Petzl Grigri 2 – Revisão

Nos 20 anos desde que o Petzl Grigri foi inventado, nenhum outro “freio assistido” tem conseguido competir com sua ergonomia, confiabilidade e performance. Até agora.

O Petz Grigri 2 é uma grande evolução do que já era um grande equipamento. Essa versão é menor e mais leve, funciona melhor nas cordas finas modernas, freia melhor do que antes e dá melhor controle quando descendo.

Eu testo muito equipamento, mas eu nunca vi algo criar tanto barulho entre escaladores na montanha e no ginásio. Em uma ocasião, o Grigri 2 foi na realidade roubado do meu pacote (“você sabe que é você seu holandes bastardo”). Após oito meses de testes eu posso dar minha opnião.

Petz recomenda usar o Grigri 2 com cordas de 8.9mm a 11mm; virtualmente qualquer corda simples disponível no mercado hoje em dia. Essa marca é a mais significativa melhoria sobre o Grigri anterior, que oficialmente deveria funcionar com cordas de 10 a 11 mm. Cordas tem afinado nas últimas duas década, e desde os dias de Clinton e do Rock Grunge, nenhum escalador de respeito que eu conheça usa uma corda mais grossa que 9.8mm, ainda assim a maioria continuou a usar o Grigri. Eu confesso que usei cordas tão finas quanto 9.1mm no Grigri antigo – e o equipamento travava bem em quedas, descer poderia ser dificil, trabalhoso e arriscado.

Eu coloquei o Grigri 2 sob um teste moderno: Usando uma corda escorregadia nova, 8.9mm, corda simples. Eu fiquei surpreso quão bem o Grigri 2 funcionou bem com essa corda desconcesrtantemente fina. Ele pegou quedas sem problemas, e até meu parceiro, que é mais pesado que eu 20kg, foi capaz de me baixar na corda 8.9 com total controle. Em comparação, eu testei meu antigo Grigri e não consegui fazer ele travar de forma alguma! Então esta confirmado: O Grigri 2 de fato funciona melhor com cordas finas.

Isto dito, a 8.9mm estava quase fina demais, para ser usada no Grigri2. Funciona, mas eu senti como se eu precisasse tomar cuidado com a corda escorregadias como eu fiz quando dei segurança com meu Grigri antigo e usei cordas novas e finas. Eu recomendo usar o Petz Freino – o mosquetão que permite redirecionar o final do freio e baixar com mais controle.

Ao contrário do espectro, eu testei o Grigri 2 com minha corda grossa e antiga de 10.2mm e ela passou pelo equipamento sem problemas. WOW isso é uma grande variação para um equipamento de freio assistido, sob qualquer perspectiva.

Com aproximadamente 170 gramas (5,9 onças), o Grigri 2 é 20% mais leve e 25% menor que seu antecessor. Parte da redução de peso vem do tamanho menor, mas a Petz também redesenhou a alavanca. Essa mudança é onde as duas peças se diferenciam. O Grigri antigo projetava a alavanca pra cima e pra fora quando se conectava o mosquetão; ele se projetava tanto que permitia que você o liberasse ao empurrar o peso sobre ele para baixo (sem precisar mover a alavanca). Anteriormente, era assim que eu liberaria corda para meu parceiro de escalada quando ele voltasse a escalar liberando o peso da corda. No entanto, a nova alavanca, mais magra não se projeta, não permitindo assim a alavancagem. Isto resulta em maior dificuldade para liberar sem abrir e puxar a alavanca para trás. Eu vejo isso como uma grande melhoria na segurança, pois fica mais dificil de liberar seu parceiro acidentalmente.

Esse novo design mais ergonomico, encaixa melhor sua mão e funciona melhor com a “nova técnica de segurança” para dar corda, agora recomendado pela Petzl.

Em comparação com o antigo Grigri, descer m escalador de baldinho com o Grigri 2 é como dirigir um carro com controle de tração e outro sem. O Grigri 2 lhe dar maior controle, graças a algo que a Petz chama de “descensão progressiva controlada”. Esse mecanismo foi descrito para mim como o oposto a um “arco composto” – no qual você o puxa para tras na linha e as polias do arco te ajudam a fazer força. O Grigri 2 é o reverso disto, a cada 3 graus que você o puxa de volta no processo de descida, as polias internas apenas abrem 1 grau. O resultado é uma descensão muito mais suave e controlada – algo que eu apreciei bastante enquanto rapelando ou descendo na minha corda de 8.9mm.

