Faders Sum – Revisão de Equipamentos de Segurança

Por: Rock and Ice (versão web) – Jeff Jackson
Traduzido em 08 de Maio de 2016.
Faders Sum – 90 Dolares na fixe.com

Deixe-nos agradecer aos equipamentos auto-blocantes, pois eles tem salvado nossos traseiros. Eles permitem relaxarmos a vontade em PortaLedges, grampeamento de vias de escalada esportiva, ficar pela corda e descender em cordas fixas. É poeticamente fácil, mas não é nenhum exagero dizer que os equipamentos auto-blocantes – Como o GriGri da Petzl e similares – Tem mudado a cara da escalada apesar de criar defensores do estilo Old-School.

Há o SUM da fabricante espanhola Faders que assim como outros equipamentos, você passa a corda por uma guia (icones de mão e escalador indica o lado apropriado para cada ponta da corda), feche a plataforma e prenda-o ao baudrier com um mosquetão de rosca. O destaque da SUM está na habilidade de usar cordas de pequeno diametro entre 9.1 a 10.5mm, no entanto o Grigri 2 desafia o SUM no uso de cordas finas. Cada ano os fabricantes de corda diminuem a espessura de suas cordas e escaladores usam as mais finas para vias longas e com passadas técnicas como a via da Dani Andrada La Novena Enmienda (5.15a/b). Mesmo se você não escala um 5.15 (9a/9b), há vantagens de usar uma corda mais fina e obviamente mais leve.

Eu usei o SUM em conquista e em escaladas de mais de três cordadas. Primeiro eu fixei uma corda estática de 10.5mm no topo de uma falésia e usei o SUM para rapelar e intalar uns top ropes. A corda passou pelo SUM sem solavancos e sem ficar travando, por incrível que pareça mesmo enquanto eu me movimentava procurando a linha das agarras. O SUM funcionou tão bem quanto o Grigri para o rapel de corda simples. Finalmente, eu entrei no “modo desáfio” e meu segue usou o SUM para me dar segurança enquanto eu tentava mandar meu projeto. Enquanto eu era espancado, eu fiquei muito feliz que o SUM funcionou perfeitamente bem.

Quando eu dava segue percebi que lidar com folga era um pouco dificil com a corda de 10.5mm, o diametro mais espesso recomendado para o SUM. Quando eu troquei por uma corda mais fina, no entanto, a ação ficou muito mais prática.

Em conclusão, o SUM é praticamente um clone do Grigri – Ele lida com qualquer técnica de corda simples tanto quanto o melhor equipamento existente. Se você preferir cordas grossas, eu usaria o Grigri. Por outro lado, se você é da nova geração de escaladores malhando vias longas e dificeis, onde o peso total do seu equipamento realmente importa, então o SUM é a ferramenta ideal para você.

QUANTO A AVALIAÇÃO

O SUM esta ranqueado abaixo do Grigri 2 simplesmente porque não é mais suave de opera-lo, no entanto com prática funciona tão bem quanto.

Campo Grande

“A vista de longe é de duas enormes paredes laranja que só me lembravam as imagens que vi das tão aclamadas paredes da catalúnia espanhola…” Flávia dos Anjos/RJ

Campo Grande é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Norte, Nordeste Brasileiro, na micro-região do Médio Oeste Potiguar. Com População de 9.082 habitantes, conforme censo de 2004 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), sua economia é baseada em sua maioria na Agricultura e Serviços.

Os primeiros habitantes da Serra do Cuó, como é conhecida na região, foram os índios Pêgas, pertencentes a nação dos tapuias.

A área onde se localiza o município, começou a ser colonizada nas primeiras décadas do século XVIII, com a construção da Fazenda Campo Grande por volta de 1720, pelo Capitão-mor Manoel Ignácio D’Oliveira Gondim, também chamado de Capitão Gondim.

A região passou a se chamar Campo Grande, devido as extensas campinas situadas à margem esquerda do rio Upanema, campinas essas bastantes propícias a atividade agro-pastoril.

Nos idos de 1761, o sargento-mor João do Vale Bezerra adquiriu, em hasta pública, as terras da serra Cepilhada, pertencentes anteriormente ao português Gondim, surgindo então a povoação de Campo Grande e a história de uma serra que com o passar do tempo passou a ser chamada de Serra de João do Vale.

