Pessoas mais velhas podem ficar mais fortes?

Realisticamente falando não se pode esperar ficar mais forte ou mais bem preparado como um veterano se você tem escalado e treinado a vida inteira. Apenas veteranos que são novos na escalada podem esperar por melhoria na força. Lembre-se, de qualquer forma, que escalar trilha e campo. Tatica, habilidade e técnica são primordiais para o esporte mais do que o ganho de força. Melhorias na escalada em geral estão nas cartas a serem jogadas pelos escaladores mais antigos, se novato ou antigo, se você usar o cerebro. eu não estou dizendo que não treine; mas após algum tempo, o treino deve focar mais na técnica e você deveria incorporar mais recuperação no seu calendário. A Distância não posso dizer o que você esta errando, mas se você esta fazendo o mesmo volume que fazia quando era mais jovem, recuperação inadequada provavelmente é a razão para a estagnação. Menos é mais quando se é um veterano, e se você descansar mais você ganhará mais.

Em adição, evite completamente exercicios de alta intensidade assim como campus board e fingerboard. Os 5 ou 10% extra você talvez ganhe fazendo esses exercicios de alto impacto não valem os seis meses de lesão. Quão mais velho você fica, mais experiente você vai ficando quanto a treinamentos de resistência e eu sugiriria evitar boulder dificeis ou ficar o dia inteiro boulderiando quando chegar aos 60 anos. Preste atençao extra a nutrição e hidratação e tenha sono o suficiente. Eu aconselharia exercicios regulares para evitar lesões como Flexões e levantamento de pulso invertido, que se tornam exponencialmente importantes para evitar lesões.

Acima de tudo, não se atenha a querer escalar com a técnica perfeita. Dê a você mesmo treinamentos constantes de técnicas – precisão em posicionamento de pés, braços esticados, se torcer em terrenos ingrimes, regular a respiração e por ai vai.

Preste atenção ao seu aquecimento e escute o seu corpo como se tivesse afinando um piano. Aqueça usando uma sequência de vias piramidais – Não muito, não pouco também, e a ascenção perfeita de graduação. Descanse entre cada explosão, e acima de tudo pegue as agarras corretas! O quanto mais velho se fica mais desmoralizado se torna se você escolher vias que não estão no seu nível de força ou resistência. Mantenha-se firme a escalada que requer um pouco de técnica e subitamente você poderá continuar a tentar desáfios num futuro .

Por: Rock and Ice (versão web) – Neil Gresham
Traduzido por Allysson Laurentino em 09 de Maio de 2016.

Faders Sum – Revisão de Equipamentos de Segurança

Por: Rock and Ice (versão web) – Jeff Jackson
Traduzido em 08 de Maio de 2016.
Faders Sum – 90 Dolares na fixe.com

Deixe-nos agradecer aos equipamentos auto-blocantes, pois eles tem salvado nossos traseiros. Eles permitem relaxarmos a vontade em PortaLedges, grampeamento de vias de escalada esportiva, ficar pela corda e descender em cordas fixas. É poeticamente fácil, mas não é nenhum exagero dizer que os equipamentos auto-blocantes – Como o GriGri da Petzl e similares – Tem mudado a cara da escalada apesar de criar defensores do estilo Old-School.

Há o SUM da fabricante espanhola Faders que assim como outros equipamentos, você passa a corda por uma guia (icones de mão e escalador indica o lado apropriado para cada ponta da corda), feche a plataforma e prenda-o ao baudrier com um mosquetão de rosca. O destaque da SUM está na habilidade de usar cordas de pequeno diametro entre 9.1 a 10.5mm, no entanto o Grigri 2 desafia o SUM no uso de cordas finas. Cada ano os fabricantes de corda diminuem a espessura de suas cordas e escaladores usam as mais finas para vias longas e com passadas técnicas como a via da Dani Andrada La Novena Enmienda (5.15a/b). Mesmo se você não escala um 5.15 (9a/9b), há vantagens de usar uma corda mais fina e obviamente mais leve.

Eu usei o SUM em conquista e em escaladas de mais de três cordadas. Primeiro eu fixei uma corda estática de 10.5mm no topo de uma falésia e usei o SUM para rapelar e intalar uns top ropes. A corda passou pelo SUM sem solavancos e sem ficar travando, por incrível que pareça mesmo enquanto eu me movimentava procurando a linha das agarras. O SUM funcionou tão bem quanto o Grigri para o rapel de corda simples. Finalmente, eu entrei no “modo desáfio” e meu segue usou o SUM para me dar segurança enquanto eu tentava mandar meu projeto. Enquanto eu era espancado, eu fiquei muito feliz que o SUM funcionou perfeitamente bem.

