Aprenda as Técnicas apropriadas para o uso do Grigri

Aprenda técnicas apropriadas para uma segurança suave e segura

Publicado originalmente em climbing.com por Julie Ellisson

O Lançamento da Petzl em 1992, o Grigri marcou um grande passo na evolução dos equipamentos de segurança: Era um equipamento que ajudava significativamente para “pegar uma queda” e também permitia o segue a segurar e baixar o seu parceiro com pouco esforço. Os escravos da segue agradeceram, mas o uso incorreto desse equipamento recém desenvolvido começou a resultar em acidentes. A Petzl tem feito um esforço para educar os usuários, mas os maus hábitos de devotos são fáceis de quebrar e com o lançamento do Grigri 2 em 2011 é ainda mais importante do que nunca para aprender (e ensinar) técnicas adequadas.

Como Funciona

uma peça móvel interna (além da parte do corpo da peça) rotaciona para dar ao Grigri sua poderosa capacidade de “pegar quedas”. Quando a corda move rapidamente pelo equipamento (assim como na queda), o móvel é ativado e trava a corda para evitar que ela continue se movendo (A).

Como usar

Inicialmente com a posição de dar segue. No uso básico, o Grigri deverá ser usado no estilo de equipamentos tubulares. A Mão do freio nunca deveria largar a corda. A medida que o escalador sobe, dê folga a corda um pouquinho de cada vez (ou retese quando dando segue de toprope). Se o escalador cair, trave a corda para baixo  com as duas mãos. O Móvel do Grigri vai travar a maior parte ou todo o peso, mas a sua mão do freio é uma segurança adicional. Puxar a corda que sai do freio também ajuda  a ativar mais rapidamente a peça móvel.

Alimente a folga rapidamente. Se você tentar alimentar muita folga de uma vez, o móvel pode ativar, evitando que a corda passe pelo Grigri. Isso pode ser chato quando você está guiando e precisa puxar a corda para continuar escalando e clipar na próxima proteção. Antecipe-se ao escalador guia quando ele for clipar a corda e comece a alimentar a folga evitando que o Grigri trave. Com cordas mais grossas e clipadas precipitadas você pode fazer a transição temporariamente de uma mão para a outra. Mantendo três dedos de sua mão de freio envolvida em torno da corda, coloque o polegar sobre a borda traseira da alã preta e calce o seu dedo indicador sob o lábio do lado direito. Pressione para baixo com o polegar e empurre para cima com o ponteiro para segurar o móvel para baixo, momentaneamente desativando o mecanismo de bloqueio enquanto você puxa a folga com a mão esquerda. Assim que você terminar, volte a posição inicial da segurança, deixando o mecanismo móvel habilitado a se ativar, caso seja necessário. Se escalador guia cair enquanto você estivar com a mão no Grigri, rapidamente deslize a mão do freio soltando-o e levando-a de volta para a corda para travar.

Baixando. Com a corda travada na sua mão do freio, lentamente vá liberando a mão do freio. A medida que você for sentindo a resistência, continue puxando para trás suavemente. Não levante a mão totalmente, pois isso irá desativar o mecanismo do freio e poderia causar a perda do controle, especialmente se o escalador for mais pesado que você. Se o escalador estiver fora de controle enquanto você o abaixa, despreocupe-se com a suavidade e trave com a mão do freio.

Perigos

  • Alimentar o Grigri ao avesso. Siga o diagrama impresso no lado que mostra a orientação correta de uso. Puxão na ponta que vem do escalador para ver se o sistema vai ativar corretamente.
  • Segurando o dispositivo. Um instinto básico quando você toma um susto é de segurar um objeto com força, e se você está segurando o Grigri, você pode acidentalmente travar o seu ativamento.
  • Agarrando a corda do escalador em queda. Isto reduz a força no dispositivo e impede que este funcione apropriadamente.
  • Deixar de manter a sua mão na extremidade do freio. O Grigri não é mãos-livres. É Assistida por travagem. O móvel de um Grigri pode não envolver-se totalmente em pelo menos quatro situações:
    1. Com cordas muito finas.
    2. Um escalador extremamente leve.
    3. Vias com “arrasto” que reduzem a força de uma queda.
    4. Pendurando-se na corda (contra a queda) no meio da via.

Para ajudar o móvel a funcionar o segue as vezes precisa dar um passo atrás ou sentar-se enquanto ele trava com sua mão do freio.

Uso intenso, sujeira e areia podem danificar o equipamento, assim como qualquer outro equipamento. Aposente o Grigri se aparecerem partes pontiagudas ou o móvel não estiver operando suavemente.

Mosquetões: Como escolher

Artigo publicado originalmente pela equipe do site www.rei.com (tradução livre)

Tarefas diferentes de escalada requerem diferentes tipos de mosquetões. Para escolher e usa-los apropriadamente, você deve primeiro entender as diferenças entre eles. Existem três áreas principais a se considerar:

  • Formato
  • Tipo de Gatilho
  • Tamanho, peso e resistência

Uma vez que você entendas as diferenças, pense sobre suas necessidades. Que tipo de escalada você faz e como você irá usar os mosquetões vão determinar que tipo de mosquetão você deve comprar.

Formatos de Mosquetões

Formato D assimétrico:

De longe o formato mais popular, funcionam como o mosquetão D comum, mas eles são levemente menores em um dos lados para reduzir o peso. Mosquetões assimétricos normalmente tem a abertura do gatilho mais larga que os D comuns, que faz a clipada ainda mais fácil. Mas eles não tem tanta área interna como os D e os Ovais. Mosquetões assimétricos fazem parte da maioria dos mosquetões que a maioria dos escaladores possuem.

Prós

  • Abertura de gatilho largo
  • Resistente e leve

Contras

  • Mais caros que outros formatos
  • Não tao resistentes quanto os mosquetões em formato D

 

Formato Pera

Similar ao mosquetão D Assimétrico, os mosquetões de formato pera tem um abertura de gatilho larga que permite a fácil clipada da corda, nós e equipamentos. São usados na maior parte para dar segue e rapelar, mas também podem ser usados para os pontos de ancoragem para top rope e para escaladas de multiplas cordadas.

Algumas vezes você irá escutar falar de mosquetões HMS e alguns são marcados como HMS. HMS indica que o mosquetão foi projetado com um topo mais largo e mais simétrico.

