colocações rápidas. Veja quais móveis os escaladores locais usam, pode ser que o mais popular funcione melhor nas rochas locais.  Rochas macias, pequenas fendas, muitas fendas verticais e horizontais, de todos os tipos ou vistando uma via, tudo influência no tipo de móvel que melhor se encaixam a sua rocha local.

Anatomia do Móvel:

1.Castanhas: A maioria dos móveis com molas (SLCDs) tem três ou quatro castanholas (móveis) que rotacionam ao redor do seu eixo. Quando um escalador põe o peso no equipamento (como em uma queda), a pressão da queda é transferida as castanholas que transferem a tensão para a rocha, segurando o equipamento no lugar.

2. Angulação do Móvel: A angulação das castanholas é baseada em um espiral logarítmico, então as castanholas entram em contato em uma parede vertical na mesma angulação efetiva do equipamento. Esse angulo constante do móvel varia em torno de 12.5º a 14º. Todos os outros sendo iguais, quanto menor a angulação, mais ela dissipa força, mas quanto menor a capacidade de colocação a peça terá.

3. Molas: Cada castanhola é mantida aberta na sua abertura máxima por uma mola individual, então o equipamento vai se manter no lugar dentro de uma fenda quando não está sob pressão.

4. Eixo: A maioria dos móveis rotacional um eixo único, mas dois tipos de móveis agora utilizam dois eixos, o que permite uma maior capacidade de colocação das peças.

5. Haste: As cargas são transferidas para os eixos e assim para as castanholas através de hastes flexíveis que se curvam quando sofrem pressão em alguma direção, assim como em uma fenda horizontal.

6. Fita para clipar: Todos os móveis tem fitas; Alguns podem ser estendidos para reduzir o arrasto da corda e prevenir que os móveis “saiam andando” de suas colocações. Muitos equipamentos tem um loop na fita onde você pode clipar  ou esticar enquanto estiver escalando.

Para ajudar a escolher as peças de móveis, considere algumas especificidades a seguir.

Qualidade de Acabamento

O Funcionamento do gatilho deve ser firme, suave e consistente em toda a sua abertura e os móveis devem agarrar de forma inteligente quando você soltar o gatilho. Olhe para o acabamento:  Todas as bordas são arredondadas,  o gatilho tem o final arredondado ou boleado, as peças não metálicas parecem duráveis e bem fabricadas? Há alguma aresta exporta em alguma parte da peça? Compare o produto de diversos fabricantes se possível comparando lado a lado em uma loja ou com seus próprios olhos e mãos, e não em uma loja virtual, para formar sua opinião.

Número de Peças Móveis

Unidades maiores terão quatro castanholas, mas nos dedos e em tamanhos menores algumas peças terão três castanholas. TCUs (unidades móveis de três peças) são menos prováveis de “saírem andando” da sua posição originalmente colocada a medida que são tensionadas pela corda que se move. Eles também podem ser mais estreitos ao longo do eixo do móvel, para que eles se encaixem nas menores colocações. Além disso, pequenas peças de quatro castanholas tem suas vantagens. Eles normalmente distribuem melhor a pressão da cargas sofridas – bom para rochas macias – e alguns deles são tão estreitos quanto os TCUs.

Tipo de Haste

A haste conecta o eixo do móvel a fita ou ao loop da peça. Os móveis originais tinham hastes de alumínio, mas atualmente cabos flexíveis hoje em dia são mais indicados. Estes podem ser desde um cabo único central ao eixo, ou um circuito em forma de U do cabo ligado a cada extremidade do eixo. Será comum você encontrar peças não metálicas ligadas à haste para protegê-lo e/ou cabos ao gatilho.

Cabo único e duplo, cabos em formato de U, cada um tem suas vantagens, mas ao invés de escolher entre um e outro sem analisar cuidadosamente, avalie como todo o sistema funciona. Os gatilhos são delicados – esta é a parte onde a maioria dos móveis se danificam – blindado e protegido, ou eles são expostos à abrasividade e podem ser confundidos com outras peças no seu baudrier? A peça é flexível demais quando você tentar retirar uma peça enganchada? se você pretende usar os móveis para facilitar a ascensão, ele vai suportar uma fixação horizontal com serio risco de deformação dos cabos? O gatilho trabalha bem quando a haste produz uma boa aderência? Você poderia usar esta peça usando luvas?

