O Meu suor pode danificar meu baudrier?

Como nós somos leitores ávidos de sua coluna nós sabemos  que até mesmo nylon não usado se deteriora ao longo do tempo, de forma que agente precisa substituir fitas, cordas e cordeletes regularmente, mesmo quando eles aparentam estar ok. Mas o que acontece com meu baudrier (cadeirinha)? quão costumeiramente eu preciso substituir-la quando a inspeção não apresenta nenhum ponto danificado? Além disso, o suor pode fazer o equipamento estragar mais rápido?  Jhgbudd via ri.com

Eu falei isso sobre o nylon? Se sim, as fábricas de equipamentos devem me amar. Mas o fato é que nós não sabemos exatamente como funciona a vida útil do nylon e da alma da corda. O Ideal é seguirmos nossos instinto, e aposentar qualquer equipamento que parece estar velho ou danificado, é uma tática até agora vista por todos como segura, no entanto um dos melhores escaladores de todos os tempos o Todd Skinner, morreu quando seu baudrier novo rompeu-se.

Mas a menos que você tenha esquecido de conferir seu equipamento e substituir os equipamentos velhos que ainda aparentam estar bons é uma tática discutivel uma vez que qualquer um que se chame de escalador, usa seu equipamento e aposenta-o antes que seja tarde demais. Saber quando um baudrier esta estragado é simples. Aposente-o quando qualquer surgir qualquer abrasão nas fivelas, loop ou qualquer peça metálica, bem como pontos de amarração que pareçam esgarçados. Você também deve substituir a cadeirinha se este tiver sido exposto a líquido de bateria de carro ou solventes.

Uma queda de Fator 2

Digamos que eu estou usando uma corda que tem resistência máxima a impactos de 8.6kN, e o guia leva uma queda grande quase fator 2. A força no segue para segurar a queda será menor do que no guia porque a fricção no mosquetão através da qual a corda esta presa. Quão menos? se for 50% a menos que a força no mosquetão é 8.6 + 4.3 = 12.9 kN, muito menos que a resistência de um mosquetão fechado e também muito menos que a resistência de uma costura. Essa análise esta correta? Steve Pomerance através da Rockandice.com

Se você realmente quiser saber, leia o Richard Goldstone e a equação de força de impacto baseado nos cálculos de Richard M. Leonard e Arnold Wexler, no report do Clube Sierra de 1946 sobre dar segue a um guia. Chame sua filha caçula para lhe explicar equações de segundo grau e preste atenção.

Mas você perguntou e eu preciso responder.

Primeiro, se você levar uma queda de Fator 2 você não terá um mosquetão no sistema pois você só poderá levar uma queda dessas se estiver caindo diretamente no segue sem nenhuma costura entre vocês dois. Com 10 metros de corda você leva uma queda de 20 metros antes que a corda se estique. Você só pode levar uma queda de fator 2 em vias com múltiplas cordadas em trechos sem proteção. Se a via tem proteções (e se for boa) você não leva um fator 2. Claro, se você cair em uma via de cordada simples e não tiver proteções você vai cair no chão. Eu chamo isso de queda Fator 3.

Mas você disse “quase fator 2”. Eu acredito que você estará falando de situações como os testes da CE e UIAA para certificação das cordas, onde se chegam a fatores de queda como 1,77. Se você estiver fazendo um teste desses, o impacto será tão grande que você poderá passar o resto da vida usando fraldas e sem se preocupar mais com forças e pressões em mosquetões.

Na sua questão, você considerou na hipótese se a força seria reduzida pela metade devido ao atrito com o mosquetão. Na Planeta Terra, o atrito com o mosquetão realmente absorverá força, no entanto é desconhecido o quanto, exceto em modelos matemáticos. A Melhor estimativa é que a fricção reduz a carga em torno de 1/3.

Sabemos por experiência prática que o atrito no mosquetão é real, pois um escalador de 70 kg consegue segurar a queda de outro escalador com 90 kg e o segue não será arrancado do chão pelo impacto. Sua suposição, que mesmo o pior caso de queda não é possível forçar um mosquetão a ponto de quebra-lo, é como a teoria dos nós da evolução, e esta correta. Normas da CE exigem uma resistência mínima a ruptura de 20 kN ao longo do eixo principal de um mosquetão. Mesmo com a multiplicação da força na ancoragem você jamais vai conseguir atingir esta elevada carga capaz de leva-lo a ruptura.

