Aprenda as Técnicas apropriadas para o uso do Grigri

Aprenda técnicas apropriadas para uma segurança suave e segura

Publicado originalmente em climbing.com por Julie Ellisson

O Lançamento da Petzl em 1992, o Grigri marcou um grande passo na evolução dos equipamentos de segurança: Era um equipamento que ajudava significativamente para “pegar uma queda” e também permitia o segue a segurar e baixar o seu parceiro com pouco esforço. Os escravos da segue agradeceram, mas o uso incorreto desse equipamento recém desenvolvido começou a resultar em acidentes. A Petzl tem feito um esforço para educar os usuários, mas os maus hábitos de devotos são fáceis de quebrar e com o lançamento do Grigri 2 em 2011 é ainda mais importante do que nunca para aprender (e ensinar) técnicas adequadas.

Como Funciona

uma peça móvel interna (além da parte do corpo da peça) rotaciona para dar ao Grigri sua poderosa capacidade de “pegar quedas”. Quando a corda move rapidamente pelo equipamento (assim como na queda), o móvel é ativado e trava a corda para evitar que ela continue se movendo (A).

Como usar

Inicialmente com a posição de dar segue. No uso básico, o Grigri deverá ser usado no estilo de equipamentos tubulares. A Mão do freio nunca deveria largar a corda. A medida que o escalador sobe, dê folga a corda um pouquinho de cada vez (ou retese quando dando segue de toprope). Se o escalador cair, trave a corda para baixo  com as duas mãos. O Móvel do Grigri vai travar a maior parte ou todo o peso, mas a sua mão do freio é uma segurança adicional. Puxar a corda que sai do freio também ajuda  a ativar mais rapidamente a peça móvel.

Alimente a folga rapidamente. Se você tentar alimentar muita folga de uma vez, o móvel pode ativar, evitando que a corda passe pelo Grigri. Isso pode ser chato quando você está guiando e precisa puxar a corda para continuar escalando e clipar na próxima proteção. Antecipe-se ao escalador guia quando ele for clipar a corda e comece a alimentar a folga evitando que o Grigri trave. Com cordas mais grossas e clipadas precipitadas você pode fazer a transição temporariamente de uma mão para a outra. Mantendo três dedos de sua mão de freio envolvida em torno da corda, coloque o polegar sobre a borda traseira da alã preta e calce o seu dedo indicador sob o lábio do lado direito. Pressione para baixo com o polegar e empurre para cima com o ponteiro para segurar o móvel para baixo, momentaneamente desativando o mecanismo de bloqueio enquanto você puxa a folga com a mão esquerda. Assim que você terminar, volte a posição inicial da segurança, deixando o mecanismo móvel habilitado a se ativar, caso seja necessário. Se escalador guia cair enquanto você estivar com a mão no Grigri, rapidamente deslize a mão do freio soltando-o e levando-a de volta para a corda para travar.

Baixando. Com a corda travada na sua mão do freio, lentamente vá liberando a mão do freio. A medida que você for sentindo a resistência, continue puxando para trás suavemente. Não levante a mão totalmente, pois isso irá desativar o mecanismo do freio e poderia causar a perda do controle, especialmente se o escalador for mais pesado que você. Se o escalador estiver fora de controle enquanto você o abaixa, despreocupe-se com a suavidade e trave com a mão do freio.

Perigos

  • Alimentar o Grigri ao avesso. Siga o diagrama impresso no lado que mostra a orientação correta de uso. Puxão na ponta que vem do escalador para ver se o sistema vai ativar corretamente.
  • Segurando o dispositivo. Um instinto básico quando você toma um susto é de segurar um objeto com força, e se você está segurando o Grigri, você pode acidentalmente travar o seu ativamento.
  • Agarrando a corda do escalador em queda. Isto reduz a força no dispositivo e impede que este funcione apropriadamente.
  • Deixar de manter a sua mão na extremidade do freio. O Grigri não é mãos-livres. É Assistida por travagem. O móvel de um Grigri pode não envolver-se totalmente em pelo menos quatro situações:
    1. Com cordas muito finas.
    2. Um escalador extremamente leve.
    3. Vias com “arrasto” que reduzem a força de uma queda.
    4. Pendurando-se na corda (contra a queda) no meio da via.

