Aprenda a Escalar Vias Tradicionais: Colocação de Móveis e Equalizações

Artigo publicado originalmente em climbing.com por Julie Ellisson

A parte mais complicada – e mais importante – de uma via de escalada de várias cordadas de escalada tradicional são as colocações sólidas das proteções móveis e a montagem de equalizações seguras de forma rápida. Existem algumas dúzias de formas de faze-lo corretamente – tanto quanto faze-lo horrivelmente errado. Neste artigo há algumas regras gerais a se seguir, mas as colocações exatas e a estrutura da sua equalização vai depender da situação específica: tamanho da fenda e orientação, que peças você ainda tem para usar, direção da via em relação a parada anterior e à próxima parada e assim a lista continua. Tenha sempre em mente que os pontos a seguir é uma boa base mas o melhor é ter um mentor na escalada ou um instrutor certificado com muita experiência.

Todas as Paradas devem ser EARNSER

Equalizada

Todas as peças devem distribuir igualitariamente o peso e se uma das peças falhar nenhuma das peças deve sofrer impacto ou mesmo toda o peso que estava na peça que falhou.

Angulada Corretamente

Os ângulos das fitas ligando as peças ao ponto central (onde o mosquetão mãe esta clipado) são de no máximo 60º para cada um ou menos.

Redundante

Cada peça da ancoragem está “backupiada” então se alguma peça falhar a ancoragem inteira ainda deverá estar bem sólida.

Sem Extensões

Se uma peça falhar, a ancoragem não deverá estar montada de forma que muita folga é adicionada ao sistema e a ancoragem se torne estendida.

Sólida

Cada peça deverá estar individualmente forte e bem colocada.

Rápida

A ancoragem toda não deve ser difícil de montar e deve ser eficiente.

BÁSICO DE COLOCAÇÕES

Móvel mal colocado e Móvel bem colocado

Esquerda: As castanholas não estão realmente encaixadas (pouca abertura das castanholas) o que significa que não está sólida.

Direita: Boa colocação. Bom contato com a rocha, quantidade ideal da abertura das castanholas e orientado de forma a proteger a direção da queda.

DE RUIM A BOM

Erros comuns de Equalizações corrigidas

Esquerda: Sem proteção contra puxões para cima. Esses nuts estão colocados para proteger apenas puxões para baixo, então se o segue for jogado para cima pela queda de um guia, esta ancoragem pode falhar facilmente.

Direita: Adicione uma peça direcionadora para cima, como um móvel. Essa peça vai proteger contra forças que puxem para cima ou para fora. É tão bom quanto a peça mais baixa da equalização.

Esquerda: Ancoragem Sem estar equalizada. Em uma queda, a maior parte da força na equalização vai impactar na peça superior da esquerda. Se essa peça sair, as outras peças sofrerão impacto e toda a equalização pode vir a falhar.

Direita: Equalize-a. Cada peça recebe a mesma quantidade de força quando o puxão vem direto para baixo. E, se uma peça falhar, as outras não sofrerão impacto.

O PROCESSO EQUALIZADO

Uma vez que você tiver chegado a parada, descubra onde você pode fazer três boas colocações, preferencialmente acima da altura do peito e relativamente próximas, mas você precisará usar o que estiver disponível. Coloque cada peça e clipe-as com um cordelete fechado ou uma fita longa. Puxe o cordelete/fita entre cada uma das peças, para baixo, deixe os loops entre as peças esticados igualmente (angulando-as na direção de onde o participante estará vindo) e faça um nó oito em uma ponta conectando todos os loops. Esses loops abaixo do nó são o ponto principal onde você deve se clipar e montar o equipamento de dar segurança.

Saber exatamente que equipamento você vai precisar em cada parada  é o ideal – mas isso raramente acontece. Construir uma equalização com móveis limitados e as colocações é como resolver um quebra cabeça e uma grande habilidade a se ter. Pergunte a alguns amigos escaladores que já tiverem feito a via e leia as descrições dos detalhes, como “guarde o nº1 e o nº2 para a equalização e mantenha isso em mente enquanto estiver escalando. Se não tiver nenhuma informação concreta e não souber o que haverá acima uma boa regra é tentar salvar uma peça pequena, uma média e uma grande para montar a equalização. Se você ficar sem fitas ou cordeletes você pode sempre construir uma equalização com a corda. E lembre-se sempre de proteções naturais como uma árvore (deve ser pelo menos 12 cm, firmemente enraizado e viva!) e bicos de pedra podem ser ideais para por fitas como uma parte da equalização.

Aprenda a Escalar Vias Tradicionais: Guiando e de Segundo

Se encordar à “Ponta Afiada da Corda” Não é tudo que há para fazer. Você precisa entender completamente a arte das colocações de peças móveis, sistemas de corda e como manter seu segue seguro, entre muitas outras coisas.

Guiando vias de várias cordadas

Se encorde e comece a escalar como você normalmente faria em uma escalada esportiva. A medida que você sobe, coloque proteções nos buracos, fendas e fissuras na rocha. Quando você chegar ao final da cordada, construa uma equalização. Ponha sua solteira na equalização, então grite para o seu parceiro “ancorado!” Quando ele responder e liberar a segurança, puxe a folga da corda e organize-a nos seus pés se houver espaço suficiente ou organize-a na solteira ou fita que está te conectando à equalização. Quando você tiver puxado toda a folga, o segundo escalador ou o participante deverá gritar, “chegou!” Monte a segurança dele no seu baudrier ou diretamente na equalização. Grite para o participante, “Segue Pronta!” A medida que ele for escalando vá puxando a folga da corda e continue organizando a corda conforme você já fez inicialmente. Quando ele chegar na parada, faça-o se prender na equalização, certifique-se que ele está em uma posição confortável e desmonte a segurança dele. Se o seu parceiro for guiar a próxima cordada, passe a ele o equipamento e inverta a corda de forma que ela não se enrole ou prenda-se (se você já tiver organizado a corda antes isso não deverá ser um problema). Após o guia estar com o equipamento, ele vai ficar preso à equalização até o segue montar sua segurança, dizendo diretamente ao escalador “Segue pronta”. O escalador pode então soltar sua solteira da equalização e começar a escalar.

Notas

  1. Sempre confira e re-confira seu próprio baudrier, nó e os de seu parceiro de escalada antes de começar a escalar.
  2. Colocar as proteções é uma arte e é preciso muita prática. Comece colocando as proteções em top rope ou na base de uma via.
  3. Sempre é melhor começar praticando a guiada em escaladas que estão abaixo do seu grau de habilidade – uma via que você sabe que pode terminar sem muito aperreio e com pouco risco de queda. Por exemplo, se você escala 6 Sup em escalada esportiva então tente guiar um 5 grau de tradicional para começar.
  4. Há infinitas possibilidades quando se fala em montar equalizações. Veja as páginas a seguir para o básico e tenha instruções com um escalador mais experiente ou mesmo um instrutor certificado de forma que você fique ciente que suas equalizações estão montadas apropriadamente.
  5. É importante usar nomes porque quando há uma distância entre você e seu parceiro e há vários escaladores na montanha, você pode acabar confundindo o grito de algum outro escalador com o de seu parceiro e coisas ruins podem acabar acontecendo. Usando nomes você pode vir a prevenir estes problemas.
  6. Enrole ou aduche a corda em voltas grande inicialmente, e então em voltas menores a medida que o segue chegar perto. Isso vai ajudar a prevenir a corda de se embaralhar e vai economizar tempo.
  7. Dar segue diretamente da equalização com um freio automático* pode ser útil porque você poderá organizar os equipamentos ou comer um lanche enquanto dá segue com segurança.
  8. “Confortável” é algo relativo quando se trata de equalizações em platôs. O Crucial é que o segue possa dar uma segurança de forma apropriada.
  9. Para evitar que algum equipamento caia durante uma troca de posições nas paradas, segure até que o outro escalador ponha a mão no equipamento e confirme em voz alta: “Peguei”