Peso

Para peças do tamanho de fendas tão largas quanto os dedos, não se preocupe quanto ao peso. Mas para peças maiores ou peças de tamanhos médios, o peso se torna essencial. A diferença de algumas gramas por peça móvel pode facilmente adicionar alguns quilos ao seu baudrier. Também considere o tamanho total. Peças com eixo pequeno economizam no peso além de tornar o rack da sua cadeirinha ergonomicamente menor, mas você sacrificará capacidade de colocação em algumas posições. Eles também costumam ficam fora do alcance e ficarem enganchados.

Clipando

Especialmente para uma escalada longa, você vai querer ter a opção de colocar a peça em dois locais: diretamente no final da haste ou na fita. Algumas marcas tem fitas de clipagem dupla que você pode estender para reduzir o arrasto da corda – uma excelente característica que pode diminuir a quantidade de costuras necessárias para uma cordada.

Angulo de Expansão

Quanto mais ampla a angulação para colocações que você pode obter de cada peça, mais versátil é a peça. Os Camalots da Black Diamond, com seu design de eixo duplo, costumava eliminar todos os concorrentes de diferentes designs: Eixo-simples, eixo duplo e soluções únicas como o Móvel Omega Pacific Link, em que as castanholas separam-se para criar uma grande angulação de colocação para cada peça.

Colocações Passivas

A Maioria, mas não todas as peças móveis modernas podem ser colocadas “passivamente”, como castanholas, uma característica que muitas vezes é útil se um móvel movimenta-se para fora de sua colocação e os calços no estilo guarda-chuva dentro de uma fenda ou lacas. Esses tipos de colocações normalmente não são boas – já que essas colocações podem chacoalhar e escorregar nas laterais, mas ele pode ser forte – Desde que a peça mantenha as castanholas bem fixadas. As ranhuras e pequenos espaços nas castanholas previnem de mover-se além das suas angulações máximas.

Móveis Especiais

Para a maioria dos escaladores de vias tradicionais, as primeiras peças especiais que você deve considerar adquirir peças “offset” e “híbridas” e móveis de quatro castanholas com um par de móveis maiores. Originalmente concebido para auxiliar a escalada transformando pequenas ranhuras e frechas na rocha um bom caminho para ascender enquanto se escala com peças móveis.

Para a escalada em rocha macia, considere usar peças com maior área de superfície e dentes mais abrasivos sobre as castanholas como o Metolius Fat Cam.

Para fendas muito pequenas ou muito grandes, muitos escaladores abrem mão de suas peças preferidas para fazer uso de peças não convencionais como o Big Bros   (um tubo expansível com mola que se encaixa em fendas e chaminés) e Ballnuts  (uma bola deslizante para as mais finas fendas) também são excelentes,  designs testados ao longo do tempo que eventualmente se transformam em verdadeiros arsenais entre os equipamentos dos escaladores de vias tradicionais.

Manutenção em Equipamento Móvel

Limpando-os

Quando os móveis são molhados, enxugue-o e seque-o ao ar antes de guarda-los. Luz solar danifica as fitas, então guarde-os ao abrigo da luz. Para limpar um móvel, primeiro mergulhe a cabeça em água quase fervente, ativando o gatilho para mexer as castanholas. Ponha algumas gotas de detergente líquido sobre as partes móveis e esfregue com uma escova de dentes. Usar escovas de retirar tártaro para os pontos de difícil alcance em móveis menores. Mergulhe o gatilho na água quente novamente, certificando-se que todo o detergente é retirado. Seque-o com ar comprimido, se possível ou toalha e ar seco.