Para ajudar o móvel a funcionar o segue as vezes precisa dar um passo atrás ou sentar-se enquanto ele trava com sua mão do freio.

Uso intenso, sujeira e areia podem danificar o equipamento, assim como qualquer outro equipamento. Aposente o Grigri se aparecerem partes pontiagudas ou o móvel não estiver operando suavemente.

Como limpar ancoragens móveis

Publicado originalmente em climbing.com por Laura Snider (tradução livre)

Ficar experiente na arte de limpar a via de proteções móveis é um rito de passagem aos aspirantes a escaladores de tradicionais. Você conhece a história: O segundo, um escalador novato de vias tradicionais, batalha com o móvel por uma eternidade até perceber que ta preso. Travado, bloqueado, preso! Impossível de retira-lo. O Escalador guia, mais experiente não aceita (e não quer ter que recomprar uma peça nova também), então ele rapela até o ponto em questão para analisar a situação e consegue retirar a peça em 3 segundos. Aqui vai como recuperar aquelas peças móveis entaladas de forma fácil e rápida.

Visualize a colocação

Segure-a. Antes de você apertar o gatilho, pense sobre como provavelmente a peça entrará na fenda. Se há uma constrição de rocha para baixo, provavelmente ele foi posto entrando por cima ou vice- versa. Procure por aberturas onde o móvel pode ter sido encaixado com as castanhas fechadas. Se a peça entrou em direção para onde está é geometria básica e lógica que você precise tirar a peça pelo mesmo lugar que ela entrou.

Aperte o Gatilho

Agora é hora do obvio quanto a retirada de um móvel. Aperte o gatilho e tranquilamente vá direcionando a peça na direção que você imagina que ela entrou. Seja cuidadoso para não mover mais para dentro da rocha ou para não coloca-la em um lugar ainda mais apertado, que se ocorrer é conhecido como overcam, o equipamento fica em um lugar praticamente impossível de retira-lo.

Estenda o seu alcance

Não limite o uso dos seus Nuts apenas para entalar na rocha, este equipamento multi-uso são ideais para alcançar o gatilho do seu móvel quando ele esta muito entalado na fenda. Colo sua peça para dentro da fenda e lace o gatilho com o gancho do cabo do outro lado do Nut. Tente chegar o mais próximo do cabo central da peça para um melhor apoio e até puxada. Se você puxar um lado mais que o outro, ele pode contrair alguma das castanholas de forma a entalar ainda mais a peça. Ajuda a estabilizar a peça e você pode até ajudar com a outra mão direcionando o mais próximo possível que você puder.

Os Nuts também podem ser úteis para puxar uma castanhola por vez da peça móvel. Mesmo quando parece que não dá mais para puxar o gatilho, as castanholas ainda podem se mexer um pouco mais, se contraindo e co isso, há chances de retirar a peça entalada, no estilo overcam. Se você tiver problemas para alcançar o gatilho com um Nut, você também pode tentar laçar o gatilho com o cabo de um Nut ou com o cabo de dois Nuts, um de cada lado do gatilho. Clipe os Nuts om um mosquetão e puxe (foto acima).

Fique Confortável

Para um móvel realmente entalado, você pode precisar usar as duas mãos. Ou apenas se pendurar na corda, as vezes o esticão dela dificulte o seu acesso a posição ideal. Averigue quais as peças que você já limpou e veja se é possível colocar outra peça abaixo da peça entalada. Se protegendo nessa nova peça – com uma costura, fita ou corda – pode ser que você consiga achar a posição ideal para trabalhar na peça entalada.

Pense de forma Criativa

Você ouviu a definição de loucura: fazer a mesma coisa repetidas vezes, uma atras da outra e esperar ter resultados diferentes. Bem, se o que você esta fazendo não esta funcionando, pare de faze-lo e tente algo novo. Mova a peça para baixo ao invés de para cima, para trás antes de puxar para frente, ou adicione uma sacolejada. Também pode lhe ajudar mudar a sua perspectiva. Fique abaixo ou acima da peça, o que vai lhe permitir um angulo diferente para mexer na peça no sentido de retira-la.