Foram construídas casas para a família e descendentes de João do Vale, edificada uma capela em homenagem a Nossa Senhora de Santana. A data para a edificação da capela de Sant’Ana, marco importante para o surgimento da vila diverge em virtude da insuficiência de documentos históricos, o certo é que a doação do terreno para a construção da mesma ocorreu no ano de 1756 e a primeira missa foi celebrada em agosto de 1766.

Em 14 de setembro de 1858, a Lei nº 114 criou o município com a denominação de Campo Grande. Interesses políticos, entretanto, fizeram com que essa Lei fosse derrogada em 1868, passando Campo Grande a simples posição de distrito do recém-criado município de Caraúbas. A Lei nº 613, de 30 de março de 1870, restaurou o município com a denominação, de Triunfo. Em 28 de agosto de 1903, a Lei nº 192 originada do projeto do Deputado Luís Pereira Tito Jácome, mudou o nome do município para Augusto Severo, em homenagem ao inventor do dirigível Pax.

Em 1991 através de Lei alterou-se o nome do município de Augusto Severo para Campo Grande.

A escalada em Campo Grande teve seu início por volta de 2013, atualmente o acesso pela fazenda belo monte encontra-se fechado, há acesso pela fazenda solidão.

As primeiras vias conquistadas na Serra do Cuó, foram em sua grande maioria realizadas pelo conquistador Brito Filho, a serra demonstra muitas possibilidades para escalada em todos os seus estilos, móvel, esportivas, boulders.

A Serra do Cuó de Longe parecem dois gigantes adormecidos, a área total da serra chega a incríveis 5 km de extensão, portanto há muita rocha para todos os lados e os paredões impressionam à distância;

Como chegar em Campo Grande:

  • Distância de Natal – 265 km aproximadamente (3 horas).
  • Pegue a BR-304, e siga por 210km até a entrada para Triunfo potiguar seguindo pela RN – 064 Depois de passar por Triunfo Potiguar siga em frente, são mais 34km até Campo Grande.

As coordenadas geográficas são:

  •  Latitude: 5º:51′:50″
  •  Longitude: 37º:18′:36″
  •  Altitude da Cidade: 649m

O Período de chuvas é de abril a julho.

Mapa Topográfico de Campo Grande

Maiores informações sobre a escalada em Campo Grande podem ser obtidas via contato no nosso site ou via AERN (Associação de Escaladores do Rio Grande do Norte), que participa ativamente no projeto de formação de parque florestal e para garantir o acesso as montanhas conforme:

  • Lei 12.651 de 25 de Maio de 2012, Art. 3º incisos Ix alínea c “a implantação de infraestrutura pública destinada a esportes, lazer e atividades educacionais e culturais ao ar livre em áreas urbanas e rurais consolidades, observadas as condições estabelecidas nesta lei”;
  • Não esqueçamos que na Constituição Federal de 1988 Seção II da Cultura, Art. 215 “O Estado garantirá a todos o pleno exercicio dos direitos culturais e acesso às fontes de cultura nacional, e apoiará e incentivará a valorização e a difusão das manifestações culturais”; e
  • Art. 216 “Constituem patrimônio cultural brasileiro os bens de natureza material e imaterial, tomados individualmente ou em conjunto, portadores referência à identidade, à ação, à memória dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira, nas quais se incluem:
    • V – Os conjuntos urbanos e sítios de valor histórico, paisagístico, artistico, arqueológico, paleotológico, ecológico e cientifico.
      • § 1º O Poder Público, com a colaboração da comunidade, promoverá e protegerá o patrimônio cultural brasileiro, por meio de inventários, registros, vigilância, tombamento e desapropriação, e de outras formas de acautelamento e preservação.

20 Anos de Escalada em Serra Caiada

Serra Caiada é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Norte, Nordeste Brasileiro, na mesoregião e microregião do Agreste Potiguar. Com área de 167,348km2 e população de 8.774 habitantes, conforme censo de 2010 do Institito Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O Período de chuvas é de Março a Junho, conforme indice histórico da emparn para o agreste potiguar.

Em 2012 foi realizado um plebiscito junto ao primeiro turno das eleições municipais para decidir se a população era a favor da mudança do nome da cidade de Presidente Juscelino para Serra Caiada, aprovado com 98,53% dos votos.

A escalada em Serra Caiada teve seu início em 1996, com as primeiras vias grampeadas da Serra, sendo a Grampeleta no Boulder Principal a 1º Proteção Fixa de Serra Caiada e a Genesis na Face leste a primeira via tradicional de Serra Caiada.