Lubrificando-os

Após limpar seus móveis, sempre lubrifique-os, mas faça-o com moderação. O ideal é usar um lubrificante a base de cera, como o Lubrificante de Móveis da Metolius ou Lubrificante Branco de corrente de bicicleta, que repila poeira e areia melhor que o WD-40, mas esse também funciona bem. (tudo provavelmente não danifica a fita, mas se você fizer um bom trabalho, você será capaz de manter a fita fora do alcance desses produtos). Aplique uma ou duas gotas em cada articulação e aperte o gatilho. Limpe todo o excesso de lubrificante. Alguns escaladores preferem um lubrificante seco, à base de grafite, disponível na maioria das lojas de auto-peças, que funcionam bem. Sempre lave-os e lubrifique-os (ou qualquer outro equipamento metálico de escalada) após escalar próximo a água salgada).

Consertando-os

Peças móveis podem durar 20 anos ou mais, se feitas as manutenções apropriadas, mas após alguns anos de uso pesado pode requerer a troca de algumas peças do gatilho ou das fitas. Alguns fabricantes oferecem peças sobressalentes como kits de gatilhos e algumas fitas ou cabos para os gatilhos por preços razoáveis. Mountain Tooks (mtntools.com) também oferecem fitas de recolocação para os móveis e nos nuts. Inspecione os móveis frequentemente e imediatamente após torcer os cabos do gatilho, ou as castanholas podem não se recolherem igualmente. A Lei de Murphy definitivamente se aplica aos móveis: Um cabo do gatilho desgastado vai quebrar justamente quando você tentar colocar um móvel com em uma situação de risco.

Substitua a fita se:

  • Tiver mais de 10 anos de uso.
  • Estiver notadamente desbotada.
  • Se tiver abrasão visível ou qualquer dano.

Aposente uma peça se:

  • Tiver sofrido uma queda grande.
  • Uma castanhola estiver deformada de qualquer forma – achatado, torcido ou fora de alinhamento. A Angulação do móvel vai afetar a aderência da peça.
  • Qualquer um dos fios da haste estiverem desgastados.

 

Atenção!

Mantenha as fitas – e todas as partes de nylon do equipamento, como cordas e costuras – longe de pilhas e baterias na sua garagem ou na mala do carro. Até mesmo a fumaça das baterias pode desgastar/destruir o nylon.

Black Diamond: Camalot C4

publicado na climbing.com pela equipe interna

A Escolha dos escaladores entre os melhores móveis disponíveis

Eles não foram os primeiros. Eles não são os mais leves. Eles não são os mais novos. Mas as vezes ser o melhor não trata-se dessas coisas. E nossos números não mentem: O Camalot C4 foram votados unanimemente por nossos especialistas como o melhor móvel de tamanho mediano. “Todo mundo sabe que tamanhos correspondem a cores, diferentemente de outras marcas” um apaixonado comentou. “A maioria dos escaladores utilizam o Camalot C4.” Projetado por Tony Christianson, Julio Varela e Honk Kyu Kwak em meados dos anos 80, o Camalot tinha uma vantagem especifica sobre os outros móveis em formato com duplo eixo, que aumentou a variação de tamanho de cada peça individualmente, traduzindo-se em uma mesma peça cabendo em ainda mais tamanhos de fendas.

A Chouinard Equipment, que se transformou em Black Diamond, começou a comercializar os Camalots (um nome escolhido entre várias sugestões entre os funcionários) no verão de 1987, e posteriormente lançaram mais três atualizações, Camalots ainda são os preferidos entre os escaladores de vias tradicionais. Camalots são fáceis, o gatilho funciona de forma suave, rápido de usar, segura melhor em alguns tipos de fendas e tanto os metais como os cabos de aço e as fitas duram mais tempo. Nós amamos os Aliens Flexíveis, Os Master Cams da Metolius e os inovadores Friends da Wild Country, mas os C4 tem uma melhor performance geral e durabilidade. Vinte e sete anos depois da primeira aparição, um escalador comentou que ele “ainda está em uma relação de amor com essas ferramentas do Batman para o mundo vertical”