Prós

  • Abertura de gatilho largo
  • Projetado especificamente para da segue e rapelar

Contras

  • Mais caros e mais pesados que a maioria dos outros mosquetões
  • Não tão resistentes quanto os formato D e os D Assimétricos

 

Formato D

Os mosquetões em formato D são excelentes para a maioria dos tipos de escaladas. Eles suportam cargas fora do seu eixo central em direção ao lado mais forte, sem gatilho, então um menor, um mosquetão D mais leve pode ser tão resistente quanto um mosquetão oval largo.

Prós

  • Formato mais resistente
  • Abertura de gatilho mais largo que o formato oval

Contras

  • Abertura de gatilho menor e mais pesado que o mosquetão assimétrico D
  • Mais caro que o formato oval

Formato Oval

Os mosquetões em formato Oval são o estilo original. Eles são verstateis e baratos, no entanto não tão fortes quanto os outros formato. Os mosquetões ovais são suaves, formato uniforme e lados curvos para limitar a variação de peso no mosquetão. Eles oferecem maior capacidade de suportar equipamentos do que os mosquetões em formato D e sua simetria 

Prós

  • Formato uniforme limita a variação da carga no mosquetão
  • Suporta mais equipamento que os mosquetões em formato D

Contras

  • Abertura de gatilho menor e mais pesado que a maioria dos mosquetões
  • Não tão resistentes quanto os outros formatos

 

Tipos de gatilhos de mosquetões

product images of different gate types on carabiners

Mosquetões de gatilho reto

Gatilhos retos padrões são fortes, duráveis e fáceis de usar. Eles são muito comuns e são usados para uma variedade de propósitos. Mosquetões de gatilho reto são encontrados nas costuras e frequentemente no rack de equipamentos, assim como em peças móveis e em stopers. Assim como o nome diz, eles são perfeitamente retos do pino até o final. Assim como a maioria dos tipos, eles são fáceis de abrir mas fecham automaticamente quando soltos.

Alguns mosquetões de gatilho reto também são mosquetões de bloqueio. Um mosquetão de bloqueio tem um entalhe liso onde o nariz do mosquetão e interagem com o gatilho. Isso mantém o mosquetão de enganchar e travar no loop do seu baudrier, bolts e chapeletas ou mesmo fitas, qualquer um dos casos podem ser muito chatos. Você provavelmente vai preferir pagar um pouco mais por esse recurso, mas é um belo upgrade.

Prós

  • Durável e fácil de usar
  • Permite pendura-lo no loop do baudrier pelo nariz do mosquetão

Contras

  • Mais pesados que os de gatilho de arame

Mosquetões de gatilhos Curvos

Esses gatilhos fortes e duráveis tem um formato com cavidade que faz a clipagem da corda mais rápida e mais fácil, eles são geralmente usados no lado da costura para a clipagem da corda.

Assim como mosquetões de gatilho reto, alguns mosquetões de gatilho curvo também tem o nariz inclinado para o loop.

Mosquetões de gatilho curvo são tipicamente de formato assimétrico.

Prós

  • De fácil clipagem para a corda
  • Durável
  • Permite o uso na cadeirinha sem se enganchar em outros equipamentos

Contras

  • Mais pesados que os de gatilho de arame

 

Mosquetões de gatilho de arame

Mosquetões de gatilho de arame usam um gatilho de aço inoxidável da largura de um arame para o gatilho, o que reduz bastante o peso geral e elimina a necessidade de algumas partes encontradas em gatilhos comuns. Gatilho de arame também permite uma abertura de gatilho mais larga. Eles tem menor probabilidade de congelar no frio e na chuva que os outros estilos de gatilhos

No entanto os gatilho de arame não parecem ser tão resistentes quanto os de gatilho tradicionais, a maioria é. Também, devido a menor massa no gatilho em si, gatilhos de arame são mais difíceis de vibrar durante uma queda.

Prós

  • Leve
  • Ajuda a reduzir a vibração do gatilho
  • Menos provável de congelar

Contras

  • Podem ser menos duráveis que os de gatilho sólido curvos ou retos

Mosquetões com trava no gatilho

Mosquetões com trava no gatilho que podem ser travados na posição fechada permitem uma proteção extra contra abertura acidental de gatilho. Eles exitem ou com trava manual ou com sistema de trava automática.

Trava Manual O Gatilho requer que o usuário rosqueie a trava manualmente para abrir ou fechar

Trava Automática Mosquetões que se travam automaticamente assim que o gatilho é fechado

Mosquetões de trava, mais pesados que os modelos sem trava, são a única opção para usar dando segue ou rapelando. Você também deveria considerar o uso em paradas ou em colocações criticas. Eles oferecem maior segurança na colocação e lhe dá paz de espirito.

Prós

  • Gatilho com trava adiciona segurança

Contras

  • Mais pesados que os outros modelos

 

Tamanho, peso e resistência dos mosquetões

Tamanho

Existem diversos tamanhos de mosquetões. Os Largos são tipicamente fáceis de manusear e de clipar (eles tem uma abertura de gatilho mais larga) e eles podem suportar mais equipamentos clipados a ele. Eles são comumente usados para dar segue e para rapelar. Mosquetões menores são mais leves e ocupam menos espaço no seu baudrier mas podem ser mais difíceis de clipar.

Folga de abertura do gatilho, Medido em milímetros, é algo que você vai querer prestar atenção quando estiver olhando o tamanho de um mosquetão. Esse número refere-se a largura em que o gatilho pode abrir, além da profundidade e formato da base do mosquetão abaixo do gatilho. Normalmente quanto menor o mosquetão, menor a amplitude que ele oferece.

Pouca amplitude de abertura do gatilho pode leva-lo a prender o dedo entre o gatilho e o corpo do mosquetão enquanto estiver clipando a corda; uma amplitude muito grande também pode tornar a clipagem da corda mais difícil. Um amplitude ideal torna a clipagem mais fácil.

Peso

Em geral quanto menos peso você carregar quando for escalar melhor. Mas mosquetões mais leves nem sempre são o ideal. Mosquetões super leves normalmente são menores, o que os tornam mais difíceis de usar quando você precisa clipar uma corda ou uma ancoragem. Além disso, mosquetões muito leves oferecem uma menor amplitude de abertura de gatilho, o que pode também significar uma menor resistência do gatilho e uma menor vida útil. Mosquetões menores também podem significar um maior desgaste para a corda uma vez que por serem menores ele pode fazer com que a corda arraste nas duas partes do mosquetão simultaneamente, fazendo a corda encontrar maior resistência para deslizar pelo mosquetão.