Escaladores de Tradicional, de muitas enfiadas e big-wall descobriram que o Grigri 2 cabe no baudrier melhor do que o seu antecessor.

Por: Rock and Ice (versão web) – Andrew Bisharat
Traduzido por Allysson Laurentino em 10 de Maio de 2016.

Faders Sum – Revisão de Equipamentos de Segurança

Por: Rock and Ice (versão web) – Jeff Jackson
Traduzido em 08 de Maio de 2016.
Faders Sum – 90 Dolares na fixe.com

Deixe-nos agradecer aos equipamentos auto-blocantes, pois eles tem salvado nossos traseiros. Eles permitem relaxarmos a vontade em PortaLedges, grampeamento de vias de escalada esportiva, ficar pela corda e descender em cordas fixas. É poeticamente fácil, mas não é nenhum exagero dizer que os equipamentos auto-blocantes – Como o GriGri da Petzl e similares – Tem mudado a cara da escalada apesar de criar defensores do estilo Old-School.

Há o SUM da fabricante espanhola Faders que assim como outros equipamentos, você passa a corda por uma guia (icones de mão e escalador indica o lado apropriado para cada ponta da corda), feche a plataforma e prenda-o ao baudrier com um mosquetão de rosca. O destaque da SUM está na habilidade de usar cordas de pequeno diametro entre 9.1 a 10.5mm, no entanto o Grigri 2 desafia o SUM no uso de cordas finas. Cada ano os fabricantes de corda diminuem a espessura de suas cordas e escaladores usam as mais finas para vias longas e com passadas técnicas como a via da Dani Andrada La Novena Enmienda (5.15a/b). Mesmo se você não escala um 5.15 (9a/9b), há vantagens de usar uma corda mais fina e obviamente mais leve.

Eu usei o SUM em conquista e em escaladas de mais de três cordadas. Primeiro eu fixei uma corda estática de 10.5mm no topo de uma falésia e usei o SUM para rapelar e intalar uns top ropes. A corda passou pelo SUM sem solavancos e sem ficar travando, por incrível que pareça mesmo enquanto eu me movimentava procurando a linha das agarras. O SUM funcionou tão bem quanto o Grigri para o rapel de corda simples. Finalmente, eu entrei no “modo desáfio” e meu segue usou o SUM para me dar segurança enquanto eu tentava mandar meu projeto. Enquanto eu era espancado, eu fiquei muito feliz que o SUM funcionou perfeitamente bem.

Quando eu dava segue percebi que lidar com folga era um pouco dificil com a corda de 10.5mm, o diametro mais espesso recomendado para o SUM. Quando eu troquei por uma corda mais fina, no entanto, a ação ficou muito mais prática.

Em conclusão, o SUM é praticamente um clone do Grigri – Ele lida com qualquer técnica de corda simples tanto quanto o melhor equipamento existente. Se você preferir cordas grossas, eu usaria o Grigri. Por outro lado, se você é da nova geração de escaladores malhando vias longas e dificeis, onde o peso total do seu equipamento realmente importa, então o SUM é a ferramenta ideal para você.

QUANTO A AVALIAÇÃO

O SUM esta ranqueado abaixo do Grigri 2 simplesmente porque não é mais suave de opera-lo, no entanto com prática funciona tão bem quanto.

Legacy Bolt – ClimbTech

Por: Rock and Ice (edição 230 – Novembro 2015) – Jeff Jackson
Traduzido em 18 de Abril de 2016.

Crescer nos anos 1990 não foi fácil – Apenas preste atenção as calças que nós usávamos. Ainda bem que muitos de nós mudamos de calças. No entanto, O mesmo não pode ser dito sobre muitos picos de escalada antigos, onde as ancoragens podem ser fatalmente perigosas.

O Fato é que para manter as vias seguras ao longo do tempo e necessário monitorar os bolts e ancoragens e substituí-los quando necessário. Infelizmente este processo requer retirar um bolt antigo e enferrujado, limpar o buraco e remover o bolt antigo. Com o Legacy Bolt, a Climb Tech dá outra opção aos conquistadores e aos responsáveis pela manutenção;

O Legacy Bolt é o único conjunto de proteção fixa e bolt totalmente removível. O Legacy é feito de um aço inoxidável de alto padrão, e se encaixa nos padrões UIAA de 20kN de resistência e é instalado da mesma forma que os bolts tradicionais.