Revisão: Petzl Tikka XP Headlamp

Publicado na climbing.com por Julie Ellisson

Longas aproximações, condições climáticas inóspitas e de rápidas variações pode mante-lo por mais tempo do que o esperado, por isso você deve sempre ter uma lanterna para a montanha. Com um peso suave e uma construção compacta porém robusta, a linha Tikka recém atualizada continua a ser o favorito entre escaladores e montanhistas. Nós gostamos do modelo XP por causa de suas três opções de configurações: ampla, dispersa ou longo e concentrado ou uma combinação de ambos. A configuração mais alta usa 160 lúmens e dispõe de tecnologia de iluminação constante, que mantém aceso e mantém um ritmo lento de consumo da bateria. A maioria das Head Lamps tem a vida útil não controlada, ou seja, quando a bateria acaba simplesmente apaga-se, enquanto que a Tikka entra automaticamente no modo reserva, onde há luz apenas o suficiente para terminar o que se esta fazendo, ou procurar as pilhas reservas. A fita é ergonomicamente projetada deixando-a confortável além de ser removível e lavável.

Revisão do Clássico: Black Diamond ATC – Guide

Há uma razão pelo qual você pode dizer apenas ATC e qualquer escalador vai saber que você está falando de um sistema de segurança/rapel tubular. É tão popularmente usado que o seu nome praticamente tomou conta de todo um gênero. O primeiro ATC (Air Traffic Controller) foi originalmente lançado em 1993. Este freio assistido estilo tubular, adicionou a habilidade de dar segue ao participante fora da ancoragem. Isso aumentou a versatilidade e tornou o ATC – Guide parte integrante do baudrier de qualquer escalador de vias tradicionais quando foi lançado em 2005.

Devido ao sucesso do design original, tem havido muito poucas mudanças, a não ser perder alguns gramas em 2009. Existem vários concorrentes, mas o ATC – Guide lidera na categoria performance e durabilidade. Os escaladores que entrevistamos preferem este modelo por ser robusto, pela sua durabilidade e por alimentar cordas facilmente. Os testes que fizemos com os freios mais populares do mercado mostraram que a versão da Black Diamond tinha mais “mordida” na corda e era mais fácil de baixar um segue quando dando segurança de cima.

Escale mais forte ao gerenciar essa técnica de respiração

Publicado original em climbing.com por Dave Sheldon

Utilize a respiração relaxante para aprimorar a performance na escalada.

É estranhamente fácil esquecer-se de algo que você faz 20.000 vezes ao dia, mas tirar um minuto para focar em maximizar a absorção de oxigênio enquanto escala-se pode permitir um aumento considerável na performance. O Técnico e escalador mundialmente renomado Justen Sjong, desenvolveu um estilo de respiração que dá suporte a um corpo e mente relaxados, mesmo quando você esta escalando no seu limite fisico. Manter a respiração suave e natural (não controlada nem forçada) afeta positivamente a sua movimentação e nível de estresse, ajudando-o a escalar mais eficientemente e fluido além de deixa-lo com mais energia e força para passar os Crux. “Se seu corpo esta recebendo muito oxigênio, você vai manter uma clareza mental para ler a rocha e movimentar-se na forma mais efetiva possível, além de maximizar os descansos” Comenta Sjong. Pratique o método a seguir tanto quanto você puder de forma que venha a tornar-se natural na rocha, e você perceberá que sua performance em qualquer escalada melhorará;

Comece Aqui

Ache um lugar calmo na montanha. Fique em pé com as mãos ao lado do corpo, solte os músculos do seu rosto, franza ligeiramente os seus lábios, e lentamente inale pela boca. Mantenha a inspiração por uma fração de segundo, e depois expire pela boca, mantendo um rosto suave e os lábios franzidos. Ao expirar, ouça e sinta o ar deixando seus pulmões, deixe-o descomprimir-se todo o corpo (soltar ombros, rosto e suavizar  ainda mais a CORE, aquietar a mente…) Repita esse ciclo de inspirar e expirar três ou quatro vezes. Cada respiração subsequente deve ter uma camada mais profunda de estresse para fora do corpo até chegar a um descanso total – tanto mental quanto fisico. A meta é achar sua “respiração relaxante”, ou um momento em que você se sentir completamente à vontade e confortável e sua mente esteja tranquila.

