Aprenda as Técnicas apropriadas para o uso do Grigri

Aprenda técnicas apropriadas para uma segurança suave e segura

Publicado originalmente em climbing.com por Julie Ellisson

O Lançamento da Petzl em 1992, o Grigri marcou um grande passo na evolução dos equipamentos de segurança: Era um equipamento que ajudava significativamente para “pegar uma queda” e também permitia o segue a segurar e baixar o seu parceiro com pouco esforço. Os escravos da segue agradeceram, mas o uso incorreto desse equipamento recém desenvolvido começou a resultar em acidentes. A Petzl tem feito um esforço para educar os usuários, mas os maus hábitos de devotos são fáceis de quebrar e com o lançamento do Grigri 2 em 2011 é ainda mais importante do que nunca para aprender (e ensinar) técnicas adequadas.

Como Funciona

uma peça móvel interna (além da parte do corpo da peça) rotaciona para dar ao Grigri sua poderosa capacidade de “pegar quedas”. Quando a corda move rapidamente pelo equipamento (assim como na queda), o móvel é ativado e trava a corda para evitar que ela continue se movendo (A).

Como usar

Inicialmente com a posição de dar segue. No uso básico, o Grigri deverá ser usado no estilo de equipamentos tubulares. A Mão do freio nunca deveria largar a corda. A medida que o escalador sobe, dê folga a corda um pouquinho de cada vez (ou retese quando dando segue de toprope). Se o escalador cair, trave a corda para baixo  com as duas mãos. O Móvel do Grigri vai travar a maior parte ou todo o peso, mas a sua mão do freio é uma segurança adicional. Puxar a corda que sai do freio também ajuda  a ativar mais rapidamente a peça móvel.

Alimente a folga rapidamente. Se você tentar alimentar muita folga de uma vez, o móvel pode ativar, evitando que a corda passe pelo Grigri. Isso pode ser chato quando você está guiando e precisa puxar a corda para continuar escalando e clipar na próxima proteção. Antecipe-se ao escalador guia quando ele for clipar a corda e comece a alimentar a folga evitando que o Grigri trave. Com cordas mais grossas e clipadas precipitadas você pode fazer a transição temporariamente de uma mão para a outra. Mantendo três dedos de sua mão de freio envolvida em torno da corda, coloque o polegar sobre a borda traseira da alã preta e calce o seu dedo indicador sob o lábio do lado direito. Pressione para baixo com o polegar e empurre para cima com o ponteiro para segurar o móvel para baixo, momentaneamente desativando o mecanismo de bloqueio enquanto você puxa a folga com a mão esquerda. Assim que você terminar, volte a posição inicial da segurança, deixando o mecanismo móvel habilitado a se ativar, caso seja necessário. Se escalador guia cair enquanto você estivar com a mão no Grigri, rapidamente deslize a mão do freio soltando-o e levando-a de volta para a corda para travar.

Baixando. Com a corda travada na sua mão do freio, lentamente vá liberando a mão do freio. A medida que você for sentindo a resistência, continue puxando para trás suavemente. Não levante a mão totalmente, pois isso irá desativar o mecanismo do freio e poderia causar a perda do controle, especialmente se o escalador for mais pesado que você. Se o escalador estiver fora de controle enquanto você o abaixa, despreocupe-se com a suavidade e trave com a mão do freio.

Perigos

  • Alimentar o Grigri ao avesso. Siga o diagrama impresso no lado que mostra a orientação correta de uso. Puxão na ponta que vem do escalador para ver se o sistema vai ativar corretamente.
  • Segurando o dispositivo. Um instinto básico quando você toma um susto é de segurar um objeto com força, e se você está segurando o Grigri, você pode acidentalmente travar o seu ativamento.
  • Agarrando a corda do escalador em queda. Isto reduz a força no dispositivo e impede que este funcione apropriadamente.
  • Deixar de manter a sua mão na extremidade do freio. O Grigri não é mãos-livres. É Assistida por travagem. O móvel de um Grigri pode não envolver-se totalmente em pelo menos quatro situações:
    1. Com cordas muito finas.
    2. Um escalador extremamente leve.
    3. Vias com “arrasto” que reduzem a força de uma queda.
    4. Pendurando-se na corda (contra a queda) no meio da via.

