Inacreditável: Lubrificação Não Convencional de Móveis

Artigo publicado originalmente em climbing.com por Kevin Corrigan

“Nós estávamos nos equipando na base do paredão em Squamish. Nós tínhamos optado por usar minhas peças antigas, mas o gatilho de um dos meus móveis #1 estava emperrado. Meu parceiro pediu para dar uma olhada na peça, virou-se, e então eu escutei o barulho de agua tilintando no chão. Ele estava urinando na peça. A urina lubrificou o móvel, mas eu o forcei a carregar a peça durante toda a escalada. Posteriorment, eu escolhi evitar uma via de fenda.” James Lucas.

Lição: Bruto. Enquanto a urina não é particularmente perigoso, testes mostraram que uma corda encharcada de urina durante uma noite, partiu após 30% menos quedas do que o normal, poderia enfraquecer os nylons da fita do móvel lentamente. Mas isso é mais um problema moral. Antes de urinar na peça móvel do seu parceiro tente a lubrificação tradicional: Limpe em  água morna e com pouco sabão neutro e então lubrifique as partes móveis com WD-40, lubrificante de corrente de bicicleta ou um lubrificante especifico para móveis. Escaladores nos forum da internet gostam de debater os méritos de várias opções. Se você estiver em dúvida o Lubrificante da Metolius é uma boa opção. Se isso não funcionar, você ainda assim não deveria urinar nele. Urinar num equipamento de escalada nunca será a resposta.

Você pensaria que ele tentaria água antes de urinar.

Uma corda de escalada, teoricamente perfeita

Artigo publicado originalmente em climbing.com por Brendan Blanchard

Cordas de escalada tem evoluído bastante ao longo do tempo, desde os tempos da corda de sisal. Uma corda dinâmica de nylon moderna vai suportar a queda de um escalador suavemente, absorvendo as forças sem descarregar grandes forças em todo o sistema, e vai durar bastante tempo. Fazem décadas que as cordas modernas de fios trançados chegou ao mercado, e não houveram grandes mudanças desde então. Mas ela pode ser melhorada? O que faria uma corda perfeita? Um novo estudo realizado por uma equipe da Universidade de Utah tenta responder essas questões, e sugere que poderá haver cordas mais suaves no futuro.

O Estudo, publicado no The Journal of Sports Engineering and Technology, identifica as principais características de uma corda de escalada ideal e provaram no papel que tal tipo de corda pode existir. O time determinou que a corda ideal deverá segurar o escalador enquanto descarrega o mínimo possível de carga no sistema em um período de tempo e absorve praticamente toda a energia da queda. Essas duas características também significam que a corda poderia proporcionar uma absorção perfeita sem muitos efeitos no escalador ou no sistema.

A ideia surgiu de Justin Boyer, um estudante de mestrado da classe de modelismo matemático do Dr.Graeme Milton. Milton tem PhD em física pela Universidade Cornell, como também passou algum tempo no prestigiado Courant Institute of Mathematical Sciences. Atualmente Milton trabalha como um renomado professor de matemática da universidade de Utah, na cidade de Salt Lake, para onde ele se mudou em 1994 para estar mais perto das trilhas, ski, ciclismo e canionismo. No entanto, Milton não escala, Boyer e o assistente da graduação trevor Dick são escaladores. O time se uniu a Davit Harutyunuan que desenvolveu a prova matemática de que a “corda ideal” existe.

O estudo focou no lado matemático da “corda ideal”, mostrando que o comportamento mais importante, mínimo de impacto e máximo de absorção, de fato existem em conjunto. No papel, pesquisadores olharam uma série complexa de equações que são indecifráveis para uma pessoa comum. Para uma explicação simples, Milton compara o comportamento ideal de uma corda com a frenagem em um carro.

“Se você frear no último instante, você provavelmente sentira um desconforto”, ele comenta. “Mas se você aplica uma frenagem constante ao longo do tempo, você evitará esse desconforto”, em outras palavras, uma vez que a corda começa a “pegar” a queda de um escalador, ela deveria sofrer uma força de frenagem constante até que a corda alcance a sua dilatação máxima, então a corda deveria retrair lentamente até o seu tamanho normal, ao invés de dar um solavanco de voltar.

Enquanto não existe nenhum material que possa alcançar as características ideais dos pesquisadores, eles veem potencial em materiais com memória de formato, que são usados em uma variedade de produtos, desde tacos de golfe até lâminas de helicóptero. O estudo citou muitos benefícios em potencial, variando de alongamento da corda a distância das quedas para a redução da carga máxima no escalador ou em qualquer parte do sistema  de uma ancoragem ou de uma “segue”. Uma corda feita de fios com memória de formato poderia aplicar uma força de blocagem constante com 8% de alongamento e apenas se estender entre o montanhista e o mosquetão mais próximo. Em comparação, as cordas que usamos hoje esticarão até 15% em todo o comprimento, desde o parceiro de escalada até o escalador guia. A corda com memória de formato poderia travar uma distância muito menor enquanto alcançava os mesmos picos de força em um escalador.

Talvez um dos maiores benefícios seja a durabilidade desses materiais. As cordas modernas encolhem, ficam mais duras e produzem menos suavidade na absorção de quedas com o tempo, mas os fios com memória de formato atuais podem evitar milhões de deformações antes que elas estejam suscetíveis a falha.

 Claro que isso tudo é um mundo teórico. Enquanto materiais com memória de formato que atendem os requisitos dos pesquisadores não existem, não é aplicável ao mundo da escalada. O material que iria criar a corda matematicamente ideal para a escalada ainda não existe, e os materiais existentes são extremamente caros, tornando o projeto inviável. Por exemplo, fios feitos de Nitinol, um material com memória de formato construído de nickel e titanium, custa 500 Dólares por metro. Materiais com memória de formato podem ter outros contras, assim como baixa qualidade para a fabricação de nós, alto peso e propriedades que dependam da temperatura ambiente. Uma solução pode ser combinar materiais com memória de formato com os materiais atualmente utilizados nas cordas.

Milton não levou o resultado das pesquisas da sua equipe para nenhuma fabricante de material outdoor desde que publicou o estudo, mas os autores esperam que atraia o interesse dos desenvolvedores de materiais. Uma corda de escalada ideal poderia ter outras aplicações industriais que poderiam viabilizar o estudo e o investimento necessário para o seu desenvolvimento. Por exemplo, o estudo sugere que poderia ser usado como uma amarração para liberar uma carga de um helicóptero sem a necessidade de um paraquedas.

“os materiais que você realmente quer com essas características ainda não existem”ele comenta. “mas se você disser algo como: Isso é o que realmente nos gostaríamos!, então poderiam aparecer fabricantes de materiais para produzirem-na”

PROPRIEDADES DE UMA CORDA DE ESCALADA TEORICAMENTE IDEAL

  • Menor impacto no escalador e no sistema em geral;
  • Frenagem gradual, sem paradas abruptas que podem causar lesões;
  • A corda deve retornar ao tamanho ideal lentamente, evitando solavancos;
  • Menor alongamento dinamico, fazendo com que o escalador tenha menos chances de se machucar na queda;
  • Maior durabilidade, possibilitando milhões de deformações sem danificar a corda;
  • Alongamento não uniforme, permitindo que a corda se alongue apenas entre o escalador e o último mosquetão, reduzindo assim o tamanho da queda.