Um profissional qualificado pode pegar um agarrão e entrar em estado de descanso profundo na sua primeira respirada; Ele também pode dominar a coordenação e a distribuição de peso para o ponto em que uma respiração relaxante pode ser encaixada no meio de uma sequência desafiadora de agarras enquanto se segura em pequenas agarras. Quando confrontados com movimentações difíceis, que tendem a ficar com o corpo tenso, respiramos rapidamente e agarramos com mais força do que o necessário e isso não apenas nos faz expelir oxigênio desnecessariamente como também faz seu cérebro parar de pensar com clareza. Se você alcançar essa respiração relaxante, você manterá a mente limpa o suficiente para fazer movimentos produtivos.

Depois que ficar confortável achar sua própria respiração relaxante, escolha uma via ou um boulder que já tenha mandado e que considera fácil. Isso é importante pois você não quer se distrair caindo, descobrindo por onde vai a via, etc. Enquanto estiver completando as primeiras etapas, seu único foco devera ser trabalhar a respiração. É Crucial para evoluir.

Passo 1

Respire antes e depois de qualquer escalada de forma que se torne um hábito.

Antes de se equipar e se amarrar a corda, fique em pé na base da via e encontre sua respiração. Escale até o topo. Enquanto estiver sendo baixado, volte sua atenção à respiração. Se estiver fazendo boulder, espere até estar de volta ao chão ou no topo. Esse passo deverá ser adicionado a todos os passos seguintes.

Passo 2

Respire enquanto estiver se movimentando na rocha

Comece no passo 1, mas a sequência de movimentos, pare e preste atenção na sua respiração. Posicionamento do corpo é importante assim como descansar o braços ou os braços precisam estar esticados e relaxados. Suas pernas devem estar em qualquer lugar que permita usar o mínimo possível de energia nos braços, independente de estarem logo abaixo de você ou ao lado. Mantenha sua core suave. Olhe para baixo e para o lado com um olhar suave. Encontre algo neutro para olhar. Não fique olhando pra cima e para baixo da via.

Passo 3

Aumente a dificuldade da escalada; reencontre sua respiração durante a escalada

Hora de aumentar o nível de estresse. Vá do Top Rope para a guiada, ou de uma via fácil para uma díficil – alguma via que esteja no limiar da sua zona de comforto. Qualquer via que você não vá cair a menos que você seja descuidado. Repita o passo 2.

Passo 4

Se esforce-se mais e encontre sua respiração em cada ponto de descanso

Escolha alguma via próxima ao seu limite máximo e encontre sua respiração em qualquer lugar que você possa parar um pouco. Sinta como isso afeta seu descanso e a tomada de decisão enquanto guia. Quando você conseguir respirar corretamente, a recuperação durante a escalada será mais rápida, agarras serão mais fáceis de encontrar e ler a sequencia de agarras se torna mais natural. Uma vez que você conseguir fazer isso consistentemente, se jogue em mais projetos.

Passo 5

Diminua o ritmo se recomponha e dê uma boa respirada quando estiver perdendo o controle

O excelência pode ser encontrada aqui: Encontrar sua respiração em meio a sequências dificeis. A meta é parar – independentemente do quão pequenas possam ser as agarras, de uma respirada relaxante e siga em frente. Essas mini-paradas liberta a mente do esforço e clareza para a mente manter o foco intenso na próxima série de movimentos.

Passo 6

Use essa respiração relaxante em sua vida diária

A Maioria das pessoas respondem ao estresse na vida delas da mesma forma como respondem ao estresse na escalada: Respiração superficial, suores, confusão mental e uma onda de calor passando por cima de você. Este exercicio de respiração pode reduzir o estresse e focar a sua mente na vida diárias, também.

Porque você precisa de mais oxigênio para queimar Gordura a Carboidratos? e como isso afeta sua escalada?

Publicação original na Climbingnutrition.com por Brian Rigby

 

Eu já tinha escrito sobre o quão mais eficientes em absorver oxigênio os carboidratos são em relação a gordura, o que é bom para amos os tipos de escaladas. O que eu não tinha percebido era o porque. Longe de ser um fato bioquímico de interesse apenas dos entusiastas da fisiologia, saber exatamente como e quão mais vantajosos são os carboidratos e informar melhor sobre as dietas, tanto quanto ajudam a explicar porque a maioria dos escaladores não se beneficiam de forma inteligente das dietas de baixo carboidrato. Claramente esta tudo na estrutura.