Comunicação Sem Vozes

É Crucial discutir a comunicação básica com seu parceiro antes de sair do chão. Há uma boa probabilidade de você não escutar seu parceiro quando a 50 metros ou mais acima, nas paradas, especialmente quando você tem a ação do vento, um rio com corredeira próximo ou uma estrada nas proximidades que adicione o barulho da poluição. Há diversas formas diferentes de fazer isso, mas o mais importante é desenvolver um sistema (mesmo que seja criado na hora) e mantenha-se firme a esse sistema. Um bom exemplo seria algo como: Quando o guia montar uma equalização ele puxa a corda fortemente três vezes.  O segue responde dando três puxões fortes quando tiver desmontado a segurança. Quando o guia tiver montado a segurança para o participante ele puxa a corda fortemente quatro vezes e o participante responde que ele esta escalando também puxando a corda fortemente quatro vezes.

Carregue (Menos)

Para vias mais longas (quatro cordadas ou mais), você provavelmente vai querer carregar comida, água, camadas, tênis de aproximação e outros artigos diversos. Neste caso, pegue uma pequena mochila que seja leve,  grande o suficiente para carregar o essencial para duas pessoas (16 a 20 litros é um bom tamanho) e confortável o suficiente para usar durante uma escalada. Deixe o participante carregar a mochila uma vez que o guia já esta levando todo o equipamento de escalada (ambos os escaladores devem querer levar uma mochila para vias de escalada de um dia inteiro). Para vias mais curtas (até três cordadas), você pode deixar água e o resto no chão ou você pode levar o essencial no seu baudrier. Adiciona algum peso, mas você ficará muito feliz de ter levado algum luxo consigo.

Participante em uma via de várias cordadas

Encorde-se com um oito duplo guiado no lado oposto da corda que o guia estiver usando. Clipe-se nas paradas como você faria em qualquer outra via com corda. A medida que você estiver dando segurança o escalador vai subir e colocar as proteções, quando ele chegar no final da cordada vai construir uma equalização. Após o escalador guia tiver se ancorado na equalização, vai grita: “to na minha!” Tire a sua segurança e grite: “Liberado!”, o escalador guia vai então começar a puxar a corda. Calce as sapatilhas e pegue tudo que você precisar levar consigo. Confira novamente seu nó e espere o guia gritar “Segue Pronta!” Você deverá responder “Escalando!”. A medida que você escalar, você deverá remover as proteções colocadas na via, algumas vezes com um saca nut. Organize seu equipamento no baudrier ou em uma fita a medida que você “limpa” a via. Quando você chegar ao final da cordada, você deverá se clipar diretamente à equalização e o escalador guia vai desmontar sua segurança

Notas

  1. Isso pode ser feito depois, após o guia ter terminado a primeira cordada, mas se feito antes de o guia sair do chão pode prevenir erros porque vocês podem conferir os equipamentos um do outro e também conferir os nós dados. Certifique-se que a corda aos seus pés está apropriadamente aduchada e desembaraçada de forma que você possa dar a segue suavemente ao escalador guia.
  2. Não se esqueça de conferir o seu freio e os nós e o seu baudrier.
  3. Você pode manter seu tênis de aproximação enquanto da a segurança, haverá tempo depois de troca-lo por sapatilhas de escalada.
  4. Lembre-se de usar seus nomes nas comunicações para evitar problemas.
  5. Ajude o guia certificando-se que a corda não ficará presa e de corda suavemente.
  6. É bom remover os móveis da rocha antes de desclipar da corda. Se a peça escorregar da sua mão ainda vai estar pendurada a corda.
  7. Tente visualizar como o guia colocou a peça na fenda pois é assim que deverá sair. Algumas vezes uma peça precisa ser puxada para baixo ou para as laterais antes que possa ser retirada, mas seja cuidadoso e não coloque a peça ainda mais fundo ou elas podem ficar entaladas em definitivo que também é conhecido como “overcam”.
  8. Tente equipar-se de forma organizada a medida que estiver limpando uma via, de forma a economizar tempo em cada parada. Coloque os móveis em ordem do menor para o maior, com os nuts também organizados do menor para o maior.

*Grifo nosso, lembramos que não existe um freio automático e sim freio assistido, desta forma nunca confie totalmente num freio assistido e não deixe a mão da corda solta em momento algum.

 

Aprenda a Escalar Vias Tradicionais: O Equipamento

Artigo publicado originalmente em climbing.com por Julie Ellisson

Escalada tradicional requer uma grande e complexa quantidade de equipamentos a ser usado ao invés das ancoragens para segurar uma queda. Essa proteção, também chamada de móvel, é colocada em fendas e fissuras a medida que se evolui durante uma escalada, e então removida ou limpa, quando se termina, então tudo que você deixa na rocha é um pouco de magnésio. Continue lendo para saber a diferença dos tipos de móveis e das várias formas de colocações.

UM BOM EQUIPO

Os dois tipos básicos de proteções são passivo e ativo. Ativo tem peças móveis que se expandem e contraem para caberem nas colocações. Passivo não tem peças móveis e depende completamente do formato do metal para caber nas suas colocações. Guias e Livros vão sempre te falar que tipo de equipamento você deve carregar para certos tipos de escaladas, algumas vias requerem tipos específicos de equipamentos para uma ascensão segura. Frases comuns de um guia incluem:

  • Equipamentos de 3 polegadas. Você precisa de proteções que possam entrar em buracos e fendas que são de 3 polegadas ou mais estreitos. Carregue móveis que estejam dentro dessa faixa de tamanho, incluindo pelo menos uma peça de 3″.
  • Equipamentos padrão. Isso varia de lugar para lugar, mas também pode significar um conjunto completo de peças (7 a 13 peças, que se encaixem em fissuras até cerca de 1,5″) e um conjunto de cerca de seis ou mais móveis de 3″ para baixo até 0,5″ e menor.
  • Peças duplicadas ou um jogo extra de peças. Isso significa que você deveria trazer dois jogos de peças móveis em um certo tamanho (duas peças de 1″) ou dois jogos padrões de móveis. Triplicado significa três jogos e por ai vai.

Equipamento Ativo

Móveis

Cada móvel tem três ou quatro castanholas que contraem quando o gatilho é apertado e então expandem-se para encaixar na fenda quando o gatilho é liberado. Essas castanholas são presas a molas para prender o móvel no lugar quando está sem peso. Durante uma queda a forma do móvel em geral transmite a força do impacto ao longo da haste para fora contra as paredes da fissura. Estes são ideais para fissuras paralelas e uma vez que a quantidade de contração varia, cada móvel se encaixa em diferentes fendas de diferentes larguras.

Big Bros

Desenvolvido para várias fendas, esse equipamento tem dois tubos cilíndricos que se expandem (após apertar um gatilho) para pressionar contra lados opostos de uma fenda. Um anel é rosqueado para baixo para prender a peça. Durante uma queda, um lado da peça sustenta o peso, que leva o outro lado para cima na rocha, criando a ação básica de um móvel forçando-o a ficar no mesmo lugar.