Quando eu dava segue percebi que lidar com folga era um pouco dificil com a corda de 10.5mm, o diametro mais espesso recomendado para o SUM. Quando eu troquei por uma corda mais fina, no entanto, a ação ficou muito mais prática.

Em conclusão, o SUM é praticamente um clone do Grigri – Ele lida com qualquer técnica de corda simples tanto quanto o melhor equipamento existente. Se você preferir cordas grossas, eu usaria o Grigri. Por outro lado, se você é da nova geração de escaladores malhando vias longas e dificeis, onde o peso total do seu equipamento realmente importa, então o SUM é a ferramenta ideal para você.

QUANTO A AVALIAÇÃO

O SUM esta ranqueado abaixo do Grigri 2 simplesmente porque não é mais suave de opera-lo, no entanto com prática funciona tão bem quanto.

Testemunhe o treinamento mental: Deixe os pensamentos de lado para melhorar a performance

Por: Rock and Ice (versão web) – Arno Ilgner
Traduzido em 27 de Abril de 2016.

Wow! em uma fração de segundo eu estava caindo no ar.

A corda ficou folgada à medida que eu caía e era jogado na nevoa e garoa. O que eu mais temia aconteceu: A proteção havia saído da laca. A corda esticou após 20 pés, me jogando de cabeça para baixo e me empurrando até parar. Eu estava abalado, mas ileso. Essa era a terceira vez em que eu visitava uma via na Headwall com 700 pés, em Whitesides na Carolina do Norte e nós estavamos apanhando mais uma vez.

Uma Primeira Ascensão é difícil, um desafio de diversos níveis, psicologicamente desafiador e cansativo. Se vamos conseguir mandar a via ou não é um convite ao desconhecido.

Na nevoa e garoa de Whitesides, Doyle Parsons e eu estavamos ambos encarando o desconhecido, mas o nosso “eu interior” que iria a decidir o nosso destino. Nós estavamos cansados, molhados e desencorajados.

“Não dá para escalar na chuva”, eu disse para ajudar a justificar a decisão. Nos arrumamos e saimos.

Sua mente fará de tudo para evitar estar presente no estresse inerente ao desáfio da escalada. Ela vai criar pensamentos de fuga do estresse, assim como me aconteceu em Whitesides. Um outro pensamento de fuga é: “Eu estou muito Tijolado para continuar”.

Essa tendência de fuga da mente é natural. O que você pode fazer a respeito é simplesmente identificar ou perceber quando esses pensamentos ocorrem.

Você não pode “consertar” a mente da perspectiva dela própria. O Treinamento mental deve ser feito da perspectiva que é removida da própria mente. Você precisa de uma abordagem diferente.

Muitas pessoas estão tão habituados a essa forma de pensar que nem percebem que estão pensando assim. Ainda assim você não pensa assim o tempo todo. Você pensa a maior parte do tempo, mas há lacunas entre pensamentos. É nessas lacunas que reside o “estar consciente”. Você pode “estar consciente”, isto é, Preste Atenção e Observe quando sua mente gera pensamentos. Prestar atenção a mente cria pensamentos que ajudam a perceber que eles são apenas isso, Pensamentos!

Talvez a mudança mais critica que você pode fazer no seu desenvolvimento mental é aprender a controla-lo da perspectiva de “estar consciente”. Seu desenvolvimento mental irá evoluir na mesma velocidade que você conseguir fazer essa mudança. Assim que você começar a controlar-la da perspectiva do “estar consciente”, você irá separa o seu “eu consciente” dos efeitos limitadores dos pensamentos.

Praticando o “Estar Consciente”

Há momentos durante a escalada que você precisa pensar, analisar os riscos e tomar decisões. Você normalmente faz isso em momentos de descanso, quando você esta protegido. Entre esses descansos esforce-se para simplesmente focar na escalada sem interferência da mente.

Para praticar, escolha uma via que esta abaixo do seu limite e que tenha quedas limpas e que você tenha experiêncie em tomar essas quedas. (depois que você fizer esse exercicio em vias abaixo do seu limite você pode progredir para vias mais dificeis). Se você não tem experiencia em guiada e quedas, o exercicio ainda pode ser util se feito em TopRope. Sua intenção é manter-se escalando independente de dúvidas na sua mente. Faça uma avaliação de risco minuciosa em posições bem protegidas.