A diferença esta quando você precisa substitui-los. então, basicamente você apenas precisa folgar o Legacy Bolt e remover o bolt inteiro do buraco. O Processo de remoção pode requerer paciência, forçar com alavanca, bater ou sacudir levemente, mas ainda assim é infinitamente melhor para o meio ambiente e esteticamente do que a forma antiga de quebrar e fazer outro furo novo na rocha. Por apenas 15,95 Dolares Americanos a unidade, o Legacy custa mais do que três vezes o preço de um kit de ancoragem simples, atualmente o mais usado entre a maioria dos conquistadores. Isso pode ser um custo proibitivo para conquistadores individuais, mas associações como a Access Fund e American Safe Climbing Association tem prestado atenção ao Legacy Bolt e estão considerando usa-los em esforços de regrampeamento de vias. Você também deveria considerar.

 

 

A História da Cadeirinha/Baudrier

Por:Climbing Staff – publicado na Climbing.com
Traduzido em 10 de Março de 2016.

“Nós tivemos um longo caminho, desde as dolorosas cadeirinhas de fitas até modelos mais elegantes e confortáveis, pesando menos de um Kg. Para ver o quanto evoluimos, com desenhos modernos e materiais com o estofamento confortável, forros de malha respirável e de corte a laser, tornaram estes obsoletos (apesar de terem sido inovadores no seu tempo). Em exposição na Neptune Mountaineering em Boulder, Colorado. Então fique instigado e veja caderinha modernas para escolher a sua.

Cópia de um cinto do Leste Europeu,

Caseiro, pode ser montado usando corda ou cordelete. – 1967-1968

Cinto de Bill Forrest 

Vendido separadamente dos loops para as pernas (abaixo), para um melhor dimensionamento de tamanho. – 1968

Loop para as pernas de Bill Forrest

os Loops e Cintos (foto anterior) eram sempre usados em conjunto. – 1968

Cadeirinha de Whillans Feito pela Troll, na Inglaterra, desenvolvido para a primeira ascensão da face sul da Annapurna. – 1970

Cadeirinha de Clan Robertson

Criado por Brian Robertson em Boulder, Colorado.

Inicio dos anos 1970

Cadeirinha abs da Troll

Tem uma larga possibilidade de ajustes pelas presilhas e não pode ser desfeita por segurança.

Final dos anos 1980

A Costura Alpina

Uma melhor forma de organizar suas costuras

Muitas vezes você vai levar muitas costuras longas em vias longas ou em escalada alpina, para reduzir o arrasto da corda, para livrar arestas ou para dar segurança de um platô. Mas levar muitas costuras e fitas pode ser complicado. A solução? Costura alpina. dando voltas na costura torna ela em uma costura versatil para usar de forma rápida no baudrier. Aqui vai como fazer.

– Com um mosquetão em cada ponta da fita, passe um mosquetão por dentro do outro.

2º – Clipe este mosquetão nas duas partes da fita para transformar em uma costura.

3º – Para extender a costura, clipe um mosquetão a ancoragem, desclipe o outro mosquestão e reprenda-o a uma das pontas da fita, puxe o mosquestão e pronto! a costura vai estender-se totalmente.

Cordas precisam descansar?

Algumas semanas atrás eu estava em um pico de escalada local, quando um dos meus colegas perguntou se eu me incomodaria de responder uma questão “tecnico-científica típica questão de engenharia”. Ele queria saber porque cada queda que ele levava enquanto estava desenvolvendo seus “projetinhos” pareciam progressivamente mais dolorosas. Eu mencionei que uma velha publicação da Freedom of the hills assim como uma numerosa quantidade de revistas de escalada mencionavam sobre deixar suas cordas “descansarem” entre quedas fortes ou mesmo trocar as pontas antes de tentar o movimento do crux novamente. Isto e claro para reduzir a sobre-carga sofrida, o que pode se tornar especialmente critico quando se escala com equipamento danificado, A Corda e a peca fundamental que ajuda a absorver energia quando o sistema esta elastecendo – e assim como um elástico, eh preciso tempo entre cenários de cargas expressivas para descansar e então poder absorver a máxima quantidade de energia no próximo esforço. Meu amigo me encarou, claramente não tendo a menor ideia do que eu estava falando.

Ele continuou e perguntou se haveria algo que ele poderia fazer para diminuir as dores nas suas falanges, e reduzir a carga de equipamento necessário. Mas alem disso ter uma segurança dinâmica. Use uma corda de alta elasticidade, folgue um pouco seu no após cada pequena queda (Porque os nos também absorvem energia durante uma queda), deixe a corda descansar entre cada tentativa, e use nylon slings e costuras que absorvam mais energia que a Spectra/Dyneema (que não elastece).