Não ligue para a sua seguradora e cancele seu seguro de vida, pois um mosquetão danificado assim como muitos casamentos, podem quebrar. Uma carga cruzada ou um gancho no mosquetão e pode vir a ruptura mesmo abaixo das cargas previstas pela CE com o mosquetão aberto de 7 kN. Já tivemos um acidente relatado onde nos foi informado que houve quebra de não apenas um, mas dois mosquetões em uma só queda.

Apesar da notícia ruim, nós podemos relatar que uma vez tomamos uma queda de fator 2.1, uma queda de aproximadamente 51 metros em 25 metros de corda, que é possível se você se esforçar para fazer as coisas erradas. A corda praticamente se desfez em pedaços (conforme a foto deste artigo), mas o mosquetão único sem trava segurou a queda, embora tenha se empenado.

Guia de Equipamentos 2012: Como comprar equipamento móvel

Publicado na climbing.com por Jeff Achey

Se você estiver entrando no mundo da escalada tradicional, ou fazendo um update dos seus equipamentos, um jogo de móveis serão seus maiores custos: a partir de 50 até os 500 dólares por peça, no mínimo, para uma seleção modesta de peças unitárias. A boa notícia é que os móveis modernos oferecem uma excelente característica: Eles funcionam lindamente bem e vão durar muito mais do que suas sapatilhas, cordas e cadeirinha.

Móveis trabalham convertendo a força de um aqueda (ou de seu peso corporal) em pressões laterais a rocha, mantendo a peça no lugar. Você aperta um gatilho para recolhe-lo, coloca a peça no lugar e então libera o gatilho;  Uma mola mantém as “castanhas” em contato com a rocha, pronto para rotacionar e oferecer aderência a carga. Muito simples. Mas colocar o princípio em funcionamento em uma peça resistente, leve e ergonômico tem ocupado a mente dos desenvolvedores de equipamentos de escalada desde os anos 70, quando os primeiros equipamento móveis apareceram no mercado. A diversidade das peças agora disponíveis é impressionante e assustador para quem está iniciando nesse mundo.

Comece com meia dúzia de móveis do mesmo modelo de uma única empresa, nos tamanhos de 0,5 a 3,5 polegadas. Você vai achar mais fácil de memorizar o tamanho de cada um para colocações rápidas. Veja quais móveis os escaladores locais usam, pode ser que o mais popular funcione melhor nas rochas locais.  Rochas macias, pequenas fendas, muitas fendas verticais e horizontais, de todos os tipos ou vistando uma via, tudo influência no tipo de móvel que melhor se encaixam a sua rocha local.

Anatomia do Móvel:

1.Castanhas: A maioria dos móveis com molas (SLCDs) tem três ou quatro castanholas (móveis) que rotacionam ao redor do seu eixo. Quando um escalador põe o peso no equipamento (como em uma queda), a pressão da queda é transferida as castanholas que transferem a tensão para a rocha, segurando o equipamento no lugar.

2. Angulação do Móvel: A angulação das castanholas é baseada em um espiral logarítmico, então as castanholas entram em contato em uma parede vertical na mesma angulação efetiva do equipamento. Esse angulo constante do móvel varia em torno de 12.5º a 14º. Todos os outros sendo iguais, quanto menor a angulação, mais ela dissipa força, mas quanto menor a capacidade de colocação a peça terá.

3. Molas: Cada castanhola é mantida aberta na sua abertura máxima por uma mola individual, então o equipamento vai se manter no lugar dentro de uma fenda quando não está sob pressão.

4. Eixo: A maioria dos móveis rotacional um eixo único, mas dois tipos de móveis agora utilizam dois eixos, o que permite uma maior capacidade de colocação das peças.

5. Haste: As cargas são transferidas para os eixos e assim para as castanholas através de hastes flexíveis que se curvam quando sofrem pressão em alguma direção, assim como em uma fenda horizontal.

6. Fita para clipar: Todos os móveis tem fitas; Alguns podem ser estendidos para reduzir o arrasto da corda e prevenir que os móveis “saiam andando” de suas colocações. Muitos equipamentos tem um loop na fita onde você pode clipar  ou esticar enquanto estiver escalando.

Para ajudar a escolher as peças de móveis, considere algumas especificidades a seguir.

Qualidade de Acabamento

O Funcionamento do gatilho deve ser firme, suave e consistente em toda a sua abertura e os móveis devem agarrar de forma inteligente quando você soltar o gatilho. Olhe para o acabamento:  Todas as bordas são arredondadas,  o gatilho tem o final arredondado ou boleado, as peças não metálicas parecem duráveis e bem fabricadas? Há alguma aresta exporta em alguma parte da peça? Compare o produto de diversos fabricantes se possível comparando lado a lado em uma loja ou com seus próprios olhos e mãos, e não em uma loja virtual, para formar sua opinião.