Seja Paciente

Persistência tem seus benefícios. Você não vê muitas peças móveis completamente entaladas overcam porque uma dose extra de paciência e persistência costuma funcionar. Se parece realmente entalado/overcam então respire fundo, relaxe e tente novamente.

Como montar uma ancoragem no gelo a prova de bomba

Publicado originalmente em climbing.com por Ian Nicholson (tradução livre)

Ancoragens no gelo normalmente envolvem duas peças de proteção, ao invés de três peças como normalmente acontece na escalada em rocha, porque no gelo duro e resistente, duas peças são suficientemente resistentes. Além do que duas proteções gastam menos tempo e ajudam-lhe a mover-se mais rapidamente nesse meio ambiente extremamente frio. Por causa desse padrão, entusiastas do gelo precisam ser bem específicos sobre a estrutura da ancoragem, particularmente o angulo das ancoragens de gelo tanto quanto na orientação dessas peças em relação uma a outra. Construindo a ancoragem nessa configuração especifica não tomam um tempo extra, mas vai maximizar a força dessa ancoragem simples.

Em Primeiro Lugar

Depois de localizar onde vai fazer a sua ancoragem, inspecione visualmente o gelo para ter certeza que é tão sólida quanto o possível. O gelo deve ser transparente ou ligeiramente azul. Se é sólido e branco, então o gelo é podre. Obviamente, rachaduras e água corrente (até a água correr atrás de gelo fino) são ruins. Evite construir a sua ancoragem em protuberâncias onde o gelo tem curvaturas para fora e é menos resistente. Em vez disso, apontar para depressões e concavidades onde o gelo tem curvaturas para dentro, que normalmente será mais sólida por causa da força e apoio do gelo ao redor.

Posicionamento dos grampos no gelo

Primeiro, os grampos de gelo devem ser de pelo menos 12″, no entanto os indicados são de 18″ a 24″, especialmente se o gelo é suspeito. Se o gelo tem fraturas, o maior distanciamento vai reduzir a chance que ambas proteções vão ser afetas pelas mesmas fraturas. Quando colocando esses grampos de gelo, distancie-os de forma vertical, de forma a manter de 15 a 25 cm (figura 1). Eles podem até estar perfeitamente alinhadas, desde que estejam distanciadas. Isso faz duas coisas. Reduz o vetor força nos grampos. De forma simples, quanto menor o angulo entre os dois grampos, menor será a força aplicada a cada um e a distribuição das forças será mais igualitária. A segunda razão é que o gelo tende a fraturar horizontalmente e não na vertical. Então, se o gelo se quebrar, tendo ambos os grampos em um plano horizontal pode ser uma má notícia. Equalize essas peças com um cordelete ou fita, da mesma forma como na escalada em rocha.

Angulação do Grampo de Gelo

Ao contrário do que você deve estar pensando, o melhor angulo para grampos de gelos é levemente inclinado para cima, significando que a proteção vai estar levemente inclinada. Esse método não intuitivo é melhor porque a resistência vem do grampo em si e não do efeito “neve de piquete”, significando que você não pode obter qualquer vantagem mecânica tendo o eixo do parafuso alavancado contra o gelo (fig. 2). Essa ação de alavanca é realmente ruim para o poder de dissipação geral do parafuso, porque quando um parafuso de gelo falhar, é porque o gelo perto da superfície logo abaixo da proteção falhou. Quando o gelo na superfície cede, o veio fica exposto e apenas acrescenta mais torque, que fará com que o gelo a deteriorar-se. Eventualmente, com força suficiente, a falha total ocorre. Coloque grampos de gelo em um angulo de 5 º a 10 º de ângulo para cima. Mais do que 10 º é muito, porque ele vai alavancar o parafuso. Apontando o parafuso ligeiramente para cima mantém o parafuso mais de acordo com a carga, minimizando o torque, e permite que a estrutura toda faça seu trabalho.