Serra Caiada hoje conta com mais de 200 vias de escalada catalogadas, estima-se que esteja perto das 250 entre catalogadas e não catalogadas, além disso comenta-se que seriam as primeiras vias de escalada do nordeste. Existem praticamente dois acessos a Serra Caiada o principal pelo Boulder principal e o acesso ao setor da Ravina, ver guia do encontro de 2012, está situada a 66km de Natal (Capital Potiguar) pela BR 226 seguindo de Natal (Passando pelos municípios Parnamirim/ Macaíba/ Bom Jesus/ Serra Caiada).

No inicio de 2016 Serra Caiada Recebeu o evento mulheres da rocha, em homenagem ao dia internacional da mulher, movimento similar a famosa “1º Grande Concentração Feminina no Pão de Açucar” ocorrido em 1986 e que este ano comemora 30 anos de presença femina.

O Aniversário de 20 anos das primeiras vias de escalada de Serra Caiada, reacendem os cuidados com manutenção de vias de escalada, até quando os grampos originais suportam impactos e quão danificados já estão? algo largamente estudado e apoiado nos Estados Unidos, inclusive com a criação de uma Organização para Regrampeamento de vias de escalada, a safeclimbing.

No aniversário dos 20 anos da escalada no RN nós lançamos o primeiro banco de dados de grampos, chapas e ancoragens defeituosas no Brasil e homenageamos a Grampeleta dando ao banco de dados o seu nome. Nosso intuito é meramente estatistico e informativo para que possamos analisar as informações e entender os impactos e durabilidade das proteções fixas. Nosso banco de dados é aberto para receber informações de vias em quaisquer estados brasileiros, não limitando-se ao nordeste, e disponibilizaremos a versão consolidada do banco de dados sempre que processadas as informações recebidas.

 Como chegar em Serra Caiada:
  • Distância de Natal – 64 km aproximadamente (1 hora).
  • Pegue a RN-063, No final da reta tabajara entre a esquerda em direção a Caicó/Currais Novos e siga por até Serra Caiada.

As coordenadas geográficas são:

  •  Latitude: -6:09:31
  •  Longitude: -35:72:15
  •  Altitude: 401m

O Período de chuvas é de abril a julho.

Mapa Topográfico do Rio Grande do Norte

Maiores informações sobre a escalada no Rio Grande do Norte nos sites da AERN (Associação de Escaladores do RN), e no blog EscaladaRN que disponibiliza uma croquiteca ou ainda no em contato.

Patu

Patu é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Norte, Nordeste Brasileiro, na região Oeste Potiguar e a Microrregião de Umarizal. Com área de 319,129 km2 e população de 11.664 habitantes, sendo o 48º maior em população do RN, conforme censo de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O Período de chuvas e de Março a Maio, conforme indice histórico

Maiores acumulados de precipitação em 24 horas
registrados em Patu por meses (EMPARN, 1911-presente)[13] [14]
Mês Acumulado Data Ref Mês Acumulado Data Ref
Janeiro 150 mm 19/01/1961 [15] Julho 80 mm 05/07/1964 [16]
Fevereiro 158 mm 04/02/1951 [17] Agosto 66,4 mm 08/08/1918 [18]
Março 183 mm 26/03/1954 [19] Setembro 38,5 mm 18/09/1923 [20]
Abril 220 mm 17/04/1952 [21] Outubro 94,5 mm 15/10/1976 [22]
Maio 260 mm 07/05/1952 [23] Novembro 103 mm 08/11/1981 [24]
Junho 109,2 mm 01/06/1987 [25] Dezembro 95 mm 21/12/1946 [26]

Fonte: wikipedia

Segundo o Ministério da Integração Nacional, Patu está incluído na área geográfica de abrangência do clima semiárido brasileiro, definida em 2005. Esta delimitação tem como critérios o índice pluviométrico, o índice de aridez e o risco de seca.[27]

A Escalada em Patu está nos seus passos iniciais, hoje contando com apenas 5 vias de escalada e milhares de possibilidades, tendo surgido por volta de 2014/2015 no Pico do Pelado e na Serra do Lima, onde há o cruzeiro e atualmente a maior via de escalada do RN, que junto com a Cachalote em Quixadá/CE se tornam as maiores vias do Nordeste.

Acessadas pelo Santuário de Nossa Senhora dos Impossíveis, construído em 1758,  a 310 km de Natal (Capital Potiguar).

