Aprenda a Escalar Vias Tradicionais: Colocação de Móveis e Equalizações

Artigo publicado originalmente em climbing.com por Julie Ellisson

A parte mais complicada – e mais importante – de uma via de escalada de várias cordadas de escalada tradicional são as colocações sólidas das proteções móveis e a montagem de equalizações seguras de forma rápida. Existem algumas dúzias de formas de faze-lo corretamente – tanto quanto faze-lo horrivelmente errado. Neste artigo há algumas regras gerais a se seguir, mas as colocações exatas e a estrutura da sua equalização vai depender da situação específica: tamanho da fenda e orientação, que peças você ainda tem para usar, direção da via em relação a parada anterior e à próxima parada e assim a lista continua. Tenha sempre em mente que os pontos a seguir é uma boa base mas o melhor é ter um mentor na escalada ou um instrutor certificado com muita experiência.

Todas as Paradas devem ser EARNSER

Equalizada

Todas as peças devem distribuir igualitariamente o peso e se uma das peças falhar nenhuma das peças deve sofrer impacto ou mesmo toda o peso que estava na peça que falhou.

Angulada Corretamente

Os ângulos das fitas ligando as peças ao ponto central (onde o mosquetão mãe esta clipado) são de no máximo 60º para cada um ou menos.

Redundante

Cada peça da ancoragem está “backupiada” então se alguma peça falhar a ancoragem inteira ainda deverá estar bem sólida.

Sem Extensões

Se uma peça falhar, a ancoragem não deverá estar montada de forma que muita folga é adicionada ao sistema e a ancoragem se torne estendida.

Sólida

Cada peça deverá estar individualmente forte e bem colocada.

Rápida

A ancoragem toda não deve ser difícil de montar e deve ser eficiente.

BÁSICO DE COLOCAÇÕES

Móvel mal colocado e Móvel bem colocado

Esquerda: As castanholas não estão realmente encaixadas (pouca abertura das castanholas) o que significa que não está sólida.

Direita: Boa colocação. Bom contato com a rocha, quantidade ideal da abertura das castanholas e orientado de forma a proteger a direção da queda.

DE RUIM A BOM

Erros comuns de Equalizações corrigidas

Esquerda: Sem proteção contra puxões para cima. Esses nuts estão colocados para proteger apenas puxões para baixo, então se o segue for jogado para cima pela queda de um guia, esta ancoragem pode falhar facilmente.

Direita: Adicione uma peça direcionadora para cima, como um móvel. Essa peça vai proteger contra forças que puxem para cima ou para fora. É tão bom quanto a peça mais baixa da equalização.

Esquerda: Ancoragem Sem estar equalizada. Em uma queda, a maior parte da força na equalização vai impactar na peça superior da esquerda. Se essa peça sair, as outras peças sofrerão impacto e toda a equalização pode vir a falhar.

Direita: Equalize-a. Cada peça recebe a mesma quantidade de força quando o puxão vem direto para baixo. E, se uma peça falhar, as outras não sofrerão impacto.

O PROCESSO EQUALIZADO

Uma vez que você tiver chegado a parada, descubra onde você pode fazer três boas colocações, preferencialmente acima da altura do peito e relativamente próximas, mas você precisará usar o que estiver disponível. Coloque cada peça e clipe-as com um cordelete fechado ou uma fita longa. Puxe o cordelete/fita entre cada uma das peças, para baixo, deixe os loops entre as peças esticados igualmente (angulando-as na direção de onde o participante estará vindo) e faça um nó oito em uma ponta conectando todos os loops. Esses loops abaixo do nó são o ponto principal onde você deve se clipar e montar o equipamento de dar segurança.

Saber exatamente que equipamento você vai precisar em cada parada  é o ideal – mas isso raramente acontece. Construir uma equalização com móveis limitados e as colocações é como resolver um quebra cabeça e uma grande habilidade a se ter. Pergunte a alguns amigos escaladores que já tiverem feito a via e leia as descrições dos detalhes, como “guarde o nº1 e o nº2 para a equalização e mantenha isso em mente enquanto estiver escalando. Se não tiver nenhuma informação concreta e não souber o que haverá acima uma boa regra é tentar salvar uma peça pequena, uma média e uma grande para montar a equalização. Se você ficar sem fitas ou cordeletes você pode sempre construir uma equalização com a corda. E lembre-se sempre de proteções naturais como uma árvore (deve ser pelo menos 12 cm, firmemente enraizado e viva!) e bicos de pedra podem ser ideais para por fitas como uma parte da equalização.