Resistência

A resistência dos mosquetões são medidas em três direções: extensão longitudinal (eixo maior), extensão lateral (eixo menor) e aberto (eixo principal aberto ou com o “gatilho aberto”). Estas avaliações são tipicamente marcadas na coluna vertebral do mosquetão. Todos os mosquetões de escalada devem atender os padrões da UIAA e CE, o que significa que eles devem ter resistência o suficiente desde que você os use corretamente. Resistência com o gatilho aberto e no eixo menor é onde encontramos a maior parte da variação.

 

Aqui vai como você pode ler essas avaliações: Se você refinou sua pesquisa a alguns mosquetões que vão funcionar bem para o seu estilo de escalada, olhe as avaliações de resistência como um dos pontos de decisão. Se um mosquetão fornece tudo que você precisa e é mais forte do que os outros, então você pode escolhe-lo. Tenha em mente que mosquetões mais leves são geralmente mais fracos do que os maiores, mais pesados mas nem sempre.

Uma nota sobre a vibração do gatilho: A dinâmica de praticamente qualquer queda de escalada pode causar a vibração do gatilho, o que pode produzir a força global de um mosquetão à sua força de gatilho aberto, criando uma probabilidade maior de que o mosquetão possa quebrar. Pode ocorrer quando:

  • A inércia do gatilho ultrapassa a tensão da mola que o prende no lugar
  • O gatilho colide com algum outro objeto

Para se proteger contra esse tipo de falha do mosquetão, escolha os mosquetões com formato especifico (assim como os gatilhos de arame) e/ou tensões de mola dura. Você também pode optar por mosquetões com gatilhos de rosca e/ou com alta resistência com o gatilho aberto.

Que mosquetão usar

Uma vez que você tenha entendido o formato, o tipo de gatilho, tamanho, peso e o efeito da resistência de um mosquetão, é útil pensar sobre como você ira usa-los.

Determinadas situações que tornam um tipo de mosquetão ideal para um tipo de uso pode não ser igual para outros tipos de uso. Por exemplo: mosquetões pequenos de gatilho de arame podem ser ótimos para organizar os equipamentos no baudrier ou para fazer costuras mais leves para vias tradicionais, mas eles não são tão fáceis de clipar a corda como os mosquetões mais largos e pesados.

Escaladores mais experientes desenvolvem a preferência por certos tipos de mosquetões de um certo tamanho ouformato e com um certo tipo de gatilho. Se você esta apenas iniciando, aqui vão algumas dicas:

 

Uso                                                                                            Tipo de Mosquetão

Dar segue e rapelar                                                                  Mosquetão tipo pera com trava no gatilho

Costuras para escalada esportiva                                           Mosquetão assimétrico D com gatilhos retos, curvos ou de arame

Costuras para escalada tradicional                                        Mosquetão tipo D com gatilho de arame

Organizar equipamento no Baudrier                                   Mosquetão assimétrico D, D ou Oval

 

Uma vez que você tiver aprofundado sua própria pesquisa, pode ser útil perguntar a um vendedor ou em lojas especializadas. Escolha alguns modelos e sinta como fica na sua mão, quão faceis podem ser para clipar ou desclipar e quão suaves os gatilhos funcionam. Para mosquetões de trava, tente travar e destravar o gatilho algumas vezes (com apenas uma mão). Escolha o modelo que lhe deixa confortável e é de fácil uso.

Sua segurança é sua própria responsabilidade. Nenhum artigo ou vídeo poderá substituir uma instrução apropriada e a experiência. Certifique-se de praticar as técnicas apropriadamente e siga os padrões de segurança antes de escalar.

 

 

Treinamento: 6 Maneiras de tornar qualquer exercício mais especifico para a escalada

Modifique exercícios comuns para focados para o Climb.

Publicado originalmente em climbing.com por Jared Vagy (tradução livre)

A Maioria dos escaladores dedicados gastam tempo treinando em academias, mas muito do tempo gasto é desperdiçado na pratica de exercícios que influenciam minimamente nos movimentos para a escalada. Além disso, focar no fortalecimento de movimentos não eficientes podem levar a lesão quando escalando devido ao fato de que você não estar treinando os músculos apropriadamente para trabalharem em harmonia. As pesquisas recentes da ciência esportiva ( e da lógica e bom senso) suporta a teoria de que quanto mais um exercício foca no movimento no esporte, mais o exercício vai afetar positivamente na sua performance naquele esporte. Para a escalada, o segredo para o sucesso de um treinamento é manter a posição corporal semelhante ao posicionamento durante a escalada. Como um escalador e médico, eu desenvolvi seis regras básicas que podem ser aplicadas a exercícios comuns para tornar-los mais focados para a escalada. Ao fazer essas pequenas alterações e prestar atenção ao seu corpo do calcanhar a ponta dos dedos, você pode reduzir drasticamente a falta de eficiência de qualquer exercício, independentemente de ser levantamento de peso pesado ou apenas usando o peso do seu próprio corpo.

As 6  Regras

Para criar as regras a seguir, eu estudei as características mais comuns de uma postura “ideal’ para a escalada. Claro que um posicionamento perfeito do corpo vai variar de acordo com o terreno, ângulo, forma de segurar a agarra, etc…Mas você irá encontrar que estas sugestões refletem as posturas mais comumente usadas. Algumas dessas regras podem inclusive parecerem bem intuiticas, especialmente para escaladores mais experientes, mas pense sobre a última vez que você foi a uma academia – você possivelmente não tenha praticado nenhuma delas. No máximo, provavelmente uma ou duas dessas regras. Quanto mais você puder incorporar essas regras nos seus exercícios, melhor serão os benefícios do seu treinamento para a escalada. Isso irá até lhe ajudar a treinar a mente para ativar diferentes partes do corpo simultaneamente, o que irá lhe ajudar a ser mais fluido e intuitivo enquanto escalador.

