Inacreditável: Lubrificação Não Convencional de Móveis

Artigo publicado originalmente em climbing.com por Kevin Corrigan

“Nós estávamos nos equipando na base do paredão em Squamish. Nós tínhamos optado por usar minhas peças antigas, mas o gatilho de um dos meus móveis #1 estava emperrado. Meu parceiro pediu para dar uma olhada na peça, virou-se, e então eu escutei o barulho de agua tilintando no chão. Ele estava urinando na peça. A urina lubrificou o móvel, mas eu o forcei a carregar a peça durante toda a escalada. Posteriorment, eu escolhi evitar uma via de fenda.” James Lucas.

Lição: Bruto. Enquanto a urina não é particularmente perigoso, testes mostraram que uma corda encharcada de urina durante uma noite, partiu após 30% menos quedas do que o normal, poderia enfraquecer os nylons da fita do móvel lentamente. Mas isso é mais um problema moral. Antes de urinar na peça móvel do seu parceiro tente a lubrificação tradicional: Limpe em  água morna e com pouco sabão neutro e então lubrifique as partes móveis com WD-40, lubrificante de corrente de bicicleta ou um lubrificante especifico para móveis. Escaladores nos forum da internet gostam de debater os méritos de várias opções. Se você estiver em dúvida o Lubrificante da Metolius é uma boa opção. Se isso não funcionar, você ainda assim não deveria urinar nele. Urinar num equipamento de escalada nunca será a resposta.

Você pensaria que ele tentaria água antes de urinar.

Uma corda de escalada, teoricamente perfeita

Artigo publicado originalmente em climbing.com por Brendan Blanchard

Cordas de escalada tem evoluído bastante ao longo do tempo, desde os tempos da corda de sisal. Uma corda dinâmica de nylon moderna vai suportar a queda de um escalador suavemente, absorvendo as forças sem descarregar grandes forças em todo o sistema, e vai durar bastante tempo. Fazem décadas que as cordas modernas de fios trançados chegou ao mercado, e não houveram grandes mudanças desde então. Mas ela pode ser melhorada? O que faria uma corda perfeita? Um novo estudo realizado por uma equipe da Universidade de Utah tenta responder essas questões, e sugere que poderá haver cordas mais suaves no futuro.

O Estudo, publicado no The Journal of Sports Engineering and Technology, identifica as principais características de uma corda de escalada ideal e provaram no papel que tal tipo de corda pode existir. O time determinou que a corda ideal deverá segurar o escalador enquanto descarrega o mínimo possível de carga no sistema em um período de tempo e absorve praticamente toda a energia da queda. Essas duas características também significam que a corda poderia proporcionar uma absorção perfeita sem muitos efeitos no escalador ou no sistema.

A ideia surgiu de Justin Boyer, um estudante de mestrado da classe de modelismo matemático do Dr.Graeme Milton. Milton tem PhD em física pela Universidade Cornell, como também passou algum tempo no prestigiado Courant Institute of Mathematical Sciences. Atualmente Milton trabalha como um renomado professor de matemática da universidade de Utah, na cidade de Salt Lake, para onde ele se mudou em 1994 para estar mais perto das trilhas, ski, ciclismo e canionismo. No entanto, Milton não escala, Boyer e o assistente da graduação trevor Dick são escaladores. O time se uniu a Davit Harutyunuan que desenvolveu a prova matemática de que a “corda ideal” existe.

O estudo focou no lado matemático da “corda ideal”, mostrando que o comportamento mais importante, mínimo de impacto e máximo de absorção, de fato existem em conjunto. No papel, pesquisadores olharam uma série complexa de equações que são indecifráveis para uma pessoa comum. Para uma explicação simples, Milton compara o comportamento ideal de uma corda com a frenagem em um carro.

“Se você frear no último instante, você provavelmente sentira um desconforto”, ele comenta. “Mas se você aplica uma frenagem constante ao longo do tempo, você evitará esse desconforto”, em outras palavras, uma vez que a corda começa a “pegar” a queda de um escalador, ela deveria sofrer uma força de frenagem constante até que a corda alcance a sua dilatação máxima, então a corda deveria retrair lentamente até o seu tamanho normal, ao invés de dar um solavanco de voltar.