Aprenda a Escalar Vias Tradicionais: Guiando e de Segundo

Se encordar à “Ponta Afiada da Corda” Não é tudo que há para fazer. Você precisa entender completamente a arte das colocações de peças móveis, sistemas de corda e como manter seu segue seguro, entre muitas outras coisas.

Guiando vias de várias cordadas

Se encorde e comece a escalar como você normalmente faria em uma escalada esportiva. A medida que você sobe, coloque proteções nos buracos, fendas e fissuras na rocha. Quando você chegar ao final da cordada, construa uma equalização. Ponha sua solteira na equalização, então grite para o seu parceiro “ancorado!” Quando ele responder e liberar a segurança, puxe a folga da corda e organize-a nos seus pés se houver espaço suficiente ou organize-a na solteira ou fita que está te conectando à equalização. Quando você tiver puxado toda a folga, o segundo escalador ou o participante deverá gritar, “chegou!” Monte a segurança dele no seu baudrier ou diretamente na equalização. Grite para o participante, “Segue Pronta!” A medida que ele for escalando vá puxando a folga da corda e continue organizando a corda conforme você já fez inicialmente. Quando ele chegar na parada, faça-o se prender na equalização, certifique-se que ele está em uma posição confortável e desmonte a segurança dele. Se o seu parceiro for guiar a próxima cordada, passe a ele o equipamento e inverta a corda de forma que ela não se enrole ou prenda-se (se você já tiver organizado a corda antes isso não deverá ser um problema). Após o guia estar com o equipamento, ele vai ficar preso à equalização até o segue montar sua segurança, dizendo diretamente ao escalador “Segue pronta”. O escalador pode então soltar sua solteira da equalização e começar a escalar.

Notas

  1. Sempre confira e re-confira seu próprio baudrier, nó e os de seu parceiro de escalada antes de começar a escalar.
  2. Colocar as proteções é uma arte e é preciso muita prática. Comece colocando as proteções em top rope ou na base de uma via.
  3. Sempre é melhor começar praticando a guiada em escaladas que estão abaixo do seu grau de habilidade – uma via que você sabe que pode terminar sem muito aperreio e com pouco risco de queda. Por exemplo, se você escala 6 Sup em escalada esportiva então tente guiar um 5 grau de tradicional para começar.
  4. Há infinitas possibilidades quando se fala em montar equalizações. Veja as páginas a seguir para o básico e tenha instruções com um escalador mais experiente ou mesmo um instrutor certificado de forma que você fique ciente que suas equalizações estão montadas apropriadamente.
  5. É importante usar nomes porque quando há uma distância entre você e seu parceiro e há vários escaladores na montanha, você pode acabar confundindo o grito de algum outro escalador com o de seu parceiro e coisas ruins podem acabar acontecendo. Usando nomes você pode vir a prevenir estes problemas.
  6. Enrole ou aduche a corda em voltas grande inicialmente, e então em voltas menores a medida que o segue chegar perto. Isso vai ajudar a prevenir a corda de se embaralhar e vai economizar tempo.
  7. Dar segue diretamente da equalização com um freio automático* pode ser útil porque você poderá organizar os equipamentos ou comer um lanche enquanto dá segue com segurança.
  8. “Confortável” é algo relativo quando se trata de equalizações em platôs. O Crucial é que o segue possa dar uma segurança de forma apropriada.
  9. Para evitar que algum equipamento caia durante uma troca de posições nas paradas, segure até que o outro escalador ponha a mão no equipamento e confirme em voz alta: “Peguei”

Comunicação Sem Vozes

É Crucial discutir a comunicação básica com seu parceiro antes de sair do chão. Há uma boa probabilidade de você não escutar seu parceiro quando a 50 metros ou mais acima, nas paradas, especialmente quando você tem a ação do vento, um rio com corredeira próximo ou uma estrada nas proximidades que adicione o barulho da poluição. Há diversas formas diferentes de fazer isso, mas o mais importante é desenvolver um sistema (mesmo que seja criado na hora) e mantenha-se firme a esse sistema. Um bom exemplo seria algo como: Quando o guia montar uma equalização ele puxa a corda fortemente três vezes.  O segue responde dando três puxões fortes quando tiver desmontado a segurança. Quando o guia tiver montado a segurança para o participante ele puxa a corda fortemente quatro vezes e o participante responde que ele esta escalando também puxando a corda fortemente quatro vezes.