Aprenda Isso: Dando Segue a um Escalador mais Pesado

publicado em climbing.com por Dave Sheldon

Escaladores que seus parceiros são 15 kg mais pesados ou mais normalmente são jogados quando o escalador guia leva uma queda. No entanto este fenômeno é desconcertante a primeira vista, porém pode ser perfeitamente seguro com algumas precauções simples – e pode permitir uma queda suave para o escalador. Alguns escaladores recomendam ancorar um segue mais leve ao chão, mas isso pode causar uma experiência dura ao cair. Na maioria dos casos, permitindo a um segue de escalada esportiva a mover-se para reduzir as chances de uma lesão para o guia e para o segue, e também reduz a força aplicada ao sistema.

 

a2 a1

                         

Posição: Quando dando segue, fique diretamente abaixo da primeira chapa/grampo. Se o guia cair, isso assegurará que você será jogado imediatamente para cima e não arrastado pelo chão ou ser arrastado pela pedra.

Tênis para cima: Use tênis com solado resistente, fechado nos dedos: não use sandálias! Como você estará com as duas mãos na corda, então serão seus pés que te manterão afastados da rocha. Em uma queda forte as forças podem ser violentas, então luvas para rapel podem ser bem vindas – e se você não for descolado demais – um capacete pode ser interessante.

Folga: Se a primeira chapa/grampo for muito próximo do chão, considere desclipa-la após ter a segunda chapa protegida; isso irá prevenir que o segue seja jogado de encontro a primeira costura. Ou use uma “stick clip” para “isolar” a primeira chapa/grampo, eliminando a descida pra desclipar ou a desclipagem acidental.

Terreno: Analise a area abaixo da primeir ae segunda chapa/grampo, seguindo seu caminho provável ou a trajetória acima. Há algum bico de pedra ou rocha pontuda para ficar ciente? ou a rocha é suave e tranquila? Perceba onde você provavelmente cairá – tomara que os pés primeiro! – a 1, 3 ou 5 metros acima. Se houver uma chance de ser arrastado para alguma coisa pontuda, ache outro via ou um segue mais pesado.

Esteja Pronto: Quando o guia cair da via, segure-se e trave o corpo inteiro para evitar ser catapultado. Não pule! Se o guia estiver baixo na escalada, considere abaixar-se em um joelho. Isso irá aumentar a distância entre o segue e o guia em um ou dois metros, o que deverá ser suficiente para evitar que os dois se choquem. Se o choque for inevitável, vire sua cabeça, mantenha a boca fechada para proteger sua mandíbula e não largue a mão da corda em hipótese alguma.

Esteja Alerta: A medida que você for puxado, mantenha seus pés abaixo de você – o movimento vai parecer um tipo rápido de rapel reverso. Sua meta é deixar o chão com equilíbrio.

Comunique-se: Agarras de descanso, bixos que podem sair de buracos, um bom segue deve estar preparado para uma queda a qualquer momento. Ainda assim, o guia pode ajudar. Quando uma queda parece ser uma possibilidade distinta, grite: “fique de olho” “se liga” deixe o segue em alerta máximo.

Quão costumeiramente você descansa?

Não há sequência ideal para dias de treinamento/descansos. No entanto, há algumas linhas gerais basicas que estruturam o seu treinamento, de acordo com seu nível de habilidade e metas ou na escalada ou na temporada de treino. Escaladores novatos de quarto a quinto grau são aconselhados a não escalarem mais do que três vezes por semana, a menos que sejam muito cautelosos e certifiquem-se que o dia seguinte sera muito leve, baseado na resistência. Escaladores medianos de sexto a sétimo grau devem manter três dias por semana como requisito básico semanal, e se quiserem evoluir terão que aumentar para quatro sem se lesionar e eles irão certamente evoluir rapidamente. Escaladores de ponta ou atletas de 8grau em diante vão precisar escalar de cinco a seis vezes por semana para manter evoluindo, mas não durante o ano inteiro e apenas nos picos de treinamento. A forma de fazer isso é fazer ciclos de intensidade em seus dias consecutivos como por exemplo dia dificil (provavelmente treinamento de força) então um dia médio (força/resitência) e então um dia leve (resistência) e finalmente um dia de descanso e repita.

Se você realmente quer ficar forte, então você pode fazer melhorias usando a estrutura do dia-a dia quando se fala em ganhar força, sempre é melhor aumentar a qualidade do descanso e treinar mais do que a quantidade. Desenvolver a resistência é um mero fato de focar um tempo. Um calendário de dois dias de treino e um de descanso vai funcionar bem, ou até melhor três dias de treino por um de descanso.