Enquanto não existe nenhum material que possa alcançar as características ideais dos pesquisadores, eles veem potencial em materiais com memória de formato, que são usados em uma variedade de produtos, desde tacos de golfe até lâminas de helicóptero. O estudo citou muitos benefícios em potencial, variando de alongamento da corda a distância das quedas para a redução da carga máxima no escalador ou em qualquer parte do sistema  de uma ancoragem ou de uma “segue”. Uma corda feita de fios com memória de formato poderia aplicar uma força de blocagem constante com 8% de alongamento e apenas se estender entre o montanhista e o mosquetão mais próximo. Em comparação, as cordas que usamos hoje esticarão até 15% em todo o comprimento, desde o parceiro de escalada até o escalador guia. A corda com memória de formato poderia travar uma distância muito menor enquanto alcançava os mesmos picos de força em um escalador.

Talvez um dos maiores benefícios seja a durabilidade desses materiais. As cordas modernas encolhem, ficam mais duras e produzem menos suavidade na absorção de quedas com o tempo, mas os fios com memória de formato atuais podem evitar milhões de deformações antes que elas estejam suscetíveis a falha.

 Claro que isso tudo é um mundo teórico. Enquanto materiais com memória de formato que atendem os requisitos dos pesquisadores não existem, não é aplicável ao mundo da escalada. O material que iria criar a corda matematicamente ideal para a escalada ainda não existe, e os materiais existentes são extremamente caros, tornando o projeto inviável. Por exemplo, fios feitos de Nitinol, um material com memória de formato construído de nickel e titanium, custa 500 Dólares por metro. Materiais com memória de formato podem ter outros contras, assim como baixa qualidade para a fabricação de nós, alto peso e propriedades que dependam da temperatura ambiente. Uma solução pode ser combinar materiais com memória de formato com os materiais atualmente utilizados nas cordas.

Milton não levou o resultado das pesquisas da sua equipe para nenhuma fabricante de material outdoor desde que publicou o estudo, mas os autores esperam que atraia o interesse dos desenvolvedores de materiais. Uma corda de escalada ideal poderia ter outras aplicações industriais que poderiam viabilizar o estudo e o investimento necessário para o seu desenvolvimento. Por exemplo, o estudo sugere que poderia ser usado como uma amarração para liberar uma carga de um helicóptero sem a necessidade de um paraquedas.

“os materiais que você realmente quer com essas características ainda não existem”ele comenta. “mas se você disser algo como: Isso é o que realmente nos gostaríamos!, então poderiam aparecer fabricantes de materiais para produzirem-na”

PROPRIEDADES DE UMA CORDA DE ESCALADA TEORICAMENTE IDEAL

  • Menor impacto no escalador e no sistema em geral;
  • Frenagem gradual, sem paradas abruptas que podem causar lesões;
  • A corda deve retornar ao tamanho ideal lentamente, evitando solavancos;
  • Menor alongamento dinamico, fazendo com que o escalador tenha menos chances de se machucar na queda;
  • Maior durabilidade, possibilitando milhões de deformações sem danificar a corda;
  • Alongamento não uniforme, permitindo que a corda se alongue apenas entre o escalador e o último mosquetão, reduzindo assim o tamanho da queda.

Revisão: La Sportiva TX2 Tênis de Aproximação

Publicado originalmente em climbing.com por James Lucas (tradução livre)

“Rápido e Leve é a melhor descrição para o TX2”, comentou uma das pessoas que o testou após ter dados algumas voltas em Boulder. Aproximações difíceis e escaladas até 3 Sup, em vias de múltiplas cordadas, o TX2 funciona bem em todas essas situações. “Esse tênis foi um dos melhores que eu já usei, graças a uma malha de poliéster que realmente envolve do pé ao calcanhar e o sistema de cadarços produz uma estabilidade quando marchando, um testador achou os cadarços “muito finos e um pouco difíceis de lidar”. O Solado Vibram Megagrip por todo o pé, com uma seção plana sob os dedos do pé assimétricos para a escalada. Testadores acharam o espaço para os dedos dos pés um pouco espaçosos dando um maior conforto nos movimentos mais difíceis, mas foi uma adição bem vinda quando se arrastando para desescalando alguma área e para colocar os pés após um longo dia de escalada. Designers também colocaram um ligeiro alargamento na parte externa do pé perto do dedo mindinho para obter mais controle durante movimentos de torção. O perfil baixo e a sola plana torna-os um grande ajuste para pés com pés de baixo volume ou arqueados.

Conclusão:

Estes sapatos de aproximação têm um design único e especifico de escalada de aproximação e objetivas onde o peso e a velocidade são as principais preocupações. No entanto, considere um sapato mais favorável para mochilas pesadas e pés muito arqueados.