Equipamento Passivo

Nuts

Essas cunhas de alumínio, desenvolvidos para fendas menores, funcionam nas constrições de uma fenda para criar uma barreira mecânica que mantém a peça na rocha. Você pode coloca-los em alguns lugares (Lado largo para fora, para os lados, etc.), mas a colocação padrão só protege uma tração para baixo.

Hexes

Esses são feitos de blocos ocos de alumínio que são bons para fendas médias. Eles eram necessários para muitas vias antes dos móveis serem inventados, mas agora muitos escaladores preferem móveis para este tipo de colocações. No entanto, os hexágonos são mais leves, mais baratos e mais seguros em fissuras molhadas ou com gelo.

Tricams

Apesar de estes serem tecnicamente passivos porque eles não tem peças móveis, a ponta afiada de um lado e o lado oposto suavemente curvo na lateral do móvel contra a rocha para torná-los eficazes em faces paralelas e lacas.

Marque seus equipamentos

Enquanto todo escalador quer ser único, a maior parte dos nossos equipamentos são extremamente idênticos. Para distinguir as suas amadas peças das dos demais escaladores, é importante ter uma marca em cada peça, inclusive nos móveis, mosquetões e fitas. Pegar equipamento emprestado as vezes é necessário para vias tradicionais longas, onde você pode vir a precisar de várias peças iguais para completar a via e marcando-as vai te ajudar a diferenciar facilmente o que é seu e o que não é. Use uma fita (fita isolante colorida normalmente é o melhor) ou esmalte de unha com uma coloração característica para por em todo o seu equipamento. Certifique-se de colocar a fita ou esmalte de unha para fazer a marca em um local onde haverá menos abrasão e uso (ex. a parte inteira do mosquetão ao invés da área onde a corda passará no mosquetão) de forma que dure mais e nunca use esmalte em fitas ou cordeletes. Os produtos quimicos do esmalte podem danificar o nylon ou Dyneema e comprometer sua integridade. Esmalte de unha costuma durar mais que fitas e pode ser mais fácil de criar seu próprio padrão de cores, inclusive misturando cores.

Equipe-se de forma Correta

A forma como você carrega seus equipamentos enquanto escala é uma questão de preferência pessoal. Algumas pessoas preferem usar fitas penduradas nos ombros, outros preferem levar tudo no loop do seu baudrier, e outros preferem uma combinação de ambos. Qualquer que seja sua escolha, tente ordenar os equipamentos com as menores peças na frente, começando os Nuts todos em um único mosquetão e os móveis mais largos no final. Organizar seu baudrier pode tornar mais fácil de localizar uma peça correta, mas pode ser problemático se você estiver enfrentando uma chaminé ou uma fenda e precisar manter todo o equipamento em um lado especifico. Uma fita para o equipo pode lhe permitir mudar todo o equipamento de um lado para o outro do corpo com facilidade e fica mais fácil de passar todo o equipo para o seu parceiro de escalada, mas esse tipo de organização pode ser problemático em certos ângulos de escaladas onde toda a engrenagem podem variar um pouco e comprometer seu equilíbrio.

Aprenda as Técnicas apropriadas para o uso do Grigri

Aprenda técnicas apropriadas para uma segurança suave e segura

Publicado originalmente em climbing.com por Julie Ellisson

O Lançamento da Petzl em 1992, o Grigri marcou um grande passo na evolução dos equipamentos de segurança: Era um equipamento que ajudava significativamente para “pegar uma queda” e também permitia o segue a segurar e baixar o seu parceiro com pouco esforço. Os escravos da segue agradeceram, mas o uso incorreto desse equipamento recém desenvolvido começou a resultar em acidentes. A Petzl tem feito um esforço para educar os usuários, mas os maus hábitos de devotos são fáceis de quebrar e com o lançamento do Grigri 2 em 2011 é ainda mais importante do que nunca para aprender (e ensinar) técnicas adequadas.

Como Funciona

uma peça móvel interna (além da parte do corpo da peça) rotaciona para dar ao Grigri sua poderosa capacidade de “pegar quedas”. Quando a corda move rapidamente pelo equipamento (assim como na queda), o móvel é ativado e trava a corda para evitar que ela continue se movendo (A).

Como usar

Inicialmente com a posição de dar segue. No uso básico, o Grigri deverá ser usado no estilo de equipamentos tubulares. A Mão do freio nunca deveria largar a corda. A medida que o escalador sobe, dê folga a corda um pouquinho de cada vez (ou retese quando dando segue de toprope). Se o escalador cair, trave a corda para baixo  com as duas mãos. O Móvel do Grigri vai travar a maior parte ou todo o peso, mas a sua mão do freio é uma segurança adicional. Puxar a corda que sai do freio também ajuda  a ativar mais rapidamente a peça móvel.

Alimente a folga rapidamente. Se você tentar alimentar muita folga de uma vez, o móvel pode ativar, evitando que a corda passe pelo Grigri. Isso pode ser chato quando você está guiando e precisa puxar a corda para continuar escalando e clipar na próxima proteção. Antecipe-se ao escalador guia quando ele for clipar a corda e comece a alimentar a folga evitando que o Grigri trave. Com cordas mais grossas e clipadas precipitadas você pode fazer a transição temporariamente de uma mão para a outra. Mantendo três dedos de sua mão de freio envolvida em torno da corda, coloque o polegar sobre a borda traseira da alã preta e calce o seu dedo indicador sob o lábio do lado direito. Pressione para baixo com o polegar e empurre para cima com o ponteiro para segurar o móvel para baixo, momentaneamente desativando o mecanismo de bloqueio enquanto você puxa a folga com a mão esquerda. Assim que você terminar, volte a posição inicial da segurança, deixando o mecanismo móvel habilitado a se ativar, caso seja necessário. Se escalador guia cair enquanto você estivar com a mão no Grigri, rapidamente deslize a mão do freio soltando-o e levando-a de volta para a corda para travar.

Baixando. Com a corda travada na sua mão do freio, lentamente vá liberando a mão do freio. A medida que você for sentindo a resistência, continue puxando para trás suavemente. Não levante a mão totalmente, pois isso irá desativar o mecanismo do freio e poderia causar a perda do controle, especialmente se o escalador for mais pesado que você. Se o escalador estiver fora de controle enquanto você o abaixa, despreocupe-se com a suavidade e trave com a mão do freio.

Perigos

  • Alimentar o Grigri ao avesso. Siga o diagrama impresso no lado que mostra a orientação correta de uso. Puxão na ponta que vem do escalador para ver se o sistema vai ativar corretamente.
  • Segurando o dispositivo. Um instinto básico quando você toma um susto é de segurar um objeto com força, e se você está segurando o Grigri, você pode acidentalmente travar o seu ativamento.
  • Agarrando a corda do escalador em queda. Isto reduz a força no dispositivo e impede que este funcione apropriadamente.
  • Deixar de manter a sua mão na extremidade do freio. O Grigri não é mãos-livres. É Assistida por travagem. O móvel de um Grigri pode não envolver-se totalmente em pelo menos quatro situações:
    1. Com cordas muito finas.
    2. Um escalador extremamente leve.
    3. Vias com “arrasto” que reduzem a força de uma queda.
    4. Pendurando-se na corda (contra a queda) no meio da via.

Para ajudar o móvel a funcionar o segue as vezes precisa dar um passo atrás ou sentar-se enquanto ele trava com sua mão do freio.

