Aprenda isso: Escale vias difíceis (com dicas de Sasha DiGiulian)

A medida que você esta olhando a próxima ancoragem alguns metros a frente, você trava os ante-braços ainda mais focando em apenas mais um move. Você respira fundo, tensiona ainda mais os dedos do pé, levanta o corpo e pega a próxima agarra com a sensação de puro êxtase – apenas para sentir o momento de alívio, uma sensação de derrota,  a corrente de ar a medida que a parede vai se distanciando rapidamente. Seja bem vindo a escalada esportiva. Quando a parede vai ficando mais negativa a medida que fica também mais alta, o cansaço físico (a sensação de “tijolamento”) é uma questão de tempo, como um despertador, e é tudo uma questão de chegar a ancoragem antes que o despertador dispare. Negativos e tetos exigem determinação, foco, técnica e pensamento criativo. Abaixo nós comentamos alguns das mais importantes habilidades a se desenvolver.

Descanso > Força: Aprender a descansar é uma questão chave para mandar vias. Bons escaladores de teto tem força e resistência, sim, mas eles são melhores em administrar a escalada e evitar o “tijolamento”. Eles sabem como descansar e então usar a recuperação para reiniciar o despertador do tijolamento. Pratique descansar tanto quanto escalar.

1-2-3: Pense sobre sua movimentar-se por tetos em um padrão 1-2-3: 1- segure uma agarra com as mãos retas (não exagere na pinçada) e levante seu corpo equilibradamente. 2, Reposicione o seu pé de forma que ele fique no melhor posicionamento para que você alcance a próxima agarra. 3. Mova-se com confiança até a próxima agarra. Repita tudo até que você chegue na próxima ancoragem.

Use descansos para clipar a corda: Isso pode envolver escalar para um certo posicionamento, clipar a corda, então desescalar para um bom descanso para que você possa respirar mais fácil e focar na próxima sequência. Ou você pode precisar incluir alguns movimentos a mais para clipar de uma agarra melhor, evitando clipar apoiado em uma agarra pequena onde você poderá tijolar mais rapidamente.

Sua core é o seu melhor equipamento: Pense sobre travar o abdominal e puxar suas costelas em direção a parede (um mantra mental ajuda: ficar colado, ficar colado, ficar colado) para manter seu quadril sem descer, o que colocaria mais peso nos braços. Manter as costelas próximo da parede significar travar mais nos pés e pressionar mais os músculos das pernas para sustentar o corpo todo próximo da pedra.

Estranho é Bom: Drop-knee, gancho de calcanhar, gancho com dedos dos pés, entalamento de pé, entalamento de joelho são bons pois aliviam o peso do corpo sobre os braços. Aprenda e use-as sempre que possível.

Mova os seus pés, não os seus braços: Mantenha seus braços retos e parados tanto quanto possível com o seu pé em um movimento fluido e preciso ache cada agarra de pé necessária para posicionar o seu corpo de forma a tornar o próximo move eficiente. Isso significa usar a força dos seus pés e não dos braços. Também considere mover seus pés em busca de uma posição que possibilite melhores agarras para as mãos.

Desenrole tetos com Sasha DiGiulian

Altura: Acho que minha estatura baixa pode ser melhor em escaladas ingrimes porque meu torso e meus membros não são tão longos, o que pode necessitar de mais energia para manter sob controle. De toda forma, ser dinâmico é importante, então treine para força e grandes movimentações.

Caindo e Medo: Tomar vacas em cavernas é legal! Você esta caindo no ar com nenhum risco de bater em algo afiado ou ralar na pedra enquanto se cai. Aproveite!

Forçando a Barra: Quando eu fico tijolada e preciso me forçar a continuar escalando, eu foco na respiração. Uma respiração lenta e calma vai diminuir os batimentos cardíacos e te distrair. Eu me convenço que não estou cansada e que a próxima agarra é boa ou é a ancoragem. Force a barra para aquele último move e você vai melhorar rapidamente pois estará constantemente forçando seu corpo a ir um pouco mais além.

Se pendurando de baixo até em cima: Ler vias e ficar calmo pode ser difícil. Preste atenção na escalada antes de iniciar-la e faça um planejamento para cada seção. Ache bons descanso e escale de descanso em descanso.  Chegue a um descanso e olhe para a próxima seção de agarras. Enquanto estiver descansando mantenha os braços esticados, ombros descansados e pés totalmente apoiados dos dedos ao calcanhar. Apenas respire.

Técnica: Tente por muita pressão em cada agarra de pé, especialmente as ruins. Use a ponta dos seus dedos, com a agarra sob controle especialmente com o dedão do pé. Calcanhar, Chave de calcanhar e entalamentos de pé são cruciais. Para suas mãos, centralize seu corpo levemente abaixo da agarra. Levante seu corpo e as pernas devem estar alinhadas com suas costelas. Varie da esquerda para a direita controlando o corpo com suas costelas. Tensione o abdominal e foque na sua core, para mantela tensionada.

Como melhorar técnica de arestas?

Por: Neil Gresham
Traduzido por em 27 de Março de 2016.

Eu odeio arestas. Alguma dica de técnicas? – Jim Murdock, Little Rock, AR

Nicky lida de uma boa forma com as arestas exigentes do Half Dome.

Evitar passar muito alto ou muito largo para o maior ponto de apoio disponíveis. Em vez disso manter os pés dentro de linhas imaginárias verticais que são na largura dos ombros.

Suba seus pés em pequenos passos, usando os espaços mais apertados e próximos.

Mantenha suas costelas acima dos pés, perpendicular ao movimento gravitacional, mais do que trazendo-as o mais próximo da parede. Se você se abaixar vai perder tração e restringir a visão.

Não suba muito alto nos calcanhares ou a borracha da sapatilha vai te levar pra fora da rocha e seu corpo pode escorregar.

Para manter o movimento do seus pés, troque suas costelas de lado, de forma que um pé esteja sempre apoiado, então levante e posicione o pé que esta sem peso.

Use a precisão do momentum nos pés altos e foco em trazer suas costelas para cima do seu pé primeiro, antes de tentar ficar de pé.

Evite levantar demais suas mãos pois isso levantará seus joelhos. Ao invés disso, considere usar agarras mais baixas, ou talvez usar as palmas da mão para apoiar.

Em geral, crux em arestas são transponíveis através de movimentos de pés altos, mais do que focar em achar agarras de mão antes do crux.

Este artigo foi publicado na Rock and Ice Nr.184.