Projeto de Lei sobre Acesso às Montanhas

Está em tramitação no Senado um Projeto de lei sobre acesso às montanhas.
Abaixo segue um trechinho da lei.

“É assegurado a todos o livre trânsito, em bens de propriedade privada, por caminhos, trilhas, travessias e escaladas que conduzam a montanhas, paredes rochosas, praias, rios, cachoeiras, cavernas e outros sítios naturais públicos de grande beleza cênica ou interesse para a visitação pública.”

É importante a participação de todos através da enquete, mostrando o interesse da sociedade e dos montanhistas no assunto: link para acesso à página e participação!

Art. 1º Esta Lei disciplina o trânsito por bens de
propriedade privada para o acesso a sítios naturais públicos.

Art. 2º É assegurado a todos o livre trânsito, em
bens de propriedade privada, por caminhos, trilhas, travessias
e escaladas que conduzam a montanhas, paredes rochosas, praias,
rios, cachoeiras, cavernas e outros sítios naturais públicos
de grande beleza cênica ou interesse para a visitação pública.

§ 1º O disposto no caput deste artigo aplica-se a
caminhos, trilhas, travessias e escaladas já existentes
tradicionalmente utilizados por montanhistas e demais
praticantes de esportes ao ar livre, bem como àqueles
constituídos para possibilitar o acesso a sítios ainda não
explorados.

§ 2º A delimitação de caminhos, trilhas, travessias
e escaladas necessários para o acesso a sítios ainda não
explorados pode ser estabelecida pelos proprietários privados
de acordo com boas práticas que garantam mínimo impacto,
assegurada a participação da sociedade civil, em especial de
representantes de associações de praticantes de esportes ao ar
livre interessadas, ressalvada a competência de órgãos
ambientais. 

§ 3º O direito ao livre trânsito de que trata o caput
deste artigo não constitui empecilho a eventual exigência de
prévio pagamento de módica e determinada quantia em dinheiro
para uso dos bens, que seja justificada por obras e serviços
de conservação e manutenção de caminhos, trilhas, travessias
e escaladas necessários para o acesso a sítios naturais
públicos.

Clique aqui e Faça a sua parte enquanto Montanhista, esta na hora de participarmos e ajudarmos a decidir o futuro acesso as Montanhas, que esta inclusive previsto na Constituição Brasileira!

Vamos fazer valer o nosso direito?

kmonnnn

 

 

Aprenda a Escalar Vias Tradicionais: Colocação de Móveis e Equalizações

Artigo publicado originalmente em climbing.com por Julie Ellisson

A parte mais complicada – e mais importante – de uma via de escalada de várias cordadas de escalada tradicional são as colocações sólidas das proteções móveis e a montagem de equalizações seguras de forma rápida. Existem algumas dúzias de formas de faze-lo corretamente – tanto quanto faze-lo horrivelmente errado. Neste artigo há algumas regras gerais a se seguir, mas as colocações exatas e a estrutura da sua equalização vai depender da situação específica: tamanho da fenda e orientação, que peças você ainda tem para usar, direção da via em relação a parada anterior e à próxima parada e assim a lista continua. Tenha sempre em mente que os pontos a seguir é uma boa base mas o melhor é ter um mentor na escalada ou um instrutor certificado com muita experiência.

Todas as Paradas devem ser EARNSER

Equalizada

Todas as peças devem distribuir igualitariamente o peso e se uma das peças falhar nenhuma das peças deve sofrer impacto ou mesmo toda o peso que estava na peça que falhou.

Angulada Corretamente

Os ângulos das fitas ligando as peças ao ponto central (onde o mosquetão mãe esta clipado) são de no máximo 60º para cada um ou menos.

Redundante

Cada peça da ancoragem está “backupiada” então se alguma peça falhar a ancoragem inteira ainda deverá estar bem sólida.

Sem Extensões

Se uma peça falhar, a ancoragem não deverá estar montada de forma que muita folga é adicionada ao sistema e a ancoragem se torne estendida.

Sólida

Cada peça deverá estar individualmente forte e bem colocada.

Rápida

A ancoragem toda não deve ser difícil de montar e deve ser eficiente.

BÁSICO DE COLOCAÇÕES

Móvel mal colocado e Móvel bem colocado

Esquerda: As castanholas não estão realmente encaixadas (pouca abertura das castanholas) o que significa que não está sólida.

Direita: Boa colocação. Bom contato com a rocha, quantidade ideal da abertura das castanholas e orientado de forma a proteger a direção da queda.

DE RUIM A BOM

Erros comuns de Equalizações corrigidas

Esquerda: Sem proteção contra puxões para cima. Esses nuts estão colocados para proteger apenas puxões para baixo, então se o segue for jogado para cima pela queda de um guia, esta ancoragem pode falhar facilmente.

Direita: Adicione uma peça direcionadora para cima, como um móvel. Essa peça vai proteger contra forças que puxem para cima ou para fora. É tão bom quanto a peça mais baixa da equalização.

Esquerda: Ancoragem Sem estar equalizada. Em uma queda, a maior parte da força na equalização vai impactar na peça superior da esquerda. Se essa peça sair, as outras peças sofrerão impacto e toda a equalização pode vir a falhar.

Direita: Equalize-a. Cada peça recebe a mesma quantidade de força quando o puxão vem direto para baixo. E, se uma peça falhar, as outras não sofrerão impacto.

O PROCESSO EQUALIZADO

Uma vez que você tiver chegado a parada, descubra onde você pode fazer três boas colocações, preferencialmente acima da altura do peito e relativamente próximas, mas você precisará usar o que estiver disponível. Coloque cada peça e clipe-as com um cordelete fechado ou uma fita longa. Puxe o cordelete/fita entre cada uma das peças, para baixo, deixe os loops entre as peças esticados igualmente (angulando-as na direção de onde o participante estará vindo) e faça um nó oito em uma ponta conectando todos os loops. Esses loops abaixo do nó são o ponto principal onde você deve se clipar e montar o equipamento de dar segurança.

Saber exatamente que equipamento você vai precisar em cada parada  é o ideal – mas isso raramente acontece. Construir uma equalização com móveis limitados e as colocações é como resolver um quebra cabeça e uma grande habilidade a se ter. Pergunte a alguns amigos escaladores que já tiverem feito a via e leia as descrições dos detalhes, como “guarde o nº1 e o nº2 para a equalização e mantenha isso em mente enquanto estiver escalando. Se não tiver nenhuma informação concreta e não souber o que haverá acima uma boa regra é tentar salvar uma peça pequena, uma média e uma grande para montar a equalização. Se você ficar sem fitas ou cordeletes você pode sempre construir uma equalização com a corda. E lembre-se sempre de proteções naturais como uma árvore (deve ser pelo menos 12 cm, firmemente enraizado e viva!) e bicos de pedra podem ser ideais para por fitas como uma parte da equalização.

Aprenda a Escalar Vias Tradicionais: Guiando e de Segundo

Se encordar à “Ponta Afiada da Corda” Não é tudo que há para fazer. Você precisa entender completamente a arte das colocações de peças móveis, sistemas de corda e como manter seu segue seguro, entre muitas outras coisas.