Uso intenso, sujeira e areia podem danificar o equipamento, assim como qualquer outro equipamento. Aposente o Grigri se aparecerem partes pontiagudas ou o móvel não estiver operando suavemente.

Mosquetões: Como escolher

Artigo publicado originalmente pela equipe do site www.rei.com (tradução livre)

Tarefas diferentes de escalada requerem diferentes tipos de mosquetões. Para escolher e usa-los apropriadamente, você deve primeiro entender as diferenças entre eles. Existem três áreas principais a se considerar:

  • Formato
  • Tipo de Gatilho
  • Tamanho, peso e resistência

Uma vez que você entendas as diferenças, pense sobre suas necessidades. Que tipo de escalada você faz e como você irá usar os mosquetões vão determinar que tipo de mosquetão você deve comprar.

Formatos de Mosquetões

Formato D assimétrico:

De longe o formato mais popular, funcionam como o mosquetão D comum, mas eles são levemente menores em um dos lados para reduzir o peso. Mosquetões assimétricos normalmente tem a abertura do gatilho mais larga que os D comuns, que faz a clipada ainda mais fácil. Mas eles não tem tanta área interna como os D e os Ovais. Mosquetões assimétricos fazem parte da maioria dos mosquetões que a maioria dos escaladores possuem.

Prós

  • Abertura de gatilho largo
  • Resistente e leve

Contras

  • Mais caros que outros formatos
  • Não tao resistentes quanto os mosquetões em formato D

 

Formato Pera

Similar ao mosquetão D Assimétrico, os mosquetões de formato pera tem um abertura de gatilho larga que permite a fácil clipada da corda, nós e equipamentos. São usados na maior parte para dar segue e rapelar, mas também podem ser usados para os pontos de ancoragem para top rope e para escaladas de multiplas cordadas.

Algumas vezes você irá escutar falar de mosquetões HMS e alguns são marcados como HMS. HMS indica que o mosquetão foi projetado com um topo mais largo e mais simétrico.

Prós

  • Abertura de gatilho largo
  • Projetado especificamente para da segue e rapelar

Contras

  • Mais caros e mais pesados que a maioria dos outros mosquetões
  • Não tão resistentes quanto os formato D e os D Assimétricos

 

Formato D

Os mosquetões em formato D são excelentes para a maioria dos tipos de escaladas. Eles suportam cargas fora do seu eixo central em direção ao lado mais forte, sem gatilho, então um menor, um mosquetão D mais leve pode ser tão resistente quanto um mosquetão oval largo.

Prós

  • Formato mais resistente
  • Abertura de gatilho mais largo que o formato oval

Contras

  • Abertura de gatilho menor e mais pesado que o mosquetão assimétrico D
  • Mais caro que o formato oval

Formato Oval

Os mosquetões em formato Oval são o estilo original. Eles são verstateis e baratos, no entanto não tão fortes quanto os outros formato. Os mosquetões ovais são suaves, formato uniforme e lados curvos para limitar a variação de peso no mosquetão. Eles oferecem maior capacidade de suportar equipamentos do que os mosquetões em formato D e sua simetria 

Prós

  • Formato uniforme limita a variação da carga no mosquetão
  • Suporta mais equipamento que os mosquetões em formato D

Contras

  • Abertura de gatilho menor e mais pesado que a maioria dos mosquetões
  • Não tão resistentes quanto os outros formatos

 

Tipos de gatilhos de mosquetões

product images of different gate types on carabiners

Mosquetões de gatilho reto

Gatilhos retos padrões são fortes, duráveis e fáceis de usar. Eles são muito comuns e são usados para uma variedade de propósitos. Mosquetões de gatilho reto são encontrados nas costuras e frequentemente no rack de equipamentos, assim como em peças móveis e em stopers. Assim como o nome diz, eles são perfeitamente retos do pino até o final. Assim como a maioria dos tipos, eles são fáceis de abrir mas fecham automaticamente quando soltos.

Alguns mosquetões de gatilho reto também são mosquetões de bloqueio. Um mosquetão de bloqueio tem um entalhe liso onde o nariz do mosquetão e interagem com o gatilho. Isso mantém o mosquetão de enganchar e travar no loop do seu baudrier, bolts e chapeletas ou mesmo fitas, qualquer um dos casos podem ser muito chatos. Você provavelmente vai preferir pagar um pouco mais por esse recurso, mas é um belo upgrade.

Prós

  • Durável e fácil de usar
  • Permite pendura-lo no loop do baudrier pelo nariz do mosquetão

Contras

  • Mais pesados que os de gatilho de arame

Mosquetões de gatilhos Curvos

Esses gatilhos fortes e duráveis tem um formato com cavidade que faz a clipagem da corda mais rápida e mais fácil, eles são geralmente usados no lado da costura para a clipagem da corda.

Assim como mosquetões de gatilho reto, alguns mosquetões de gatilho curvo também tem o nariz inclinado para o loop.

Mosquetões de gatilho curvo são tipicamente de formato assimétrico.

Prós

  • De fácil clipagem para a corda
  • Durável
  • Permite o uso na cadeirinha sem se enganchar em outros equipamentos

Contras

  • Mais pesados que os de gatilho de arame

 

Mosquetões de gatilho de arame

Mosquetões de gatilho de arame usam um gatilho de aço inoxidável da largura de um arame para o gatilho, o que reduz bastante o peso geral e elimina a necessidade de algumas partes encontradas em gatilhos comuns. Gatilho de arame também permite uma abertura de gatilho mais larga. Eles tem menor probabilidade de congelar no frio e na chuva que os outros estilos de gatilhos

No entanto os gatilho de arame não parecem ser tão resistentes quanto os de gatilho tradicionais, a maioria é. Também, devido a menor massa no gatilho em si, gatilhos de arame são mais difíceis de vibrar durante uma queda.

Prós

  • Leve
  • Ajuda a reduzir a vibração do gatilho
  • Menos provável de congelar

Contras

  • Podem ser menos duráveis que os de gatilho sólido curvos ou retos

Mosquetões com trava no gatilho

Mosquetões com trava no gatilho que podem ser travados na posição fechada permitem uma proteção extra contra abertura acidental de gatilho. Eles exitem ou com trava manual ou com sistema de trava automática.

Trava Manual O Gatilho requer que o usuário rosqueie a trava manualmente para abrir ou fechar

Trava Automática Mosquetões que se travam automaticamente assim que o gatilho é fechado

Mosquetões de trava, mais pesados que os modelos sem trava, são a única opção para usar dando segue ou rapelando. Você também deveria considerar o uso em paradas ou em colocações criticas. Eles oferecem maior segurança na colocação e lhe dá paz de espirito.

Prós

  • Gatilho com trava adiciona segurança

Contras

  • Mais pesados que os outros modelos

 

Tamanho, peso e resistência dos mosquetões

Tamanho

Existem diversos tamanhos de mosquetões. Os Largos são tipicamente fáceis de manusear e de clipar (eles tem uma abertura de gatilho mais larga) e eles podem suportar mais equipamentos clipados a ele. Eles são comumente usados para dar segue e para rapelar. Mosquetões menores são mais leves e ocupam menos espaço no seu baudrier mas podem ser mais difíceis de clipar.

Folga de abertura do gatilho, Medido em milímetros, é algo que você vai querer prestar atenção quando estiver olhando o tamanho de um mosquetão. Esse número refere-se a largura em que o gatilho pode abrir, além da profundidade e formato da base do mosquetão abaixo do gatilho. Normalmente quanto menor o mosquetão, menor a amplitude que ele oferece.