Revisão: O Urinol para mulheres “mijarem de pé”

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Toda mulher que vai para o mundo outdoor conhece o sentimento: A natureza chama mas não há onde ir em uma montanha cheia de pessoas. Então você acha um lugar, e se agaixa, as coxas ficam ardendo, com espinhos perigosamente próximos as suas áreas mais sensíveis. Daí entra essa peça de plástico surreal. Em formato de funil mas sem nenhum tubo, o pStyle (thepstyle.com) foi desenvolvido para que uma mulher possa urinar em pé, com suas calças ainda vestidas. Apenas introduza-a pelo espaço do ziper, angule-a para baixo e pronto! É fácil de usar mesmo sem tirar o baudrier e de limpa-la sem tubo: Sacuda-o ou dé uma leve mergulhada num rio ou lago. Uma discreta embalagem para transporta-la e seis opções de cores formam o pacote.

Porque é ótimo para mulheres?

Bom, elas podem urinar de pé! é o suficiente.

Revisão: Five Ten Guide Tennie Canvas

Publicado originalmente em climbing.com por Julie Ellison (tradução livre)

“Um bom par de tênis de aproximação é essencial”, comentou o Dougald MacDonald sobre suas semanas na Sardenha, Nepal e no Sertão do Wyoming. “Algo confortável o suficiente para andar em todos os dias nas ruas da cidade, mas pode ser usado para aproximações e na mata quando você sai da trilha, significando uma borracha pegajosa e suporte o suficiente para proteger seus pés e tornozelos. Além disso, eles devem ser leves o suficiente para que você possa leva-los a vias de múltiplas cordadas”. O Guide Tennie tem sido o favorito entre os testadores de aproximação técnica e escaladas alpinas fáceis, e a versão de lona é mais arejado para estações do ano mais quentes. “Da cidade à trilha à rocha, esses tênis são inseparáveis quando vou viajar” comentou outro testador.

 

Revisão: Tênis de aproximação Five Ten Access

Publicado originalmente em climbing.com por James Lucas (tradução livre)

Coloque a assinatura na borracha da sola em um tênis arejáveis, reforçado para corridas de aventura você tem o Access. “É o melhor de dois mundos entre um tênis de aproximação técnica e para uma aproximação leve e rápida”, um dos testadores comentou após usa-lo por dois meses. Uma versão de couro oferece mais durabilidade e proteção, perfeito para trilhas e climas mais frios, enquanto uma versão mais simples oferece um tênis mais arejado, perfeito para trilhas em climas quentes. Testadores acharam que a entressola em EVA absorve bem os impactos quando pulando de boulders com eles e a borracha da sola oferece uma excelente tração em lajedos e trilhas de terra. Nosso testador comentou: “A Sola de borracha de Stealth S1 é durável e pegajoso, dando grande desempenho técnico em terrenos desafiadores e em condições de chuva”. Uma biqueira acrescenta resistência para a proteção a dedos sensíveis e uma língua de malha acolchoada mantêm o sapato confortável para dias inteiros na montanha. Com um grande painel na lateral e atrás do calcanhar que esta integrado no sistema de cadarços, testadores acharam que o tênis tinha bons suportes para as laterais quando o pé está torcido em terenos irregulares, que significa “estes parecem mais seguros do que os tênis de aproximação comuns”.

Conclusão:

Tênis de aproximação com sensação de tênis de corrida confortáveis, o Access é ideal para qualquer tipo de terreno até 3 grau graças a uma sola de borracha pegajosa, um maior apoio superior e rigidez média.

Mosquetões: Como escolher

Artigo publicado originalmente pela equipe do site www.rei.com (tradução livre)

Tarefas diferentes de escalada requerem diferentes tipos de mosquetões. Para escolher e usa-los apropriadamente, você deve primeiro entender as diferenças entre eles. Existem três áreas principais a se considerar:

  • Formato
  • Tipo de Gatilho
  • Tamanho, peso e resistência

Uma vez que você entendas as diferenças, pense sobre suas necessidades. Que tipo de escalada você faz e como você irá usar os mosquetões vão determinar que tipo de mosquetão você deve comprar.

Formatos de Mosquetões

Formato D assimétrico:

De longe o formato mais popular, funcionam como o mosquetão D comum, mas eles são levemente menores em um dos lados para reduzir o peso. Mosquetões assimétricos normalmente tem a abertura do gatilho mais larga que os D comuns, que faz a clipada ainda mais fácil. Mas eles não tem tanta área interna como os D e os Ovais. Mosquetões assimétricos fazem parte da maioria dos mosquetões que a maioria dos escaladores possuem.

Prós

  • Abertura de gatilho largo
  • Resistente e leve

Contras

  • Mais caros que outros formatos
  • Não tao resistentes quanto os mosquetões em formato D

 

Formato Pera

Similar ao mosquetão D Assimétrico, os mosquetões de formato pera tem um abertura de gatilho larga que permite a fácil clipada da corda, nós e equipamentos. São usados na maior parte para dar segue e rapelar, mas também podem ser usados para os pontos de ancoragem para top rope e para escaladas de multiplas cordadas.