Guiando vias de várias cordadas

Se encorde e comece a escalar como você normalmente faria em uma escalada esportiva. A medida que você sobe, coloque proteções nos buracos, fendas e fissuras na rocha. Quando você chegar ao final da cordada, construa uma equalização. Ponha sua solteira na equalização, então grite para o seu parceiro “ancorado!” Quando ele responder e liberar a segurança, puxe a folga da corda e organize-a nos seus pés se houver espaço suficiente ou organize-a na solteira ou fita que está te conectando à equalização. Quando você tiver puxado toda a folga, o segundo escalador ou o participante deverá gritar, “chegou!” Monte a segurança dele no seu baudrier ou diretamente na equalização. Grite para o participante, “Segue Pronta!” A medida que ele for escalando vá puxando a folga da corda e continue organizando a corda conforme você já fez inicialmente. Quando ele chegar na parada, faça-o se prender na equalização, certifique-se que ele está em uma posição confortável e desmonte a segurança dele. Se o seu parceiro for guiar a próxima cordada, passe a ele o equipamento e inverta a corda de forma que ela não se enrole ou prenda-se (se você já tiver organizado a corda antes isso não deverá ser um problema). Após o guia estar com o equipamento, ele vai ficar preso à equalização até o segue montar sua segurança, dizendo diretamente ao escalador “Segue pronta”. O escalador pode então soltar sua solteira da equalização e começar a escalar.

Notas

  1. Sempre confira e re-confira seu próprio baudrier, nó e os de seu parceiro de escalada antes de começar a escalar.
  2. Colocar as proteções é uma arte e é preciso muita prática. Comece colocando as proteções em top rope ou na base de uma via.
  3. Sempre é melhor começar praticando a guiada em escaladas que estão abaixo do seu grau de habilidade – uma via que você sabe que pode terminar sem muito aperreio e com pouco risco de queda. Por exemplo, se você escala 6 Sup em escalada esportiva então tente guiar um 5 grau de tradicional para começar.
  4. Há infinitas possibilidades quando se fala em montar equalizações. Veja as páginas a seguir para o básico e tenha instruções com um escalador mais experiente ou mesmo um instrutor certificado de forma que você fique ciente que suas equalizações estão montadas apropriadamente.
  5. É importante usar nomes porque quando há uma distância entre você e seu parceiro e há vários escaladores na montanha, você pode acabar confundindo o grito de algum outro escalador com o de seu parceiro e coisas ruins podem acabar acontecendo. Usando nomes você pode vir a prevenir estes problemas.
  6. Enrole ou aduche a corda em voltas grande inicialmente, e então em voltas menores a medida que o segue chegar perto. Isso vai ajudar a prevenir a corda de se embaralhar e vai economizar tempo.
  7. Dar segue diretamente da equalização com um freio automático* pode ser útil porque você poderá organizar os equipamentos ou comer um lanche enquanto dá segue com segurança.
  8. “Confortável” é algo relativo quando se trata de equalizações em platôs. O Crucial é que o segue possa dar uma segurança de forma apropriada.
  9. Para evitar que algum equipamento caia durante uma troca de posições nas paradas, segure até que o outro escalador ponha a mão no equipamento e confirme em voz alta: “Peguei”

Comunicação Sem Vozes

É Crucial discutir a comunicação básica com seu parceiro antes de sair do chão. Há uma boa probabilidade de você não escutar seu parceiro quando a 50 metros ou mais acima, nas paradas, especialmente quando você tem a ação do vento, um rio com corredeira próximo ou uma estrada nas proximidades que adicione o barulho da poluição. Há diversas formas diferentes de fazer isso, mas o mais importante é desenvolver um sistema (mesmo que seja criado na hora) e mantenha-se firme a esse sistema. Um bom exemplo seria algo como: Quando o guia montar uma equalização ele puxa a corda fortemente três vezes.  O segue responde dando três puxões fortes quando tiver desmontado a segurança. Quando o guia tiver montado a segurança para o participante ele puxa a corda fortemente quatro vezes e o participante responde que ele esta escalando também puxando a corda fortemente quatro vezes.

Carregue (Menos)

Para vias mais longas (quatro cordadas ou mais), você provavelmente vai querer carregar comida, água, camadas, tênis de aproximação e outros artigos diversos. Neste caso, pegue uma pequena mochila que seja leve,  grande o suficiente para carregar o essencial para duas pessoas (16 a 20 litros é um bom tamanho) e confortável o suficiente para usar durante uma escalada. Deixe o participante carregar a mochila uma vez que o guia já esta levando todo o equipamento de escalada (ambos os escaladores devem querer levar uma mochila para vias de escalada de um dia inteiro). Para vias mais curtas (até três cordadas), você pode deixar água e o resto no chão ou você pode levar o essencial no seu baudrier. Adiciona algum peso, mas você ficará muito feliz de ter levado algum luxo consigo.

Participante em uma via de várias cordadas

Encorde-se com um oito duplo guiado no lado oposto da corda que o guia estiver usando. Clipe-se nas paradas como você faria em qualquer outra via com corda. A medida que você estiver dando segurança o escalador vai subir e colocar as proteções, quando ele chegar no final da cordada vai construir uma equalização. Após o escalador guia tiver se ancorado na equalização, vai grita: “to na minha!” Tire a sua segurança e grite: “Liberado!”, o escalador guia vai então começar a puxar a corda. Calce as sapatilhas e pegue tudo que você precisar levar consigo. Confira novamente seu nó e espere o guia gritar “Segue Pronta!” Você deverá responder “Escalando!”. A medida que você escalar, você deverá remover as proteções colocadas na via, algumas vezes com um saca nut. Organize seu equipamento no baudrier ou em uma fita a medida que você “limpa” a via. Quando você chegar ao final da cordada, você deverá se clipar diretamente à equalização e o escalador guia vai desmontar sua segurança

Notas

  1. Isso pode ser feito depois, após o guia ter terminado a primeira cordada, mas se feito antes de o guia sair do chão pode prevenir erros porque vocês podem conferir os equipamentos um do outro e também conferir os nós dados. Certifique-se que a corda aos seus pés está apropriadamente aduchada e desembaraçada de forma que você possa dar a segue suavemente ao escalador guia.
  2. Não se esqueça de conferir o seu freio e os nós e o seu baudrier.
  3. Você pode manter seu tênis de aproximação enquanto da a segurança, haverá tempo depois de troca-lo por sapatilhas de escalada.
  4. Lembre-se de usar seus nomes nas comunicações para evitar problemas.
  5. Ajude o guia certificando-se que a corda não ficará presa e de corda suavemente.
  6. É bom remover os móveis da rocha antes de desclipar da corda. Se a peça escorregar da sua mão ainda vai estar pendurada a corda.
  7. Tente visualizar como o guia colocou a peça na fenda pois é assim que deverá sair. Algumas vezes uma peça precisa ser puxada para baixo ou para as laterais antes que possa ser retirada, mas seja cuidadoso e não coloque a peça ainda mais fundo ou elas podem ficar entaladas em definitivo que também é conhecido como “overcam”.
  8. Tente equipar-se de forma organizada a medida que estiver limpando uma via, de forma a economizar tempo em cada parada. Coloque os móveis em ordem do menor para o maior, com os nuts também organizados do menor para o maior.

*Grifo nosso, lembramos que não existe um freio automático e sim freio assistido, desta forma nunca confie totalmente num freio assistido e não deixe a mão da corda solta em momento algum.