Pouca amplitude de abertura do gatilho pode leva-lo a prender o dedo entre o gatilho e o corpo do mosquetão enquanto estiver clipando a corda; uma amplitude muito grande também pode tornar a clipagem da corda mais difícil. Um amplitude ideal torna a clipagem mais fácil.

Peso

Em geral quanto menos peso você carregar quando for escalar melhor. Mas mosquetões mais leves nem sempre são o ideal. Mosquetões super leves normalmente são menores, o que os tornam mais difíceis de usar quando você precisa clipar uma corda ou uma ancoragem. Além disso, mosquetões muito leves oferecem uma menor amplitude de abertura de gatilho, o que pode também significar uma menor resistência do gatilho e uma menor vida útil. Mosquetões menores também podem significar um maior desgaste para a corda uma vez que por serem menores ele pode fazer com que a corda arraste nas duas partes do mosquetão simultaneamente, fazendo a corda encontrar maior resistência para deslizar pelo mosquetão.

Resistência

A resistência dos mosquetões são medidas em três direções: extensão longitudinal (eixo maior), extensão lateral (eixo menor) e aberto (eixo principal aberto ou com o “gatilho aberto”). Estas avaliações são tipicamente marcadas na coluna vertebral do mosquetão. Todos os mosquetões de escalada devem atender os padrões da UIAA e CE, o que significa que eles devem ter resistência o suficiente desde que você os use corretamente. Resistência com o gatilho aberto e no eixo menor é onde encontramos a maior parte da variação.

 

Aqui vai como você pode ler essas avaliações: Se você refinou sua pesquisa a alguns mosquetões que vão funcionar bem para o seu estilo de escalada, olhe as avaliações de resistência como um dos pontos de decisão. Se um mosquetão fornece tudo que você precisa e é mais forte do que os outros, então você pode escolhe-lo. Tenha em mente que mosquetões mais leves são geralmente mais fracos do que os maiores, mais pesados mas nem sempre.

Uma nota sobre a vibração do gatilho: A dinâmica de praticamente qualquer queda de escalada pode causar a vibração do gatilho, o que pode produzir a força global de um mosquetão à sua força de gatilho aberto, criando uma probabilidade maior de que o mosquetão possa quebrar. Pode ocorrer quando:

  • A inércia do gatilho ultrapassa a tensão da mola que o prende no lugar
  • O gatilho colide com algum outro objeto

Para se proteger contra esse tipo de falha do mosquetão, escolha os mosquetões com formato especifico (assim como os gatilhos de arame) e/ou tensões de mola dura. Você também pode optar por mosquetões com gatilhos de rosca e/ou com alta resistência com o gatilho aberto.

Que mosquetão usar

Uma vez que você tenha entendido o formato, o tipo de gatilho, tamanho, peso e o efeito da resistência de um mosquetão, é útil pensar sobre como você ira usa-los.

Determinadas situações que tornam um tipo de mosquetão ideal para um tipo de uso pode não ser igual para outros tipos de uso. Por exemplo: mosquetões pequenos de gatilho de arame podem ser ótimos para organizar os equipamentos no baudrier ou para fazer costuras mais leves para vias tradicionais, mas eles não são tão fáceis de clipar a corda como os mosquetões mais largos e pesados.

Escaladores mais experientes desenvolvem a preferência por certos tipos de mosquetões de um certo tamanho ouformato e com um certo tipo de gatilho. Se você esta apenas iniciando, aqui vão algumas dicas:

 

Uso                                                                                            Tipo de Mosquetão

Dar segue e rapelar                                                                  Mosquetão tipo pera com trava no gatilho

Costuras para escalada esportiva                                           Mosquetão assimétrico D com gatilhos retos, curvos ou de arame

Costuras para escalada tradicional                                        Mosquetão tipo D com gatilho de arame

Organizar equipamento no Baudrier                                   Mosquetão assimétrico D, D ou Oval

 

Uma vez que você tiver aprofundado sua própria pesquisa, pode ser útil perguntar a um vendedor ou em lojas especializadas. Escolha alguns modelos e sinta como fica na sua mão, quão faceis podem ser para clipar ou desclipar e quão suaves os gatilhos funcionam. Para mosquetões de trava, tente travar e destravar o gatilho algumas vezes (com apenas uma mão). Escolha o modelo que lhe deixa confortável e é de fácil uso.

Sua segurança é sua própria responsabilidade. Nenhum artigo ou vídeo poderá substituir uma instrução apropriada e a experiência. Certifique-se de praticar as técnicas apropriadamente e siga os padrões de segurança antes de escalar.

 

 

Eleve sua performance de escalada com Suplementação de Nitrato

Publicado originalmente por climbing.com por Scott Ferguson (tradução livre)

Suplemente com nitrato para escalar mais rápido, forte e por mais tempo.

Da dieta diária ao equipamento mais leve à técnica mental, escaladores estão sempre procurando por um pequeno detalhe que pode lhe dar um nível de performance ainda melhor e a fisiologia ou o estudo dos sistemas vivos tem sido um fator que tem empurrado a escalada por um século. Por exemplo, foi o trabalho do fisiologista Griffith Pugh sobre performance do exercício na altitude que permitiu Tenzing Norgay e Sir Edmundo Hillary a atingirem o cume do Everest em 1953. Recentemente, inúmeros estudos universitários tem sugerido uma dieta de suplementação do nitrato (particularmente suco de beterraba) pode beneficiar atletas tanto no nível do mar como em alta altitude. A medida que os escaladores consistentemente utilizam um a maior variação de movimentos de baixa a alta intensidade em diversas situações. Para boulderistas, a suplementação podem lhes conceder aquela força muscular extra necessária para fazer um movimento difícil. Escaladores de esportiva perceberam a habilidade de forçar a barra em uma sequência e ainda terem força extra para terminar a cordada. Basicamente suplementação com nitrato é igual a uma melhor performance no geral, independente da sua disciplina enquanto escalador. Aqui vão algumas linhas gerais sobre como funciona e como você pode usar para melhorar sua performance tanto nas vias esportivas como nas aventuras das escaladas tradicionais.

O Básico

Aumentando a entrega de Oxigênio

Durante o descanso e em exercícios de baixa intensidade, nossos músculos utilizam-se do metabolismo oxidativo para criar a energia que eles precisam para a contração muscular. Esse tipo de metabolismo usa gordura, como pode soar, depende pesadamente da disponibilidade de oxigênio entregue por nosso sangue. A coisa boa a esse respeito é que o metabolismo oxidativo é sustentado devido a abundancia de gordura disponível permitindo-nos continuar a se exercitar em baixa intensidade por longos períodos.

Durante o exercício nossos músculos necessitam aumentar o fluxo sanguíneo para atender a demanda metabólica crescente. Nitrato de oxigênio (NO) é uma chave molecular responsável por aumentar o fluxo sanguíneo para nossos músculos. Quando produzido, dilata (torna mais larga) as veias sanguíneas, permitindo o sangue a fluir numa velocidade maior (como abrir uma torneira). A falha de entregar quantidades adequadas de oxigênio aos nossos músculos resultam em uma troca para o metabolismo baseado em glicose, que depende de carboidratos e produz ácido lático e ions de hidrogênio, lançando assim as sementes para a fadiga muscular. Portanto, o fluxo sanguíneo suficiente durante o exercício é fundamental par maximizar o desempenho e a resistência muscular.