  1. Peso nos dedos dos pés

Ao escalar você raramente transfere o peso para os calcanhares, a menos que você esteja usando uma chave de calcanhar, ou pisando para trás, de pé sobre uma laje ou então em uma chaminé. Com arestas, escala de faces, tetos negativos e até a escalada em fendas, os dedos dos pés fazem quase todo o trabalho para dar forças as pernas e equilibrar nas agarras. Então, quando estiver treinado para a escalada é importante mudar o peso para os dedos dos seus pés. Não jogue todo o peso do seu corpo para os dedos pequenos, mas pense sobre como fazer uma mudança suave do seu peso para a frente do seu pé e calmamente então vá levantando o seu calcanhar. Isso irá gastar 99% do seu tempo de escalada e provavelmente 0% do seu tempo de treinamento quando não esta escalando. Funciona melhor quando aplicado a exercícios que focam na parte superior do corpo, bíceps, ombros… como a maioria dos exercícios para a parte inferior já são naturalmente recomendados. Construa a resistência, fazendo levantamento nas panturrilhas, com ou sem preso, em seguida tente fazer uma perna de cada vez para imitar o movimento da escalada ainda mais próximo do real. Se isso é fácil demais tente executar um flag ao fazer o levantamento ou feche os olhos para adicionar o equilíbrio ao desafio.

2. Dobre os joelhos

Cada montanhista iniciante é iniciado a ideia de esticar seus braços para segurar o corpo ao invés de usar a energia preciosa dos bíceps, mas para que você possa esticar os braços você deve dobrar os joelhos. Isso irá fazer com que o peso do seu corpo saía dos seus braços e vá para as suas pernas, onde seu corpo tem músculos mais fortes e especialmente projetados para suportar e transferir o seu peso inteiro com mais facilidade e eficiência. Seus braços não são projetados para fazer isso. Com isso em mente, faça exercícios que treinem seus joelhos para dobrar enquanto seus braços alcançam ou puxam ao mesmo tempo. Faça exercícios de braça como extensões de tríceps e uma posição de agachamento, ao invés de em pé, vai ensinar os músculos das pernas para se envolverem durante o movimento do braço. Construir esta memória muscular vai te ajudar em todos os aspectos da sua escalada.

3. Utilize o abdômen

Manter a tensão da sua core (tronco) permitirão uma transferência de energia eficiente para os seus pés e mãos, e quanto mais estável você estiver durante a escalada, mais eficiente será sua movimentação. Os músculos da core raramente são usados para iniciar um movimento, então evite esses exercícios, o abdominal padrão por exemplo, não se assemelha com a escalada. Ao invés disso, foque mais em exercícios que mantêm o seu tronco estável enquanto movimentando os braços ou pernas, como executar a “prancha” e levantar um braço ou uma perna de cada vez. Tente manter o tronco enquanto está movimentando o membro escolhido em um movimento controlado, que é exatamente o que você poderá vir a necessitar durante uma escalada.

4. Retraia a omoplata

As omoplatas fornecem a base estável para a mobilidade dos braços. Quando você envolver os seus ombros, você pode aliviar o stress e o peso dos seus braços e ombros, ajudando a direcionar a força ao seu tronco. Para demonstrar isso, levante um peso acima da sua cabeça com as omoplatas relaxadas e ombros caídos para a frente, em seguida, levante o mesmo peso com as omoplatas retraídas para trás. Qual é mais fácil? Você vai notar o peso se sente mais leve para levantar que o último. Quando você envolver os seus músculos da omoplata, você dará suporte adicional para seus braços. Certifique-se de envolve-los puxando-os suavemente na direção da coluna durante todos os exercícios de treinamento, incluindo o treino no fingerboard.

5. Mantenha os braços acima dos ombros

A maior parcela da escalada envolve estarem acima da altura dos ombros. Há poucas situações onde os braços estão trabalhando abaixo da altura dos ombros (cristais, agarra baixa e travessias). Exercícios com as mãos abaixo dos ombros são dificilmente traduzidos em movimentos de escalada. Evite exercícios tradicionais de manguito rotador, onde seu cotovelo é dobrado 90º e gira a mão para fora de seu abdômen com resistência. Esse movimento não reflete como o manguito é acionado durante uma escalada. Fortaleça os ombros segurando seus braços para fora e acima de seus ombros com a resistência de uma fita ou banda.

6. Mantenha os cotovelos retos

Corrija os cotovelos quando escalando aderências e em negativos, colocando o peso no esqueleto e tirando-os dos ombros e bíceps. Isso permitirá uma maior circulação e mais eficiente uso da energia. A menos que você esteja focando em movimentos fortes de chaves com flexão dos bíceps, tente manter-los esticados durante outro treinamento, tais como círculos de braço e levantamento de braço esticado.

O Exercício Perfeito

Este exercício demonstra pressionar os braços para fora com a resistência de uma fita/banda (fortalece ombros), com os braços esticados acima da altura dos ombros enquanto colocando peso nos dedos dos pés, envolvendo o abdominal, dobrando os joelhos e retraindo a omoplata. Tente ser criativo com os seus exercícios e veja como muitos deles podem atender as seis regras.

Técnicas de Escaladas: Como Flagar

Publicado originalmente em climbing.com por Julie Ellisson (tradução livre)

http://www.climbing.com/skills/climbing-techniques-how-to-flag/

Não seria massa se o crux no seu projeto tivessa uma longa, aderente, e perfeito gancho para o pé, no lugar perfeito? Mas então nenhuma escalada seria mais difícil que um 5.8, e qual a graça teria? A medida que você avança no mundo da escalada de vias intermediarias e avançadas, você vai se encontrar forçado a usar posicionamentos estranhos do corpo, seja porque não há agarras fáceis ou porque o movimento de fato é mais fácil se você fizer-lo com os pés pendurados. Uma técnica chamada “Flag” ou “Flagar” (pronuncia-se fleg ou flegar) lhe permite usar aquele gancho de pé como um contra-balanço para fazer a próxima movimentação, ganhar mais estatura e prevenir que abra uma janela. Essa movimentação pode ser usado em todos os ângulos e tipos de vias (exceto abaulados, normalmente), e você irá descobrir que flagar lhe faz um escalador mais suave quando se adiciona esta movimentação a sua lista de habilidades. Abaixo nós lhe daremos dicas de como aprimorar essa técnica, incluindo algumas dicas do escalador de 5.14d Ben Spannuth.