 

Aprenda a Escalar Vias Tradicionais: O Equipamento

Artigo publicado originalmente em climbing.com por Julie Ellisson

Escalada tradicional requer uma grande e complexa quantidade de equipamentos a ser usado ao invés das ancoragens para segurar uma queda. Essa proteção, também chamada de móvel, é colocada em fendas e fissuras a medida que se evolui durante uma escalada, e então removida ou limpa, quando se termina, então tudo que você deixa na rocha é um pouco de magnésio. Continue lendo para saber a diferença dos tipos de móveis e das várias formas de colocações.

UM BOM EQUIPO

Os dois tipos básicos de proteções são passivo e ativo. Ativo tem peças móveis que se expandem e contraem para caberem nas colocações. Passivo não tem peças móveis e depende completamente do formato do metal para caber nas suas colocações. Guias e Livros vão sempre te falar que tipo de equipamento você deve carregar para certos tipos de escaladas, algumas vias requerem tipos específicos de equipamentos para uma ascensão segura. Frases comuns de um guia incluem:

  • Equipamentos de 3 polegadas. Você precisa de proteções que possam entrar em buracos e fendas que são de 3 polegadas ou mais estreitos. Carregue móveis que estejam dentro dessa faixa de tamanho, incluindo pelo menos uma peça de 3″.
  • Equipamentos padrão. Isso varia de lugar para lugar, mas também pode significar um conjunto completo de peças (7 a 13 peças, que se encaixem em fissuras até cerca de 1,5″) e um conjunto de cerca de seis ou mais móveis de 3″ para baixo até 0,5″ e menor.
  • Peças duplicadas ou um jogo extra de peças. Isso significa que você deveria trazer dois jogos de peças móveis em um certo tamanho (duas peças de 1″) ou dois jogos padrões de móveis. Triplicado significa três jogos e por ai vai.

Equipamento Ativo

Móveis

Cada móvel tem três ou quatro castanholas que contraem quando o gatilho é apertado e então expandem-se para encaixar na fenda quando o gatilho é liberado. Essas castanholas são presas a molas para prender o móvel no lugar quando está sem peso. Durante uma queda a forma do móvel em geral transmite a força do impacto ao longo da haste para fora contra as paredes da fissura. Estes são ideais para fissuras paralelas e uma vez que a quantidade de contração varia, cada móvel se encaixa em diferentes fendas de diferentes larguras.

Big Bros

Desenvolvido para várias fendas, esse equipamento tem dois tubos cilíndricos que se expandem (após apertar um gatilho) para pressionar contra lados opostos de uma fenda. Um anel é rosqueado para baixo para prender a peça. Durante uma queda, um lado da peça sustenta o peso, que leva o outro lado para cima na rocha, criando a ação básica de um móvel forçando-o a ficar no mesmo lugar.

Equipamento Passivo

Nuts

Essas cunhas de alumínio, desenvolvidos para fendas menores, funcionam nas constrições de uma fenda para criar uma barreira mecânica que mantém a peça na rocha. Você pode coloca-los em alguns lugares (Lado largo para fora, para os lados, etc.), mas a colocação padrão só protege uma tração para baixo.

Hexes

Esses são feitos de blocos ocos de alumínio que são bons para fendas médias. Eles eram necessários para muitas vias antes dos móveis serem inventados, mas agora muitos escaladores preferem móveis para este tipo de colocações. No entanto, os hexágonos são mais leves, mais baratos e mais seguros em fissuras molhadas ou com gelo.

Tricams

Apesar de estes serem tecnicamente passivos porque eles não tem peças móveis, a ponta afiada de um lado e o lado oposto suavemente curvo na lateral do móvel contra a rocha para torná-los eficazes em faces paralelas e lacas.

Marque seus equipamentos

Enquanto todo escalador quer ser único, a maior parte dos nossos equipamentos são extremamente idênticos. Para distinguir as suas amadas peças das dos demais escaladores, é importante ter uma marca em cada peça, inclusive nos móveis, mosquetões e fitas. Pegar equipamento emprestado as vezes é necessário para vias tradicionais longas, onde você pode vir a precisar de várias peças iguais para completar a via e marcando-as vai te ajudar a diferenciar facilmente o que é seu e o que não é. Use uma fita (fita isolante colorida normalmente é o melhor) ou esmalte de unha com uma coloração característica para por em todo o seu equipamento. Certifique-se de colocar a fita ou esmalte de unha para fazer a marca em um local onde haverá menos abrasão e uso (ex. a parte inteira do mosquetão ao invés da área onde a corda passará no mosquetão) de forma que dure mais e nunca use esmalte em fitas ou cordeletes. Os produtos quimicos do esmalte podem danificar o nylon ou Dyneema e comprometer sua integridade. Esmalte de unha costuma durar mais que fitas e pode ser mais fácil de criar seu próprio padrão de cores, inclusive misturando cores.

Equipe-se de forma Correta

A forma como você carrega seus equipamentos enquanto escala é uma questão de preferência pessoal. Algumas pessoas preferem usar fitas penduradas nos ombros, outros preferem levar tudo no loop do seu baudrier, e outros preferem uma combinação de ambos. Qualquer que seja sua escolha, tente ordenar os equipamentos com as menores peças na frente, começando os Nuts todos em um único mosquetão e os móveis mais largos no final. Organizar seu baudrier pode tornar mais fácil de localizar uma peça correta, mas pode ser problemático se você estiver enfrentando uma chaminé ou uma fenda e precisar manter todo o equipamento em um lado especifico. Uma fita para o equipo pode lhe permitir mudar todo o equipamento de um lado para o outro do corpo com facilidade e fica mais fácil de passar todo o equipo para o seu parceiro de escalada, mas esse tipo de organização pode ser problemático em certos ângulos de escaladas onde toda a engrenagem podem variar um pouco e comprometer seu equilíbrio.

Coma Apropriadamente para uma Boa Performance de Escalada

Artigo publicado originalmente em climbing.com por Dra. Elena Zinkiov, ND, Cofundadora da Proactive Health: Uma clinica Naturopática em Seatle/EUA, trabalha com atletas de elite no cuidado digestivo, nutrição, perda de peso e gerenciamento da dor (tradução livre)

Quando se fala em nutrição, o melhor combustível para uma “Dieta Ideal” é um tema altamente discutido com uma variedade de opiniões e pesquisas disponíveis. Por mais de 20 anos, eu tenho costurado ancoragens, praticado escalada alpina, joguei tênis semi-profissional e completei várias provas de triathlon, tudo isso prestando atenção ao que funcionava bem e o que não funcionava. Nos últimos cinco anos, eu tenho ajudado atletas a acharem suas próprias nutrições ideais, de escaladores de esportiva se preparando para competições a escaladores do estilo alpino treinando para longas expedições. A verdade é, a nutrição é extremamente individual, mas seguir estes princípios básicos vão te colocar no caminho da performance ideal.