Algumas vezes você irá escutar falar de mosquetões HMS e alguns são marcados como HMS. HMS indica que o mosquetão foi projetado com um topo mais largo e mais simétrico.

Prós

  • Abertura de gatilho largo
  • Projetado especificamente para da segue e rapelar

Contras

  • Mais caros e mais pesados que a maioria dos outros mosquetões
  • Não tão resistentes quanto os formato D e os D Assimétricos

 

Formato D

Os mosquetões em formato D são excelentes para a maioria dos tipos de escaladas. Eles suportam cargas fora do seu eixo central em direção ao lado mais forte, sem gatilho, então um menor, um mosquetão D mais leve pode ser tão resistente quanto um mosquetão oval largo.

Prós

  • Formato mais resistente
  • Abertura de gatilho mais largo que o formato oval

Contras

  • Abertura de gatilho menor e mais pesado que o mosquetão assimétrico D
  • Mais caro que o formato oval

Formato Oval

Os mosquetões em formato Oval são o estilo original. Eles são verstateis e baratos, no entanto não tão fortes quanto os outros formato. Os mosquetões ovais são suaves, formato uniforme e lados curvos para limitar a variação de peso no mosquetão. Eles oferecem maior capacidade de suportar equipamentos do que os mosquetões em formato D e sua simetria 

Prós

  • Formato uniforme limita a variação da carga no mosquetão
  • Suporta mais equipamento que os mosquetões em formato D

Contras

  • Abertura de gatilho menor e mais pesado que a maioria dos mosquetões
  • Não tão resistentes quanto os outros formatos

 

Tipos de gatilhos de mosquetões

product images of different gate types on carabiners

Mosquetões de gatilho reto

Gatilhos retos padrões são fortes, duráveis e fáceis de usar. Eles são muito comuns e são usados para uma variedade de propósitos. Mosquetões de gatilho reto são encontrados nas costuras e frequentemente no rack de equipamentos, assim como em peças móveis e em stopers. Assim como o nome diz, eles são perfeitamente retos do pino até o final. Assim como a maioria dos tipos, eles são fáceis de abrir mas fecham automaticamente quando soltos.

Alguns mosquetões de gatilho reto também são mosquetões de bloqueio. Um mosquetão de bloqueio tem um entalhe liso onde o nariz do mosquetão e interagem com o gatilho. Isso mantém o mosquetão de enganchar e travar no loop do seu baudrier, bolts e chapeletas ou mesmo fitas, qualquer um dos casos podem ser muito chatos. Você provavelmente vai preferir pagar um pouco mais por esse recurso, mas é um belo upgrade.

Prós

  • Durável e fácil de usar
  • Permite pendura-lo no loop do baudrier pelo nariz do mosquetão

Contras

  • Mais pesados que os de gatilho de arame

Mosquetões de gatilhos Curvos

Esses gatilhos fortes e duráveis tem um formato com cavidade que faz a clipagem da corda mais rápida e mais fácil, eles são geralmente usados no lado da costura para a clipagem da corda.

Assim como mosquetões de gatilho reto, alguns mosquetões de gatilho curvo também tem o nariz inclinado para o loop.

Mosquetões de gatilho curvo são tipicamente de formato assimétrico.

Prós

  • De fácil clipagem para a corda
  • Durável
  • Permite o uso na cadeirinha sem se enganchar em outros equipamentos

Contras

  • Mais pesados que os de gatilho de arame

 

Mosquetões de gatilho de arame

Mosquetões de gatilho de arame usam um gatilho de aço inoxidável da largura de um arame para o gatilho, o que reduz bastante o peso geral e elimina a necessidade de algumas partes encontradas em gatilhos comuns. Gatilho de arame também permite uma abertura de gatilho mais larga. Eles tem menor probabilidade de congelar no frio e na chuva que os outros estilos de gatilhos

No entanto os gatilho de arame não parecem ser tão resistentes quanto os de gatilho tradicionais, a maioria é. Também, devido a menor massa no gatilho em si, gatilhos de arame são mais difíceis de vibrar durante uma queda.

Prós

  • Leve
  • Ajuda a reduzir a vibração do gatilho
  • Menos provável de congelar

Contras

  • Podem ser menos duráveis que os de gatilho sólido curvos ou retos

Mosquetões com trava no gatilho

Mosquetões com trava no gatilho que podem ser travados na posição fechada permitem uma proteção extra contra abertura acidental de gatilho. Eles exitem ou com trava manual ou com sistema de trava automática.