Instruções Básicas

Flagar é especifico da localização e da qualidade das agarras, posicionamento do corpo e direção do movimento. Apesar de esses detalhes determinarem exatamente como flagar, há algumas dicas padrão: Veja uma linha vertical que percorre através do centro do seu corpo e a meta é manter o seu peso balanceado nos dois lados dessa linha. Mantendo uma tanto uma agarra de mão para o pé direito quanto para a mão esquerda, uma vez que você tiver iniciado o movimento, seu é esquerdo vai girar para fora (abrindo uma janela) lhe jogando para fora. Flag o pé esquerdo atrás do pé direito (um flag traseiro) para mover o peso para a direita, mais de acordo com a linha do seu pé de suporte e da mão, mantendo seu corpo sem girar ou sem variar o centro de gravidade. Flagar utiliza equilíbrio corporal puro (ao invés de força e resistência) para estaticamente fazer a próxima movimentação, o que melhora sua técnica no geral, reduzindo o movimento dinâmico e usando menos energia na parede. Isso significa menos balançado e tijolamento nas agarras e mais tempo subindo agarra por agarra e segurando-as bem. Com os Flags dos dois lados, mantenha a perna debilitada tão reta e travada quanto for possível, um membro do corpo pendurado solto pode facilmente puxa-lo do posicionamento.

Flag Traseiro

Comum em vias negativas e tetos, o flag traseiro põe a perna livre atras e quase perpendicular a outra perna. É usada quando você só tem agarras de um lado do seu corpo e precisa mover-se em direção oposta. Vamos dizer que sua mão esquerda e seu pé esquerdo estão em agarras e você precisa mover par a direita, um flag traseiro com a perna direita por trás e para a esquerda vai mudar seu centro de gravidade mais para a esquerda, assim, mais em linha com a mão apoiando o pé. Esta posição do corpo é mais estável e torna-se mais fácil para canalizar o poder para cima do seu pé esquerdo em seus quadris (porque eles estão mais perto em vez de estendidos para fora, com a força da perna e do pé) dando-lhe uma maior gama de movimento para travar um apoio quando se deslocam para a direita.

Flag Lateral

Com sua perna livre (ex.Perna esquerda vai sair para a sua esquerda), pressione contra a parede com o pé para dentro deste pé. Ao invés de usar uma agarra individual para o pé flagado pense na parede inteira como algo que pode ser empurrado. Quão mais forte for empurrada, maior apoio ela lhe dará para mover-se para cima, então mantenha esta perna reta e realmente empurre com o pé. Um cenário comum para o lado do flag é a mão esquerda e o pé direito em duas agarras que estão de alguma forma alinhadas verticalmente, o quadril direito levantado em direção a rocha e o pé esquerdo flagando para o lado esquerdo. O seu pé direito que lhe dará apoio para levantar-se e logo sua perna esquerda vai manter o equilíbrio do lado esquerdo. Se movendo-se para a esquerda, levante-se no pé direito e gire seu quadril direito em direção a rocha. O pé do Flag vai manter seu corpo de balançar desequilibrando-lhe.

Mais dicas de Flag

Com Ben Spannuth

  • Em geral, você vai flagar quando tiver uma boa agarra para apenas um lado do corpo, particularmente quando não der para manter os dois pés bem equilibrados.
  • Flagar é bom de todos os pontos de vista da escalada e te faz sentir-se no controle do equilíbrio em ângulos mais verticais, então é importante manter todo o seu corpo flexionado e tensionado. Em escaladas mais íngremes, pense sobre usar o flag a vontade, mantendo seu bumbum, quadril e pés envolvidos. Isso irá ajuda-lo a maximizar a posição e até mesmo manter um bom descanso se necessário.
  • Tente encontrar o posicionamento do corpo onde você minimize o número de movimentos corporais, significando que você possa alcanças a próxima agarra ao invés de pular para ela. Flagar vai lhe dar uma variedade de movimentação quando movendo-se estaticamente, então você não vai precisar mover-se dinamicamente. Ache a posição que será mais eficiente, significando que suas pernas devem apoiar a maior parte do seu peso corporal mas que ainda lhe permita alcançar a próxima agarra. Você sempre poderá botar mais peso no seu pé do que imagina. Parte disso é acreditar que um pé só é suficiente para lhe suportar, o que lhe causará por mais peso em uma agarra permitindo-lhe de se jogar mais profundamente na posição de flag.
  • No entanto o flag traseiro pode lhe botar numa posição bem estranha, não tenha medo de cair de forma estranha (mais confiança significa um flag melhor!). Os seus membros vão mover-se naturalmente e com segurança se você cair. Uma vez que você praticar isso algumas vezes, você vai começar o flag sem nem perceber. Lateral ou traseira vai se tornar uma reação natural do seu corpo ao tentar mante-lo equilibrado.

Como descansar antes de tentar um lance dificil

Publicado originalmente em climbing.com por Dave Wahl (tradução livre)

Você acabou de cair no seu projeto pela quinta vez seguida e agora você esta de volta ao chão imaginando o que fazer. Você não esta mais “adrenado” e pronto para tentar novamente, e seu ante-braço não esta tijolado ainda. Mas você deveria descansar? se sim, quanto tempo? Deveria continuar movimentando ou preservar a energia? boulder difícil e escalada esportiva não
cansam o corpo tanto quanto correr uma maratona, o que pode levar até alguns dias para um corredor de elite se recuperar totalmente. Mas quão rapidamente você vai se recuperar e quão bem esta seu corpo e quão bem alimentado ele esta para afetar sua performance de escalada.

cada esforço em um problema ou via gasta energia armazenada. Quando a energia é esgotada, você se sentirá cansado e sua performance vai cair. O que você pode fazer que vai ser crucial para mandar seu projeto ou tentar novamente em outro dia. Há muitas variantes para sua performance (condicionamento, temperatura, conhecimento, nutrição, ansiedade) que a melhor forma de se recuperar vai ser única para cada escalador. Analise os quatro componentes fisiológicos a seguir para determinar qual a melhor estratégia para você.

1. Duração do descanso

Enquanto há inúmeros elementos a considerar (idade, experiência, preparo físico, etc), para poder determinar quanto tempo você deve descansar entre cada “tijolada”, pesquisas recentes da ciência esportiva tem indicado uma relação de 5 para 1 a proporção de descanso x exercício como um excelente ponto de partida. Isso significa que você deve descansar 5 minutos para cada um de exercício. Neste caso o exercício é a escalada. Se você estiver em um problema por aproximadamente 30 segundos, então descanse pelo menos 2 minutos e meio entre as tentativas.