Para ajudar o móvel a funcionar o segue as vezes precisa dar um passo atrás ou sentar-se enquanto ele trava com sua mão do freio.

Uso intenso, sujeira e areia podem danificar o equipamento, assim como qualquer outro equipamento. Aposente o Grigri se aparecerem partes pontiagudas ou o móvel não estiver operando suavemente.

5 Passos para um rapel mais seguro

Publicado originalmente em climbing.com por Jason D.Martin (tradução livre)

Siga essas orientações para aumentar a segurança no rapel

Desde 1951, Acidentes no Montanhismo Norte-Americano tem alcançado narram centenas de acidentes em mortes no rapel, tanto nos Estados Unidos como no Canadá. Embora os riscos associados com o rapel e escalada nunca poderão ser totalmente eliminados, há atitudes que podem ser tomadas para mitigar os riscos. Enquanto muitos acidentes de escalada podem deixar algumas lesões, quase todos os acidentes de rapel deixam o praticante morto, então não há espaço para erros ai. Enquanto diretor de operações e guia para o instituto American Alpine, eu compilei uma lista de cinco passos fáceis que todos escalador pode usar para minimizar as chances de um acidente com rapel. Não é rapelar uma ou duas vezes que é perigoso. É o rapel como um todo que leva ao e perigo real.

#1 Saia Andando

Se for possível sair andando com segurança do cume, saia. Pode ser mais longo e requerer mais energia, mas caminhar enquanto se esta cansado é muito menos perigoso do que fazer um rapel usando corda e sistemas de ancoragens e backups postos em prática quando se esta cansado que torna o rapel perigoso. Limitar a quantidade de tempo gasto no rapel é certamente uma forma de limitar a exposição a potenciais erros.

#2 Feche o Sistema

Sempre feche o sistema. Costumeiramente fazer nós de arremate nas pontas das cordas é o jeito mais simples e mais seguro, e o pescador triplo é um nó “limpo” que não vai passar por nenhum sistema de segurança. Esse é um método simples que é normalmente ignorado, mas fechar o sistema deveria ser uma tática padrão. As pessoas raramente pensam sobre amarrar nós nas extremidades da corda em vias de uma única cordada, mas, ironicamente, é onde a maioria das pessoas geralmente se acidentam. Nós na corda vai evitar esse tipo de acidente e é um problema de fácil solução.

Se você esta com medo de sua corda ficar presa quando você a estiver puxando – por causa da vegetação ou área quebradiça, terreno arenoso ou se tiverem outros escaladores abaixo – considere amarrar as pontas da corda e clipar-las a um mosquetão no seu baudrier, então rapele com alforjes. Em um cenário de rapel em múltiplas cordadas, isso diminui a probabilidade da corda ficar presa e fornece a segurança de um sistema fechado.

#3 Monte o sistema corretamente

Um dos erros mais comuns é não pegar as duas pontas da corda no freio. Quando corretamente montado com as duas pontas da corda, as forças são distribuídas igualmente entre as duas pontas da corda, o que evita que a corda escorregue pela ancoragem. Se você só usar uma ponta da corda pelo sistema de freio, a corda vai escorregar mais rápido pela ancoragem, e é muito provável que você leve uma grande queda até o chão. Confira e re-confira todo o seu próprio sistema, tanto quanto o de seu parceiro se possível.