No inicio de 2016 foi concluída a abertura da Via Crucis (veja o croqui aqui) que passou a ser até então a maior via de escalada do RN, chegando a incríveis 530 metros, a via foi aberta pelo escalador Brito Filho com apoio de Heráclito Patrício, Charles – Challera, Allysson Laurentino e Zé Doido, morador local que a anos vive em contato com praticantes de Voo Livre, seja Parapente ou Asa Delta, uma vez que Patu tem das melhores condições de voo do mundo,  Zé Doido fez a linda trilha de acesso e inicio da via que leva o seu nome “Trilha do Zé Doido”.

A Primeira Ascensão (First Ascenscion – FA) foi realizada pelos Conquistadores Brito FIlho e Charles em 04/03/2016 após apenas 3 investidas, algo inusitado para uma via desse tamanho.

Foto da P6 do acervo pessoal de Brito Filho

Allysson Laurentino saindo da P9 para a P10, do acervo pessoal de Brito Filho.

Ainda em 2016, Brito Filho e Denn Malloy conquistaram a via Morada dos Deuses, com seus 720metros, tornou-se então a maior via de escalada do Nordeste, um mês após sua conquista ele teve sua primeira repetição onde os escaladores fizeram um bivaque e dormiram no meio da parede a 480 metros do chão, será que teremos em Patu um autêntico Big Wall nordestino? o certo é que os escaladores que gostam de vias tradicionais de escalada alpina, estão gradativamente voltando os olhos para Patu.

Em maio de 2017, foi realizado a ATM (Abertura de Temporada de Montanhismo), idealizada por Brito, tornou-se realidade com o apoio de diversas instituições e principalmente pelos Patuenses que abraçaram também a escalada. Na ATM diversos escaladores do Nordeste compareceram, entre paraibanos, pernambucanos, cearenses e Norte rio grandenses, além da presença ilustre de alguns estrangeiros que já frequentam o cenário potiguar da escalada.

Atualmente há o Abrigo Patugônia, No mirante da serra, atualmente o principal ponto de apoio para os escaladores e conquistadores que desejarem visitar Patu.

Para mais informações, Brito disponibiliza seu contato (brito.rn@gmail.com).

Como chegar em Patu:

  • Distância de Natal – 310 km aproximadamente (3 horas).
  • Pegue a BR-304 até Assu passando por Parnamirim, Macaíba, Santa Maria, Riachuelo, Lajes, Angicos, Itajá e Assu saindo de Assu pegar a RN 233 em direção Triunfo Potiguar por 48 km até a BR 226 em Direção a Campo Grande por mais 20 km, na rotatória chegando a Campo Grande siga a esquerda mantendo-se na BR 226 até Patu por mais 32 km passando por Janduís, Messias Targino e finalmente Patu).

As coordenadas geográficas são:

  •  Latitude: -6º6’0”
  •  Longitude: -37º38’0”
  •  Altitude: 227 m

Mapa Topográfico de Patu

 

Campus Board Livre de Lesões: 14 Dicas para salvar seus dedos

Por: Neil Gresham – publicado Rock and Ice Magazine 206
Traduzido em 14 de Março de 2016.

Campus board e barras são grandes ferramentas, mas o risco de lesão é alta. O uso inteligente não é apenas aquecer e manter uma boa forma – idade e experiência devem determinar o nível requerido de treinamento. Iniciantes nunca deveriam fazer exercicios dinâmicos e deveriam treinar predominantemente com os pés apoiados e sobre supervisão de um treinador de escalada experiente. Iniciantes não deveriam usar barra ou campus board e deveriam ao invés disso trabalhar sua técnica de escalada.

  1. Conheça seu nível – Todo escalador deveria treinar boulder por pelo menos um ano para desenvolver técnica e força antes de usar campus board ou barras. Iniciantes devem sempre seguir as etapas progressivamente, independentemente da idade que iniciam os treinos (ex. Iniciante que começam aos 14 anos devem ganhar 4 anos de experiência em boulder antes de passar a fase 4). Iniciantes são aconselhados a reduzir o volume e a intensidade da força durante surtos de crescimento. Parentes e técnicos devem monitorar o crescimento com a ficha do aluno.

  2. Aquecimentos – Sempre comece aumentando as batidas do coração, correndo ou pulando corda por 2 a 5 minutos. Passe 20 minutos treinando calmamente travessias em baixos ângulos. Faça exercicios de mobilidade (ex. Circulos com os braços) enquanto descansando. Passe para problemas faceis de Boulder e vá subindo a graduação. Faça de 2 a 3 problemas de Boulder para alcançar o pico de força antes de ir ao campus ou barras. Alternativamente, aqueça nas maiores barras com os pés em um apoio. Descanse e balance os braços. Use gradualmente menos assistência a cada tentativa.