No começo da temporada de treinamento seria imprudente começar a fazer quatro a cinco dias por semana, uma vez que seu corpo não esta preparado paa isso. No entanto, você pode trabalhar para alcançar a meta e ir aumentando o número de dias de forma a justar os exercicios progressivamente. Técnicos referem-se a isso como desenvolver o físico para treinar. Finalmente, quando a temporada de escalada ou uma importante viagem se apróxima, você pode começar a reduzir o número de dias por semana para descansar e estar no auge.

Se você não se cansar de planejar seu treino apropriadamente, então uma boa combinação para um escalador mediano é boulder e treinamento de força no primero dia, vias e resistência no segundo dia e descanso no terceiro dia. então repita.

Por: Rock and Ice (versão web) – Neil Gresham
Traduzido por Allysson Laurentino em 09 de Maio de 2016.

Três Estratégias para evitar o Tijolamento!

Publicado originalmente em Training4climbing.com (tradução livre)

Treinar para ficar mais forte é algo bom. Escalar de forma a conservar a energia e permitir uma rápida recuperação é a forma inteligente.

Enquanto ambas as estratégias são válidas para melhorar seu nível de escalada, muitos escaladores ficam obsessivos quanto a ficarem mais fortes enquanto não reconhecem o valor da otimização de sua força e recuperação acelerada. É fato que os melhores escaladores são fortes, no entanto, nem todo escalador forte se torna o melhor escalador. A diferença normalmente vem de áreas sutis como a economia do movimento e a habilidade de evitar o Tijolamento muscular bem como a rápida recuperação durante uma escalada. As próximas três estratégias fazem apenas isso. Use elas e você verá seu Tijolamento muscular chegando mais devagar, independente da sua força ou habilidade.

1. Pratique escalada com mais economia

Esse pode parecer obvio, mas muitos escaladores tem baixa economia de energia quando estão escalando próximo ao seu limite. Você escala mais como um Camaro ou como um Civic? Aprender a escalar mais eficientemente requer maior esforço consciente, então pegue um parceiro e faça disso um jogo. Os próximos são técnicas de conservação de energia para praticar em vias moderadas ou no ambiente seguro de um ginásio.

      1. Escolha previamente os locais de descanso e só passe magnésio e descanse ali. Escale rapidamente de um ponto de descanso a outro.

      2. Limite o seu tempo em qualquer agarra a no máximo 5 segundos ou menos, a exceção sendo apenas os pontos de descanso. Escale pelas menores agarras, de pegadas mais fortes o mais rápido possível.

      3. Varie o posicionamento corporal o máximo possível. Alterne entre reglete, pinçada, bloqueio do polegar, entre outros o mais frequentemente possível, não perca a chance de usar entalamento de mão ou dedos! Estas são ótimas formas de economizar energia que muitos escaladores deixam passar.

2. Flexione os dedos e Pulso em entalamentos

Para muitos escaladores, se recuperar em uma via é algo que eles simplesmente deixam acontecer. Para ter uma atitude proativa no processo de recuperação, no entanto, é uma das diferenças súbitas que separam os melhores escaladores do resto. Uma ótima estratégia é abrir e fechar seus dedos ou flexionar os pulsos entre as agarras. Isto é algo que você precisa fazer nos dois segundos que duram entre uma agarra e outra. Apenas pense sobre sacudir o suor para fora dos dedos enquanto chega na próxima agarra – esse é o movimento que você procura. Esse processo simples faz o sangue fluir – que na realidade para de fluir após momentos de pressão em agarras – através dos músculos do ante-braço, e efeito colateral de fazer isso entre as agarras vai produzir uma redução significativa no “tijolamento”.