#4 Monte um back up

Montar um back up no rapel vai lhe assegurar que se ocorrerem erros você não cairá no chão. Adicionando um Auto-block / Prussik / Marchand acima ou abaixo do seu sistema de rapel é o melhor back up. Se você perder uma das pontas e você tiver um auto-block/ Prussik / Marchand, ele irá evitar que você leve uma queda. O Auto-block / Prussik / Marchand também é recomendado no caso de o escalador acidentalmente perder o controle e soltar as mãos da corda enquanto estiver descendo, inclusive se o escalador ficar inconsciente em uma queda ou outras razões que o façam soltar a corda.

As duas opções são um Auto-block / Prussik / Marchand abaixo do equipamento de rapel ou colocando um Auto-block / Prussik / Marchand nas duas pontas da corda Acima ou Abaixo do equipamento. A maior desvantagem nesse sistema é que ele gasta mais tempo para ser montado. Rapelar com um nó abaixo do freio tem entrado um pouco fora de uso, mas ainda há pessoas que o fazem. A maioria dos escaladores usam o nó Auto-block / Prussik / Marchand com um mosquetão de rosca preso a perna da cadeirinha. Isso permite que se use as duas mãos abaixo do equipamento produzindo mais redundância (backup) no rapel.

Lembre-se, que um nó Auto-block / Prussik / Marchand será desativado se ficar preso contra o freio, o que pode acontecer facilmente se o nó é muito grande e o escalador torce de uma certa maneira. Se o escalador precisa para desenrolar as cordas emaranhadas ou qualquer outra coisa, enquanto estiver pendurado no freio ele deve fazer um outro nó abaixo do freio. Isso irá garantir que se algo acontecer o escalador não vai cair no chão.

Além disso, ter o cuidado de sempre fechar as fivelas ajustáveis comuns nas pernas. O problema com este tipo de cadeirinha é que um mosquetão clipado a um backup do rapel pode eventualmente prender-se na fivela da perna e folga-lo ou mesmo soltar-lo. No entanto pode-se clipar um mosquetão de rosca na parte interna da coxa onde não se tem fivelas (ao invés de por acima onde pode haver fivelas)

#5 Estenda o rapel

Muitos escaladores e a maioria dos guias preferem rapel longo, significando que o rapel fica acima do baudrier na fita da solteira. Há um número de vantagens desse sistema. Muitas pessoas podem podem montar seus rapeis simultaneamente, o que pode reduzir o tempo total gasto na descida. Ele também permite que tanto ambos escaladores confiram o sistema do outro antes de iniciar a descida. E é possível de por o nó auto-block/Prussik de back up diretamente no loop do baudrier, aumentando a segurança e reduzindo a probabilidade de o nó bater no freio e destrava-lo.

FREIOS

Antes de rapelar você deveria conferir todos os aspectos do seu sistema. O Acrônimo para os sistemas de rapel é o FREIO, desenvolvido por Cyril Shokoples, 10 anos atrás e agora largamente usado pelos escaladores mundo a fora, podem ser facilmente montados e conferidos como um checklist. É uma boa ideia de conferir todo o sistema em voz alta tocando no equipamento a medida que se confere, confirmando que está tudo montado adequadamente e que irão funcionar bem.

F – Fivelas: Confira as fivelas do seu baudrier. Certifique-se que todas as fivelas estão fechadas apropriadamente.

R – Equipamento de Rapel/Cordas: Confira os mosquetões do seu sistema, se estão fechados, as duas pontas da corda corretamente conectados ao sistema e a corda passando corretamente no sistema.

E – Equalização/Ancoragem: Confirme que a ancoragem é boa. Se for uma arvore, certifique-se que ela esta viva, e que é larga o suficiente para suportar seu peso, e que tem uma boa base de raízes. Se for um boulder, certifique-se que não vai se mexer. Se estiver rapelando em proteções fixas certifique-se que elas são fortes o suficiente. Confira e reconfira que nenhuma fita, cordelete ou corda estão danificadas ou muito velhas.