Pré-Escalada

  • Descubra a intensidade e duração do treino. Você não quer que falte ou sentir-se muito cheio durante uma escalada. Com intensidade mais curta e maior de escalada como boulder, alimente-se de carboidratos de fácil absorção (frutas secas, bananas, aveia, arroz de leite ou batata doce). Com intensidades mais duradouras e menos intensas de escaladas como escalada alpina, inclua carboidrato de absorção lenta (arroz escuro, quinoa ou grãos) para uma energia equilibrada.
  • Considere marcar o tempo entre suas refeições. Foque em obter 25 a 30 gramas de carboidrato (uma banana contém aproximadamente 27 gramas) 30 minutos antes da escalada. Inclua 20 gramas de proteína após 30 minutos de treino ou de escalada para assegurar que há amino-ácido no sangue para prevenir os músculos de se romperem e aumentar a força. 85 gramas de peito de peru contém 22 gramas de proteína, meio copo de tofu contém 20 gramas ou você pode obter 14 gramas de proteína de dois ovos.
  • Evite gorduras no pré-treino. Elas são de digestão lenta e podem causar problemas ao fazerem o estomago trabalhar muito.
  • Se você comer uma refeição bem equilibrada de proteína, gordura e carboidratos uma a duas horas antes do treino você não precisará de uma suplementação pré-treino. Coma um lanche com carboidrato e proteína 30 minutos antes se já houver passado mais que duas horas desde sua última refeição, ou se você estiver fazendo algum treinamento extra. Quanto mais você treinar, mais nutrientes você vai precisar para manter os níveis de energia.

Durante a Escalada

  • Para boulders e vias esportivas de uma única enfiada, foque em reabastecer suas reservas de glicogênio, de onde seu corpo consegue obter energia rapidamente, a cada 75 a 90 minutos com 30 a 60 gramas de carboidrato. Se você tiver problemas para manter o nível de açúcar no sangue estável e por mais de uma hora vai te fazer se sentir irritado, cansado ou fraco, então foque em reabastecer-se a cada 60 minutos. Ir mais longe sem aumentar as reservas aumentam os riscos de lesões musculares, fadiga e um desempenho abaixo do limite. Para atividades curtas e de alta intensidade como essas carboidratos de alto valor nutritivo produz um excelente combustível. Escolha fontes de carboidratos que são mais lentos de digerir e que não vão causar cansaço. Pense em trigo selvagem, arroz selvagem, folhas verdes, quinoa, batata doce, inhame, abobora, lentinha e feijão, aveia e mel ou xarope de syrup como adoçantes. Essas comidas são repletas de vitaminas, nutrientes, antioxidantes e fibra, que reduzem inflamações, promovem a recuperação e sustentam a produção de energia.
  • Para escaladas de várias cordadas consuma de 80 a 100 gramas de carboidratos a cada 60 minutos. Isso é importante para vias longas que também incluem aproximações difíceis. Planeje se alimentar nas paradas com frutas desidratadas como manga, damascos ou maças, manteiga de amendoim com mel ou xarope de syrup, mistura de farinha grãos e gels.
  • Lembre-se de beber água a cada 30 minutos, especialmente se estiver consumindo lanches concentrados (como os gels).

Durante a Escalada

  • A Recuperação começa no minuto em que você para de exercitar-se. Durante atividades prolongadas ocorrem a degradação muscular e o esgotamento do glicogênio. Sabendo como se alimentar enquanto estiver se recuperando tem um impacto significante na performance. Quando na fase de recuperação, o corpo reabastece reservas de glicogênio e repara e reconstrói os músculos – se você fornecer nutrientes o suficiente.
  • Aproximadamente 30 minutos após o treino, reabasteça com carboidrato e proteína. Controle a ingestão de gordura a menos de 5 gramas. Comer mais do que isso vai interferir na absorção da proteína e pode tornar a digestão mais lenta. Mantendo a proporção de 0.2 a 0.4 gramas de proteína por kg de peso do corpo com 0.8 gramas de carboidrato por kg de peso do corpo vai te ajudar a recuperar-se mais rapidamente.
  • Mantenha-se hidratado o tempo todo, especialmente na fase de recuperação. Isso é tão importante quanto a disponibilização de nutrientes. Pegue seu peso em libras e divida pela metade. Isso é a quantidade onças que você deve tomar por dia (ex. 115kg=257libras/2=128,5 x onça = 3,8 litro) essa é a quantidade de água que você precisa tomar por dia, além de um copo adicional para cada hora de atividade física. Para certificar-se que os eletrolitos estão devidamente recuperados, adicione uma bebida repositora à água ou simplesmente adicione sal à sua alimentação de recuperação. Atletas podem exceder a quantidade diária recomendada de ingestão de sódio (1500-2400 mg) por causa da grande quantidade de líquidos perdida e do sal através do suor. Sintomas de deficiência de eletrolitos e desidratação incluem cólicas, fraqueza muscular, inchaço, fraqueza e dores de cabeça.

INGESTÃO DIETÉTICA

Carboidratos

50 a 60% das calorias diárias, com boulders e aquelas horas incessantes de treinos. Escaladores de Esportiva ou Tradicional podem focar de 40 a 45% da ingestão diária.

Proteína

30 a 35% das calorias diárias, Escaladores de esportiva e escaladores de tradicional devem focar de 10 a 15% a mais de carboidratos do que de proteínas.

Gordura

20 a 25% das calorias diárias, para boulderistas e 25 a 35% para escaladores de tradicional ou atletas de alto rendimento para terem uma quantidade mais igualitária de gordura e proteína e uma menor ingestão de carboidrato.

NENHUMA COMIDA É “RUIM”

Muitos atletas se privam erroneamente de comidas especificas baseados nas últimas modas de dietas do que é bom para seus corpos. Existem casos em que eliminar certos tipos de alimentos podem recuperar a saúde, mas isso também pode causar o oposto. Restringir o corpo pode criar deficiências nutritivas e levar a hábitos alimentares obsessivos.

Carboidratos tem uma má reputação, sendo culpados pela maioria dos alimentos de melhor digestão, ganho de peso e gordura abdominal. Sem sombra de dúvidas algumas pessoas sofrem de sensibilidade a glúten, mas os grãos corretos, vegetais e frutas vão aumentar a performance e promover o bem estar.

Peso Ideal

Atingir um peso ideal para a escalada pode ser dificil, mas algo direto, existem métodos saudáveis. Evitar carboidratos refinados, como arroz branco, pão branco, massas cozinhadas e doces, ou lanches cheios de açúcar vai te ajudar a manter o peso para a escalada, performance e saúde. Leia os rótulos nutricionais. A maior parte das bebidas esportivas, gels e barras de proteína tem baixo valor nutritivo e excesso de açúcares. Em vias longas e remotas, combine comida de verdade com gels. Fazer barras de frutas secas e grãos, usando infusões de mel, grãos e pacotes de manteiga ao invés de gels, lanches de granola e frutas cristalizadas e beba água de coco ou um shake de proteína em vez de uma bebida esportiva pode melhorar a função atlética. Leve os alimentos certos para a montanha em vez de agarrar o que estiver a disposição.

Para manter o peso e reduzir a fome, combine ingestões de carboidratos com proteína. Consumindo esses dois nutrientes simultaneamente vai balancear o açúcar no sangue, melhorar a qualidade da energia e a clareza mental, reduzir as lesões musculares e reduzir as distorções de açúcar. Hummus e vegetais, uvas e iogurte, tofu e arroz integral, feijão e arroz branco, feijão e arroz, e saladas com frango desfiado, todos fornecem energia saudável e ajuda com o controle de peso. Dividir essas refeições em lanches menores para fornecer energia para sessões de treinamento, ajustando o tamanho da dose de um prato cheio para algo que você possa pegar e ir.