O Extra

Complementando com nitrato

Por sorte, para nós, podemos aumentar a disponibilidade de NO simplesmente aumentando a quantidade de nitrato em nossa dieta. Quando nitrato (NO3-) é ingerido, entra na circulação através do estomago e depois é absorvido  através das glândulas salivares e secretadas na boca, onde é reduzido a nitrito (NO2-) através de boas bactérias que vivem lá. O NO2- é então ingerido, absorvido pelo seu sangue e depois mais reduzido para NO. O resultado é maior fluxo de sangue durante o exercício, redução na produção de lactato no sangue e melhora da força muscular e na capacidade de praticar exercícios que é reforçada por números na ordem de 18%. Além disso, aumenta a eficiência da mitocôndria (os produtores de energia primária nas células) reduzindo efetivamente a necessidade de oxigênio em face a maior disponibilidade de oxigênio. Este é como aumentar o tamanho do tanque de combustível do teu carro além de melhorar a economia de combustível do motor.

As Linhas Gerais:

Maximizando os efeitos

Enquanto a maioria dos estudos sobre aumento da performance atlética oriunda da suplementação de nitrato tem focado em suco de beterraba, há uma grande variedade de verde, vegetais e folhas que podem fornecer quantidades suficientes de nitrato, como espinafre e rúcula. Abaixo vão algumas linhas gerais sobre quando e como suplementar e como maximizar seus efeitos.

  • Efeitos tem uma maior otimização após 2 a 3 horas de consumido (diferentemente de outros suplementos pré-treino que são recomendados para 15 a 30 minutos antes do exercício) de 8 a 9 milimols (milemol é uma medida de concentração) de nitrato, que traduz-se em algo como 100 a 200 gramas (1/2 copo a 1 copo) de espinafre ou 200 a 300 gramas (1 copo a 1 1/2 copo) de alface. Para suco de beterraba você vai precisar de 1/2 a 1 litro para obter essas quantidades, o que é muito, mas existem algumas opções de polpa disponíveis. Não ha nenhum beneficio adicional por consumir mais que essa quantidade. (Ex. Mais não é melhor)
  • Muitos atletas usam a versão concentrada de suco de beterraba disponíveis. Cada polpa tem aproximadamente 4 mmol de NO3- em 70 ml de suco (uma polpa aproximadamente). Isso é uma forma rápida e conveniente para atletas consumirem a quantidade necessária para obter benefícios fisiológicos e é fácil trazer seu suplemento para expedições. Para um melhor resultado consuma duas polpas (140 ml). Se você tiver um liquidificador você pode fazer seu próprio drinque rico em nitrato ao jogar algumas beterrabas, cenouras e algum espinafre.
  • Ferver ou cozinhar beterrabas ou espinafre também é uma opção. Aproveitar a água usada para cozinhar as beterrabas pode ser uma ótima forma de absorver nitrato e pode ser consumido mais tarde. Pense nisso como fazendo sua própria bebida esportiva.
  • Alguns dos efeitos da suplementação de nitrato pode ser percebidas após 3 horas de consumido, enquanto outros podem demorar dias (de 3 a 6). Isso pode ser porque leva vários dias de aumento dos níveis de NO3- e NO2- para provocar mudanças chave na proteína dos músculos ósseos e do sistema cardiovascular. É aconselhável usar este suplemento regularmente por algumas semanas antes de escaladas que exigem mais de você para colher o máximo dos seus benefícios.
  • Faça sua refeição enriquecida de nitrato pelo menos 2 a 3 horas antes de iniciar as escaladas. Isto te dará tempo suficiente para que possa entrar na corrente sanguínea, seja secretado na boca e reduzido a nitrato pelas bactérias da boca. Estudos também mostram que usar enxaguantes bucais anti-bacterianos elimina completamente os efeitos da suplementação, então largue o listerine nos dias de suplementação.
  • O Extra na sua performance ou resistência não vão durar o dia inteiro. De fato, provavelmente irá cair com 8 a 10 horas de ingerido o suco ou a bebida esportiva. Para prevenir isso tome duas doses diárias. Tome uma algumas horas antes de começar a escalada e outra na hora do almoço/lanche.

O Processo

Passo 1

Nitrate supplement rock climbing health

O Nitrato é consumido.

NO3- é absorvido e secretado na boca por suas glândulas salivares. Então é reduzido a NO2- através do trabalho da bactéria)

Passo 2

Aumentado a disponibilidade de O2

Diminuição do Ácido Lático

Diminuição da Demanda por O2

NO20 é então reduzido a NO, que dilata as veias sanguíneas aumentando assim a entrega de oxigênio. NO também aumenta a eficiência da mitocôndria que é a maior produtora de energia em nossos músculos.

Passo 3

Nitrate supplement rock climbing health

Pico da perfomance

Redução na necessidade de O2 para sustentar o exercício (Ex. Mais energia após uma longa caminhada de aproximação). O fluxo sanguíneo aumentado reduz a acumulação de metabólitos associados a fadiga (como o lactato).

Scott Ferguson tem um Mestrado em Cinesiologia e está concluindo o seu doutorado em fisiologia do exercício pela Universidade Estadual do Kansas, com foco sobre os impactos da suplementação de nitrato no desempenho de exercícios.

Treinamento: 6 Maneiras de tornar qualquer exercício mais especifico para a escalada

Modifique exercícios comuns para focados para o Climb.

Publicado originalmente em climbing.com por Jared Vagy (tradução livre)

A Maioria dos escaladores dedicados gastam tempo treinando em academias, mas muito do tempo gasto é desperdiçado na pratica de exercícios que influenciam minimamente nos movimentos para a escalada. Além disso, focar no fortalecimento de movimentos não eficientes podem levar a lesão quando escalando devido ao fato de que você não estar treinando os músculos apropriadamente para trabalharem em harmonia. As pesquisas recentes da ciência esportiva ( e da lógica e bom senso) suporta a teoria de que quanto mais um exercício foca no movimento no esporte, mais o exercício vai afetar positivamente na sua performance naquele esporte. Para a escalada, o segredo para o sucesso de um treinamento é manter a posição corporal semelhante ao posicionamento durante a escalada. Como um escalador e médico, eu desenvolvi seis regras básicas que podem ser aplicadas a exercícios comuns para tornar-los mais focados para a escalada. Ao fazer essas pequenas alterações e prestar atenção ao seu corpo do calcanhar a ponta dos dedos, você pode reduzir drasticamente a falta de eficiência de qualquer exercício, independentemente de ser levantamento de peso pesado ou apenas usando o peso do seu próprio corpo.

As 6  Regras

Para criar as regras a seguir, eu estudei as características mais comuns de uma postura “ideal’ para a escalada. Claro que um posicionamento perfeito do corpo vai variar de acordo com o terreno, ângulo, forma de segurar a agarra, etc…Mas você irá encontrar que estas sugestões refletem as posturas mais comumente usadas. Algumas dessas regras podem inclusive parecerem bem intuiticas, especialmente para escaladores mais experientes, mas pense sobre a última vez que você foi a uma academia – você possivelmente não tenha praticado nenhuma delas. No máximo, provavelmente uma ou duas dessas regras. Quanto mais você puder incorporar essas regras nos seus exercícios, melhor serão os benefícios do seu treinamento para a escalada. Isso irá até lhe ajudar a treinar a mente para ativar diferentes partes do corpo simultaneamente, o que irá lhe ajudar a ser mais fluido e intuitivo enquanto escalador.