Número de Peças Móveis

Unidades maiores terão quatro castanholas, mas nos dedos e em tamanhos menores algumas peças terão três castanholas. TCUs (unidades móveis de três peças) são menos prováveis de “saírem andando” da sua posição originalmente colocada a medida que são tensionadas pela corda que se move. Eles também podem ser mais estreitos ao longo do eixo do móvel, para que eles se encaixem nas menores colocações. Além disso, pequenas peças de quatro castanholas tem suas vantagens. Eles normalmente distribuem melhor a pressão da cargas sofridas – bom para rochas macias – e alguns deles são tão estreitos quanto os TCUs.

Tipo de Haste

A haste conecta o eixo do móvel a fita ou ao loop da peça. Os móveis originais tinham hastes de alumínio, mas atualmente cabos flexíveis hoje em dia são mais indicados. Estes podem ser desde um cabo único central ao eixo, ou um circuito em forma de U do cabo ligado a cada extremidade do eixo. Será comum você encontrar peças não metálicas ligadas à haste para protegê-lo e/ou cabos ao gatilho.

Cabo único e duplo, cabos em formato de U, cada um tem suas vantagens, mas ao invés de escolher entre um e outro sem analisar cuidadosamente, avalie como todo o sistema funciona. Os gatilhos são delicados – esta é a parte onde a maioria dos móveis se danificam – blindado e protegido, ou eles são expostos à abrasividade e podem ser confundidos com outras peças no seu baudrier? A peça é flexível demais quando você tentar retirar uma peça enganchada? se você pretende usar os móveis para facilitar a ascensão, ele vai suportar uma fixação horizontal com serio risco de deformação dos cabos? O gatilho trabalha bem quando a haste produz uma boa aderência? Você poderia usar esta peça usando luvas?

Peso

Para peças do tamanho de fendas tão largas quanto os dedos, não se preocupe quanto ao peso. Mas para peças maiores ou peças de tamanhos médios, o peso se torna essencial. A diferença de algumas gramas por peça móvel pode facilmente adicionar alguns quilos ao seu baudrier. Também considere o tamanho total. Peças com eixo pequeno economizam no peso além de tornar o rack da sua cadeirinha ergonomicamente menor, mas você sacrificará capacidade de colocação em algumas posições. Eles também costumam ficam fora do alcance e ficarem enganchados.

Clipando

Especialmente para uma escalada longa, você vai querer ter a opção de colocar a peça em dois locais: diretamente no final da haste ou na fita. Algumas marcas tem fitas de clipagem dupla que você pode estender para reduzir o arrasto da corda – uma excelente característica que pode diminuir a quantidade de costuras necessárias para uma cordada.

Angulo de Expansão

Quanto mais ampla a angulação para colocações que você pode obter de cada peça, mais versátil é a peça. Os Camalots da Black Diamond, com seu design de eixo duplo, costumava eliminar todos os concorrentes de diferentes designs: Eixo-simples, eixo duplo e soluções únicas como o Móvel Omega Pacific Link, em que as castanholas separam-se para criar uma grande angulação de colocação para cada peça.

Colocações Passivas

A Maioria, mas não todas as peças móveis modernas podem ser colocadas “passivamente”, como castanholas, uma característica que muitas vezes é útil se um móvel movimenta-se para fora de sua colocação e os calços no estilo guarda-chuva dentro de uma fenda ou lacas. Esses tipos de colocações normalmente não são boas – já que essas colocações podem chacoalhar e escorregar nas laterais, mas ele pode ser forte – Desde que a peça mantenha as castanholas bem fixadas. As ranhuras e pequenos espaços nas castanholas previnem de mover-se além das suas angulações máximas.

Móveis Especiais

Para a maioria dos escaladores de vias tradicionais, as primeiras peças especiais que você deve considerar adquirir peças “offset” e “híbridas” e móveis de quatro castanholas com um par de móveis maiores. Originalmente concebido para auxiliar a escalada transformando pequenas ranhuras e frechas na rocha um bom caminho para ascender enquanto se escala com peças móveis.

Para a escalada em rocha macia, considere usar peças com maior área de superfície e dentes mais abrasivos sobre as castanholas como o Metolius Fat Cam.

Para fendas muito pequenas ou muito grandes, muitos escaladores abrem mão de suas peças preferidas para fazer uso de peças não convencionais como o Big Bros   (um tubo expansível com mola que se encaixa em fendas e chaminés) e Ballnuts  (uma bola deslizante para as mais finas fendas) também são excelentes,  designs testados ao longo do tempo que eventualmente se transformam em verdadeiros arsenais entre os equipamentos dos escaladores de vias tradicionais.