Lembre-se que a qualidade da caloria é mais importante que a quantidade. Cortar comida processada e carboidratos refinados, focando em vegetais e frutas e combinando carboidratos de alto valor nutritivo com proteína vai te ajudar a equilibrar o peso.

A DIETA CETOGÊNICA

Essa dieta da moda de alta gordura tornou-se popular para a perda de peso e pelo aumento do desempenho atlético. Gordura fornece a forma mais sustentável de energia quando se tenta manter uma dieta a longo prazo, razão pela qual a dieta cetogênica tornou-se preferida por atletas de alto rendimento. Treinar o corpo para confiar na gordura como a principal fonte de combustível fornece mais energia duradoura sem acidentes e depender de reservas de energia também produz benefícios como menor nível de insulina, melhoria da saúde do cérebro e uma diminuição em doenças crônicas.

No entanto, dietas de alta ingestão de gordura e de proteínas são restritivas do ponto de vista nutricional e podem causar um efeito sanfona – significando que seu metabolismo pode de fato diminuir uma vez que você sair dela. Além do que, dietas que focam em extremamente baixas ingestões de carboidratos podem impactar na saúde endócrina. Fadiga crônica, incapacidade de perder peso, baixa líbido, recuperação fraca entre os exercícios e alterações no sono são sintomas comuns da fadiga adrenal como resultado da restrição dietética. É comum entre aqueles que fazem a dieta cetogênica de consumirem aproximadamente quatro gramas de gordura para cada grama de proteína e carboidrato. Escolhas nutricionais e dietéticas deveriam ser sustentáveis e bem sucedidas, e essa proporção não é. Simplesmente ajustar a ingestão de gordura atual e trocar alimentos pode treinar o corpo e causar benefícios de resistência se, correr o risco do efeito sanfona. Reduzir a ingestão de carboidratos refinados incluem carboidratos saudáveis com proteínas e incorporar gorduras de nozes, sementes, abacate, coco, ovos, linhaça, sementes de chia e até mesmo manteiga para ajudar com o controle de peso. Essas mudanças simples irão melhorar o desempenho físico e mental, fornecendo nutrientes-chave das principais fontes de alimento para recuperação e energia sustentável.

DIGESTÃO SAUDÁVEL

Dietas só são boas dependendo da absorção. Para ganhar benefícios de toda a nutrição, certifique-se que sua digestão está perfeita.

Evite alimentos que você é sensível ou alérgico. Os alérgenos alimentares comuns incluem glúten, leite, mariscos, ovos, soja, milho, citrinos, algumas nozes e vegetais de trepadeiras (tomate, berinjela, batata branca, pimentão e pimenta cayenne). Embora esses alimentos sejam alérgenos comuns, isso não significa que todos devem evitá-los, você pode achar que tem alergias diferentes.

Acompanhe hábitos alimentares e reações alérgicas. Observe mudanças no movimento do intestino, nevoeiro mental ou fadiga, problemas de pele e/ou inflamação aumentada após a escalada. Se você ainda está tendo sintomas negativos após a eliminação de alimentos, um teste de alergia alimentar pode revelar sensibilidades escondidas.

Digestão ruim também pode ser devido a um intestino com desequilíbrio de bactérias. O trato do microbioma digestivo dita tudo, do humor ao peso. Uma dieta rica em fibra insolúvel e inulina (aspargos, alcachofras, brócolis, alho-poró, cebola e banana) fornece uma abundância de probióticos, que alimentam as bactérias existentes. Alimentos ricos em probióticos (alimentos fermentados como iogurte natural, kombucha, kimchi e chucrute) promovem um bom microbioma no intestino.

Viajar pode afetar a digestão. A maioria dos atletas queixam-se de ganho de peso não intencional, ou mudando os hábitos intestinais durante a viagem. Para evitar isso, leve muitos alimentos “seguros”, não perecíveis, como barras caseiras, nozes e frutas secas. Ao visitar outro país, procure menos alimentos processados que estão mais próximo dos da sua dieta típica. Uma boa digestão durante a viagem requer a mesma disciplina de quando você está em casa.

Salve-se! Um guia para o Auto-Resgate

Você esta dando segue ao seu parceiro que está guiando a sexta cordada em uma travessia de 4 Sup/5 nas canaletas com duas cordadas fáceis para concluir a via. Está um ótimo dia azul e você se sente forte e confiante. Sua maior preocupação é quanto aquela cerveja de comemoração pelo cume se ainda está gelada, quando subitamente você escuta um barulho de algo quebrando. Há um momento de total pausa logo antes de você cair até a última ancoragem. “Você está bem?” Você grita para o seu parceiro o mais alto que pode, mas não escuta absolutamente nada exceto o vento soprando em resposta. Apenas agora você percebe as nuvens de tempestade que estão se aproximando de vocês.

Então…E agora?

Escalar é perigoso. E é ai que esta a diversão, não é? Nós aprendemos muitos passos padrões para administrar o risco e prevenir que coisas ruins aconteçam: Dupla checagem nos nós! Headlamp! Tudo que deve ir na mochila! mas algum dia a “merda pode bater no ventilador” e então você estará cara a cara com uma situação assustadora e perigosa. Você tem habilidades para tirar você e seu parceiro vivos dessa situação? Nosso foco é desenvolver sua habilidade de depender de você mesmo.

Passo Um: Aprenda essas habilidades básicas do auto-resgate, entenda seu uso e como adaptar-las quando quer que você venha a precisar. Nós trabalhamos com a equipe de resgate Rocky Mountain (rockymountainrescue.org) e outro especialista em SAR para apontarmos cinco habilidades básicas e três sistemas importantes que você poderá usar. Leia a seguir para descobrir as técnicas e informações que podem vir a salvar-lhe a vida – ou do seu parceiro.

5 habilidades de Core

As cinco habilidades a seguir tem uma ampla e variada gama de utilidade em tudo da escalada tradicional ao auto-resgate. Aprenda como fazer-los rapidamente e eficientemente e você esterá construindo o alicerce para lhe carregar a sistemas de escaladas bem mais complexos.

1.Nó Prussik

Esse é um nó de fricção que permite um loop fechado ou um cordelete de ser amarrado a corda e segurar pesadas cargas vindo de baixo ou de cima. Prussik é versátil, fácil de desatar e o equipamento necessário é leve e mínimo – tudo que você precisa é de um cordelete de 7 mm que seja igual em altura e na extensão.

Aplicações: Libertar-se de uma amarração, passar um nó, ascender ou descender uma corda, back up do Rapel, Resgate em crevasse.

Prusik-Friction-Hitch-475Fig.1 Pegue a o final da corda que está com um nó e passe em torno da corda, passando pelo outro final da corda. Fig.2 Continue enrolando mais duas vezes, para um total de três voltas. As voltas são o suficiente para a corda. Prussiks apertados de fitas de Nylon requerem mais voltas.

Fig.3 Passe a parte folgada do final do cordelete de forma que as voltas fiquem apertadas a corda. Ajuste o nó de forma que cada volta do cordelete fique bem justos uma volta ao lado da outra, nada deve estar cruzando e deverão ter seis voltas enfileiradas. A posição ideal para conectar o nó ao loop (Pescador duplo) próximo ao nó prussik, de forma que não fique no meio do caminho quando você fixar ao seu loop.