Trava Manual O Gatilho requer que o usuário rosqueie a trava manualmente para abrir ou fechar

Trava Automática Mosquetões que se travam automaticamente assim que o gatilho é fechado

Mosquetões de trava, mais pesados que os modelos sem trava, são a única opção para usar dando segue ou rapelando. Você também deveria considerar o uso em paradas ou em colocações criticas. Eles oferecem maior segurança na colocação e lhe dá paz de espirito.

Prós

  • Gatilho com trava adiciona segurança

Contras

  • Mais pesados que os outros modelos

 

Tamanho, peso e resistência dos mosquetões

Tamanho

Existem diversos tamanhos de mosquetões. Os Largos são tipicamente fáceis de manusear e de clipar (eles tem uma abertura de gatilho mais larga) e eles podem suportar mais equipamentos clipados a ele. Eles são comumente usados para dar segue e para rapelar. Mosquetões menores são mais leves e ocupam menos espaço no seu baudrier mas podem ser mais difíceis de clipar.

Folga de abertura do gatilho, Medido em milímetros, é algo que você vai querer prestar atenção quando estiver olhando o tamanho de um mosquetão. Esse número refere-se a largura em que o gatilho pode abrir, além da profundidade e formato da base do mosquetão abaixo do gatilho. Normalmente quanto menor o mosquetão, menor a amplitude que ele oferece.

Pouca amplitude de abertura do gatilho pode leva-lo a prender o dedo entre o gatilho e o corpo do mosquetão enquanto estiver clipando a corda; uma amplitude muito grande também pode tornar a clipagem da corda mais difícil. Um amplitude ideal torna a clipagem mais fácil.

Peso

Em geral quanto menos peso você carregar quando for escalar melhor. Mas mosquetões mais leves nem sempre são o ideal. Mosquetões super leves normalmente são menores, o que os tornam mais difíceis de usar quando você precisa clipar uma corda ou uma ancoragem. Além disso, mosquetões muito leves oferecem uma menor amplitude de abertura de gatilho, o que pode também significar uma menor resistência do gatilho e uma menor vida útil. Mosquetões menores também podem significar um maior desgaste para a corda uma vez que por serem menores ele pode fazer com que a corda arraste nas duas partes do mosquetão simultaneamente, fazendo a corda encontrar maior resistência para deslizar pelo mosquetão.

Resistência

A resistência dos mosquetões são medidas em três direções: extensão longitudinal (eixo maior), extensão lateral (eixo menor) e aberto (eixo principal aberto ou com o “gatilho aberto”). Estas avaliações são tipicamente marcadas na coluna vertebral do mosquetão. Todos os mosquetões de escalada devem atender os padrões da UIAA e CE, o que significa que eles devem ter resistência o suficiente desde que você os use corretamente. Resistência com o gatilho aberto e no eixo menor é onde encontramos a maior parte da variação.

 

Aqui vai como você pode ler essas avaliações: Se você refinou sua pesquisa a alguns mosquetões que vão funcionar bem para o seu estilo de escalada, olhe as avaliações de resistência como um dos pontos de decisão. Se um mosquetão fornece tudo que você precisa e é mais forte do que os outros, então você pode escolhe-lo. Tenha em mente que mosquetões mais leves são geralmente mais fracos do que os maiores, mais pesados mas nem sempre.

Uma nota sobre a vibração do gatilho: A dinâmica de praticamente qualquer queda de escalada pode causar a vibração do gatilho, o que pode produzir a força global de um mosquetão à sua força de gatilho aberto, criando uma probabilidade maior de que o mosquetão possa quebrar. Pode ocorrer quando:

  • A inércia do gatilho ultrapassa a tensão da mola que o prende no lugar
  • O gatilho colide com algum outro objeto

Para se proteger contra esse tipo de falha do mosquetão, escolha os mosquetões com formato especifico (assim como os gatilhos de arame) e/ou tensões de mola dura. Você também pode optar por mosquetões com gatilhos de rosca e/ou com alta resistência com o gatilho aberto.

Que mosquetão usar

Uma vez que você tenha entendido o formato, o tipo de gatilho, tamanho, peso e o efeito da resistência de um mosquetão, é útil pensar sobre como você ira usa-los.

Determinadas situações que tornam um tipo de mosquetão ideal para um tipo de uso pode não ser igual para outros tipos de uso. Por exemplo: mosquetões pequenos de gatilho de arame podem ser ótimos para organizar os equipamentos no baudrier ou para fazer costuras mais leves para vias tradicionais, mas eles não são tão fáceis de clipar a corda como os mosquetões mais largos e pesados.