Manutenção em Equipamento Móvel

Limpando-os

Quando os móveis são molhados, enxugue-o e seque-o ao ar antes de guarda-los. Luz solar danifica as fitas, então guarde-os ao abrigo da luz. Para limpar um móvel, primeiro mergulhe a cabeça em água quase fervente, ativando o gatilho para mexer as castanholas. Ponha algumas gotas de detergente líquido sobre as partes móveis e esfregue com uma escova de dentes. Usar escovas de retirar tártaro para os pontos de difícil alcance em móveis menores. Mergulhe o gatilho na água quente novamente, certificando-se que todo o detergente é retirado. Seque-o com ar comprimido, se possível ou toalha e ar seco.

Lubrificando-os

Após limpar seus móveis, sempre lubrifique-os, mas faça-o com moderação. O ideal é usar um lubrificante a base de cera, como o Lubrificante de Móveis da Metolius ou Lubrificante Branco de corrente de bicicleta, que repila poeira e areia melhor que o WD-40, mas esse também funciona bem. (tudo provavelmente não danifica a fita, mas se você fizer um bom trabalho, você será capaz de manter a fita fora do alcance desses produtos). Aplique uma ou duas gotas em cada articulação e aperte o gatilho. Limpe todo o excesso de lubrificante. Alguns escaladores preferem um lubrificante seco, à base de grafite, disponível na maioria das lojas de auto-peças, que funcionam bem. Sempre lave-os e lubrifique-os (ou qualquer outro equipamento metálico de escalada) após escalar próximo a água salgada).

Consertando-os

Peças móveis podem durar 20 anos ou mais, se feitas as manutenções apropriadas, mas após alguns anos de uso pesado pode requerer a troca de algumas peças do gatilho ou das fitas. Alguns fabricantes oferecem peças sobressalentes como kits de gatilhos e algumas fitas ou cabos para os gatilhos por preços razoáveis. Mountain Tooks (mtntools.com) também oferecem fitas de recolocação para os móveis e nos nuts. Inspecione os móveis frequentemente e imediatamente após torcer os cabos do gatilho, ou as castanholas podem não se recolherem igualmente. A Lei de Murphy definitivamente se aplica aos móveis: Um cabo do gatilho desgastado vai quebrar justamente quando você tentar colocar um móvel com em uma situação de risco.

Substitua a fita se:

  • Tiver mais de 10 anos de uso.
  • Estiver notadamente desbotada.
  • Se tiver abrasão visível ou qualquer dano.

Aposente uma peça se:

  • Tiver sofrido uma queda grande.
  • Uma castanhola estiver deformada de qualquer forma – achatado, torcido ou fora de alinhamento. A Angulação do móvel vai afetar a aderência da peça.
  • Qualquer um dos fios da haste estiverem desgastados.

 

Atenção!

Mantenha as fitas – e todas as partes de nylon do equipamento, como cordas e costuras – longe de pilhas e baterias na sua garagem ou na mala do carro. Até mesmo a fumaça das baterias pode desgastar/destruir o nylon.

Black Diamond: Camalot C4

publicado na climbing.com pela equipe interna

A Escolha dos escaladores entre os melhores móveis disponíveis

Eles não foram os primeiros. Eles não são os mais leves. Eles não são os mais novos. Mas as vezes ser o melhor não trata-se dessas coisas. E nossos números não mentem: O Camalot C4 foram votados unanimemente por nossos especialistas como o melhor móvel de tamanho mediano. “Todo mundo sabe que tamanhos correspondem a cores, diferentemente de outras marcas” um apaixonado comentou. “A maioria dos escaladores utilizam o Camalot C4.” Projetado por Tony Christianson, Julio Varela e Honk Kyu Kwak em meados dos anos 80, o Camalot tinha uma vantagem especifica sobre os outros móveis em formato com duplo eixo, que aumentou a variação de tamanho de cada peça individualmente, traduzindo-se em uma mesma peça cabendo em ainda mais tamanhos de fendas.