 

Parte 1/2...

A Escalada em rocha vai perder lugar para os ratos de ginásio?

Por: Gregory Thomas (tradução livre)

Os melhores escaladores dessa geração construíram sua técnica escalando em ginásios. Agora eles estão experimentando Paredões.

Quatro anos atrás, Reinhold Messner tentou persuadir sua convidada num jantar, Sasha DiGiulian, escaladora profissional,  então com 19 anos à experimentar a escalada em rocha. Ele pegou uma caneta do bolso, virou o cardápio de vinhos e então começou a desenhar uma montanha nas Dolomitas Italianas, que ele escalou quando era mais jovem. Os dois haviam apenas se conhecido, eles estavam em Salt Lake City para participar da entrega de prêmios no evento anual da indústria de equipamento de escalada “Outdoor Retailer”, e Messner acreditava que alguém com a técnica de DiGiulian estava perdendo seu talento escalando em madeira e resina.

“Sasha esta no caminho de se transformar na escaladora guia do novo século” Comenta Messner. “Então ela deveria saber disso”.

No entanto, DiGiulian, agora 23, já havia escalado em rocha antes, mas o foco dela era dominar o circuito mundial de Bouldering, que acontece praticamente 100% indoor. Ela se consagrou campeã mundial em 2011 e ela ganhou três títulos nacionais entre 2010 e 2012.

FInalmente em 2013, DiGiulian foi a Itália e mandou a primeira ascensão (FA) feminino da via #Bellavista graduada em 5.14b (um 11a brasileiro), seu primeiro grande feito na Escalada em Rocha.

“Eu percebi que o que eu realmente quero fazer no esporte não é gastar todo meu tempo no ginásio.” Comenta DiGiulian. “Lá fora, não há limites do quanto você pode ser bem sucedido.

Desde que desistiu da competição indoor em 2013, DiGiulian tem mantido seu olhar em novos horizontes. Em Janeiro de 2015, ela usou machadinhas de gelo selvagens na competição de escalada mista “Ouray Ice Festival”, após apredner a técnica em apenas 10 dias. No ultimo Agosto, ela participou por três semanas do ataque a face norte  da Eiger e se tornou a primeira montanhista americana a escalar aquela montanha pela via #Magic Mushroom, 5.13a (9b Brasileiro).

Que DiGiulian encontraria o sucesso pos competição, ao ar livre, não seria nenhuma surpresa para os alpnistas experientes – A forte fundação das competições traduz-se bem no mundo real na rocha. Apenas pergunte a Emily Harrington, do Lago Tahoe, Califórnia. No ano passado, o antigo campeão de escalada esportiva, de 29 anos, escalou em livre o #El Capitan em Yosemite. Antes disso ela fez tentativas fortes porém sem sucesso ao cume da montanha mais alta de Myanmar para descer o Makalu, a quinta montanha mais alta do mundo, nos ceus. “O desáfio está saindo do mundo da competição e decidindo que ela quer ser uma escaladora para a vida”, Disse Harrington.

“Para os garotos que estão surgindo um 9b e a base” Diz Peter Mortimer. “Quando eu iniciei, um 9b significaria que você estaria nas capas das revistas”.

Essa transição – ou transformação – dos patrocinadores de competidores profissionals, refletiu na evolução mais ampla de escalada nos EUA a partir de uma atividade marginal para o esporte de competição direta. A Escalada explodiu em popularidade na última década: O Número de academias de escalada indoor tem aumentado constantemente  (até 68% desde 2010), e a participação em competições juvenis aumentou (até 144%). a Escalada goza de ampla exposição da mídia social, e foi ainda nomeada para os Jogos Olímpicos de 2020 em Tóquio.

“Você pode viver na Flórida ou Kansas, lugares onde não há rocha alguma para escalar e ainda tornar-se um escalador de classe mundial” Diz Lynn Hill, uma lenda de Yosemite, que deixou sua marca na década de 1970 e 1980. “Quando as pessoas da minha geração foram chegando não havia celebração do esporte como há hoje em dia”.

Durante décadas, o esporte era mais religião do que esforço atlético; experiência foi duramente conquistada no granito. Hoje, é mais provável que você encontre esse tipo de devoção canalizada nas vias criadas pelos homens e vias de escalada codificadas por cores em sua academia local. As vantagens desse tipo de centros de treinamento são claros: Agarras de Resina e Fingerboards para construir a resistência nas pegadas e você podera manter o treinamento durante o ano inteiro, com apenas algumas peças básicas. A Curva de aprendizado caiu e a nova geração esta pronta para empurrar rapidamente o esporte para frente.