  3. Aumente a qualidade e use boa forma – Só treine enquanto estiver se sentindo bem e recuperado. Nunca use barra ou campus board após treinos longos ou após problemas dificeis de Boulder ou uma escada em rocha. Use movimentos suaves e controlados. Mantenha postura estavel ao tensionar a sua core. Não balance o corpo violentamente (isso não é crossfit). Nunca caia com os braços esticados. Se estiver treinando com barras de meia falange, não permita que os dedos se abram.

  4. Faça um Segundo Aquecimento – Mesmo após se aquecer, você deve manter fazendo uma sessão de exercicios faceis (ex. Com um pé auxiliando ou uma agarra larga e alguns abdominais.

  5. Descanse o suficiente – Para a força e intensidade, 2 a 3 minutos de descanso entre as series vão maximizar a performance e prevenir o esfriamento. Descansos mais longos podem ser requeridos após series de força e resistência.

  6. Meia Falange – A meia falange é a agarra de pegada mais segura para treinamento e constroi a força da pegada (falange completa e blocada). Mantenha os dedos a 90 graus e descanse o polegar ao lado do dedo indicador. Faça um pequena e estratégica quantidade de suspensões (dedos totalmente abertos) e falange completa (dedos totalmente fechados e polegar blocado sobre o dedo indicador) para construir a força especifica.

  7. Nunca fique pendurado só nos dedos ou blocado por mais de oito segundos – e extremamente danoso segurar só nas falanges ou blocar por mais de 10 segundos. Além de sem sentido para escalada esportiva ou bouldering.

  8. Não faça em excesso – O Número de séries vai depender do seu nível de esvalada ou se você já tiver malhado boulder antes.

  9. Evite pagar barra – pagar barra (especialmente quando os braços estão totalmente encolhidos) são muito lesivos para os cotovelos. Se você tiver que fazer, nunca segure as contrações por mais de 2-3 segundos. Pagar barra a 90 graus podem ser mantidas por longas durações (até 8 segundos). Os melhores escaladores não precisam se pagar barra para se segurarem totalmente.

  10. Não treine em excesso – Barra e Campus board trabalham os mesmos musculos da escalada, então escale menos quando estiver treinando neles. Veteranos recentes, deverao treinar não mais que 3 a 4 vezes por semana (incluindo escalada, barra e campus board). Veteranos experientes 4 vezes e os mais velhos 5 vezes por semana.

  11. Estruture seu treino – Faça treinos mais intensivos no primeiro dia e um treino de mais volume no segundo dia (normalmente durante 1 mês completo) onde você deve focar em força e resistência (Ex. Em treinos de força, treine 2 a 3 vezes por semana e resistência uma). Se certifique que você tem um descanso completo de uma semana a cada dois meses e uma semana de intervalo duas vezes ao ano.

  12. Equilibre o corpo – termine toda sessão treinando musculos opostos. Faça 3 séries de 20 repetições de flexões e levantamento de pulso invertido ou extensão de dedos

  13. Construa uma Base – Iniciantes são aconselhados a seguirem um suporte de treinamento de peso e de condiciomanento da core (assim como fazer pelo menos um ano de bouldering) antes de usar o campus.

  14. Se Acalme – Por último, escale suavemente (ou pegadas tranquilas) seguidas de curtos levantamentos de pulso e alguns alongamentos estratégicos para as mãos e a parte superior do corpo.

Escalada de Aderência

Por: Jeff Achey – publicado na Climbing.com
Traduzido por em 16 de Fevereiro de 2016.

 

Escalada de aderência sem agarras de mão pode ser fácil ou desesperador, ou ambos ao mesmo tempo. Força tem seu papel, não há nada em que se segurar. Técnica e Controle mental são primordiais. Aderência normalmente envolve longas distâncias entre os pontos onde os conquistadores estavam desejando e onde eram capazes de parar e bater uma proteção. O caminho mais fácil para a próxima ancoragem pode não necessariamente ser uma linha reta.