Escaladas com agarras difíceis ou movimentações difíceis (imagine regletes pequenos quando se está pendurado) podem aumentar o tempo de descanso, enquanto escaladas em posições mais estáticas (pense em movimentos técnicos e verticais) podem diminuir o tempo de descanso. Presumindo que um projeto está no seu limite, então mais descanso será melhor. Para escaladores de esportiva, um bom começo é descansar 20 minutos a cada “tijolada”. Chegar entrando direto no projeto sem sequer se aquecer é algo que eu já fiz no passado antes de amigos mais experientes me explicarem como a lenda da escalada Suíça Fred Nicole se preparava para projetos que estavam no seu limite. Nicole espera a temperatura certa, se prepara mentalmente analisando as linhas, se aquece apropriadamente (escalando vias mais tranquilas, ativando os músculos, alongando todos os grupos musculares possíveis, etc) e focando no esforço necessário.

2. Postura

Stuart McGill, no Ultimate Back Fitness and Performance, um livro que muitos técnicos de força considerado  a bíblia do core-trainning, descreve pesquisas que mostram perda de força da core quando sentado em “flexão lombar prolongada”, ou sentado debruçado sobre o seu crashpad. Se você se sentar dessa forma por 20 minutos ou mais de cada vez enquanto estiver praticando boulder, você perderá sinalização neural significativa para os músculos extensores da coluna, e você precisará se aquecer novamente. Isso não apenas te faz perder minutos preciosos, mas também aumenta o cansaço. Ao invés disso, sente-se apoiado de alguma forma, com sua coluna em uma posição neutra – não curvado e nem contorcido, mas reto e relaxado. Pesquisas também mostraram que o descanso ativo é melhor. Melhor do que escalar mais, simplesmente tire 15 minutos caminhando na base da via.

3. Alongamento

Ao contrário das crenças populares (e o que você poderá perceber a maioria dos escaladores fazerem), alongamento estático dos ante-braços pode ser prejudicar mais do que fazer bem. Este tipo de alongamento – onde você mantém seu braço parado e puxa a mão para frente ou para trás – reduz a força nas junções dos tendões dos músculos enquanto se esta escalando. Se você sentir que deve se alongar, segure por menos que 5 segundos de cada vez – isso não deverá reduzir as suas forças. Foque no antebraço, bíceps, ombros e dorsal para manter flexibilidade e promover a recuperação muscular de forma que você possa escalar ou treinar nos dias subsequentes.

O Especialista em treinamento, Erick Horst (trainingforclimbing.com) recomenda “G-Tox” (sacudir as mãos para baixo e para cima do coração a cada cinco segundos de cada vez) no meio das escaladas e entre as escaladas, o que irá reduzir a retenção sanguínea nos antebraços. Você também pode tentar técnicas de massagem (fig. 1): Com o joelho encaixado na base do seu cotovelo, faça pressão no seu antebraço. Mova sua mão para cima, para baixo, para esquerda e em círculos para mover o sangue através dos seus braços, o que irá diminuir o bombeamento.

Uma parte do corpo que você deveria alongar antes das escaladas são é o seu quadril. Escaladores normalmente não tem flexibilidade nas costelas, e o ganho de flexibilidade pode compensar a perda de força por ser um grupo muscular tão poderoso e grande.  O Condicionamento do quadril com a parte interna da coxa contra a parede é muito importante para criar uma boa posição do corpo e muitos homens (especialmente com mais de 30 anos) são bem apegados a esse estilo de condicionamento. Você pode esticar esses músculos em pé com os pés na largura dos ombros e os dedos apontados ligeiramente para fora. Deixe o bumbum descer entre seus pés. Use os cotovelos na parte interna da coxa para empurrar as pernas para fora, como você se sentasse na posição do trono.

4. Nutrição

Comer as coisas certas para te manter com energia e manter o corpo funcionando bem durante a escalada é tão importante quanto o que você ingere quando treina. Você precisa de carboidratos e proteína como energia, performance e recuperação. Estudos da ciência esportiva recente sugerem que a ingestão diária de carboidrato durante (não apenas antes ou depois) longos períodos de atividade intensa (como um dia inteiro de escalada) pode melhorar sua performance e consumir proteína vai te ajudar em um curto espaço de tempo a absorver esses carboidratos. Além disso, a ingestão de carboidratos de 10 a 60 minutos antes da escalada vai te garantir uma boa performance. Açucares simples são o melhor: Seus músculos vão pegar a energia entregue rapidamente e elas são mais fáceis de digerir. Frutas são o ideal, especialmente os de alto índice glicêmico como bananas e uvas.

Consumir carboidratos durante um dia de escalada é relativo, depende da dificuldade da escalada ou do boulder e se o seu sistema digestivo pode lidar com petiscos de carboidratos pesados enquanto esta trabalhando pesado. Se você não consegue encontrar um alimento bom, então uma bebida com açucares simples (ex.isotônicos) vai resolver. Aquele açúcar é o que você precisa (preferencialmente junto com cafeína e eletrolitos) para performar a máxima capacidade. A absorção de carboidratos normalmente é de 0,5 a 1 g/min. Logo, apenas pequenas quantidades de carboidratos são necessários por vez (pense em um chocolate pequeno ou metade de uma banana). Consumir um pouco de cada vez é mais fácil para seu corpo absorver e utilizar. Além disso pequenas quantidades serão menos trabalhosas de serem digeridas pelo seu estomago enquanto você está treinando.

Também é importante manter-se hidratado durante o dia de escalada e a melhor forma de monitorar seu nível de hidratação é checar a cor da sua urina. Ela deve estar amarelo claro se escurecer você esta ficando desidratado e vai performar pior, fisicamente. Desidratação leva a cãibras musculares, limita a flexibilidade e aumenta a sua fadiga. A orientação geral é de um a dois copos de água por hora, mais se você estiver em altas temperaturas ou em altitude. Abaixo está uma fórmula rápida para determinar a quantidade de carboidratos e proteínas que você precisa em um dia “hard”, com base no seu peso corporal:

Malhando Boulder: Aproximadamente 2.2.g carboidratos por 450 gramas de peso corporal (2.2 g carb/libra) e 0,7 g proteína para cada 500 gramas de peso corporal (0,7 g proteína/libra).