3. Use o G-Tox para acelerar a recuperação durante descansos

O “Badalo de braço”, movimento de balançado do ante-braço é a técnica mais universalmente usada para acelerar a recuperação após um tijolamento. Há um método mais eficaz de acelerar a recuperação do ante-braço. No entanto, eu a chamo de G-Tox,. Ela envolve alternar a posição de seus braços entre o “badalo de braço” e os braços acima da cabeça. Considere que o desconforto nos seus ante-braços são em grande parte devido ao aumento da acidose intramuscular pela restrição de fluxo sanguíneo. Enquanto o balançado do braço permite o retorno do fluxo sanguíneo, o fluxo sanguíneo deficitário ocorre devido ao posicionamento dos braços abaixo do coração. O Resultado é o fluxo lento, que perpetua a bomba e retarda a recuperação. (Você já percebeu que a tijolada tende a crescer quando você começa a balançar o braço com ele ao seu lado?) A Técnica G-tox faz a gravidade sua aliada adicionando retorno venoso ao coração. Isso aumenta a remoção do Ion H+ (que diminui o Ph do sangue e dificulta o funcionamento) e ajuda a recuperar a homeostase. Os efeitos desta técnica são evidentes – você literalmente verá a Tijolada sendo “drenada” enquanto você eleva o braço. Use a G-Tox em todas suas pausas na escalada deliberadamente alternando a posição da sua posição de descanso do braço, enquanto levantando a mão e usando o “badalo de braço”, de cinco a dez segundos por vez.

Como melhorar técnica de arestas?

Por: Neil Gresham
Traduzido por em 27 de Março de 2016.

Eu odeio arestas. Alguma dica de técnicas? – Jim Murdock, Little Rock, AR

Nicky lida de uma boa forma com as arestas exigentes do Half Dome.

Evitar passar muito alto ou muito largo para o maior ponto de apoio disponíveis. Em vez disso manter os pés dentro de linhas imaginárias verticais que são na largura dos ombros.

Suba seus pés em pequenos passos, usando os espaços mais apertados e próximos.

Mantenha suas costelas acima dos pés, perpendicular ao movimento gravitacional, mais do que trazendo-as o mais próximo da parede. Se você se abaixar vai perder tração e restringir a visão.

Não suba muito alto nos calcanhares ou a borracha da sapatilha vai te levar pra fora da rocha e seu corpo pode escorregar.

Para manter o movimento do seus pés, troque suas costelas de lado, de forma que um pé esteja sempre apoiado, então levante e posicione o pé que esta sem peso.

Use a precisão do momentum nos pés altos e foco em trazer suas costelas para cima do seu pé primeiro, antes de tentar ficar de pé.

Evite levantar demais suas mãos pois isso levantará seus joelhos. Ao invés disso, considere usar agarras mais baixas, ou talvez usar as palmas da mão para apoiar.

Em geral, crux em arestas são transponíveis através de movimentos de pés altos, mais do que focar em achar agarras de mão antes do crux.

Este artigo foi publicado na Rock and Ice Nr.184.

Campus Board Livre de Lesões: 14 Dicas para salvar seus dedos

Por: Neil Gresham – publicado Rock and Ice Magazine 206
Traduzido em 14 de Março de 2016.

Campus board e barras são grandes ferramentas, mas o risco de lesão é alta. O uso inteligente não é apenas aquecer e manter uma boa forma – idade e experiência devem determinar o nível requerido de treinamento. Iniciantes nunca deveriam fazer exercicios dinâmicos e deveriam treinar predominantemente com os pés apoiados e sobre supervisão de um treinador de escalada experiente. Iniciantes não deveriam usar barra ou campus board e deveriam ao invés disso trabalhar sua técnica de escalada.

  1. Conheça seu nível – Todo escalador deveria treinar boulder por pelo menos um ano para desenvolver técnica e força antes de usar campus board ou barras. Iniciantes devem sempre seguir as etapas progressivamente, independentemente da idade que iniciam os treinos (ex. Iniciante que começam aos 14 anos devem ganhar 4 anos de experiência em boulder antes de passar a fase 4). Iniciantes são aconselhados a reduzir o volume e a intensidade da força durante surtos de crescimento. Parentes e técnicos devem monitorar o crescimento com a ficha do aluno.

  2. Aquecimentos – Sempre comece aumentando as batidas do coração, correndo ou pulando corda por 2 a 5 minutos. Passe 20 minutos treinando calmamente travessias em baixos ângulos. Faça exercicios de mobilidade (ex. Circulos com os braços) enquanto descansando. Passe para problemas faceis de Boulder e vá subindo a graduação. Faça de 2 a 3 problemas de Boulder para alcançar o pico de força antes de ir ao campus ou barras. Alternativamente, aqueça nas maiores barras com os pés em um apoio. Descanse e balance os braços. Use gradualmente menos assistência a cada tentativa.