“A Academia se tornou terreno fértil para novos grandes escaladores” diz Peter Mortimer, fundador da produtora de escalada House Sender Films, conhecido por documentarios de escalada intensos como “Alone on the Wall” e “Uprising Valley”.

Pegue por exemplo a garota de 14 anos Manhattanite Ashima Shiraishi, ela e ou a escaladora mais forte do mundo ou esta a caminho de se tornar. Embora ela tenha construído boa parte de sua história em ginásios, no ano passado ela se tornou a primeira mulher a mandar um 5.15a (12a Brasileiro), e mais cedo neste mês ela se tornou na pessoa mais jovem e a primeira mulher a mandar um V15. O Fato de ela ter sido capaz de completar essas acsensões assustadoras e inteiramente devido ao seu treinamento.

A academia não é apenas para crianças e iniciantes, também um meio vital para alpinistas envelhecerem com vigor físico. “As lendas que destruíram no seu tempo agora são ratos de academia” diz Cedar Wright, um subproduto de Yosemite que hoje passa boa parte das suas horas na academia malhando Boulder.

Enquanto treinar Indoor irá impulsionar a escalada em rocha, escalar em rocha torna o escalador levemente mais fraco na resina. Na rocha, atletas não tem a habilidade de fazer tantos movimentos e repetições dos movimentos mais difíceis. “ir para a rocha e quase um atrás se você quer ser um escalador de ponta em ginásio. Diz Tommy Caldwell, que fez a ascenção em livre da parede Dawn Wall no El Capitan, no ano passado com Kevin Jorgeson – Tendo aperfeiçoado alguns dos movimentos que eles precisariam executar com precisão, em um ginásio de escalada.

Enquanto escalada esportiva em ginásio é uma boa preparação, não é nenhuma garantia de sucesso imediato na Rocha. No ginásio, Harrington costumava mandar todas as vias que entrava. Então ela tentou Escalada no Gelo, Tradicional e montanhismo. “No inicio foi desestimulante”, comenta ela. “Mas agora eu quero ir as montanhas e voltar destruída, porque é quando eu aprendo”.

Este ano ambas pretendem continuar empurrando-se. Ambas descobriram o que muitos escaladores já haviam percebido antes – que enquanto Ginásio o torna um atleta, a Rocha é que forja os Escaladores de verdade.

“Quem sabe se eventualmente a beleza da natureza das ervas daninhas e das borboletas entra na sua alma e muda você” Diz Wright.

Publicado na revista Outside Magazine de abril de 2016.

 

20 Anos de Escalada em Serra Caiada

Serra Caiada é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Norte, Nordeste Brasileiro, na mesoregião e microregião do Agreste Potiguar. Com área de 167,348km2 e população de 8.774 habitantes, conforme censo de 2010 do Institito Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O Período de chuvas é de Março a Junho, conforme indice histórico da emparn para o agreste potiguar.

Em 2012 foi realizado um plebiscito junto ao primeiro turno das eleições municipais para decidir se a população era a favor da mudança do nome da cidade de Presidente Juscelino para Serra Caiada, aprovado com 98,53% dos votos.

A escalada em Serra Caiada teve seu início em 1996, com as primeiras vias grampeadas da Serra, sendo a Grampeleta no Boulder Principal a 1º Proteção Fixa de Serra Caiada e a Genesis na Face leste a primeira via tradicional de Serra Caiada.

Serra Caiada hoje conta com mais de 200 vias de escalada catalogadas, estima-se que esteja perto das 250 entre catalogadas e não catalogadas, além disso comenta-se que seriam as primeiras vias de escalada do nordeste. Existem praticamente dois acessos a Serra Caiada o principal pelo Boulder principal e o acesso ao setor da Ravina, ver guia do encontro de 2012, está situada a 66km de Natal (Capital Potiguar) pela BR 226 seguindo de Natal (Passando pelos municípios Parnamirim/ Macaíba/ Bom Jesus/ Serra Caiada).

No inicio de 2016 Serra Caiada Recebeu o evento mulheres da rocha, em homenagem ao dia internacional da mulher, movimento similar a famosa “1º Grande Concentração Feminina no Pão de Açucar” ocorrido em 1986 e que este ano comemora 30 anos de presença femina.