2. Nó Oito duplo guiado

Esse nó é excelente para tornar uma ponta de cordelete em um loop fechado. É fácil de apertar e de folgar mesmo quando submetido a cargas pesadas.

Aplicações:Fazer um loop de resgate fora da corda, para um prussik de pulso ou de pé, juntar duas cordas

Fig.4 Faça um oito duplo no final da corda, como se você fosse se encordar no final  da corda, comece onde o final da corda original saí do nó e refaça o caminho com a outra corda. Fig.5 Quando estiver pronto, as pontas das cordas devem estar em direções opostas e o nó deve ser puxado até ficar bem apertado sem nenhuma parte encavalando.

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3. Nó UIAA

Todo escalador deveria saber o nó UIAA. Clipado a um mosquetão de rosca, pode ser usado ao invés de um atc ou freio tubular para segurança, baixar ou rapelar.

Aplicações: Libertar-se de uma amarração, passar um nó, desencordando um escalador, dando segue, baixando e rapelando.

Fig.6 – Clipe a corda através do mosquetão de rosca. Fig.7 – Faça um buxo na corda acima do mosquetão e torça-o e faça uma volta, como mostrado. Fi.8 – deslize a volta e passe-o pelo nariz do mosquetão então feche o mosquetão e trave-o.

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Obs.: Para rapelar fazer isso simultaneamente com as duas pontas da corda que estão descendo das ancoragens.

4. Nó Munter-Mula Overhand (MMO)

Esse nó é a chave para lhe deixar livre das mãos em uma segue, significando que você amarrou a segue, assim pode tirar as mãos do freio e da corda. Ele constrói um Nó Munter, então um nó munter corretamente amarrado é o primeiro passo.

Aplicações: Amarrar um escalador, libertar-se da segue, passar um nó.

Fig. 9 – Pegue a ponta da corda que sai do mosquetão, puxe-o acima do mosquetão e atrás da corda carregada. Torça um lado em forma de laço e puxe o outro, mais um em uma reentrância (como na imagem é o loop da direita) de certa de 5 cm. Fig. 10 – puxar o mais apertado o loop tendo em mente o novo nó (o engate da mula) deve sentar-se um pouco acima do Munter. Esta combinação é o Munter Mula. Fig.11 – Para terminar o nó amarre um backup, no caso um overhand. Enrole o maior loop ao redor da corda novamente e de uma volta em torno de si, criando um nó com a ponta do loop rodando no mesmo sentido que a extremidade da carga da corda. Este nó overhand precisa sentar-se quase em cima do Munter-mula.

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5. Nó mula no equipamento de segurança

Esse é o mesmo nó mula usado no Mula-Munter-Overhand, mas é feito no topo de um equipamento tubular para segurança ao invés do nó Munter. Os passos iniciais são ligeiramente diferentes porque a ponta do freio não é passada através do mosquetão, pois é com um Munter. É importante aprender este método porque a maioria dos escaladores americanos usam-no como um dispositivo de amarração. Enquanto você esta amarrando isso é de vital importância manter a extremidade do freio da corda dobrado agudamente através do dispositivo de segurança. Isso garante uma amarração apertada para o escalador.

Aplicações: Amarrar um escalador que caiu, libertar-se da segue, passar um nó.

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Fig.12 – Puxe uma reentrância da corda que sai do freio através do mosquetão de amarração de bloquio. A reentrância terá de ser aproximadamente 1cm. Fig.13 – Passe o buxo atrás da corda e torça um lado em um loop (mostrada no lado direito da imagem) Fig.14 – Execute a parte sem torção da reentrância através deste laço e puxe para apertar. Fig.15 – Agora enrole a reentrância de volta ao redor da corda. Fig. 16 – Completar o cículo em torno da corda carregada e fazer um buxo através dele para amarrar um nó.. Fig.17 – Observe como o backup overhand senta-se perto da parte superior do engate mula.

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Uso em Campo: 3 Técnicas

As próximas três técnicas (ascensão em corda, passando um nó e libertando-se de uma segue) são as bases para um auto-resgate. Pratique em casa até estar memorizado. Então pratique um pouco mais. Nós não cobrimos todos os cenários possíveis que você pode vir a enfrentar, mas apenas fornecemos técnicas que você pode vir a usar.

Muitas técnicas descritas neste artigo foram adaptados da escalada de auto-resgate: Soluções improvisadas para situações sérias, por Andy Tyson e Molly Lomis.

Uso em Campo 1: Ascensão em corda (requer habilidades da Core:Nó prussik e Oito duplo guiado)

Subindo e descendo em uma corda tensionada (fixa) é uma habilidade vital básica e pode ser necessário para qualquer coisa de escapar de uma fenda ou subir passando uma saliência exageradamente difícil, de recuperar uma corda de rapel presa ou ajudar um parceiro ferido. Praticar essa habilidade para executar da forma mais suave possível, mais rápido e mais eficiente, para que você não perca muita energia quando acontecer algum acidente.

Fig.18 – Você precisa de dois pedaços de corda e dois mosquetões de rosca para construir dois prussiks ciclicos: um para sua cintura e outro para o pé. O cabo da cintura precisa ser tão longo quanto for sua altura além de pelo menos 5 cm. Junte as duas pontas com um oito duplo guiado (A). Para o prussik de pé precisa de um cabo que e duas vezes sua altura. Em uma extremidade amarrar um oito duplo em uma reentrancia com apenas o suficiente de loop para prender um mosquetão a ele como um backup (B). A outra extremidade fica a figura do oito em uma reentrância que deixa o loop a apenas 5cm de comprimento. Este laço será engatado para o seu pé (C). No meio do cabo, amarrar um oito em uma reentrância com um laço de 8cm que fica na altura do quadril (D). Nota: isto é como a configuração ficará parecendo quando tudo esta corretamente feito e medido, mas você vai ter que soltar a partir do seu ciclo de amarração e pé de modo que você pode fazer o próximo passo: Anexa-lo a corda. Fig.19 – Anexar tanto a cintura e prussiks de pé para à corda com um engate (se houver duas pontas da corda, certifique-se que não está embaraçada). Observe que o prussik da cintura (E) esta acima do prussik do pé (F). Prenda o final do loop de segurança do prussik de pé para o seu ciclo de amarração e trave o mosquetão (G). Engate a outra ponta ao seu pé (H). Empurre o prussik da cintura para cima na corda o mais alto possível, então ela vai esticar. Sente-se um pouco e deixe o prussik da cintura levar o seu peso, em seguida, deslize o prussik de pé até o mais alto que puder enquanto e ainda for capaz de manter o pé nele (I) Fig.20 – Passe para o prussik de pé (J) e levante-separa que seu corpo mova-se para cima, puxando a corda para cima em ambos os prussik (K) para o equilíbrio e para ganhar impulso para cima. Agora que o prussik de pé esta aliviado, o prussik de cintura (G) pode ser movido para cima novamente. Peso no prussik da cintura, em seguida, repita a sequência, alternando a variação de peso em cada prussik e movendo-se na corda. Para descer uma corda inverter a sequência.