Evite movimentos longos, altos degraus, e movimentos que joguem seu corpo para fora da rocha. Se você uma boa boarda para a mão, passe por ela com o mínimo de esforço até que possa ficar em pé nela e descansar. Velocidade é tão importante quanto movimento de corpo, e você pode se agarrar em nada. Pare e as sapatilhas vão escorregar. Queda em aderência normalmente é resultado da perda da confiança: Você para pra fora, ou fica ganancioso e da uma xxxx parada. Fique focado em seus pés e deixe sua visão periférica encontrar pontos tranquilos, onde pode fazer uma pausa, mas não fique extremamente focado em agarras especificas. Escale rapidamente com descansos minimos, até chegar na próxima parada.

Os erros podem ser assutadores, mas dá para evitar a queda. Quedas de aderência tendem a ser lentas e de baixo impacto Correr funciona para quedas curtas, mas a menos que você saiba como faze-lo, de preferência a deixar o corpo escorregar, mantendo a posição de escalada, deixe escorregar pelos seus pés, tapeando a rocha com as mãos para manter o equilibrio. Se você escorregar com as mãos na rocha sem tapear, vai queimar as mãos. Olhe para onde você está indo, esteja atento para desviar de grampos, chapas ou obstáculos que possam vir no seu caminho.

“Ainda Não Mijei Hoje”

Minha primeira impressão da serra do Cuó foi incrível. A vista de longe é de duas enormes paredes laranja que só me lembravam as imagens que vi das tão aclamadas paredes da Catalunia espanhola. Já passavam da 9:30 da manhã e o sol não estava de brincadeira, a trilha era claramente longa e exposta, o que me deixou com um sentimento misto de “eu preciso ir nessa linda parede AGORA!” intercalado com “Eu não quero subir essa trilha de jeito NENHUM! ” Para minha sorte (ou não) os amigos Janine Falcão e Allyson Laurentino tinham programado algo bem mais amigável para o pouco tempo que tínhamos disponível. Acontece que ao longo da inclinada vegetação que se forma aos pés dos dois paredões, a superfície é recoberta de enormes blocos de pedra, tão grandes quanto a famosa pedra do Urubu no Rio de Janeiro. Blocos que talvez tenham rolado dos paredões em algum momento do passado, análise que deixo pros geólogos. Muitos blocos, com todas as faces verticais e negativas, oferecendo inúmeras vias e permitindo que os escaladores escolhessem o lado da sombra e se ajustassem a mesma ao longo do dia. E o que mais me chamou a atenção foi a existência de fendas, muitas fendas, e devo admitir que esportiva com proteção móvel é um dos meus estilos favoritos. Escalei algumas vias ali e no fim me deparei com uma linha que me chamou muito a atenção. Perguntei que via era e o Allysson me confirmou que era um projeto. Que o conquistador, Victor Hugo Vasco, tinha montado a linha mas não tinha conseguido a tão desejada “cadena” que move o escalador de esportiva. Me interessei e resolvi tentar. Primeiro em “top rope”. Se não tinha cadena devia ser muito acima do meu grau, mas para a minha surpresa não era. O grau da via concentra-se nos dois movimentos inciais, um boulder de calcanhar seguido de um movimento dinâmico. Cheguei a sugerir 7c, mas depois de escalar mais pelo nordeste achei melhor deixar 7b, sim amigos, o grau deles é duro! E a graduação deve ser mantida de acordo com o local. Na primeira tentativa guiando me “emocionei” e não consegui repetir a saída, a cadena só saiu depois de um descanso, um lanchinho e um terceiro e último “pega”. Virando o boulder a via fica bem fácil, algo como um 4o grau a ser protegido com um camalot .75 ou equivalente.

Já que o Allysson me garantiu que eu tava levando a “primeira ascensão” ele me deu o direito de dar o nome da via, e eu sugeri “Ainda não mijei hoje” singela homenagem ao “chilique” do dia anterior que só quem estava no 14 EENe presenciou. Depois de um dia no Cuó eu olhei pra trás de novo e voltei a encarar os dois paredões. Refleti sobre o local, sobre um 7b sem cadena e terminei com minha segunda e última impressão do Cuó. Muito potencial! Uma rocha magnífica, cheia de fendas, com oportunidades para todos os níveis, níveis de escalada ou de disposição. Um local que vem recebendo escaladores conquistadores, mas que ainda não tiveram tempo nem de encadenar as próprias vias, será que é porque ainda não conseguiram parar para escalar? De tanta parede que tem para conquistar? Porque cada linha que se abre, a próxima é mais bonita e mais chamativa? Só sei de uma coisa, se as 9:30 eu não tinha certeza se queria “chegar lá”, as 13:30 eu só pensava em chegar lá “de qualquer jeito!!!”