Escalada Esportiva: Aproximadamente 3.3.g carboidratos por 450 gramas de peso corporal (3.3 g carb/libra) e 0,7 g proteína para cada 500 gramas de peso corporal (0,7 g proteína/libra).

Período de Descanso

Faça Isso…

  • Beba algo com açúcar e cafeína.
  • Coma um pequeno pedaço de fruta.
  • Assista um vídeo seu de escalada e revise para encontrar falhas de movimentações.
  • Alongue seus quadris.
  • Sente-se em uma posição neutra com as costas retas.
  • Aguarde 20 minutos entre as tijoladas na escalada esportiva ou use a técnica de 5 x 1 descanso x escalada.

Não Faça Isso…

  • Não pule pro seu projeto sem ter aquecido-se apropriadamente.
  • Não corra para a corda imediatamente após seu parceiro descer.
  • Não alongue seus antebraços estaticamente logo antes de escalar.
  • Não coma muito nem pouco.
  • Não se sente curvado sobre uma almofada ou num solo acidentado.

Dave Whal, MA, CSCS, é um professor de saúde e performance humana para o departamento de Defesa dos Estados Unidos em Grafenwoehr, Alemanha. Por mais de 10 anos ele foi técnico de força e condicionamento para os escaladores de elite no Colorado´s Front Range.

20 Anos de Escalada em Serra Caiada

Serra Caiada é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Norte, Nordeste Brasileiro, na mesoregião e microregião do Agreste Potiguar. Com área de 167,348km2 e população de 8.774 habitantes, conforme censo de 2010 do Institito Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O Período de chuvas é de Março a Junho, conforme indice histórico da emparn para o agreste potiguar.

Em 2012 foi realizado um plebiscito junto ao primeiro turno das eleições municipais para decidir se a população era a favor da mudança do nome da cidade de Presidente Juscelino para Serra Caiada, aprovado com 98,53% dos votos.

A escalada em Serra Caiada teve seu início em 1996, com as primeiras vias grampeadas da Serra, sendo a Grampeleta no Boulder Principal a 1º Proteção Fixa de Serra Caiada e a Genesis na Face leste a primeira via tradicional de Serra Caiada.

Serra Caiada hoje conta com mais de 200 vias de escalada catalogadas, estima-se que esteja perto das 250 entre catalogadas e não catalogadas, além disso comenta-se que seriam as primeiras vias de escalada do nordeste. Existem praticamente dois acessos a Serra Caiada o principal pelo Boulder principal e o acesso ao setor da Ravina, ver guia do encontro de 2012, está situada a 66km de Natal (Capital Potiguar) pela BR 226 seguindo de Natal (Passando pelos municípios Parnamirim/ Macaíba/ Bom Jesus/ Serra Caiada).

No inicio de 2016 Serra Caiada Recebeu o evento mulheres da rocha, em homenagem ao dia internacional da mulher, movimento similar a famosa “1º Grande Concentração Feminina no Pão de Açucar” ocorrido em 1986 e que este ano comemora 30 anos de presença femina.

O Aniversário de 20 anos das primeiras vias de escalada de Serra Caiada, reacendem os cuidados com manutenção de vias de escalada, até quando os grampos originais suportam impactos e quão danificados já estão? algo largamente estudado e apoiado nos Estados Unidos, inclusive com a criação de uma Organização para Regrampeamento de vias de escalada, a safeclimbing.

No aniversário dos 20 anos da escalada no RN nós lançamos o primeiro banco de dados de grampos, chapas e ancoragens defeituosas no Brasil e homenageamos a Grampeleta dando ao banco de dados o seu nome. Nosso intuito é meramente estatistico e informativo para que possamos analisar as informações e entender os impactos e durabilidade das proteções fixas. Nosso banco de dados é aberto para receber informações de vias em quaisquer estados brasileiros, não limitando-se ao nordeste, e disponibilizaremos a versão consolidada do banco de dados sempre que processadas as informações recebidas.

 Como chegar em Serra Caiada:
  • Distância de Natal – 64 km aproximadamente (1 hora).
  • Pegue a RN-063, No final da reta tabajara entre a esquerda em direção a Caicó/Currais Novos e siga por até Serra Caiada.

As coordenadas geográficas são:

  •  Latitude: -6:09:31
  •  Longitude: -35:72:15
  •  Altitude: 401m

O Período de chuvas é de abril a julho.

Mapa Topográfico do Rio Grande do Norte

Maiores informações sobre a escalada no Rio Grande do Norte nos sites da AERN (Associação de Escaladores do RN), e no blog EscaladaRN que disponibiliza uma croquiteca ou ainda no em contato.

10 coisas essencias para a escalada esportiva

Por Matt Samet em Climbing.com

Se agilize e não esqueca da comida de cachorro

Se você é um dinossauro c

 

omo eu, provavelmente se lembrará de ter sido ensinado, após a introdução à escalada e ao montanhismo, a importância dos 10 mandamentos. Enquanto estes itens (mapa, bussola, comida, água…) são importantes para uma viagem segura nas montanhas, como sempre foram, A escalada esportiva moderna ainda tem que ver a criação da sua própria lista. Aqui esta minha sugestão, sem nenhuma ordem particular:

1. GriGri. Ainda travando o colega com um oito ou atc? Adira ao GriGri da Petzl, uma verdadeira dádiva de Deus para escaladores eportivos. Não apenas faz auto resgate como também se tornou muito mais dificil deixar um escalador cair, tambem lhe permite ficar com as mãos livres quando o escalador esta descansando.

  1. Luvas, Cordas são sujas, e manusear a corda pode queimar sua mão com uma leve camada a ponto de prejudicar potencialmente sua tentativa de cadena. A menos que você se mantenha limpando a corda entre uma sessão e outra de escalada, use luvas para proteger suas preciosas mãos.

  2. Agua, muitos escaladores negligenciam a hidratação apropriada durante o dia, uma pratica ruim que pode levar a redução da performance, fadiga muscular e lesão nos tendões. Beba agua regularmente e se certifique que sua urina esta clara (não alaranjado como o sol) para uma boa hidratação;

  3. Comida, Claro, você pode ficar faminto durante o dia e sentir-se mais leve sobre os pés, mas em um dado momento, a novela da baixa quantidade de açucar no sangue vai entrar em ação. Todo mundo tem sua própria opnião sobre comida de montanha. Evite comidas adocicadas e tudo que você achar dificil de digerir para evitar o inchaço da barriga e a tensão corporal.