A Chouinard Equipment, que se transformou em Black Diamond, começou a comercializar os Camalots (um nome escolhido entre várias sugestões entre os funcionários) no verão de 1987, e posteriormente lançaram mais três atualizações, Camalots ainda são os preferidos entre os escaladores de vias tradicionais. Camalots são fáceis, o gatilho funciona de forma suave, rápido de usar, segura melhor em alguns tipos de fendas e tanto os metais como os cabos de aço e as fitas duram mais tempo. Nós amamos os Aliens Flexíveis, Os Master Cams da Metolius e os inovadores Friends da Wild Country, mas os C4 tem uma melhor performance geral e durabilidade. Vinte e sete anos depois da primeira aparição, um escalador comentou que ele “ainda está em uma relação de amor com essas ferramentas do Batman para o mundo vertical”

Revisão: Petzl Tikka XP Headlamp

Publicado na climbing.com por Julie Ellisson

Longas aproximações, condições climáticas inóspitas e de rápidas variações pode mante-lo por mais tempo do que o esperado, por isso você deve sempre ter uma lanterna para a montanha. Com um peso suave e uma construção compacta porém robusta, a linha Tikka recém atualizada continua a ser o favorito entre escaladores e montanhistas. Nós gostamos do modelo XP por causa de suas três opções de configurações: ampla, dispersa ou longo e concentrado ou uma combinação de ambos. A configuração mais alta usa 160 lúmens e dispõe de tecnologia de iluminação constante, que mantém aceso e mantém um ritmo lento de consumo da bateria. A maioria das Head Lamps tem a vida útil não controlada, ou seja, quando a bateria acaba simplesmente apaga-se, enquanto que a Tikka entra automaticamente no modo reserva, onde há luz apenas o suficiente para terminar o que se esta fazendo, ou procurar as pilhas reservas. A fita é ergonomicamente projetada deixando-a confortável além de ser removível e lavável.

Revisão do Clássico: Black Diamond ATC – Guide

Há uma razão pelo qual você pode dizer apenas ATC e qualquer escalador vai saber que você está falando de um sistema de segurança/rapel tubular. É tão popularmente usado que o seu nome praticamente tomou conta de todo um gênero. O primeiro ATC (Air Traffic Controller) foi originalmente lançado em 1993. Este freio assistido estilo tubular, adicionou a habilidade de dar segue ao participante fora da ancoragem. Isso aumentou a versatilidade e tornou o ATC – Guide parte integrante do baudrier de qualquer escalador de vias tradicionais quando foi lançado em 2005.

Devido ao sucesso do design original, tem havido muito poucas mudanças, a não ser perder alguns gramas em 2009. Existem vários concorrentes, mas o ATC – Guide lidera na categoria performance e durabilidade. Os escaladores que entrevistamos preferem este modelo por ser robusto, pela sua durabilidade e por alimentar cordas facilmente. Os testes que fizemos com os freios mais populares do mercado mostraram que a versão da Black Diamond tinha mais “mordida” na corda e era mais fácil de baixar um segue quando dando segurança de cima.

Corda Edelrid Boa

Revisão de Gus Hudgins publicado na revista digital Climber

Eu já analisei um bom número de produtos ao longo dos anos, mas quando eu fui chamado a fazer a avaliação de uma corda eu fiquei relutante. Eu recentemente havia passado por uma experiência desgastante com minhas próprias cordas que tinham desgastado nas extremidades e havia em uma única área pelo menos dois incidentes em que eu fiquei pendurado por uma corda que tinha exposto a alma, o que não é uma experiência muito agradável.

Então, durabilidade é sem dúvidas um fator crucial quando eu vou selecionar cordas hoje em dia, e teoricamente, quanto mais grossa a corda maior sua durabilidade. Eu desisti da oferta de experimentar uma corda super fina de 8.6 mm e uma corda gêmea de 6.9 mm e através do processo de eliminação eu terminei ficando com a Edelrid Boa de 70 m.

Eu nunca havia tido uma corda Edelrid antes, mas estava realmente interessado em experimentar uma, já que sempre me pareceu ser a corda que todo mundo tinha uma na rocha e nas oportunidades em que eu usei uma para escalar eu sempre me impressionei, mesmo com cordas velhas que ainda pareciam perfeitas para o uso e pela sua performance. a Edelrid Boa de 9.8mm provavelmente representa o melhor diâmetro para mim, eu usei-a majoritariamente durante escalada esportiva e em escaladas tradicionais por alguns meses já e estou satisfeito em reportar que ela vem mantendo sua reputação quanto a durabilidade e eu não precisei cortar as pontas ainda mesmo tendo usado-a enquanto estou trabalhando nos bolts e proteções de vias antigas. Como eu mencionei, eu sou bastante pesado o que obviamente reflete em volume de uso da corda.

A Edelrid usa uma tecnologia em suas cordas que eles chamam de “proteção térmica” que é um processo de estabilização térmica que dá a corda uma sensação realmente agradável ao manusear-la, o principal benefício disto é que não sai na lavagem como alguns tratamentos de cordas, o que explica porque essa corda e outras usadas que experimentei da mesma corda ainda mantém uma manuseabilidade. Quando nova, a que eu testei estava bem lisa, mas performando bem num Gri Gri 2, em particular, foi fácil de usa-la e alimenta-la enquanto usando técnicas simples de dar segurança. (ex.: Usando o Grigri da mesma forma que usamos um sistema de freio padrão, que é a forma mais segura) ela ainda mantém a boa manuseabilidade após vários meses de uso e definitivamente não está surrada nem ressecada como estariam outras cordas que já usei.