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Uso em Campo 2: Passando um nó (habilidades da core requisitados: Nó Munter, MMO, Oito Duplo Guiado, Prussik, nó mula)

Esta técnica vem a ser usada quando você tem um nó unindo duas cordas e você precisa pegar o nó de um lado de uma obstrução (equipamento de segurança, Nó Munter, Nó Prussik) para o outro. Por exemplo, você pode precisar baixar um escalador mais do que a extensão de uma corda com duas ou mais cordas amarradas. Esta técnica mostrada aqui permite que você mova o nó através do seu equipamento de segurança ou outra obstrução enquanto as cordas estiverem com tensão de um escalador mais pesado.

Nota do Editor: Este método descrito aqui é utilizado quando baixando um escalador num sistema de freio tubular clipado a ancoragem chefe, mas as mesmas habilidades podem ser usadas em quaisquer situações quando passar por um nó seja necessário. Para clareza, o sistema ilustrado abaixo não esta sob tensão.

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Fig.21 – Quando o nó é uma ponta do dispositivo de segurança, obter mãos livres por amarrar um nó mula no sistema de segurança. Em vez de um overhand de backup clipe e trave o mosquetão para a vertente que desce até o escalador. Fig.22 – Nó Prussik de um laço de cabo abaixo do mosquetão de apoio no lado da carga da corda (A). Clipe outro mosquetão do mesmo lado da âncora e anexe o cabo com um Mula Munter Overhand (B). Deslize o prussik para baixo para apertar. Agora você tem uma cópia de segurança para o seu sistema de mãos livres. No lado do nó da corda, amarrar um Mula-Munter Overhand na seção da corda, depois do nó a ser passado (C) em um mosquetão ligado a ancoragem central. Fig.23 – Desfazer o seu sistema de amarração originais (D) de modo que o prussik vai receber a carga. Desatar o Overhand e engatar o Mula no cabo e usar o Munter (E) para transferir lentamente a carga para o novo sistema de amarração: O munter amarrado depois do nó a ser passado (F). Fig.24 – Remova o cordelete totalmente (G) e desate o overhand e engate o mula sobre o novo sistema de amarração. O nó é “passado” e você pode continuar baixando o escalador com o novo munter (H).

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Uso em Campo 3: Libertando-se de uma segue (habilidades da core requisitados: Nó Munter, MMO, Oito Duplo Guiado, Prussik, nó mula)

Se o seu parceiro se machucou enquanto estava guiando ou como segundo e não pode mover-se, você pode precisar ficar em posição onde você não tem a responsabilidade de dar segue para ajudar ele ou ela. Não se assuste com o quão complicadas as coisas podem parecer a primeira vista. Você vai precisar de algumas habilidades simples da core descritos anteriormente e aplica-los na ordem lógica para libertar-se da corda onde se estava dando a segue e então ajudar seu parceiro imobilizado. Libertar-se de uma segue é o primeiro passo em muitos cenários de resgate e saber executar isso torna você e seu parceiro escaladores exponencialmente mais competentes.

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Nota do Editor: Os passos a seguir são baseados na segue de um escalador guia com um equipamento tubular de segurança no seu baudrier mas pode ser adaptado por uma variedade de situações de segue. Também presume-se que você tem uma ancoragem de proteção acima de você, significando que você tem pelo menos uma ancoragem acima de você (preferencialmente dois) que poderá lhe proteger de um puxão para cima.

Fig.25 – O primeiro passo para libertar-se de uma amarração é obter mãos livres. Amarrar um nó mula com um backup overhand no seu dispositivo de segurança (A). Agora você precisa conectar a corda do escalador diretamente na ancoragem. Configurar um pedaço de corda em um circuito fechado usando um oito duplo guiado, em seguida, usar um nó prussik (B) para amarrar esse cordelete à corda. Use um MMO para prender o cabo ao ponto principal da ancoragem (MP). Para fazer isso, adicionar um mosquetão de rosca à ancoragem e amarrar um nó Munter com a extremidade livre do laço (loop) e puxe para fora toda a folga. Coloque o Munter em uma posição de descida puxando o suficiente na extremidade da carga de modo que o nó gire através do mosquetão. Em seguida amarre um MMO no cabo (C). Agora, empurre o prussik ao longo da corda para que não haja folgas no sistema (D), mas certifique-se que você ainda pode alcançar o prussik. Fig.26 – O peso do escalador precisa ser transferido a partir do segue para a corda. Desfaça o nó mula overhand no seu dispositivo de segurança e lentamente deixe folga para fora (E) até que o cabo vai estiar para segurar a corda no lugar (F). Fig.27 – clipe outro mosquetão de rosca para a ancora e amarre um nó Munter sobre ele (G) com a ponta do freio da corda que ainda está em sua mão. Retire a maior parte da folga mas deixe o suficiente entre si e o nogo nó munter para remover seu dispositivo. Fig.28 – Mantendo uma mão firme no freio sobre a corda que atravessa o Nó Munter, retire seu equipamento de segurança e puxe o resto da folga. Agora amarre um MMO na corda (H). Fig.29 – Desatar o nó mula overhand do cordelete do prussik e utilizando o nó munter que ainda está lá, lentamente solte a folga até a corda do escalador tensionar sobre a ancora. Desate o nó munter na medula (I) Fig.30 – Remover completamente a ponta da corda e seu mosquetão de rosca. Agora você esta com o peso do escalador totalmente transferido para o mosquetão de rosca sobre a ancora com um MMO para segura-lo no lugar (J).

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Esses quatro livros são certamente melhores fontes de pesquisa para tudo que envolve as habilidades da escalada técnica e de auto-resgate para o mundo vertical e além.

  • Climbing Self Rescue: Improvising Solutions for Serious Situations, por Andy Tyson e Molly tomis;
  • Self-rescue 2nd (How to Climb Series) por David Fasulo;
  • Mountaineering: The Freedom of the Hills, 8º Edição por The Mountaineers;
  • Rock Climbing: Mastering Basic Skills por Craig Luebben

Revisão: La Sportiva TX2 Tênis de Aproximação

Publicado originalmente em climbing.com por James Lucas (tradução livre)

“Rápido e Leve é a melhor descrição para o TX2”, comentou uma das pessoas que o testou após ter dados algumas voltas em Boulder. Aproximações difíceis e escaladas até 3 Sup, em vias de múltiplas cordadas, o TX2 funciona bem em todas essas situações. “Esse tênis foi um dos melhores que eu já usei, graças a uma malha de poliéster que realmente envolve do pé ao calcanhar e o sistema de cadarços produz uma estabilidade quando marchando, um testador achou os cadarços “muito finos e um pouco difíceis de lidar”. O Solado Vibram Megagrip por todo o pé, com uma seção plana sob os dedos do pé assimétricos para a escalada. Testadores acharam o espaço para os dedos dos pés um pouco espaçosos dando um maior conforto nos movimentos mais difíceis, mas foi uma adição bem vinda quando se arrastando para desescalando alguma área e para colocar os pés após um longo dia de escalada. Designers também colocaram um ligeiro alargamento na parte externa do pé perto do dedo mindinho para obter mais controle durante movimentos de torção. O perfil baixo e a sola plana torna-os um grande ajuste para pés com pés de baixo volume ou arqueados.

Conclusão:

Estes sapatos de aproximação têm um design único e especifico de escalada de aproximação e objetivas onde o peso e a velocidade são as principais preocupações. No entanto, considere um sapato mais favorável para mochilas pesadas e pés muito arqueados.