Não se preocupe quanto a química se não for sua especialidade, eu farei o meu melhor com as descrições e figuras para demonstrar como os carboidratos tem vantagem na absorção de oxigênio.

A Estrutura básica do Carboidrato e da Gordura

Do ponto de vista nutricional e biológico, há um grande número de tipos de carboidratos e gordura. Estruturalmente, no entanto, todos os carboidratos se parecem entre si, assim como todas as gorduras.

Na cadeia do Carboidrato, um número diferente de tipos de ligações de açucares simples cria uma numerosa quantidade de macromoléculas básicas de carboidrato, desde a simples sacarose (açúcar de mesa, a ligação da glucose com a frutose) de amilose (amido, milhares de moléculas de glucose interligadas que o nosso corpo não consegue digerir). Apesar da sua diversidade, no entanto, todas essas moléculas são formadas de açúcares simples, e todos os açúcares simples têm a mesma fórmula básica: Cn (H2O)n. Isso significa que todos os carboidratos tem exatamente um carbono e um átomo de oxigênio para cada dois átomos, ou de hidrogênio que o carbono e oxigênio são sempre encontrados em igual medida, em qualquer carboidrato.

Nesta imagem a direita, você pode ver como os carbonos (bolas pretas) igualam-se aos oxigênios (bolas vermelhas) em número. Isso é importante por uma razão que explicarei mais a frente.

Gorduras também tem uma enorme diversidade. Existem gorduras saturadas, poli-insaturadas e gorduras mono-insaturadas, e cada uma dessas categorias gerais tem vários comprimentos de cadeia variando de apenas dois carbonos em uma cadeia com mais de trinta carbonos de comprimento. Assim como os carboidratos, todas as gorduras têm a mesma estrutura básica com apenas uma pequena variação: CH3(CH2)nCOOH.* Na realidade, apenas a extremidade da cauda “CH3(CH2)n” é importante como combustível, o que significa que para qualquer funcionalidade e proposito gorduras não contem oxigênio, e o corpo precisará suprir toda a necessidade por conta própria.

  • Por favor, perceba que isso é apenas para gordura saturadas, ou gorduras que são totalmente saturadas com átomos de hidrogênio. Quando as gorduras são insaturadas de alguma forma eles têm menos átomos de hidrogênio, logo uma estrutura química ligeiramente diferente, mas que ainda só contém oxigênio no final da cadeia “COOH”. Para o proposito desta discussão sobre o metabolismo como combustíveis do oxigênio e da gordura, não há nenhuma diferença importante.

Em última análise, o corpo vai quebrar qualquer um destes combustíveis em dióxido de carbono (CO2), produzindo energia no processo. Para ser capaz de quebra-las, no entanto, é necessário equilibrar a entrada (o carbono e oxigênio do carboidrato ou gordura) com a saída (dióxido de carbono). Quando você começa com uma molécula de glicose e seus seis carbonos e seus átomos de oxigênio, você só precisa adicionar seis oxigênios para balancear a equação. Por outro lado, quando você começa com uma gordura de 16 carbonos como o ácido palmítico acima, você precisa adicionar 32 oxigênios, ou um para cada carbono que irá percorrer o ciclo do ácido cítrico (os meios pelos quais nós aerobicamente metabolizamos energia).

Basicamente, todos os carboidratos vêm equipados com oxigênio, em igual medida, o que significa que é preciso menos oxigênio para metabolizar-los aerobicamente. Gorduras não vem com oxigênio, então você precisa fornecer mais para obter o mesmo benefício.

Resumindo:

  • Carboidratos vêm equipados com um oxigênio para cada carbono, e só precisa de um oxigênio suplementar por carbono para metabolizar aerobicamente.
  • Gorduras não contém oxigênio (na parte de combustível da molécula) e precisa de dois oxigênios adicionais por carbono para metabolizar aerobicamente.