A combinação de durabilidade e manuseabilidade definitivamente significam que ela é uma corda para todo tipo de uso e a única vez que eu experimentei algum arrasto foi em vias com esticões particularmente longas (acho que algo em torno de 30/40 metros). Definitivamente nada que não pudesse ser resolvido com algumas costuras mais longas mas é um preço pequeno a ser pago por usar uma corda mais grossa. Falando em preço a Boa de 70 m em torno de 145 Libras Esterlíneas e eu definitivamente já paguei mais caro por cordas que me impressionaram muito menos.

 Como era de se esperar, o meio é marcada e um ponto de interesse final das cordas Edelrid é ter sido “aprovada pela bluesign” (que é uma padronização na a manufatura de têxteis), o que não quer dizer que elas são fabricadas em um ambiente neutro, afinal de contas elas são fabricadas com nylon, mas é um importante passo na produção de forma mais limpa possível e é um importante passo que a cada dia mais e mais marcas de produtos Outdoor estão dando.

Então para resumir, eu não vou citar nomes das más experiências que eu tive antes, mas para resumir após testar a Edelrid Boa de 9.8 mmm, definitivamente eu nunca experimentei uma corda tão boa! a ponto de levar em consideração experimentar a finíssima opção da Edelrid a Corbie de 8.6 mm como uma ferramenta especial para vias muito longas e para vias à vista.

Detalhes Técnicos

Peso (g/m): 62

Proporção de capa (%): 40

Número de Quedas: 6

Impacto de Força (kN): 8.8

Alongamento dinâmica (%): 32

Alongamento estático (%): 9,3

Deslizamento de capa (mm): 0

O Revolucionário freio da Wild Country – Revo

26 de maio de 2016,

A Wild Country anuncia o novo freio REVO, com a sua segurança revolucionária e manuseio intuitivo.

A Wild Country lançou a seguinte informação: “Dando continuidade aos quase 40 anos de inovação em equipamentos de escalada que iniciou-se com o equipamento móvel, Friend em 1977, a Wild Country hoje anuncia o primeiro freio assistido bi-direcional”

Este é um design inovador para a segurança que supera uma das causas mais comuns de acidentes relatados com freios; o engate errado da corda no freio. Não importa qual a orientação com que a corda é alimentada, o REVO vai funcionar! feche e mantenha a corda alinhada para uma operação suave e precisa. Adicione a isso uma sistema de roldanas de inércia patenteado de auto-bloqueio em caso de quedas inesperadas; O REVO surge como o freio mais seguro disponível no mercado.

O avançado design do sistema de roldanas de inércia foi otimizado para ativar o sistema de trava-quedas sem danificar a corda, completamente bi-direcional este é o sistema mais avançado jamais criado. Desenvolvido para atender cordas de 8.5 mm a 11 mm, o REVO é compatível com qualquer modelo de mosquetão existente.

O Engenheiro de Design da Wild Country, James Wilson comenta: “No design do REVO nosso foco era criar uma ferramenta prática e usual que aumente a confiança e aprimore a experiência de dar segurança. O Design inovador possibilitou que nós incorporássemos uma camada extra de segurança, enquanto mantivemos o manuseio de forma intuitiva que um sistema de freio pode oferecer.”

O diretor de marketing da Wild Country, Steve Foster comentou: “O Foco da Wild Country é produzir produtos que facilitem a experiência da escalada. O Design simples mas sofisticado do REVO vai tornar fácil para um iniciante e assim como para os mais experientes em fornecer exatamente o que seu parceiro de escalada precisa, no momento em que precisar.”

Foi apresentado a um grupo de jornalistas de toda Europa em Sheffield. A Revista Climber teve a chance de experimentar o REVO e suas primeiras impressões são promissoras. O REVO é fácil de usar e resultou em quedas tanto suaves como tranquilas para o escalador guia e para o escalador que dá segurança. Nós tivemos a confiança de pular da parede e levar quedas com pessoas dando nossa segurança que acabamos de conhecer, algo que a maioria dos escaladores não fariam.

O Revo deverá estar nas lojas no ano novo e terá mais revisões durante este ano assim que tivermos um em nossas mãos.

Porque vocês entraram na jornada de desenvolver um novo sistema de freios?