Carregue (Menos)

Para vias mais longas (quatro cordadas ou mais), você provavelmente vai querer carregar comida, água, camadas, tênis de aproximação e outros artigos diversos. Neste caso, pegue uma pequena mochila que seja leve,  grande o suficiente para carregar o essencial para duas pessoas (16 a 20 litros é um bom tamanho) e confortável o suficiente para usar durante uma escalada. Deixe o participante carregar a mochila uma vez que o guia já esta levando todo o equipamento de escalada (ambos os escaladores devem querer levar uma mochila para vias de escalada de um dia inteiro). Para vias mais curtas (até três cordadas), você pode deixar água e o resto no chão ou você pode levar o essencial no seu baudrier. Adiciona algum peso, mas você ficará muito feliz de ter levado algum luxo consigo.

Participante em uma via de várias cordadas

Encorde-se com um oito duplo guiado no lado oposto da corda que o guia estiver usando. Clipe-se nas paradas como você faria em qualquer outra via com corda. A medida que você estiver dando segurança o escalador vai subir e colocar as proteções, quando ele chegar no final da cordada vai construir uma equalização. Após o escalador guia tiver se ancorado na equalização, vai grita: “to na minha!” Tire a sua segurança e grite: “Liberado!”, o escalador guia vai então começar a puxar a corda. Calce as sapatilhas e pegue tudo que você precisar levar consigo. Confira novamente seu nó e espere o guia gritar “Segue Pronta!” Você deverá responder “Escalando!”. A medida que você escalar, você deverá remover as proteções colocadas na via, algumas vezes com um saca nut. Organize seu equipamento no baudrier ou em uma fita a medida que você “limpa” a via. Quando você chegar ao final da cordada, você deverá se clipar diretamente à equalização e o escalador guia vai desmontar sua segurança

Notas

  1. Isso pode ser feito depois, após o guia ter terminado a primeira cordada, mas se feito antes de o guia sair do chão pode prevenir erros porque vocês podem conferir os equipamentos um do outro e também conferir os nós dados. Certifique-se que a corda aos seus pés está apropriadamente aduchada e desembaraçada de forma que você possa dar a segue suavemente ao escalador guia.
  2. Não se esqueça de conferir o seu freio e os nós e o seu baudrier.
  3. Você pode manter seu tênis de aproximação enquanto da a segurança, haverá tempo depois de troca-lo por sapatilhas de escalada.
  4. Lembre-se de usar seus nomes nas comunicações para evitar problemas.
  5. Ajude o guia certificando-se que a corda não ficará presa e de corda suavemente.
  6. É bom remover os móveis da rocha antes de desclipar da corda. Se a peça escorregar da sua mão ainda vai estar pendurada a corda.
  7. Tente visualizar como o guia colocou a peça na fenda pois é assim que deverá sair. Algumas vezes uma peça precisa ser puxada para baixo ou para as laterais antes que possa ser retirada, mas seja cuidadoso e não coloque a peça ainda mais fundo ou elas podem ficar entaladas em definitivo que também é conhecido como “overcam”.
  8. Tente equipar-se de forma organizada a medida que estiver limpando uma via, de forma a economizar tempo em cada parada. Coloque os móveis em ordem do menor para o maior, com os nuts também organizados do menor para o maior.

*Grifo nosso, lembramos que não existe um freio automático e sim freio assistido, desta forma nunca confie totalmente num freio assistido e não deixe a mão da corda solta em momento algum.

 

Aprenda a Escalar Vias Tradicionais: O Equipamento

Artigo publicado originalmente em climbing.com por Julie Ellisson

Escalada tradicional requer uma grande e complexa quantidade de equipamentos a ser usado ao invés das ancoragens para segurar uma queda. Essa proteção, também chamada de móvel, é colocada em fendas e fissuras a medida que se evolui durante uma escalada, e então removida ou limpa, quando se termina, então tudo que você deixa na rocha é um pouco de magnésio. Continue lendo para saber a diferença dos tipos de móveis e das várias formas de colocações.

UM BOM EQUIPO

Os dois tipos básicos de proteções são passivo e ativo. Ativo tem peças móveis que se expandem e contraem para caberem nas colocações. Passivo não tem peças móveis e depende completamente do formato do metal para caber nas suas colocações. Guias e Livros vão sempre te falar que tipo de equipamento você deve carregar para certos tipos de escaladas, algumas vias requerem tipos específicos de equipamentos para uma ascensão segura. Frases comuns de um guia incluem:

  • Equipamentos de 3 polegadas. Você precisa de proteções que possam entrar em buracos e fendas que são de 3 polegadas ou mais estreitos. Carregue móveis que estejam dentro dessa faixa de tamanho, incluindo pelo menos uma peça de 3″.
  • Equipamentos padrão. Isso varia de lugar para lugar, mas também pode significar um conjunto completo de peças (7 a 13 peças, que se encaixem em fissuras até cerca de 1,5″) e um conjunto de cerca de seis ou mais móveis de 3″ para baixo até 0,5″ e menor.
  • Peças duplicadas ou um jogo extra de peças. Isso significa que você deveria trazer dois jogos de peças móveis em um certo tamanho (duas peças de 1″) ou dois jogos padrões de móveis. Triplicado significa três jogos e por ai vai.