  1. Peso nos dedos dos pés

Ao escalar você raramente transfere o peso para os calcanhares, a menos que você esteja usando uma chave de calcanhar, ou pisando para trás, de pé sobre uma laje ou então em uma chaminé. Com arestas, escala de faces, tetos negativos e até a escalada em fendas, os dedos dos pés fazem quase todo o trabalho para dar forças as pernas e equilibrar nas agarras. Então, quando estiver treinado para a escalada é importante mudar o peso para os dedos dos seus pés. Não jogue todo o peso do seu corpo para os dedos pequenos, mas pense sobre como fazer uma mudança suave do seu peso para a frente do seu pé e calmamente então vá levantando o seu calcanhar. Isso irá gastar 99% do seu tempo de escalada e provavelmente 0% do seu tempo de treinamento quando não esta escalando. Funciona melhor quando aplicado a exercícios que focam na parte superior do corpo, bíceps, ombros… como a maioria dos exercícios para a parte inferior já são naturalmente recomendados. Construa a resistência, fazendo levantamento nas panturrilhas, com ou sem preso, em seguida tente fazer uma perna de cada vez para imitar o movimento da escalada ainda mais próximo do real. Se isso é fácil demais tente executar um flag ao fazer o levantamento ou feche os olhos para adicionar o equilíbrio ao desafio.

2. Dobre os joelhos

Cada montanhista iniciante é iniciado a ideia de esticar seus braços para segurar o corpo ao invés de usar a energia preciosa dos bíceps, mas para que você possa esticar os braços você deve dobrar os joelhos. Isso irá fazer com que o peso do seu corpo saía dos seus braços e vá para as suas pernas, onde seu corpo tem músculos mais fortes e especialmente projetados para suportar e transferir o seu peso inteiro com mais facilidade e eficiência. Seus braços não são projetados para fazer isso. Com isso em mente, faça exercícios que treinem seus joelhos para dobrar enquanto seus braços alcançam ou puxam ao mesmo tempo. Faça exercícios de braça como extensões de tríceps e uma posição de agachamento, ao invés de em pé, vai ensinar os músculos das pernas para se envolverem durante o movimento do braço. Construir esta memória muscular vai te ajudar em todos os aspectos da sua escalada.

3. Utilize o abdômen

Manter a tensão da sua core (tronco) permitirão uma transferência de energia eficiente para os seus pés e mãos, e quanto mais estável você estiver durante a escalada, mais eficiente será sua movimentação. Os músculos da core raramente são usados para iniciar um movimento, então evite esses exercícios, o abdominal padrão por exemplo, não se assemelha com a escalada. Ao invés disso, foque mais em exercícios que mantêm o seu tronco estável enquanto movimentando os braços ou pernas, como executar a “prancha” e levantar um braço ou uma perna de cada vez. Tente manter o tronco enquanto está movimentando o membro escolhido em um movimento controlado, que é exatamente o que você poderá vir a necessitar durante uma escalada.

4. Retraia a omoplata

As omoplatas fornecem a base estável para a mobilidade dos braços. Quando você envolver os seus ombros, você pode aliviar o stress e o peso dos seus braços e ombros, ajudando a direcionar a força ao seu tronco. Para demonstrar isso, levante um peso acima da sua cabeça com as omoplatas relaxadas e ombros caídos para a frente, em seguida, levante o mesmo peso com as omoplatas retraídas para trás. Qual é mais fácil? Você vai notar o peso se sente mais leve para levantar que o último. Quando você envolver os seus músculos da omoplata, você dará suporte adicional para seus braços. Certifique-se de envolve-los puxando-os suavemente na direção da coluna durante todos os exercícios de treinamento, incluindo o treino no fingerboard.

5. Mantenha os braços acima dos ombros

A maior parcela da escalada envolve estarem acima da altura dos ombros. Há poucas situações onde os braços estão trabalhando abaixo da altura dos ombros (cristais, agarra baixa e travessias). Exercícios com as mãos abaixo dos ombros são dificilmente traduzidos em movimentos de escalada. Evite exercícios tradicionais de manguito rotador, onde seu cotovelo é dobrado 90º e gira a mão para fora de seu abdômen com resistência. Esse movimento não reflete como o manguito é acionado durante uma escalada. Fortaleça os ombros segurando seus braços para fora e acima de seus ombros com a resistência de uma fita ou banda.

6. Mantenha os cotovelos retos

Corrija os cotovelos quando escalando aderências e em negativos, colocando o peso no esqueleto e tirando-os dos ombros e bíceps. Isso permitirá uma maior circulação e mais eficiente uso da energia. A menos que você esteja focando em movimentos fortes de chaves com flexão dos bíceps, tente manter-los esticados durante outro treinamento, tais como círculos de braço e levantamento de braço esticado.

O Exercício Perfeito

Este exercício demonstra pressionar os braços para fora com a resistência de uma fita/banda (fortalece ombros), com os braços esticados acima da altura dos ombros enquanto colocando peso nos dedos dos pés, envolvendo o abdominal, dobrando os joelhos e retraindo a omoplata. Tente ser criativo com os seus exercícios e veja como muitos deles podem atender as seis regras.

Como limpar ancoragens móveis

Publicado originalmente em climbing.com por Laura Snider (tradução livre)

Ficar experiente na arte de limpar a via de proteções móveis é um rito de passagem aos aspirantes a escaladores de tradicionais. Você conhece a história: O segundo, um escalador novato de vias tradicionais, batalha com o móvel por uma eternidade até perceber que ta preso. Travado, bloqueado, preso! Impossível de retira-lo. O Escalador guia, mais experiente não aceita (e não quer ter que recomprar uma peça nova também), então ele rapela até o ponto em questão para analisar a situação e consegue retirar a peça em 3 segundos. Aqui vai como recuperar aquelas peças móveis entaladas de forma fácil e rápida.

Visualize a colocação

Segure-a. Antes de você apertar o gatilho, pense sobre como provavelmente a peça entrará na fenda. Se há uma constrição de rocha para baixo, provavelmente ele foi posto entrando por cima ou vice- versa. Procure por aberturas onde o móvel pode ter sido encaixado com as castanhas fechadas. Se a peça entrou em direção para onde está é geometria básica e lógica que você precise tirar a peça pelo mesmo lugar que ela entrou.

Aperte o Gatilho

Agora é hora do obvio quanto a retirada de um móvel. Aperte o gatilho e tranquilamente vá direcionando a peça na direção que você imagina que ela entrou. Seja cuidadoso para não mover mais para dentro da rocha ou para não coloca-la em um lugar ainda mais apertado, que se ocorrer é conhecido como overcam, o equipamento fica em um lugar praticamente impossível de retira-lo.

Estenda o seu alcance

Não limite o uso dos seus Nuts apenas para entalar na rocha, este equipamento multi-uso são ideais para alcançar o gatilho do seu móvel quando ele esta muito entalado na fenda. Colo sua peça para dentro da fenda e lace o gatilho com o gancho do cabo do outro lado do Nut. Tente chegar o mais próximo do cabo central da peça para um melhor apoio e até puxada. Se você puxar um lado mais que o outro, ele pode contrair alguma das castanholas de forma a entalar ainda mais a peça. Ajuda a estabilizar a peça e você pode até ajudar com a outra mão direcionando o mais próximo possível que você puder.

Os Nuts também podem ser úteis para puxar uma castanhola por vez da peça móvel. Mesmo quando parece que não dá mais para puxar o gatilho, as castanholas ainda podem se mexer um pouco mais, se contraindo e co isso, há chances de retirar a peça entalada, no estilo overcam. Se você tiver problemas para alcançar o gatilho com um Nut, você também pode tentar laçar o gatilho com o cabo de um Nut ou com o cabo de dois Nuts, um de cada lado do gatilho. Clipe os Nuts om um mosquetão e puxe (foto acima).