A Wild Country tem pesquisado sobre a criação de novos sistemas de freios a alguns anos mas fundamentalmente precisaria ser inovador. Assim que tivemos o conceito ficou claro que o REVO poderia ser melhor que qualquer outro produto do mercado, não era exatamente porque faze-lo mas quando poderíamos começar.

O que você aprendeu durante o processo?

A fazer algo realmente novo e inovador, resolvendo problemas que outros tentaram antes e não conseguiram é algo realmente desafiador. Realmente tem sido uma longa jornada mas valeu todos os esforços.

Em que situações ele pode ser usado?

Qualquer situação em que normalmente você usaria um freio tradicional mas com a confiança de um sistema de freio assistido.

Vocês tiveram algum grande avanço no processo de design que não era esperado quando iniciou o projeto?

Existiam vários novos processos de fabricação e nós tivemos que ultrapassar os limites das técnicas existentes, a medida que o processo de fabricação evoluía nos percebemos quão especial e seguro nosso sistema era, você poderia deliberadamente fazer o REVO falhar e ainda assim ele funcionava perfeitamente.

Como se posiciona o REVO em relação a produtos icônicos como o Friend?

A Wild Country transformou a escalada na década de 70 e ao longo dos anos tem trazido um grande volume de novos produtos e técnicas de fabricação de produtos de escalada para o mercado. O REVO é um novo momento, como a introdução do Friend. Uma verdadeira revolução na escalada condizente com um  dos mais emblemáticos fabricantes de equipamentos de escalada.

Mega Jul – Revisão

O Edelrid Mega Jul é o mais perto que se tem de um “faz-tudo”, o mais perfeito equipamento de segurança/rapel que eu jamais vi. Esse sistema multifuncional é super leve, dá folga ao guia muito mais rápido do que qualquer outro equipamento desta categoria, e pode ser usado em um número diferente de configurações aumentando sua capacidade de frenagem em um nível que se compara as travadas de sistemas de freio auto-blocantes.

Duas observações: Primeiro, eu recomendo usar luvas uma vez que você pode se queimar entre o polegar e a palma da mão em certas configurações. Segundo, pelo fato de este freio poder ser usado de diversas formas, inicialmente eu achei confuso. Os gráficos instrutivos ao lado do equipamento realmente não ajudaram muito também. Eu tive que dedicar algum tempo memorizando a forma como o freio funciona antes de sair por ai usando-o. Durante um mês minha curva de aprendizado foi de 50/50 por montar o equipamento errado quando dando segue para o participante q vem de baixo.

O Mega jul pesa apenas 65 gramas e pode ser usado tanto para cordas duplas como para cordas simples, duplas e gêmeas de 7.8mm a 10.5mm. Eu só testei cordas entre 9.1mm e 9.8mm de espessura. A Edelrid está fazendo um equipamento ainda menor, o “Micro Jul” (ainda não testado), que pesa apenas 60 gramas e é para ser usado por cordas finas de 6.9mm a 8.9mm de espessura.

A parte mais chamativa do Mega Jul e uma parte plástica de cor verde em formato de U colado ao cabo do equipamento. Esse loop é primariamente usado durante a segue. Ponha a corda no equipamento de forma que o loop aponte para você. Encaixe sua mão abaixo do loop assim como a corda de forma que ambos se encaixem entre o equipamento e a palma da mão. Nesta configuração, você nunca vai precisar tirar a mão da corda. Dar corda é feito ao levantar o loop (e a corda) para cima e afastando do seu corpo. De corda com a sua mão de guia (mão esquerda para a maioria) e a corda vai passar pelo equipamento muito mais rápido e facilmente que qualquer outro tipo de freio. Ele alimenta quase tão rápido quanto o grigri 2. O Melhor de tudo, o Mega Jul trava a corda para baixo no caso de uma queda porque o mosquetão travador bloqueia a corda no freio. Eu sei que as empresas hoje em dia estão eliminando o termo “auto-block” mas o Mega Jul certamente faz um grande trabalho ao frear uma queda com pouco esforço.

O tipo de mosquetão travador que você usa com o Mega Jul é importante. Eu testei com o Edelrid HMS Strike Screw FG, que pode ser comprado num kit com o Mega Jul por $49,95 dólares americanos. Eu testei usando com outros tipos de mosquetões de vários tamanhos, e não funcionou muito bem. Mosquetões de diâmetro mais grossos funcionaram melhor, mas mosquetões finos permitiram a corda escorregar.