I – Nós gerais e de União de Cordas: Confira todos os nós do sistema. Certifique-se que os nós de união das cordas estão corretamente apertados e com sobra o suficiente.

O- Nó nas pontas da corda: Certifique-se que as pontas da corda estão com nós para evitar que passem pelo freio caso cheguem ao final antes de você estar preso à próxima ancoragem. Confirme que as duas pontas da corda estão com nós.

S – Segurança de Back Up: Use um autoblock / Prussik de back up e certifique-se que você não estará rapelando bordas afiadas.

Obs.: Cuidado com cabelos longos, conforme sugestão de alguns escaladores mais experientes como o Edson Du Bois, eventualmente se o cabelo grande entrar no freio vai ficar bem complicado liberar sem cortar o cabelo. Por isso sugerimos estar atento e prender bem os cabelos quando longos.

Aprenda Isso: Dando Segue a um Escalador mais Pesado

publicado em climbing.com por Dave Sheldon

Escaladores que seus parceiros são 15 kg mais pesados ou mais normalmente são jogados quando o escalador guia leva uma queda. No entanto este fenômeno é desconcertante a primeira vista, porém pode ser perfeitamente seguro com algumas precauções simples – e pode permitir uma queda suave para o escalador. Alguns escaladores recomendam ancorar um segue mais leve ao chão, mas isso pode causar uma experiência dura ao cair. Na maioria dos casos, permitindo a um segue de escalada esportiva a mover-se para reduzir as chances de uma lesão para o guia e para o segue, e também reduz a força aplicada ao sistema.

 

a2 a1

                         

Posição: Quando dando segue, fique diretamente abaixo da primeira chapa/grampo. Se o guia cair, isso assegurará que você será jogado imediatamente para cima e não arrastado pelo chão ou ser arrastado pela pedra.

Tênis para cima: Use tênis com solado resistente, fechado nos dedos: não use sandálias! Como você estará com as duas mãos na corda, então serão seus pés que te manterão afastados da rocha. Em uma queda forte as forças podem ser violentas, então luvas para rapel podem ser bem vindas – e se você não for descolado demais – um capacete pode ser interessante.

Folga: Se a primeira chapa/grampo for muito próximo do chão, considere desclipa-la após ter a segunda chapa protegida; isso irá prevenir que o segue seja jogado de encontro a primeira costura. Ou use uma “stick clip” para “isolar” a primeira chapa/grampo, eliminando a descida pra desclipar ou a desclipagem acidental.

Terreno: Analise a area abaixo da primeir ae segunda chapa/grampo, seguindo seu caminho provável ou a trajetória acima. Há algum bico de pedra ou rocha pontuda para ficar ciente? ou a rocha é suave e tranquila? Perceba onde você provavelmente cairá – tomara que os pés primeiro! – a 1, 3 ou 5 metros acima. Se houver uma chance de ser arrastado para alguma coisa pontuda, ache outro via ou um segue mais pesado.

Esteja Pronto: Quando o guia cair da via, segure-se e trave o corpo inteiro para evitar ser catapultado. Não pule! Se o guia estiver baixo na escalada, considere abaixar-se em um joelho. Isso irá aumentar a distância entre o segue e o guia em um ou dois metros, o que deverá ser suficiente para evitar que os dois se choquem. Se o choque for inevitável, vire sua cabeça, mantenha a boca fechada para proteger sua mandíbula e não largue a mão da corda em hipótese alguma.

Esteja Alerta: A medida que você for puxado, mantenha seus pés abaixo de você – o movimento vai parecer um tipo rápido de rapel reverso. Sua meta é deixar o chão com equilíbrio.

Comunique-se: Agarras de descanso, bixos que podem sair de buracos, um bom segue deve estar preparado para uma queda a qualquer momento. Ainda assim, o guia pode ajudar. Quando uma queda parece ser uma possibilidade distinta, grite: “fique de olho” “se liga” deixe o segue em alerta máximo.