Escaladores mais experientes desenvolvem a preferência por certos tipos de mosquetões de um certo tamanho ouformato e com um certo tipo de gatilho. Se você esta apenas iniciando, aqui vão algumas dicas:

 

Uso                                                                                            Tipo de Mosquetão

Dar segue e rapelar                                                                  Mosquetão tipo pera com trava no gatilho

Costuras para escalada esportiva                                           Mosquetão assimétrico D com gatilhos retos, curvos ou de arame

Costuras para escalada tradicional                                        Mosquetão tipo D com gatilho de arame

Organizar equipamento no Baudrier                                   Mosquetão assimétrico D, D ou Oval

 

Uma vez que você tiver aprofundado sua própria pesquisa, pode ser útil perguntar a um vendedor ou em lojas especializadas. Escolha alguns modelos e sinta como fica na sua mão, quão faceis podem ser para clipar ou desclipar e quão suaves os gatilhos funcionam. Para mosquetões de trava, tente travar e destravar o gatilho algumas vezes (com apenas uma mão). Escolha o modelo que lhe deixa confortável e é de fácil uso.

Sua segurança é sua própria responsabilidade. Nenhum artigo ou vídeo poderá substituir uma instrução apropriada e a experiência. Certifique-se de praticar as técnicas apropriadamente e siga os padrões de segurança antes de escalar.

 

 

Como fabricar seu próprio Chalk Bag

Publicado originalmente em climbing.com por Lucas Lombardi (tradução livre)

Como fabricar seu próprio chalk bag: Se você souber usar uma máquina de costurar, em 15 minutos você será capaz de fabricar seu próprio chalk bag com menos de 10,00 Reais, usando uma calça jeans velhas e alguns poucos itens. Você poderá economizar algum dinheiro, mas o estilo e a personalização serão únicos.

Materiais:

  • uma tira de tecido duro, felpudo como veludo, cordura, lona ou jeans. Este será o lado de fora do seu saco de magnésio, de modo criativo. Eu usei o bolso de um velho par de jeans e costurei-o para a parte de fora, fazendo uma bolsa para lanches ou qualquer outra coisa que precisar.
  • Um círculo duro no diâmetro que você quiser fazer o chalk bag.
  • Um círculo de diâmetro um pouco menor.
  • Duas fitas velhas de escalada para a cintura.
  • Uma presilha para fechar os cabos.
  • Cordelete fino o suficiente para que as duas pontas passem pela presilha.

Instruções:

  1. Pegue o tecido velho de jeans, dobre-o ao meio longitudinalmente, de dentro para fora, e costure as pontas para formar um tubo.
  2. Costure a parte inferior do tubo em a, com o lado bom voltado para dentro.
  3. Vire o tubo do lado direito para fora. Escolha onde você quer que a fita vá correr (note que a borda do saco irá dobrar mais para o interior e se sobrepõem o forro). Corte o buraco ligeiramente menor do que o anel que você está usando e instalar o anel.
  4. Repita os passos 1 e 2 com o material felpudo.
  5. Passe a presilha dos cabos pelo cordelete e amarre nós nas extremidades do cordelete para evitar que a presilha caia.
  6. Deslise a fita através da presilha no saco principal, enrole-a em torno do forro e coloque o cabo dentro do saco principal. Não costure saco e forro juntos.
  7. Determine onde você vai querer que fique a fita da cintura e deslise as pontas entre o forro e o saco.
  8. Agora dobre a borda do saco para baixo e sobreponha com um revestimento e costure o saco e forro juntos. Nas fitas da cintura o saco não pode sobrepor-se ao forro com costura dupla nessa área.

 

Encha com magnésio e vá escalar.

 

 

Nuts #Parte 1

Artigo publicado originalmente em climbing.com por Julie Ellisson (tradução livre)

Na maioria das vezes quando as pessoas começam a fazer escalada tradicional, móveis se tornam seus melhores amigos. Eles são fáceis de se usar e se contraem para caberem numa variedade de fendas de diferentes tamanhos. Mas não subestime os benefícios dos Nuts. Sem nenhuma peça móvel (logo, uma “proteção passiva”), os Nuts são baratos, leves, robusto, e é fácil de analisar no olho onde é possível encaixa-los – muitos vão caber numa variedade de lugares devido ao fato de eles poderem ser posicionados nas quatro orientações diferentes. Adicione-se a isso o fato de que centenas de primeiras ascensões foram realizadas antes dos móveis sequer serem inventados. Aqui estão algumas dicas de como usar essas peças.