  4. Roupa Extra, Você provavelmente não vai congelar até a morte na maioria dos picos de escalada, onde o carro raramente esta longe. No entanto, é uma boa ideia se manter aquecido, especialmente quando dando segurança, de forma que seus musculos estejam ageis e soltos. Pessoas modernas em relação a moda usam jaquetas, enquanto a maioria dos escaladores conscientes optam por marcas que aqueçam mais.

  5. Celulares, São abundantes os Depoimentos de quão importantes e úteis são esses equipamentos em situações de crise. Eles também podem ser usados para pegar betas de vias. Não se esqueça de deixar a campainha desligada na montanha!

  6. Um Cachorro Grande, Na verdade eles não são tao essenciais assim, mas o povo adora levalo-los para escalar de qualquer forma. Qual o problema com isso?

  7. Proteção para o Joelho, Um mal necessário, proteções para os joelhos e parte da bagagem de truques de qualquer escalador esperto. A maioria das calças especificas para escalada já vem com proteção para joelhos costuradas na própria calça, um tecido mais grosso e resistente na frente do joelho que pode ajudar em momentos de aderência.

  8. Kit de Primeiros Socorros, Tenha todos os itens de emergência necessários, mais um protetor de pele. Como diz meu amigo Jean, um escalador duro-de-matar, uma vez disse, se as costas das minhas mãos enconstam a rocha não estou escalando! No entanto a maioria das vias esportivas não requerem o uso de luvas, fitas sobre uma leve camada de polvedine ajudam a segurar o tendao e a recuperar a pele. Uma lixa de unhas e um conjunto de cortadores de unha também são importantes.

  9. Clip-Stick, O potencial de uso excessivo quando se tem um e comum. Aguns acham uteis para primeiras ancoragens altas, enquanto outros acham uteis para escalar vias acima do seu grau. A escolha e sua.

Como Cair

Por: Dougald MadDonald – publicado na Climbing.com
Traduzido em 16 de Fevereiro de 2016.

Escale mais forte ao aprender a cair com confiança

Cair é essencial para evoluir como um escalador. O Ditado já avisa, se você não esta caindo, não esta tentando duro o suficiente. Para evoluir, você precisa tentar movimentos que estão no auge da sua habilidade, quando você tenta duro o suficiente, você vai cair. Quedas de Top Rope são as mais seguras. Mas cair também pode ser bem seguro e protegido em quedas de guiada, desde que você tenha uma boa técnica e um bom segue. Antes de escalar em uma situação onde você pode vir a cair, pense nos perigos: em rochas de baixo angulo, se há uma borda ou quina abaixo que você pode vir a bater. Do Contrário, se coloque mais acima ou a baixo em um lugar mais seguro para levar um tranco.

Faça:

  • Avise ao seu segue se achar que pode cair. Grite “Se ligue”
  • Grite “Caindo!!!” ao se sentir escorregando. Não grite pegue, se você já começou a cair. Um bom segue de esportiva vai reagir diferentemente quando ouvir Caindo! ou Pegue!. Em ambos os casos, ele irá travar o freio, no entanto ao escutar pegue, provavelmente dara um passo atrás e travará a corda mais fortemente, para evitar que o guia se mecha, possivelmente criando uma queda acelerada
  • Olhe para baixo para ver onde vai cair e se há obstaculos. Isso te leva a uma melhor posicionamento de corpo, em caso de queda.
  • Respire fundo para ajudar o corpo a relaxar. Contando em voz alta, apesar de que você poderá perder alguns pontos no estilo
  • Relaxe suas pernas. Mantenha braços e pernas levemente curvados, com os joelhos moles e prontos para absorver qualquer impacto. Pense: Cair como um gato.
  • Mantenha as mãos para cima, para a frente e um pouco para o lado, para melhor equilibrio e evitar raspa-los sobre a rocha ou prender na corda. Deixe suas pernas abosreverm o impacto quando você balançar na parede.

Não Faça:

  • Cair com a corda entre seus pés ou pernas. Isso pode te dar uma queimadura ou até mesmo te virar de cabeça para baixo. Ao escalar, mantenha-se alerta de como a corda está se desenrolando; o Segue deve alertar caso você esteja esacalando com a corda atrás da perna. Mantenha-a na frente das suas pernas e pés, ou entre eles, especialmente proximo ao inicio de uma via, quando puxar após uma salicenta, e quando costurar. Se você esta atravessando, tente não pisar para que seu corpo fique entre a corda e a parede, ao invés disso o pé atras da corda. Assim ela permanece na sua frente. Se a cordar terminar entrando entre suas pernas ou tornoze-los, tome o tempo para se reposicionar.
  • Empurrar a rocha ao cair, a menos que você seja um especialista e saiba que se empurrar vai te livrar de uma borda ou outro obstaculo. Empurrar para fora apenas joga seu corpo para fora do equilibrio e coloca-o em posição para bater de volta para a parede quando a corda é esticada.
  • Agarrar qualquer coisa para tentar parar a si mesmo. Agarrando uma costura, proteção ou a corda é uma receita para queimar corda ou um dedo gravemente (Muitos alpnistias perderam dedos desta forma) Deixe a corda e o segue fazerem seus trabalhos.

Treinando Queda:

Cair é uma habilidade e a prática te faz fazer melhor. Praticar quedas diminui a tensão antes de uma escalada pesada, ou cura um período longo de medo.

  • Escolha uma escalada esportiva (in door ou outdoor) em uma face negativa ou levemente negativa
  • Escolha um segue experiente. Você quer ter confiança e quem tem experiência em pegar quedas.
  • Escolha um lugar com 12 a 15 metros, então há mais folga no sistema para absorver o impacto e não há chance de cair no chão.
  • Inicie com algumas quedas no Top Rope (simulando que você esta guiando, mas você teria clipado a ancoragem abaixo do seu baudrier. então caia com o nó a alguns centimetros da ancoragem, então um pé ou dois pés. Foque nos itens a fazer de uma boa técnica de quedas.
  • Prátique frequentemente para criar memória muscular e mental.