Fique Confortável

Para um móvel realmente entalado, você pode precisar usar as duas mãos. Ou apenas se pendurar na corda, as vezes o esticão dela dificulte o seu acesso a posição ideal. Averigue quais as peças que você já limpou e veja se é possível colocar outra peça abaixo da peça entalada. Se protegendo nessa nova peça – com uma costura, fita ou corda – pode ser que você consiga achar a posição ideal para trabalhar na peça entalada.

Pense de forma Criativa

Você ouviu a definição de loucura: fazer a mesma coisa repetidas vezes, uma atras da outra e esperar ter resultados diferentes. Bem, se o que você esta fazendo não esta funcionando, pare de faze-lo e tente algo novo. Mova a peça para baixo ao invés de para cima, para trás antes de puxar para frente, ou adicione uma sacolejada. Também pode lhe ajudar mudar a sua perspectiva. Fique abaixo ou acima da peça, o que vai lhe permitir um angulo diferente para mexer na peça no sentido de retira-la.

Seja Paciente

Persistência tem seus benefícios. Você não vê muitas peças móveis completamente entaladas overcam porque uma dose extra de paciência e persistência costuma funcionar. Se parece realmente entalado/overcam então respire fundo, relaxe e tente novamente.

Técnicas de Escaladas: Como Flagar

Publicado originalmente em climbing.com por Julie Ellisson (tradução livre)

http://www.climbing.com/skills/climbing-techniques-how-to-flag/

Não seria massa se o crux no seu projeto tivessa uma longa, aderente, e perfeito gancho para o pé, no lugar perfeito? Mas então nenhuma escalada seria mais difícil que um 5.8, e qual a graça teria? A medida que você avança no mundo da escalada de vias intermediarias e avançadas, você vai se encontrar forçado a usar posicionamentos estranhos do corpo, seja porque não há agarras fáceis ou porque o movimento de fato é mais fácil se você fizer-lo com os pés pendurados. Uma técnica chamada “Flag” ou “Flagar” (pronuncia-se fleg ou flegar) lhe permite usar aquele gancho de pé como um contra-balanço para fazer a próxima movimentação, ganhar mais estatura e prevenir que abra uma janela. Essa movimentação pode ser usado em todos os ângulos e tipos de vias (exceto abaulados, normalmente), e você irá descobrir que flagar lhe faz um escalador mais suave quando se adiciona esta movimentação a sua lista de habilidades. Abaixo nós lhe daremos dicas de como aprimorar essa técnica, incluindo algumas dicas do escalador de 5.14d Ben Spannuth.

Instruções Básicas

Flagar é especifico da localização e da qualidade das agarras, posicionamento do corpo e direção do movimento. Apesar de esses detalhes determinarem exatamente como flagar, há algumas dicas padrão: Veja uma linha vertical que percorre através do centro do seu corpo e a meta é manter o seu peso balanceado nos dois lados dessa linha. Mantendo uma tanto uma agarra de mão para o pé direito quanto para a mão esquerda, uma vez que você tiver iniciado o movimento, seu é esquerdo vai girar para fora (abrindo uma janela) lhe jogando para fora. Flag o pé esquerdo atrás do pé direito (um flag traseiro) para mover o peso para a direita, mais de acordo com a linha do seu pé de suporte e da mão, mantendo seu corpo sem girar ou sem variar o centro de gravidade. Flagar utiliza equilíbrio corporal puro (ao invés de força e resistência) para estaticamente fazer a próxima movimentação, o que melhora sua técnica no geral, reduzindo o movimento dinâmico e usando menos energia na parede. Isso significa menos balançado e tijolamento nas agarras e mais tempo subindo agarra por agarra e segurando-as bem. Com os Flags dos dois lados, mantenha a perna debilitada tão reta e travada quanto for possível, um membro do corpo pendurado solto pode facilmente puxa-lo do posicionamento.

Flag Traseiro

Comum em vias negativas e tetos, o flag traseiro põe a perna livre atras e quase perpendicular a outra perna. É usada quando você só tem agarras de um lado do seu corpo e precisa mover-se em direção oposta. Vamos dizer que sua mão esquerda e seu pé esquerdo estão em agarras e você precisa mover par a direita, um flag traseiro com a perna direita por trás e para a esquerda vai mudar seu centro de gravidade mais para a esquerda, assim, mais em linha com a mão apoiando o pé. Esta posição do corpo é mais estável e torna-se mais fácil para canalizar o poder para cima do seu pé esquerdo em seus quadris (porque eles estão mais perto em vez de estendidos para fora, com a força da perna e do pé) dando-lhe uma maior gama de movimento para travar um apoio quando se deslocam para a direita.

Flag Lateral

Com sua perna livre (ex.Perna esquerda vai sair para a sua esquerda), pressione contra a parede com o pé para dentro deste pé. Ao invés de usar uma agarra individual para o pé flagado pense na parede inteira como algo que pode ser empurrado. Quão mais forte for empurrada, maior apoio ela lhe dará para mover-se para cima, então mantenha esta perna reta e realmente empurre com o pé. Um cenário comum para o lado do flag é a mão esquerda e o pé direito em duas agarras que estão de alguma forma alinhadas verticalmente, o quadril direito levantado em direção a rocha e o pé esquerdo flagando para o lado esquerdo. O seu pé direito que lhe dará apoio para levantar-se e logo sua perna esquerda vai manter o equilíbrio do lado esquerdo. Se movendo-se para a esquerda, levante-se no pé direito e gire seu quadril direito em direção a rocha. O pé do Flag vai manter seu corpo de balançar desequilibrando-lhe.

Mais dicas de Flag

Com Ben Spannuth

  • Em geral, você vai flagar quando tiver uma boa agarra para apenas um lado do corpo, particularmente quando não der para manter os dois pés bem equilibrados.
  • Flagar é bom de todos os pontos de vista da escalada e te faz sentir-se no controle do equilíbrio em ângulos mais verticais, então é importante manter todo o seu corpo flexionado e tensionado. Em escaladas mais íngremes, pense sobre usar o flag a vontade, mantendo seu bumbum, quadril e pés envolvidos. Isso irá ajuda-lo a maximizar a posição e até mesmo manter um bom descanso se necessário.
  • Tente encontrar o posicionamento do corpo onde você minimize o número de movimentos corporais, significando que você possa alcanças a próxima agarra ao invés de pular para ela. Flagar vai lhe dar uma variedade de movimentação quando movendo-se estaticamente, então você não vai precisar mover-se dinamicamente. Ache a posição que será mais eficiente, significando que suas pernas devem apoiar a maior parte do seu peso corporal mas que ainda lhe permita alcançar a próxima agarra. Você sempre poderá botar mais peso no seu pé do que imagina. Parte disso é acreditar que um pé só é suficiente para lhe suportar, o que lhe causará por mais peso em uma agarra permitindo-lhe de se jogar mais profundamente na posição de flag.
  • No entanto o flag traseiro pode lhe botar numa posição bem estranha, não tenha medo de cair de forma estranha (mais confiança significa um flag melhor!). Os seus membros vão mover-se naturalmente e com segurança se você cair. Uma vez que você praticar isso algumas vezes, você vai começar o flag sem nem perceber. Lateral ou traseira vai se tornar uma reação natural do seu corpo ao tentar mante-lo equilibrado.