Um jogo típico de nuts consiste em 10 a 12 peças que iniciam bem pequenas – menos que .25″ e vão até 1.3″ para os em formato de cunha e até 3.5″ para os em formatos hexagonais. Esses são o “padrão” a se procurar quando estiver adquirindo seu equipo. Existem nuts muito menores, como os RPs e muito mais largos, como o hexagonais. Como os nuts são muito mais baratos que os moveis, é comum ter peças repetidas dos modelos pequenos para escalar vias intensas. Além do que é barato deixar um nut para trás se você precisar criar uma ancoragem pra rapel de emergência.

Se Equipando

Selecione um jogo de 10 a 12 nuts em dois mosquetões, organizados por tamanho, e clipe no loop do seu baudrier. Não caia na tentação de coloca-los todos em um único mosquetão – isso tornará mais difícil de encontrar a peça que você precisa, e se você deixar cair esse mosquetão, então você terá perdido todos os seus nuts.

Usando-os

Assim como em qualquer proteção móvel, usar nuts requer pratica. Trabalhe na técnica com seu pé no chão na base de uma via ou em um boulder, ou pratique a colocação dos móveis em um top rope. Procure vias de escalada tradicional tão frequentemente quanto lhe for possível. Isso o tornará um bom limpador de via e você verá como um escalador mais experiente coloca esse tipo de peças.

Princípios de uso dos móveis:

  1. Qualidade da Rocha: Certifique-se que a rocha é solida sem nenhum bloco solto ou lacas que possam facilmente cair sobre tensão. A colocação de um Nut é tão boa quanto a rocha onde ela esta.
  2. Direção da queda: Coloque o Nut de forma que o cabo fique direcionado para onde ele será puxado caso você venha a cair. Isso dependerá de quão acima da peça você estará se cair, mas geralmente você pode posicionar o nut de forma que a tensão da queda será na maioria das vezes para baixo e um pouco para fora.
  3. Constrição: Basicamente os Nuts e os Hexagonais trabalham fixando-se em rachaduras cônicas. Procure uma fenda que aumenta com a altura: entale a peça na parte larga e direcione-a para a parte menos larga da fenda – essa constrição vai segurar a peça no lugar. Evite colocações em lacas ou rochas que tendem a “respirar” para fora ou lateralmente. Cuidado com colocações em fendas que se abrem logo abaixo ou lateralmente pois se as peças se torcerem levemente podem sair totalmente das colocações.
  4. Superfície de Contato: Quanto mais melhor. O nut deve ficar totalmente entalado na fenda.
  5. Equipe: Uma vez que a colocação lhe deixou satisfeito, deixe-o no lugar e clipe uma costura ou uma fita longa com mosquetão e dê uma pressão no nut para certificar-se que ele não vai sair (puxar muito forte em um nut que pode eventualmente sair pode lhe tirar o equilíbrio e causar queda).
  6. Estenda-a: A medida que você escala a tensão da corda pode puxar o cabo pra fora, possivelmente arrancando o nut da sua colocação. Para minimizar os riscos, sempre clipe uma costura ou uma fita longa para clipar a corda.

Limpando

Observe como o nut foi colocado na posição em que se encontra, e então remova-o no sentido oposto.  Você provavelmente será capaz de retirar o nut com uma puxada gentil para cima e para fora, caso contrário mecha no cabo para tentar retira-lo. Se ainda assim estiver preso então use o saca nut. Evite ficar puxando nos cabos para cima, ou você corre o risco de danificar os cabos. Se um nut parecer realmente preso, lembre-se eles são baratos. Não arrisque a sua segurança tentando retira-lo.

Técnicas Avançadas

Fendas horizontais: Algumas vezes você pode colocar um Nut em fissuras horizontais ao encaixa-los na fenda e move-lo horizontalmente até obter a constrição da peça na fenda. No entanto uma colocação de nut só funcionará em uma direção (assim como em fendas verticais ele só te protegerá para puxões para baixo). Você ainda pode usar um nut que só funcionará na horizontal ao colocar outro nut em “oposição”.

Funcionamento do Móvel

Hexs as vezes podem ser colocados em paralelo em fendas horizontais, como um móvel, ao orienta-lo de forma que o cabo ou a fita puxa para cima e para fora da fenda. Se o cabo sofrer carga/pressão, ele irá mover os lados do hex contra a rocha e irá segurar a peça no lugar.