Para baixar um guia após uma queda há duas opções – nenhuma delas é fantástica, representando a maior falha desse equipamento, mas ambos os trabalhos são fazíveis. Primeiro: Use o equipamento no “modo polegar” ao puxar o loop e a corda para fora da cadeirinha, desta vez com a mão esquerda e controlando a descida com sua mão blocante/direita (neste caso). Novamente Luvas são bem vindas. Segundo: “modo alavanca”, segure a corda com a mão blocante/direita enquanto prepara-se para baixar o escalador, e use o polegar esquerdo para puxar para baixo a parte do equipamento que parece a ponta de um nariz, que libera a pressão da corda. Eu achei o “modo alavanca” preferível.

Assim como a maioria dos sistemas de freio e rapel disponíveis no mercado hoje, você pode um participante de baixo com a funcionalidade do “autoblock”. Inicialmente, eu tive dificuldades com esse modo por causa do meu instinto natural de clipar o equipamento a ancoragem do meu loop (errado!) Você deve clipar através do loop de metal ao lado do loop para o polegar. Eu também fiquei confuso sobre qual direção passar a corda no equipamento. Uma vez que eu me acostumei, pude montar o sistema em um ou dois segundos. Outra grande característica é que se você precisar baixar o participante nesta configuração, você pode clipar um terceiro mosquetão através desse pequeno espaço na “ponta do nariz” e usa-lo para destravar o auto-block. Isso dá ao Mega Jul uma grande vantagem sobre outros equipamentos, que requerem mais trabalho após quedas.

Para rapelar, há duas configurações: “Modo Tuber” e “Modo Locked”. No modo tuber, em que o loop do polegar aponta para seu corpo, faz o Mega Jul trabalhar um pouco como o rapel clássico de 8, faça um back-up com um prussik e rapele normalmente. Modo Locked, provavelmente a característica mais excitante do Mega Jul, é quando o loop do polegar está apontado para fora do seu corpo. Rapele ao clipar um segundo mosquetão de rosca no buraco localizado na “ponta do nariz” e use-o como a alavanca do Grigri. A Corda trava quando você não esta puxando o mosquetão alavanca, permitindo que você tenha bastante segurança para lidar com a corda caso ela se emaranhe, etc… (sempre passe a corda ao redor das suas pernas se você vai precisar soltar a mão do freio).

O Mega Jul é o mais leve, mais versátil e de melhor performance entre todos os sistemas de freios e rapel que eu jamais usei – após você se acostumar com ele.

  • Peso: 65 gramas
  • Estilo Tubular par cordas simples, duplas e gemeas. 7.8mm-10.5mm
  • Freio assistido para escalada e segurança para participante
  • Freio assistido no rapel no modo locked

 

Edelrid Eddy – Revisão

O Eddy não é um Grigri 2, e custa aproximadamente 25 dolares a mais. Precisa ler mais? Ok: O Eddy, o novo freio auto-block da Edelrid, pretende ser melhor na fraqueza do Grigri – sendo eles segurar a alavanca aberta ou não clipar os dois lados da peça juntos.

Indiscutivelmente existem melhorias na segurança do Eddy. Primeiro, os dois lados do equipamento são uma peça unica integrada, eliminando a chance de só clipar um dos lados do equipamento. E ao contrário do Grigri que usa a fricção da corda para encaixar um mosquetão e segurar a corda no lugar, o Eddy usa a fricção da corda para encaixar o mosquetão no lugar onde a corda trava. Eu posso ver essas melhorias de segurança, no entanto o Eddy travou em todas as funções que eu testei, de descer ou alimentar a corda. Eu experimentei segurando o Eddy em posições diferentes com as mãos, mas o equipamento inevitavelmente e invariavelmente travou, levando-me a lutar para descobrir como destravar o mosquetão (pressionando-o para baixo ele irá liberar) para continuar alimentando corda.

O Eddy, um sodomita mais pesado a 351g (contra 170g do Grigri 2), também vai travar se o segue puxar a alavanca inteira até o final. Isso elimina o risco de um segue destraído lhe soltar devido caso trave a alavanca para trás inadvertidamente. Eu achei esse atributo especialmente chato, e ainda mais uma segurança superflua. Faz com que o curso da alavanca se torne muito pequeno – Você terá que soltar a alavanca de volta para poder baixar seu parceiro.

Para completar, o Eddy é bom. Vai pegar e baixar qualquer escalador, até mesmo para cordas de até 9mm! No entanto comparado ao Grigri 2, perde o sentido! Eu achei o Eddy dificil de usar.

Sobre a Avaliação

O Eddy recebeu 3 estrelas de cinco porque é muito caro, pesado e não ser tão fácil de usar quanto o Grigri 2

Por: Rock and Ice (versão web) – Andrew Bisharat
Traduzido por Allysson Laurentino em 10 de Maio de 2016.