Equipamento Ativo

Móveis

Cada móvel tem três ou quatro castanholas que contraem quando o gatilho é apertado e então expandem-se para encaixar na fenda quando o gatilho é liberado. Essas castanholas são presas a molas para prender o móvel no lugar quando está sem peso. Durante uma queda a forma do móvel em geral transmite a força do impacto ao longo da haste para fora contra as paredes da fissura. Estes são ideais para fissuras paralelas e uma vez que a quantidade de contração varia, cada móvel se encaixa em diferentes fendas de diferentes larguras.

Big Bros

Desenvolvido para várias fendas, esse equipamento tem dois tubos cilíndricos que se expandem (após apertar um gatilho) para pressionar contra lados opostos de uma fenda. Um anel é rosqueado para baixo para prender a peça. Durante uma queda, um lado da peça sustenta o peso, que leva o outro lado para cima na rocha, criando a ação básica de um móvel forçando-o a ficar no mesmo lugar.

Equipamento Passivo

Nuts

Essas cunhas de alumínio, desenvolvidos para fendas menores, funcionam nas constrições de uma fenda para criar uma barreira mecânica que mantém a peça na rocha. Você pode coloca-los em alguns lugares (Lado largo para fora, para os lados, etc.), mas a colocação padrão só protege uma tração para baixo.

Hexes

Esses são feitos de blocos ocos de alumínio que são bons para fendas médias. Eles eram necessários para muitas vias antes dos móveis serem inventados, mas agora muitos escaladores preferem móveis para este tipo de colocações. No entanto, os hexágonos são mais leves, mais baratos e mais seguros em fissuras molhadas ou com gelo.

Tricams

Apesar de estes serem tecnicamente passivos porque eles não tem peças móveis, a ponta afiada de um lado e o lado oposto suavemente curvo na lateral do móvel contra a rocha para torná-los eficazes em faces paralelas e lacas.

Marque seus equipamentos

Enquanto todo escalador quer ser único, a maior parte dos nossos equipamentos são extremamente idênticos. Para distinguir as suas amadas peças das dos demais escaladores, é importante ter uma marca em cada peça, inclusive nos móveis, mosquetões e fitas. Pegar equipamento emprestado as vezes é necessário para vias tradicionais longas, onde você pode vir a precisar de várias peças iguais para completar a via e marcando-as vai te ajudar a diferenciar facilmente o que é seu e o que não é. Use uma fita (fita isolante colorida normalmente é o melhor) ou esmalte de unha com uma coloração característica para por em todo o seu equipamento. Certifique-se de colocar a fita ou esmalte de unha para fazer a marca em um local onde haverá menos abrasão e uso (ex. a parte inteira do mosquetão ao invés da área onde a corda passará no mosquetão) de forma que dure mais e nunca use esmalte em fitas ou cordeletes. Os produtos quimicos do esmalte podem danificar o nylon ou Dyneema e comprometer sua integridade. Esmalte de unha costuma durar mais que fitas e pode ser mais fácil de criar seu próprio padrão de cores, inclusive misturando cores.

Equipe-se de forma Correta

A forma como você carrega seus equipamentos enquanto escala é uma questão de preferência pessoal. Algumas pessoas preferem usar fitas penduradas nos ombros, outros preferem levar tudo no loop do seu baudrier, e outros preferem uma combinação de ambos. Qualquer que seja sua escolha, tente ordenar os equipamentos com as menores peças na frente, começando os Nuts todos em um único mosquetão e os móveis mais largos no final. Organizar seu baudrier pode tornar mais fácil de localizar uma peça correta, mas pode ser problemático se você estiver enfrentando uma chaminé ou uma fenda e precisar manter todo o equipamento em um lado especifico. Uma fita para o equipo pode lhe permitir mudar todo o equipamento de um lado para o outro do corpo com facilidade e fica mais fácil de passar todo o equipo para o seu parceiro de escalada, mas esse tipo de organização pode ser problemático em certos ângulos de escaladas onde toda a engrenagem podem variar um pouco e comprometer seu equilíbrio.