O Aniversário de 20 anos das primeiras vias de escalada de Serra Caiada, reacendem os cuidados com manutenção de vias de escalada, até quando os grampos originais suportam impactos e quão danificados já estão? algo largamente estudado e apoiado nos Estados Unidos, inclusive com a criação de uma Organização para Regrampeamento de vias de escalada, a safeclimbing.

No aniversário dos 20 anos da escalada no RN nós lançamos o primeiro banco de dados de grampos, chapas e ancoragens defeituosas no Brasil e homenageamos a Grampeleta dando ao banco de dados o seu nome. Nosso intuito é meramente estatistico e informativo para que possamos analisar as informações e entender os impactos e durabilidade das proteções fixas. Nosso banco de dados é aberto para receber informações de vias em quaisquer estados brasileiros, não limitando-se ao nordeste, e disponibilizaremos a versão consolidada do banco de dados sempre que processadas as informações recebidas.

 Como chegar em Serra Caiada:
  • Distância de Natal – 64 km aproximadamente (1 hora).
  • Pegue a RN-063, No final da reta tabajara entre a esquerda em direção a Caicó/Currais Novos e siga por até Serra Caiada.

As coordenadas geográficas são:

  •  Latitude: -6:09:31
  •  Longitude: -35:72:15
  •  Altitude: 401m

O Período de chuvas é de abril a julho.

Mapa Topográfico do Rio Grande do Norte

Maiores informações sobre a escalada no Rio Grande do Norte nos sites da AERN (Associação de Escaladores do RN), e no blog EscaladaRN que disponibiliza uma croquiteca ou ainda no em contato.

Nunca mais fique Tijolado!

Publicado originalmente na revista Rock and Ice por Neil Grenham

Se os seus ante-braços incham como balões e seus dedos sempre parecem crescer justo quando se esta próximo das proteções, então essa série de duas partes no treinamento de resistência é exatamente o que você esta procurando. No “Winter Workouts – Get Fit with Interval Trainnin” eu mostrei como usar um programa intervalado para o poder de resistência. Neste artigo, nós olharemos o trEino de baixa intensidade/resistência para vias longas. Esta área de treino crucial e facilmente ignorada, fornece a chave para a rápida recuperação.

Antecedentes

Baixa intensidade/resistência refere-se a sequências de escaladas que são mais longas que 60/70 movimentos de mão, que podem durar mais que seis ou sete minutos.

Jargon Buster

Escaladores as vezes usam o termo “stamina”/”life” para se referirem a resistência. Em outros esportes é comum se classificar resistência como aeróbico e anaeróbico mas na escalada isso fica confuso. Por exemplo, um dado escalador pode ter uma via ou enfiada que lhe exiga movimentos intensos e curtos, precisando de resistência anaeróbica, seguido de uma enfiada que requer mais resistência aeróbica; E é comum que as duas resistências, tanto aeróbicas como anaeróbicas sejam testadas na mesma escalada, assim como os níveis de ácido lactico aumentam e diminuem, e é dificil separa-los totalmente quando se fala em treinamendo de baixa intensidade.

De Volta a Velhas Rotinas

Um erro comum é ignorar totalmente o treinamento de baixa intensidade. Algumas academias tem vias que sequer chegam próximo da altura necessária, então nós escolhemos a opção mais prática e simples, escolher o que temos disponível. A aproximação requerida é fazer vias simples que requerem menos disciplina, menos tolerância a dor, como se você não estivesse gastando muito tempo sobre a influência do fatigamento muscular. É um erro comun tentar escalar, cada vez mais, graus mais dificeis quanto forem possíveis em todos os seus treinos. Ainda que mesmo para aqueles que fazem cordadas duplas ou triplas em vias mais faceis nas escaladas ocasionais aqui acolá, e de volta as dificeis, existe um universo de aplicações com um pouco mais de planejamento.

A Nova Rotina

Sessões de Treinamento de baixa intensidade podem ser feitos numa parede de guiada ou em num murinho de boulder.

Parede de Guiada: Esta opção é bem feita quando você tem um parceiro sensato e vocês não ficam monopolizando vias populares quando a academia esta cheia. Seja guiando, ou descendo, puxe a corda o mais rápido possível, e guie novamente; ou guie e desescale a via então guie novamente. Desescalar precisará ser consideravelmente mais fácil do que guiar.

Murinho de Boulder: Esta opção é otima para escaladores solitários. Normalmente funciona melhor quando se faz sequências aleatórias, ou vias de facil identificação, sejam por cores ou circuitos.