Quando o oxigênio é abundante – o que é acontece na maioria do tempo – essa pequena vantagem do carboidrato sobre a gordura é irrelevante. O Oxigênio é livre, no final das contas, e o nosso corpo literalmente colhe-o sem fazer esforço. Mas durante o exercício intenso, ou em qualquer momento seus músculos são privados de oxigênio, por qualquer motivo, em seguida, carboidratos ganham uma vantagem de oxigênio distinta e incontestável, estimada em cerca de 20% (como em você obter 20% mais energia por unidade de oxigênio quando se utiliza carboidratos como combustível do que quando se usa gordura).

Oxigênio é Perfeito para Escaladores

Ok, mas escalada não é realmente o tipo de esporte que te faz respirar pesado em uma tentativa desesperada para encher o sangue com oxigênio. Você pode chegar ao final de uma escalada com o coração batendo acelerado, mas raramente você vai terminar sem ar como você pode chegar ao fim de uma corrida ou natação. O Oxigênio realmente é perfeito para os escaladores?

Sim, o oxigênio é uma comodidade limitada aos escaladores – não porque nós não podemos inalar o suficiente, no entanto, nós não conseguimos entregar o suficiente.

Diferentemente de outros esportes, escalada baseia-se pesadamente em contrações isométricas – contrações musculares que nem são muscularmente muito curtas nem muito longas. Enquanto outros esportes tem ciclos musculares rápidos de contração e relaxamento muscular, onde o músculo chega a relaxar em intervalos regulares, escaladores costumam gastar boa parte do tempo contraindo seus músculos antes de permiti-los descansar. Como resultado, o fluxo sanguíneo é obstruído aos músculos que estão trabalhando. E Sem sangue, você não tem oxigênio.

A conclusão é que estima-se que ocorre cerca de 65% da contração isométrica máxima para a maioria das pessoas, pode pode ser tão baixa quanto 51% para os indivíduos mais fortes (porque a sua força máxima é maior, e porque os vasos sanguíneos não se tornam mais resistentes à contração a medida que se torna mais forte, a média geral é menor mesmo quando a força absoluta é requisitada pois os vasos sanguíneos permanecem os mesmos). Esta obstrução leva a um deficit de oxigênio, que leva a uma maior dependência de sistemas de energia anaeróbicas, que em ultima análise reduzem o Ph intramuscular e leva-o a fadiga.

Isso significa que a qualquer momento que você esta segurando em alguma agarra, especialmente por mais do que alguns segundos, você está privando seus músculos de oxigênio. A maior consequência disso é a mudança para o metabolismo anaeróbio de combustível e a corrente acumulação de íons de hidrogênio nos músculos (a causa da acidose intra-muscular e um suspeito na culpa pela fadiga), mas com carboidratos em quantidade suficiente, você pode pelo menos ganhar a energia um pouco mais aeróbia do oxigênio restante do que você poderia com gordura.

A mensagem a ser absorvida

Então como isso funciona na escalada? vamos fazer uma recapitular rapidamente:

  1. Carboidratos requerem menos oxigênio para metabolizar a gordura aerobicamente do que a gordura, dando aos carboidratos uma maior quantidade de energia por unidade de oxigênio.
  2. Escaladores dependem fortemente de contrações isométricas, o que obstrui a corrente sanguínea e por tabela a disponibilidade de oxigênio para os músculos em trabalho.
  3. Sem oxigênio suficiente, os músculos devem contar com a produção de energia anaeróbia, um processo que aumenta rapidamente a acidez intra-muscular.
  4. Como carboidratos podem produzir mais energia aeróbica com menos oxigênio, eles podem fazer uma oferta limitada de oxigênio para um músculo contraído ir mais longe, ajudando a evitar a fadiga.

Em outras palavras, carboidratos tem uma vantagem sobre a gordura em termos de produção de energia durante uma escalada porque os carboidratos não precisam de tanto oxigênio para metabolizar. É uma pequena vantagem considerando quão dependente é a escalada em relação a fontes de energia anaeróbias independentes (porque as fontes de energia anaeróbias são capazes de muito mais produção de energia por segundo), no entanto é uma vantagem que de qualquer forma vale a pena ter!