Patu

Patu é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Norte, Nordeste Brasileiro, na região Oeste Potiguar e a Microrregião de Umarizal. Com área de 319,129 km2 e população de 11.664 habitantes, sendo o 48º maior em população do RN, conforme censo de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O Período de chuvas e de Março a Maio, conforme indice histórico

Maiores acumulados de precipitação em 24 horas
registrados em Patu por meses (EMPARN, 1911-presente)[13] [14]
Mês Acumulado Data Ref Mês Acumulado Data Ref
Janeiro 150 mm 19/01/1961 [15] Julho 80 mm 05/07/1964 [16]
Fevereiro 158 mm 04/02/1951 [17] Agosto 66,4 mm 08/08/1918 [18]
Março 183 mm 26/03/1954 [19] Setembro 38,5 mm 18/09/1923 [20]
Abril 220 mm 17/04/1952 [21] Outubro 94,5 mm 15/10/1976 [22]
Maio 260 mm 07/05/1952 [23] Novembro 103 mm 08/11/1981 [24]
Junho 109,2 mm 01/06/1987 [25] Dezembro 95 mm 21/12/1946 [26]

Fonte: wikipedia

Segundo o Ministério da Integração Nacional, Patu está incluído na área geográfica de abrangência do clima semiárido brasileiro, definida em 2005. Esta delimitação tem como critérios o índice pluviométrico, o índice de aridez e o risco de seca.[27]

A Escalada em Patu está nos seus passos iniciais, hoje contando com apenas 5 vias de escalada e milhares de possibilidades, tendo surgido por volta de 2014/2015 no Pico do Pelado e na Serra do Lima, onde há o cruzeiro e atualmente a maior via de escalada do RN, que junto com a Cachalote em Quixadá/CE se tornam as maiores vias do Nordeste.

Acessadas pelo Santuário de Nossa Senhora dos Impossíveis, construído em 1758,  a 310 km de Natal (Capital Potiguar).

No inicio de 2016 foi concluída a abertura da Via Crucis (veja o croqui aqui) que passou a ser até então a maior via de escalada do RN, chegando a incríveis 530 metros, a via foi aberta pelo escalador Brito Filho com apoio de Heráclito Patrício, Charles – Challera, Allysson Laurentino e Zé Doido, morador local que a anos vive em contato com praticantes de Voo Livre, seja Parapente ou Asa Delta, uma vez que Patu tem das melhores condições de voo do mundo,  Zé Doido fez a linda trilha de acesso e inicio da via que leva o seu nome “Trilha do Zé Doido”.

A Primeira Ascensão (First Ascenscion – FA) foi realizada pelos Conquistadores Brito FIlho e Charles em 04/03/2016 após apenas 3 investidas, algo inusitado para uma via desse tamanho.

Foto da P6 do acervo pessoal de Brito Filho

Allysson Laurentino saindo da P9 para a P10, do acervo pessoal de Brito Filho.

Ainda em 2016, Brito Filho e Denn Malloy conquistaram a via Morada dos Deuses, com seus 720metros, tornou-se então a maior via de escalada do Nordeste, um mês após sua conquista ele teve sua primeira repetição onde os escaladores fizeram um bivaque e dormiram no meio da parede a 480 metros do chão, será que teremos em Patu um autêntico Big Wall nordestino? o certo é que os escaladores que gostam de vias tradicionais de escalada alpina, estão gradativamente voltando os olhos para Patu.

Em maio de 2017, foi realizado a ATM (Abertura de Temporada de Montanhismo), idealizada por Brito, tornou-se realidade com o apoio de diversas instituições e principalmente pelos Patuenses que abraçaram também a escalada. Na ATM diversos escaladores do Nordeste compareceram, entre paraibanos, pernambucanos, cearenses e Norte rio grandenses, além da presença ilustre de alguns estrangeiros que já frequentam o cenário potiguar da escalada.

Atualmente há o Abrigo Patugônia, No mirante da serra, atualmente o principal ponto de apoio para os escaladores e conquistadores que desejarem visitar Patu.

Para mais informações, Brito disponibiliza seu contato (brito.rn@gmail.com).

Como chegar em Patu:

  • Distância de Natal – 310 km aproximadamente (3 horas).
  • Pegue a BR-304 até Assu passando por Parnamirim, Macaíba, Santa Maria, Riachuelo, Lajes, Angicos, Itajá e Assu saindo de Assu pegar a RN 233 em direção Triunfo Potiguar por 48 km até a BR 226 em Direção a Campo Grande por mais 20 km, na rotatória chegando a Campo Grande siga a esquerda mantendo-se na BR 226 até Patu por mais 32 km passando por Janduís, Messias Targino e finalmente Patu).

As coordenadas geográficas são:

  •  Latitude: -6º6’0”
  •  Longitude: -37º38’0”
  •  Altitude: 227 m

Mapa Topográfico de Patu