  3. Aumente a qualidade e use boa forma – Só treine enquanto estiver se sentindo bem e recuperado. Nunca use barra ou campus board após treinos longos ou após problemas dificeis de Boulder ou uma escada em rocha. Use movimentos suaves e controlados. Mantenha postura estavel ao tensionar a sua core. Não balance o corpo violentamente (isso não é crossfit). Nunca caia com os braços esticados. Se estiver treinando com barras de meia falange, não permita que os dedos se abram.

  4. Faça um Segundo Aquecimento – Mesmo após se aquecer, você deve manter fazendo uma sessão de exercicios faceis (ex. Com um pé auxiliando ou uma agarra larga e alguns abdominais.

  5. Descanse o suficiente – Para a força e intensidade, 2 a 3 minutos de descanso entre as series vão maximizar a performance e prevenir o esfriamento. Descansos mais longos podem ser requeridos após series de força e resistência.

  6. Meia Falange – A meia falange é a agarra de pegada mais segura para treinamento e constroi a força da pegada (falange completa e blocada). Mantenha os dedos a 90 graus e descanse o polegar ao lado do dedo indicador. Faça um pequena e estratégica quantidade de suspensões (dedos totalmente abertos) e falange completa (dedos totalmente fechados e polegar blocado sobre o dedo indicador) para construir a força especifica.

  7. Nunca fique pendurado só nos dedos ou blocado por mais de oito segundos – e extremamente danoso segurar só nas falanges ou blocar por mais de 10 segundos. Além de sem sentido para escalada esportiva ou bouldering.

  8. Não faça em excesso – O Número de séries vai depender do seu nível de esvalada ou se você já tiver malhado boulder antes.

  9. Evite pagar barra – pagar barra (especialmente quando os braços estão totalmente encolhidos) são muito lesivos para os cotovelos. Se você tiver que fazer, nunca segure as contrações por mais de 2-3 segundos. Pagar barra a 90 graus podem ser mantidas por longas durações (até 8 segundos). Os melhores escaladores não precisam se pagar barra para se segurarem totalmente.

  10. Não treine em excesso – Barra e Campus board trabalham os mesmos musculos da escalada, então escale menos quando estiver treinando neles. Veteranos recentes, deverao treinar não mais que 3 a 4 vezes por semana (incluindo escalada, barra e campus board). Veteranos experientes 4 vezes e os mais velhos 5 vezes por semana.

  11. Estruture seu treino – Faça treinos mais intensivos no primeiro dia e um treino de mais volume no segundo dia (normalmente durante 1 mês completo) onde você deve focar em força e resistência (Ex. Em treinos de força, treine 2 a 3 vezes por semana e resistência uma). Se certifique que você tem um descanso completo de uma semana a cada dois meses e uma semana de intervalo duas vezes ao ano.

  12. Equilibre o corpo – termine toda sessão treinando musculos opostos. Faça 3 séries de 20 repetições de flexões e levantamento de pulso invertido ou extensão de dedos

  13. Construa uma Base – Iniciantes são aconselhados a seguirem um suporte de treinamento de peso e de condiciomanento da core (assim como fazer pelo menos um ano de bouldering) antes de usar o campus.

  14. Se Acalme – Por último, escale suavemente (ou pegadas tranquilas) seguidas de curtos levantamentos de pulso e alguns alongamentos estratégicos para as mãos e a parte superior do corpo.

Limpando as ancoragens da via

Uma forma Segura e Rapida de limpar a ancoragem

Uma das melhores partes da escalada esportiva é a sua simplicidade: Costure algumas ancoragens ao escalar, e bem, isso é praticamente tudo! A parte mais complicada é limpar a via, em outras palavras, passar sua corda pelos anéis ou correntes no topo, para que você possa descer, pegue suas costuras e não deixe nenhum equipamento para trás. Este procedimento e potencialmente perigoso pois você devera se desencordar do Baudrier e se reencordar e depois de alguns erros ocorrerem, nos aprendemos a técnica a seguir com Rick Vance, gerente de informações técnicas da Petzl, e nós gostamos porque e simples, limpo, rápido e seu parceiro nunca solta sua segurança. Você precisará de duas costuras e um mosquetão de trava extra.