Quando Treinar

Atletas de elite desejam treinar resistência até cinco vezes na semana, com talvez uma sessão de força complementar. Alternadamente pode-se fazer três ou quatro sessôes de resistência (mais uma sessão de força). É universalmente aceito que baixa intensidade produz o melhor e mais seguro tipo de treino para iniciantes ou Você pode então seguir priorizando treinos de alta intensidade. Outra tática é fazer uma série concentrada de treino de baixa intensidade imediatamente anterior a uma possível escalada tradicional.

Especificações variáveis

Nunca treine os mesmos movimentos nos mesmos angulos. Alterne entre algumas variáveis conforme abaixo:

Número de movimentos:

Média Intensidade/Resistência: 60-80 movimentações

Alta intensidade/Resistência 80-150 movimentações

Angulação do muro:

Prátique “resistência em agarrões” nas paredes mais ingremes e “resistência regleteira” nos muros de menor angulação.

Constante ou Variável:

Uma sequência de escalada requer baixa intensidade, pode no entanto ser mantido com movimentações de graduações próximas, ou variando, com sessões mais difíceis intercaladas com bons descansos. O estilo anterior requer uma frequência constante, talvez movimentações rápidas do antebraço para tentar recuperar, enquanto que o estilo mais recente é fazer sessões duras e descansar bem. Ambos os estilhos são importantes para a prática.

Estrutura de Treino

Escolhendo a graduação do treino: Abaixo há uma ideia para um escalador intermediário.

Sessão Tripla: dois a três graus abaixo do limite “A Vista” para uma única via.

Sessão Quadrupla: Três a quatro graus abaixo do limite máximo “A Vista”

Guiando>Descendo>Guiando:

1- Guie (dois ou três graus abaixo do seu limite “A Vista”.

2-Desescale 4 a 5 graus abaixo do seu limite “A Vista”.

3- Guie dois ou três graus abaixo do seu limite “A Vista”.

Se lembre que graduação acumulada de três ou quatro vias facinhas feitas sequenciadamente podem lhe levar próximo ao seu limite. Por exemplo, quatro entradas na via curta 5.11a, ida e volta, é um esforço equivalente a uma longa 5.11d ou 5.12a na rocha.

Número de Repetições

Tente completar entre quatro a seis intervalos de trabalho para baixa intensidade/resistencia. Para alguns números extensos vai depender de quão dificil você mnta sua tabela de treinos, mas se você fizer substancialmente mais ou menos, então claramente as vias e circuitos ficam ou muito dificeis ou muito faceis também. Sempe termine uma série. As primeiras duas ou tres mérias gerais deverão se sentir realmente confortaveis, os próximos dois deverão ser dificeis e os ultimos dois um voo desesperadp. Também é válido notar que sessões de baixa intensidade podem servir muito bem para descansar ativamente, ou reabilitar-se de um machucado, desde que você deixe cair a graduação consideravelmente e fazer uma ou duas séries a menos que o total.

Momentos de Descanso

Uma vez e meio é uma boa base. Por exemplo, se você estiver escalando por 10 minutos descanse por 15.

Variações Estruturais

Tentar seguir combinações que adicionem novidades ao seu treino. Nenhuma estrutura simples é superior a outra, então tente uma que seja nova para você.

Intervalo Estrutural:

Este intervalo a estrutura é dado no Nº 192 para alta intensidade/resistência, onde intensidade, duração da escalada e momentos de descanso permanecem fixados e constantes.

Ex.: 10 Minutos escalando ou 100 movimentos x 5 series com 15 minutos de descanso entre as séries.

Piramide de Intensidadade Estrutural:

Duração da escalada e momentos de descanso permanecem fixados, mas a graduação/intensidade sobe piramidalmente então baixa novamente.

Ex.: 100 movimentos com 15 minutos de descanso entre as sérias a 80%>90%>100%>90%>80% do máximo da graduação a vista.

Duração da Piramide Estrutural:

Com essa opção, a intensidade/graduação permanece a memsa para cada série, mas a duração da escalada varia na piramide estrutural.

Ex.: Graduação fixa a 90% do limite “A Vista” para todas as séries: 7minutos escaladno, 10 minutos descansando, 10 minutos escalando, 15 minutos descansando, 15 minutos escalando, 20 minutos descansando, 10 minutos escalando, 15 minutos descansando, 7 minutos escalando.

O Elemento da Técnica

Relaxe, respire calmamente e sacuda.

Nota.:Este artigo foi originalmente publicado na Rock and Ice nº193, traduzido por Allysson Laurentino.