Ache boas colocações de forma que os cabos dos dois nuts estejam orientados um contra o outro, em outras palavras, eles irão segurar as puxadas em quaisquer direções. Agora conecte os dois nuts com uma fita: passe uma fita em um dos nuts então pegue a outra ponta da fita com um mosquetão e clipe no outro nut. Clipe um mosquetão ou uma costura no final da fita puxe até dar tensão na corda e certifique-se que os nuts permanecem no mesmo lugar, então clipe a corda.

Passando-os: Os cabos finos dos nuts podem ser colocados onde nenhuma outra fita se encaixaria. Passe o lado da clipada do cabo do nut através da fenda e então clipe uma costura nos dois nuts para uma proteção.

Acumulando-os: Digamos que você ficou sem nenhuma peça móvel e esta cheio de nuts, e você precisa desesperadamente de uma proteção para  último move da via. Em alguns casos, pode ser viável entalar dois nuts pequenos ao colocar um nut de cabeça para baixo e outro normal entre o outro nut e a rocha. Dê uma pressão para que as duas peças fiquem bem fixas e conecte os dois nuts por uma fita de forma que você não perca as peças caso elas saiam do lugar. Normalmente não funciona bem porque sua colocação é um pouco complicado, mas quando funciona pode salvar uma vida.

Não se esqueça

  1. Preste atenção no formato: Alguns nuts são curvos, então um lado é concavo e o outro é convexo. Você vai querer que o nut se encaixe perfeitamente no formato da rocha, envolvendo em torno de curvas ou irregularidades na rocha. às vezes você pode simplesmente girar a peça para uma melhor colocação.
  2. Considere todas as opções: Nuts podem ser colocados lateralmente na fenda – lado mais largo virado para fora, lados estreitos contra a rocha – o que lhe dá mais opções quando você está ficando sem equipamentos. No entanto, esse tipo de colocação podem ser menos estáveis que as colocações “normais”.  os Hexes tem mais opções de colocações – Continue experimentando para achar uma colocação ideal. Nuts só protegem para forças de quedas.
  3. Se há possibilidade de puxões pra cima ou puxões fortes laterais, considere usar um móvel (camalot, friend…), que protegem para forças em quaisquer direções. No inicio de uma cordada, sempre coloque uma peça a “prova de bomba” que vá resistir a puxões fortes tanto para fora como para cima. Isso ira prevenir que a corda retire os móveis quando sob tensão.
  4. Peças pequenas podem atrapalhar. Pode levar mais tempo para colocar um nut do que um móvel, porque você pode precisar tentar várias peças até achar o tamanho certo. Obtenha um bom posicionamento antes de colocar a peça.

Nota.: Nós do Escalada Nordeste sugerimos que procure um clube ou associação próximo a você para aprender com pessoas experientes ou através de cursos específicos.

Eu deveria ressolar minhas sapatilhas?

Publicado originalmente na rockandice.com (tradução livre)

Eu tenho dois pares de sapatilhas que estão paradas porque as solas já não prestam mais. Eu escalo ocasionalmente, então eles ainda estão em ótima qualidade e eu acho um par novo muito caro. O que eu posso fazer para reaproveitar-los?

O Processo que faz as placas de borracha, preservativos e neoprene perderem elasticidade – oxidação – também faz a borracha endurecer e ficar lisa com o envelhecimento. É por isso que sapatos novos costumam ser pegajosos enquanto os velhos ficam mais escorregadios. A Oxidação é tão inevitável quanto as pilhas, mas normalmente é compensado pelo fato de que quando você escala você agride a borracha, removendo a oxidação, expondo continuamente uma nova camada de borracha. No seu caso, você está em um cliclo vicioso e previsivel assim como a reação nuclear: Quanto menos você escala mais ele oxida e mais liso ele fica e você aproveita menos a sua escalada assim volta menos vezes para escalar.

Quebre o ciclo Jerry! Renove suas sapatilhas usando uma folha de lixa fina para lixar a borracha e assim retirar a oxidação. Dependendo da profundidade da oxidação, isso pode ser uma tarefa muito fácil ou até mesmo difícil. Mantenha lixando até você sentir que a borracha está novamente pegajosa. Você vai sentir e reconhecer. No pior caso, a borracha esta totalmente oxidada até o final. Se for o caso, ainda assim não precisa trocar de sapatilha – mande elas para um bom ressolador e deixe-os trocar sua borracha.

Se você lixa suas sapatilhas ou ressola elas, você pode reduzir a oxidação ao guardar suas sapatilhas em uma sacola Ziploc. Ponha as sapatilhas ali e pressione para retirar o ar, então feche e lacre a sacola. Se você tiver fungos nos dedos coloque algum pó anti-séptico antes de guarda-lo no Ziploc. Alternativamente, você pode escalar com mais frequência e se preocupar menos com questões como essa.