Quanto você chegar ao topo, costure as duas argolas ou grampos, com o mosquetão de baixo em direções opostas. Costure sua corda na corda da direita e costure a da esquerda direto no seu loop. (você pode ter que se puxar para cima uma das costuras para ficar próximo o suficiente da parada). Lentamente sente-se no Baudrier, a costura da esquerda deve segurar seu peso. Ache uma posição confortável para trabalhar na parada. (fig 1)

Mantenha seu parceiro na sua segurança por todo o processo. Peça por um pouco de folga e puxe uma braçada longa de corda que deverá correr entre a costura da direita e o no no seu baudrier, mantendo a corda clipada na costura. Amarre com um Fiel Duplo ou um oito e prenda com um mosquetão no seu loop, como back up (fig 2)

Solte totalmente o no de amarração (normalmente o Oito guiado). Passe a ponta da corda pelas argolas de baixo das ancoragens (cada sistema tem suas especificidades, dependendo de como a via esta equipada), então se amarre novamente com o oito guiado, pelos pontos de amarração no seu baudrier. Cheque duplamente se a croda passa tranquilamente pelas argolas e que o seu no está fixado corretamente (fig 3).

Desclipe o mosquetão de trava do seu loop e solte o no em que estava preso. Reconfira se a corda corre bem pelas ancoragens e que seu no de amarração esta correto. Peça ao seu segue que retese a corda, até que você se sinta sendo puxado para as ancoragens, teste o sistema pondo o peso na corda sem desclipar as costuras.

Uma vez que você estiver certo de que está tudo bem, lembre seu segue novamente para segurar, remova as costuras das ancoragens e as ponha no seu baudrier. Como você esta totalmente preso na corda será mais fácil retirar as costuras. Agora você esta pronto pra ser baixado e pegar seu equipamento!

Nota.: Descer de “baldinho” é uma pratica comum, mas tenha em mente que a fricção de cordas sujas estragam ancoragens muito rapidamente, especialmente em areas de alto movimento. Sempre confira as ancoragens para excessos de danos antes de descer, e considere rapelar ao invés do “Baldinho” para preservar as ancoragens e sua corda.

Escalada de Aderência

Por: Jeff Achey – publicado na Climbing.com
Traduzido por em 16 de Fevereiro de 2016.

 

Escalada de aderência sem agarras de mão pode ser fácil ou desesperador, ou ambos ao mesmo tempo. Força tem seu papel, não há nada em que se segurar. Técnica e Controle mental são primordiais. Aderência normalmente envolve longas distâncias entre os pontos onde os conquistadores estavam desejando e onde eram capazes de parar e bater uma proteção. O caminho mais fácil para a próxima ancoragem pode não necessariamente ser uma linha reta.

Evite movimentos longos, altos degraus, e movimentos que joguem seu corpo para fora da rocha. Se você uma boa boarda para a mão, passe por ela com o mínimo de esforço até que possa ficar em pé nela e descansar. Velocidade é tão importante quanto movimento de corpo, e você pode se agarrar em nada. Pare e as sapatilhas vão escorregar. Queda em aderência normalmente é resultado da perda da confiança: Você para pra fora, ou fica ganancioso e da uma xxxx parada. Fique focado em seus pés e deixe sua visão periférica encontrar pontos tranquilos, onde pode fazer uma pausa, mas não fique extremamente focado em agarras especificas. Escale rapidamente com descansos minimos, até chegar na próxima parada.

Os erros podem ser assutadores, mas dá para evitar a queda. Quedas de aderência tendem a ser lentas e de baixo impacto Correr funciona para quedas curtas, mas a menos que você saiba como faze-lo, de preferência a deixar o corpo escorregar, mantendo a posição de escalada, deixe escorregar pelos seus pés, tapeando a rocha com as mãos para manter o equilibrio. Se você escorregar com as mãos na rocha sem tapear, vai queimar as mãos. Olhe para onde você está indo, esteja atento para desviar de grampos, chapas ou obstáculos que possam vir no seu caminho.