Corda Edelrid Boa

Revisão de Gus Hudgins publicado na revista digital Climber

Eu já analisei um bom número de produtos ao longo dos anos, mas quando eu fui chamado a fazer a avaliação de uma corda eu fiquei relutante. Eu recentemente havia passado por uma experiência desgastante com minhas próprias cordas que tinham desgastado nas extremidades e havia em uma única área pelo menos dois incidentes em que eu fiquei pendurado por uma corda que tinha exposto a alma, o que não é uma experiência muito agradável.

Então, durabilidade é sem dúvidas um fator crucial quando eu vou selecionar cordas hoje em dia, e teoricamente, quanto mais grossa a corda maior sua durabilidade. Eu desisti da oferta de experimentar uma corda super fina de 8.6 mm e uma corda gêmea de 6.9 mm e através do processo de eliminação eu terminei ficando com a Edelrid Boa de 70 m.

Eu nunca havia tido uma corda Edelrid antes, mas estava realmente interessado em experimentar uma, já que sempre me pareceu ser a corda que todo mundo tinha uma na rocha e nas oportunidades em que eu usei uma para escalar eu sempre me impressionei, mesmo com cordas velhas que ainda pareciam perfeitas para o uso e pela sua performance. a Edelrid Boa de 9.8mm provavelmente representa o melhor diâmetro para mim, eu usei-a majoritariamente durante escalada esportiva e em escaladas tradicionais por alguns meses já e estou satisfeito em reportar que ela vem mantendo sua reputação quanto a durabilidade e eu não precisei cortar as pontas ainda mesmo tendo usado-a enquanto estou trabalhando nos bolts e proteções de vias antigas. Como eu mencionei, eu sou bastante pesado o que obviamente reflete em volume de uso da corda.

A Edelrid usa uma tecnologia em suas cordas que eles chamam de “proteção térmica” que é um processo de estabilização térmica que dá a corda uma sensação realmente agradável ao manusear-la, o principal benefício disto é que não sai na lavagem como alguns tratamentos de cordas, o que explica porque essa corda e outras usadas que experimentei da mesma corda ainda mantém uma manuseabilidade. Quando nova, a que eu testei estava bem lisa, mas performando bem num Gri Gri 2, em particular, foi fácil de usa-la e alimenta-la enquanto usando técnicas simples de dar segurança. (ex.: Usando o Grigri da mesma forma que usamos um sistema de freio padrão, que é a forma mais segura) ela ainda mantém a boa manuseabilidade após vários meses de uso e definitivamente não está surrada nem ressecada como estariam outras cordas que já usei.

A combinação de durabilidade e manuseabilidade definitivamente significam que ela é uma corda para todo tipo de uso e a única vez que eu experimentei algum arrasto foi em vias com esticões particularmente longas (acho que algo em torno de 30/40 metros). Definitivamente nada que não pudesse ser resolvido com algumas costuras mais longas mas é um preço pequeno a ser pago por usar uma corda mais grossa. Falando em preço a Boa de 70 m em torno de 145 Libras Esterlíneas e eu definitivamente já paguei mais caro por cordas que me impressionaram muito menos.

 Como era de se esperar, o meio é marcada e um ponto de interesse final das cordas Edelrid é ter sido “aprovada pela bluesign” (que é uma padronização na a manufatura de têxteis), o que não quer dizer que elas são fabricadas em um ambiente neutro, afinal de contas elas são fabricadas com nylon, mas é um importante passo na produção de forma mais limpa possível e é um importante passo que a cada dia mais e mais marcas de produtos Outdoor estão dando.

Então para resumir, eu não vou citar nomes das más experiências que eu tive antes, mas para resumir após testar a Edelrid Boa de 9.8 mmm, definitivamente eu nunca experimentei uma corda tão boa! a ponto de levar em consideração experimentar a finíssima opção da Edelrid a Corbie de 8.6 mm como uma ferramenta especial para vias muito longas e para vias à vista.

Detalhes Técnicos

Peso (g/m): 62

Proporção de capa (%): 40

Número de Quedas: 6

Impacto de Força (kN): 8.8

Alongamento dinâmica (%): 32

Alongamento estático (%): 9,3

Deslizamento de capa (mm): 0