Para tentar colocar alguns números, eu e alguns integrantes do grupo QA Engenharia desenvolvemos um rápido plano de teste e executamos na torre de testes. Nos percebemos que tentariamos perceber diferenças de cargas sofridas em cada equipamento da proteção quando:

Executando sucessivas quedas o mais rápido possível na mesma corda
Descansando a corda 30 minutos entre cada tentativa
Folgando o no entre as tentativas
Deixando a corda descansar 2 horas entre as tentativa
Deixando a corda descansar um dia inteiro entre cada tentativa

Nota Informativa: Esse não pretende ser um teste complexo, nem tese de PHD, apesar do pequeno caráter cientifico. Claro que há muito muito mais que poderiamos fazer para melhorar isso. Esta informacao limitada a uma pagina de resumo e apenas uma tentativa de dar aos escaladores um pouco de alimento para a imaginacao. Apenas isso.

Configuração do Teste:
BD drop tower (sem certificação da UIAA)
80 Kg de massa rígida de aço
Freio Estático (isto e critico, apesar de ser atípico ou realista, e repetível e nos permite isolar variáveis que nos interessa)
Corda de 10,5mm (nova)
Corrente usado como costura
Cenário tipico de queda de guiada
Fator de queda: 0.26

Linhas gerais do teste (corda descansando 5 minutos entre as cargas)
Usando uma seção da corda no teste conforme descrito acima, a massa foi liberada e a tensão foi tensionada (na parte superior do equipamento).
A massa foi subsequentemente levantada de volta ate a mesma altura e novamente jogada após a marca de 5 minutos.
O teste foi repetido por 10 vezes.

Folgando o No

Assim que as cargas era relativamente pesadas durante este teste, nos percebemos que não seria tão fácil folgar os nós, então nos decidimos colocar um mosquetão dentro do 8 duplo. Isso permitiu que folgassemos o no a cada queda, e a massa era subsequentemente levantada a mesma altura e jogada novamente a marca de 5 minutos.
Isso foi repetido por 10 vezes.

Corda descansando 30 minutos entre cada carga

Mesmas linhas gerais do teste anterior no entanto a corda descansou 30 minutos entre cada tensão de carga, repetido por 10 vezes.

Corda descansando 2 horas entre cada carga

Mesmas linhas gerais dos testes anteriores no entanto a corda pode descansar por 2 horas entre cada carga e só foi repetido uma vez.

Corda descansando 24 horas entre cada carga

Mesmas linhas gerais dos testes anteriores, no entanto a corda pode descansar 24 horas e a carga só foi liberada uma única vez.

Observações:

1. Como esperado, progressivamente os resultados aumentam as forcas.
2. As maiores cargas foram para a primeira e segunda carga, como esperado.
3. Folgar o no após cada queda reduziu um pouco a tensao, porem não muito.
4. Deixar a corda descansar 30 minutos entre cada tensao sofrida teve um efeito muito maior do que reduzir a tensao do sistema do que folgar uma corda, porem ainda não foi expressivo.
5. Permitir a corda descansar 2horas e 24horas teve um efeito de reduzir as tensoes na segunda carga.
6. Permitir a corda descansar 24horas ainda resultou numa tensao 11% maior do que na primera carga.

Conclusao:

Folgar o seu no, ou deixar a corda descansar antes da próxima queda reduz os impactos das cargas levemente. No entanto, usar cordas diferentes para cada tentativa ou trocar os lados da corda produz um efeito muito mais positivo. E claro que a melhor opção para manter as tensoes no sistema minimizados e não cair, em primeiro lugar. Como declarado anteriormente, isto não e um estudo exaustivo e existem muitos outros testes e experimentos que poderiam ser realizados se não estivessemos ocupados fazendo o melhor equipamento de escalada do mundo. Por exemplo:

“Quanto tempo demora para que a corda possa descansar a ponto de ficar em condicoes similares a de uma corda nova, ou ainda, isso pode efetivamente acontecer?”

“Qual e a diferença se tivessemos usado um freio realista e dinamico ao inves de um freio estatico”

“Que tal fazer esses testes com uma corda ainda mais fina?”

“E como fica se usarmos corda dupla? Ou gemea?”

“ qual o efeito de folgar o seu no ou deixar a corda descansar tem um efeito melhor num mundo real com cenario de cargas realisticas?”

Quem sabe um dia,

Escale com seguranca.

KP

Fonte: Black Diamond